Memórias da RME

Projeto Memória da Rede Municipal de Ensino de Curitiba - 1999 a 2012. Resgatando a história da instituição.

Ex-Alunos

Nome: Gisele Cardoso
Escola em que estudou e ano: E.M. CEI Jorn. Cláudio Abramo - EF, 1989

Fui aluna da Escola Municipal CEI Jornalista Cláudio Abramo no ano de sua inauguração, em 1989. No início do ano nem tinha lanche, minha mãe levava pão com embutidos, que eu comia no banheiro porque tinha vergonha. Após alguns dias, já fazíamos todas as refeições na Escola, de manhã era aula normal, a tarde atividades extracurriculares, era muito bacana. Entre outras atividades, tinha culinária, artesanato, tapeçaria, exploração da natureza. Saudades dessa escola, das histórias de criança, dos segredos. Em 1990 ingressei na Escola Municipal Umuarama, uma Escola pequena com muitas histórias e uma equipe de ex e atuais gestores incríveis, aqueles do tipo que sabem o nome de todas as crianças e seus pais, que todos tem acesso. Nesta Escola eu estudei, estagiei, trabalhei e os meus filhos frequentaram, faz parte da minha infância e da minha família.

 

Nome: Elenice de França Lima
Escola em que estudou e ano: E.M. N. S.ª do Carmo - EIEF, 1994

Estudei na Escola Municipal Nossa Senhora do Carmo, no bairro Boqueirão. Lembro da época de 1994, tenho lindas recordações dessa Escola, principalmente da professora Irene, da professora Deise, da professora Maria das Graças e do orientador Walter. Gostaria de poder rever meus amigos de sala de aula do pré 1, série 2, série 3 e série 4. Lembro de muitos deles, sinto saudades e às vezes até choro ao lembrar o quanto tudo isso foi bom pra mim. Hoje sou casada e tenho três filhos. Sempre comento sobre minha antiga Escola e falo também que lembro até do cheirinho dela.

 

Nome: Allan Michael Schneider de Medeiros
Escola em que estudou e ano: E.M. Dona Pompília - EF 

Minha jornada de estudos ainda não acabou, apenas deu uma pausa. Comecei meus estudos no Projeto Piá, no bairro Jardim Aliança, onde o professor Gerson, me fez tomar gosto pelos estudos. Na sexta-feira era dia de jogos, nós disputávamos o Banco Imobiliário. Minha primeira série foi no Colégio Estadual Arthur Ribeiro de Macedo, lá compartilhei bons momentos, minha primeira professora foi a Dalva, a segunda foi a Professora Cláudia, a terceira foi a professora Raquel. Na quarta série fui estudar em um colégio em Piraquara, aí passei por vários colégios: Colégio Estadual Pedro Macedo, Colégio Estadual Dom Pedro II, Colégio Estadual Dezenove de Dezembro, Escola Municipal Dona Pompília, Instituto de Educação do Paraná Professor Erasmo Pilotto, Colégio estadual Cruzeiro do Sul, e por aí vai. O motivo de tantas escolas, eram as constantes mudanças da família. Com esse conhecimento nas escolas, posso afirmar a qualidade de ensino padrão. Sempre fui a frente dos outros alunos, mas a clareza com que eram explicadas as matérias, entendia-se muito bem. Sempre tive um elo com as professoras, até hoje visito algumas, ahhh... saudades dos bons tempos.

 

Nome: J. C. Amodio
Escola em que estudou e ano: E.M. Pres. Pedrosa - EF
 

"Bom dia! Pesquisando no google sobre o Grupo Escolar Presidente Pedrosa, da Av. República Argentina, esquina da Rua Morretes, no bairro do Portão, acabei encontrando o “blog do 100 anos de Pedrosa”. Também estudei no referido Grupo Escolar nos anos de 1951 no segundo ano; 1952 no terceiro ano e 1953 no quarto ano. A diretora era Dona Sofia, a Inspetora de Ensino era Helena Kolody, a poetisa. Das professoras ainda recordo da Dona Lúcia. Nos meses de inverno pela manhã para chegar a escola, atravessávamos os campos recobertos pela geada, infelizmente haviam colegas que iam com os pés descalços, mal agasalhados, e apesar de tudo iam felizes. Na hora do recreio era servido um lanche, geralmente um doce de sagu com vinho ou suco de uva talvez, ou banana cozida com açúcar e canela. Abraços. J.C. Amodio” J. C. Amodio é Projetista Modelador e reside atualmente em São Paulo

 

Nome: Denise da Silva Lipinski
Escola em que estudou e ano: E.M. CEI Raoul Wallenberg - EF, 1988

Tenho muita história pra contar...Iniciei meu pré, no ano de 1988 na Escola Municipal Fernão Dias, que atualmente recebe o nome de CEI Raoul Wallenberg, foram anos fantásticos!!! Tive o privilégio de participar da inauguração do CEI com o Prefeito Jaime Lerner. Tenho lembranças bárbaras deste tempo: Ótimas professoras! Lembro do nome de todas (Judith, Léa, Maria, Tereza, Ângela e Vânia). Uma diretora incrível, que por sinal tinha o mesmo nome que eu e Festivais Folclóricos marcaram minha infância. O mundo dá voltas, minha mãe que era vendedora e artesã, acabou trabalhando em uma agência de serviços gerais e atuando justamente na minha escola. Estimulada pela sua encarregada, terminou o segundo grau e fez concurso para inspetora e passou. Assim , os laços com SME aumentaram e meu gosto pelo espaço escolar também aumentou. Diante de tantos momentos que foram sendo construídos, com afetividade, carinho e dedicação, acabei idealizando minha vida profissional. Fiz Magistério (em Nível Médio), Pedagogia (Faculdade) e Psicomotricidade Relacional (Especialização). Hoje, sou professora em dois padrões e adivinha? Leciono na escola que estudei (CEI Raoul Wallenberg). Além disso, sou contadora de Histórias do Bosque Alemão, atuo no Comunidade Escola (no Farol do Saber), na escola que trabalho à tarde (EM Anita Merhy Gaertner) e mais, minha mãe é secretária desta escola agora!!! Foram grandes passos em família! Sou muito feliz sendo FAMÍLIA DA SME e acredito na minha profissão, no serviço público de qualidade!

 

Nome: Simone Crocetti
Escola em que estudou e ano: E.M. Pref. Omar Sabbag - EF, 1983

Tínhamos orgulho de estudar na escola Omar Sabbag pois o ensino era excelente, os professores tinham satisfação em trabalhar na escola, a infra-estrutura (laboratórios, salas de aula, biblioteca e quadras esportivas) atendia as demandas e a equipe administrativa era muito empenhada. Era tácito que podíamos seguir os caminhos profissionais que desejássemos. Por isto na minha turma, a 8ª 1ª, muitos fizeram curso superior, alguns mestrado (como eu) e doutorado. Um fator importante que contribuiu para meu direcionamento profissional foi o curso em contraturno na 8ª série de 1983. Havia três opções: reparo de rádio e TV, auxiliar de escritório e corte e costura. A maioria das meninas escolhia entre os dois últimos, mas eu e minha amiga (Rosemari) escolhemos reparo de rádio e TV, com o inesquecível incentivador professor Gilberto de Oliveira. Aprendemos muito e seguimos carreira nesta área de tecnologia, a qual exercemos até hoje. Após atuar 14 anos como técnica e engenheira eletricista em indústrias, optei por seguir carreira acadêmica como professora de eletrônica na UTFPr. Tive uma grande surpresa ao descobrir que um dos meus alunos era filho do professor Aílton Araújo, no instante veio à tona lembranças deste diretor, severo, que nos dava limites de tal forma que aprendemos a respeitar regulamentos e pessoas. A Escola Muncipal Omar Sabbag faz parte do que sou hoje.

 

Nome: Idiana Faversani
Escola em que estudou e ano: E.M. Leonor Castellano - EF, 1989

No final da década de 80 e início da década de 90 tive a alegria de ser aluna da rede municipal de Curitiba na Escola Leonor Castellano.Nesta escola fui alfabetizada e tive contato com profissionais maravilhosos da educação. O tempo passou e hoje faço parte da rede, não mais como aluna,mas sim como professora e é com imenso orgulho que posso dizer que de alguma forma faço parte da história da Rede Municipal de Ensino de Curitiba, onde desde criança aprendi que educar não é só ouvir mas pensar e agir.

 

Nome: Itacir Antonio Alves Pereira
Escola em que estudou e ano: E.M. CEI Francisco Frischmann - EIEF, 1979

Quero felicitar a escola municipal Francisco Frischmann. Recentemente, ao passar pela frente, recordei-me de quando cursei o ensino fundamental, antiga 1ª, 2ª, 3ª e 4ª séries do primário. Naquela época o nome do estabelecimento era Escola Municipal Marialva. Na atualidade percebo que os princípios éticos, morais e fundamentais para a vida familiar e profissional, foram estabelecidos pela minha família, e depois pela escola, em particular pelos professores que me conduziram para a formação. Hoje exerço a função de Capitão da Polícia Militar do Paraná, e recentemente concluí o curso de Matemática, através do qual exerço o Magistério para o curso de Oficiais Bombeiros na disciplina de Cálculo Integral e Diferencial. Meu muito obrigado a tudo e a todos que de alguma forma contribuíram para a construção da minha carreira. Se para muitos a escola pública tem péssima qualidade de ensino, para mim o resultado foi demonstrado ao inverso, pois vale lembrar que toda a minha formação, fundamental e médio, se deu em estabelecimento público.

 

Nome: Estela Maris de Souza
Escola em que estudou e ano: E.M. Irati - EF 

Que felicidade a minha em descobrir esse cantinho e poder falar dos momentos em que estudei na Escola Municipal Irati em Curitiba. Posso dizer que foram os melhores anos da minha vida. Quanta saudade da minha querida professora Iricili...do pátio, onde colocávamos música no recreio para dançar discoteca...isso lá pelos anos 80. Meu maior sonho na época era estudar na Escola Modelo do outro lado do canal, mas acabei mudando antes e deixando para trás meus amiguinhos e minhas doces professoras. Será que a Bene da limpeza ainda existe?? Muitas saudades mesmo!! Adoraria reencontrar a Iricili. Hoje sou arquiteta e urbanista e moro em Niterói - Rio de Janeiro. Devo muito a esses momentos que passei na escola.

 

Nome: Iomara Santiago
Escola em que estudou e ano: E.M. Albert Schweitzer - EF, 1973

Estudei na E. M. Albert Schweitzer de 1973 a 1977, nos períodos vespertino e noturno, na época do Professor Luza e do Diretor Frederico (bons tempos aqueles). Gostaria de entrar em contato com ex-alunos da escola para obter notícias dos colegas e professores e matar as saudades daqueles anos, que foram muito difíceis, mas que, com certeza, deixaram muitas lembranças boas.

 

Nome: Gracielli Stemberg
Escola em que estudou e ano: E.M. Dona Lula - EF 

Estudei na Escola Municipal Dona Lula no tempo das professoras Edvalda, Inez, Carmem e Mariza e da Dona Rute, da cantina. Hoje, nesta página, venho homenageá-las pelo carinho e dedicação que tiveram comigo e com meu filho, que já estudou também na Dona Lula. Tenho saudades dos meus colegas e das professoras. Envio um grande abraço a todos e peço a Deus que os abençoe.

 

Nome: Derotheu
Escola em que estudou e ano: E.M. Papa João XXIII - EIEF, 1966

Quando cheguei a Curitiba, nos idos de 1966, estudei na Escola Municipal Papa João XXIII. Foi um ambicioso e bem sucedido projeto do então prefeito Ivo Arzua. Construiu uma escola pública muito bem estruturada para atender não só aos alunos, mas à comunidade como um todo. Tinha posto de saúde, biblioteca, alfabetização de adultos, escola profissionalizante - para pais e alunos - e merenda escolar da melhor qualidade. Seus professores ainda eram daquela geração em que os alunos ficavam em pé, ao lado das carteiras quando entravam na sala de aula. Foi naquela escola que tomei gosto por ler e escrever. Recebi naquele estabelecimento uma sólida formação de ensino básico, que me permitiu chegar a um exigente seminário católico em pé de igualdade com os demais seminaristas. Arrisco até dizer que no próprio vestibular resolvi várias questões apenas com os conhecimentos daquele antigo ginásio. Lembro-me de todos os professores que tive ali. Todos eles. Mestres, a gente não esquece mais. Em 2003 tive a felicidade de participar da solenidade do quadragésimo aniversário da escola. Estava presente o Dr. Ivo Arzua, que, parafraseando o filósofo chinês do século XVI Kuan Tju, afirmou: "se tens projetos para um ano, semeia o grão; para dez anos, planta uma árvore; para cem anos, educa o povo". Com todo o respeito, houve certo exagero nessa dimensão de tempo; não foram necessários cem anos. O Centro Experimental de Educação Papa João XXIII graças aos idealizadores do Projeto e aos seus educadores, aos quarenta anos já era um verdadeiro celeiro de cidadãos, com formação para exercitar com dignidade seus direitos e tendo enfim - uma efetiva participação na obra do bem comum. Aliás, o "Papa" continua fazendo jus ao seu grande nome; recentemente fiquei sabendo que foi agraciado com um prêmio nacional por estar entre os melhores do Brasil. Uma escola pública, de um bairro pobre de Curitiba. Eu tive o privilégio de estudar lá.

 

Nome: Edmilson Onólis Carvalho
Escola em que estudou e ano: E.M. Pref. Omar Sabbag - EF, 1972

Tive o privilégio de ser pioneiro e inaugurar a Unidade de Ensino Fundamental Prefeito Omar Sabbag. Fiz parte do 1.º ciclo do Ensino Médio da 1.ª turma da 5.ª série em 1972, época da direção da inesquecível Fahide Calluf, assim como dos professores Ademilson José Miranda, Rosa Calluf, Assíria, Mariza, Karuta, Eliane, Aloísio, de Educação Física, e muitos outros. Também fiz parte, à noite, do Ginásio Professor Luiz Carlos P. da Silva, em 1975, com o então professor Renê Reis na direção. É com muito orgulho que presto este depoimento, pois, ao lado de outros tantos, fiquei na história de um ensino exemplar, ao qual sou muito grato pela base de meus princípios que alavancaram minha carreira profissional. Tenho orgulho de dizer que eu participei e vivi essa época tão gloriosa do ensino público.

 

Nome: Paulo Eleutério Ribeiro
Escola em que estudou e ano: E.M. Papa João XXIII - EIEF, 1969

Estudei no Grupo Escolar Papa João XXIII, de 1969 a 1973. Guardo, até hoje, com muito orgulho, o meu primeiro diploma, concedido por ter sido "aprovado com ótimo rendimento" e recebido na Sala de Recreação Prefeito Omar Sabbag, no ano de 1969. Depois de 37 anos, até que está bem conservado! Às minhas inesquecíveis professoras Dora e Chélia todo o meu carinho e reconhecimento. Dentre as várias histórias que lá vivenciei e das quais até participei, lembro me de uma "fuga" da sala de aula, quando da chegada do pessoal da Secretaria Municipal da Saúde para aplicar vacina nos alunos. À época, era colocado um biombo no canto da sala, e os alunos faziam fila para serem vacinados. Quando estava chegando a minha fez, fugi! A professora, creio que se chamava Vera Lúcia, saiu correndo atrás de mim, mas, como estava de salto alto, não conseguiu me alcançar nas escadarias que davam para o pátio da escola. Fui correndo da escola até minha casa, que ficava a quatro quadras. Cheguei em casa chorando, e minha mãe, sabiamente, conduziu-me até a sala de aula e "convenceu-me" a tomar a vacina. Hoje, sou tenente-coronel da Aeronáutica, devendo boa parte das minhas vitórias ao "PAPA".

 

Nome: Noeli Teresa Marinho de Souza
Escola em que estudou e ano: E.M. Pref. Omar Sabbag - EF, 1975

Estudei durante nove anos na Escola Municipal Prefeito Omar Sabbag (do pré à 8.ª série – 1975 a 1983). Lembro-me com perfeição e saudade da professora Vera (pré), da professora Luzivete (1.ª série), da professora Denise (2.ª série), das professoras Cléia (matemática), Vanilda (português) e Maria Trovão (a inesquecível pela sua determinação e postura – 4.ª série). Após a 5.ª série, os professores não caíram no esquecimento, porém, eram tantos... lembro-me dos professores Ronaldo e Gilberto, das professoras Rosa Amamede, Mariza e tantos outros que, na memória, ficou a imagem, porém os nomes se perderam. Não poderia deixar de citar o diretor da minha época, o professor Aílton Araújo, que apenas com a sua entrada no pátio fazia com que todos entrassem em formação, esticando o braço direito – colocando apenas a pontinha dos dedos sobre o ombro do colega da frente, assim falavam as inspetoras. Quando a orientação não era observada como deveria, ao falar, o professor não precisava de microfone, porém lembro-me que seu pomo-de-adão ficava num movimento frenético. O livro negro, uma marca do mau comportamento, ficava exposto na bancada da cantina, sempre na hora da entrada. Durante a fila, ao menor deslize a inspetora mandava o aluno à frente da formação, onde ficava encostado na parede para, após a entrada de todos, receber um sermão e, posteriormente, assinar o livro negro – funcionava. Por que não lembrar das disciplinas Técnicas Comerciais e Técnicas Industriais... quanto aprendíamos! E o atletismo (na pista anexa à escola) e outras atividades para as quais íamos no período contrário, no CENTRO SOCIAL URBANO, que ficava ao lado, porém para nós, alunos, fazia parte da escola. As aulas de dança rítmica, com a professora Berenice; o projeto de teatro, na 8.ª série, que na ocasião proporcionou a apresentação, no Salão Nobre, da peça "Romeu e Julieta" (eu descobrindo meus dotes artísticos, no papel de Julieta); o encontro na casa dos colegas para os ensaios; tantas lembranças gostosas... Em 1990, passei no concurso da PMC e ingressei como professora "volante". Percorri várias escolas... Para minha surpresa, encontrei profissionais da época de quando estudava na Escola Omar Sabbag, hoje minhas colegas de trabalho. É muita emoção... Em 2003, assumi o meu segundo padrão e hoje faço parte da Educação Especial, na Escola Helena Antipoff, como reeducadora visual e pedagoga. Agradeço pela oportunidade de mais uma vez estar contribuindo para a história da Rede Municipal de Ensino de Curitiba.

 

Nome: Rogério Michailev
Escola em que estudou e ano: E.M. Mons. Boleslau Falarz - EF, 1983

Quero deixar o meu depoimento para a galeria dos ex-alunos. Estudei na E. M. Monsenhor Boleslau Falarz, entre 1983 e 1986. Tenho ainda lembranças bem vivas das belas tardes e manhãs que vivi naquele lugar. A primeira professora, Prof.ª Sirlene (onde anda?). As primeiras amizades, as quais ainda cultivo, pois sou morador do bairro. As primeiras figurinhas trocadas e o despertar para as letras e para o esporte. Alguns sonhos ficaram para trás, entretanto, por ironia do destino ou desígnio de Deus, sou hoje da Guarda Municipal de Curitiba, lotado na Regional de Santa Felicidade, trabalhando na E. M. Sônia Maria Coimbra Kenski. Além de guarda dessa escola, sou professor voluntário da escolinha de futebol, repassando os mesmos valores que adquiri e aprimorei naqueles verdes e felizes anos.

 

Nome: Christiane Wegrzynovski
Escola em que estudou e ano: E.M. Pref. Omar Sabbag - EF, 1975

Estudei do pré até a 8.ª série na Escola Municipal Prefeito Omar Sabbag (de 1975 a 1982). Bem, tenho muitas histórias para contar... mas o que eu achava legal é que os alunos usavam guarda-pós (era rosa para as meninas e azul para os meninos). Houve uma época em que os alunos que tirassem notas acima de 70 ganhavam uma medalha com uma fitinha, para ser usada pendurada no guarda-pó. Eu me lembro até hoje, era fitinha amarela para Português, verde para Ciências... e eu andava toda orgulhosa com as minhas medalhinhas... Atualmente, sou secretária escolar. Trabalho há 10 anos na Escola Municipal Cel. Durival Britto e Silva.

 

Nome: Joice Cardoso
Escola em que estudou e ano: E.M. CEI Prof. José Cavallin - EIEF, 1982

Estudei na E. M. Jardim das Bandeiras, de 1982 a 1984, da 2.ª série até a 4.ª série. Atualmente, essa escola tem o nome de E. M. CEI José Cavallin. Lembro-me das aulas de CAC, do lanche servido em bandejas na sala de aula (em canecas azuis); da salinha que ficava bem no meio do pátio, onde ficavam os materiais (papéis, canetas, lápis, livros e também medicamentos guardados em uma caixinha de pronto-socorro com uma cruz vermelha na tampa). Também me lembro da biblioteca que ia até a sala: uma espécie de maleta cromada, lotada de livros com histórias diversas. Lembro-me da história da ovelha Maria-vai-com-as-outras. Tudo traz saudades. Sei que uma das professoras já faleceu. Segui por pouco tempo o sonho de ser professora. Fiz magistério e lecionei durante cinco anos. Atualmente sou fonoaudióloga. Trabalho na área da deficiência auditiva. Sou pós-graduada nessa área. Hoje sou grata por tudo que passei na E. M. Jardim das Bandeiras, dos amigos que fiz, dos caminhos que percorri para chegar onde estou.

 

Nome: Elizabete Ferreira Kister Santos
Escola em que estudou e ano: E.M. Graciliano Ramos - EIEF, 1972

A minha história com a Rede Municipal de Ensino é antiga. Começou em 1972, na Escola Graciliano Ramos. Na época, a escola era novinha, recém-inaugurada. Nela estudei da primeira à quarta série. Lembro que as árvores, hoje grandes, foram plantadas naquele período, e cada sala cuidava de uma delas. Lembro exatamente qual era a árvore da minha turma. Foi um período ótimo, tive excelentes professores. A escola mora em meu coração e, de vez em quando, entro lá e fico recordando tudo o que passei e aprendi naqueles quatro anos. Tive uma professora maravilhosa, a Irene Teresinha Gabardo. Hoje vejo que ela era uma profissional inovadora, lembro que fazia júri simulado para discutirmos questões importantes relacionadas à realidade social da época, defendendo o nosso ponto de vista. Também fazíamos jornais e, durante a sua elaboração, pesquisávamos, escrevíamos e rodávamos o material no mimeógrafo. Enfim, os alunos participavam de todo o processo. Íamos para a escola com prazer, a sala de aula era um lugar vivo, dinâmico, a cada dia havia algo novo para se aprender, estávamos sempre envolvidos com alguma atividade interessante. Percebo, hoje, que, já naquela época, a professora Irene se preocupava em formar cidadãos críticos, atuantes, que argumentassem e defendessem suas idéias. Ela era muito jovem e nos mostrava o que era uma educação de qualidade, aprendi realmente muito com ela, e não somente conteúdos, aprendi coisas para a vida. A professora Irene marcou minha vida, e como nunca mais a tinha visto, ficava imaginando por onde andava, o que fazia. Ela marcou tanto que influenciou minha vida profissional. Hoje sou pedagoga da Rede, trabalho na Escola Tomas Edison de Andrade Vieira, onde também nos preocupamos muito em fazer uma educação de qualidade. Por esses acasos da vida, outro dia descobri, através da internet, que essa professora querida e competente mora no Rio de Janeiro, formou-se em Química, cresceu muito profissionalmente e está fazendo doutorado. Liguei para ela e falamos da Escola Graciliano Ramos, relembramos muitas coisas. A professora Irene me pareceu feliz e surpresa de saber que uma ex-aluna lembrava tanto dela. Esses trinta anos de distância não apagaram o forte vínculo que se estabeleceu numa relação professor – aluno. Há coisas que nossos alunos nunca mais esquecerão, e essa é a nossa grande responsabilidade enquanto educadores. Fazemos parte da vida deles, damos exemplos, ensinamos, modificamos coisas que nem imaginamos, temos com certeza uma enorme capacidade de transformação. Por tudo isso, eu quis escrever, é a minha homenagem à Escola Graciliano Ramos, a todos aqueles professores que se preocupam e se comprometem com a educação, e minha homenagem especial à professora Irene, que passou por minha vida e de muitos outros alunos durante um ano e não saiu mais.

 

Nome: Eduméia Coelho da Silva
Escola em que estudou e ano: E.M. CEI Érico Veríssimo - EF
 

Estudei em duas escolas da Rede Municipal de Ensino: no CEI Érico Veríssimo (1979) e no CEI José Cavallin (1982). Comecei em uma sala de aula emprestada do Estado, na Escola Lucia Bastos, em seguida fomos para o famoso casarão, até que a Escola Érico Veríssimo fosse construída. Que emoção participar daquela inauguração... O carinho da professora Eunice pelos seus alunos ficou marcado em meu coração... Alguns anos depois, nós mudamos e fui pra outra escola da Rede, a Escola Municipal Jardim das Bandeiras, atualmente CEI José Cavallin: o inesquecível uniforme azul tendo no emblema duas bandeiras, o laguinho que passava nos fundos da escola e que ficávamos admirando na hora do recreio, as aulas de CAC... Todas as professoras que tive foram inesquecíveis, despertaram em mim a vontade de aprender cada dia mais e me ensinaram a valorizar as pequenas coisas do dia-a-dia. Foram anos maravilhosos! Nessas duas escolas, recebi a base para o conhecimento e pude escolher minha profissão. Segui os passos das minhas queridas professoras. Fiz Magistério, sou Bacharel em Biblioteconomia, fiz História, sou pós-graduada em Educação Infantil e estou cursando minha segunda pós-graduação. Hoje, atuo na Escola Municipal Vereadora Laís Peretti. Serei eternamente grata por tudo que aprendi e conquistei, e tive e estou tendo a oportunidade de retribuir o que recebi nas escolas da Rede Municipal de Ensino de Curitiba no trabalho com todos os meus ex-alunos e futuros alunos. Já que ensinar exige arte...vocês, minhas queridas professoras, foram grandes artistas.

 

Nome: Cleozy Mara Andrade Boff Figueiró
Escola em que estudou e ano: E.M. Papa João XXIII - EIEF
 

Lá se vão 43 anos... Parece que foi ontem. A diretora Rose Mary Palomeck, no topo da escada do pátio interno da escola, tocava o sino (era sino mesmo, sabe, aqueles de metal com badalo) e nós então corríamos para a fila, em nossos aventaizinhos brancos (alguns nem tão brancos mais, pela correria e brincadeiras dos recreios), outros engomadinhos, como era o da minha amiga Itália Bettega (hoje também professora da Rede). E vinham as professoras e se colocavam em frente às filas...e alguns, mais afoitos, continuavam a conversar. O sino badalava outra vez: – Enquanto não houver silêncio, não vão entrar – falava a diretora. A nossa professora dizia imperativamente: – Silêncio! – e as boquinhas iam se calando pouco a pouco, em respeito à autoridade suprema à nossa frente (àquela época, nós as respeitávamos!). Silêncio total! Nenhuma vozinha se ouvia na imensidão de pátio. Podiam-se ouvir os pássaros no arvoredo em volta. É... havia arvoredo sim! – Entrem as filas das pontas – falava a diretora Rose Mary...e lá íamos nós, de braços para trás, silenciosos, mas com o coração em festa e o grito da bagunça guardado na garganta. Sala de aula. E o "conversê" continuava, as fofocas do recreio ainda estavam muito vivas, afinal brincar de "menina galante" e pegar na mão do menino na hora das rodas era coisa memorável e não agüentávamos esperar pela saída ou pelo outro dia para contar as novidades. TUM, TUM, TUM! Que susto!!!... Era a professora Ana Maria batendo com a palma da mão na mesa para nos chamar atenção. Sentávamos, não com medo, pois a "profe" era dez. E a aula iniciava. – Itália, vamos tomar água? – cochichava eu para minha colega ao lado. – Vamos –, dizia ela. – Professora, posso tomar água? – uma de nós perguntava. – Posso ir junto? – falava a outra. – Podem. Na verdade, nenhuma das duas queria tomar água, era apenas pra passear mesmo, ou, quem sabe, para provar a nós mesmas que éramos importantes para a "Dona" Ana Maria. À tarde, voltávamos para ter aulas nas "Artes Industriais". Que festa! Melhores horas do dia. Participávamos de diversas oficinas. Éramos divididos por turmas, de forma que todos, em rodízio, passassem por todas as oficinas. Tínhamos oportunidade de participar e conhecer outras formas de artes: cestaria, lataria, pintura, culinária... Eu adorava a oficina de lataria. Lá, eu podia "construir" canecos de lata de azeite, que podíamos levar para nossas casas ao final do ano, após as exposições (sentia-me a maior construtora com a caneca de lata). Lembro tão bem de alguns colegas e suas "façanhas": Dinarte (um menino pra lá de bagunceiro, mas boa praça), que saía das oficinas cantando; o Edson Luis Afonso Domingues, o meu "namorado" (nem que fosse só na minha cabeça). Veja só, até hoje lembro o nome todo dele, e olha que são quase cinqüenta anos... E o Nivaldo, então? Esse era bom de garfo e repetia a sopa, deliciosa por sinal, feita na cantina da escola e trazida pelas inspetoras na hora do lanche. Acho que ele comia umas quatro tigelinhas! A professora Odilacyr de Andrade Boff, da terceira ou quarta série, era rígida com seus alunos, mas sempre amorosa. Seguidamente levava o Nivaldo para filar a bóia lá em casa (ela é minha mãe, viu?). E as festas da escola, então? Nossa! Maravilhosas e muito bem freqüentadas. A azáfama da professora Normandil Coelho e da professora Vilma (carinhosamente chamada de Vilmona, por causa da sua altura). Eu tinha as perninhas e a desenvoltura para a dança e a poesia, e lá vinha a "dona" Normandil inventar uma dança e ou uma poesia. No dia aprazado, lá estava eu prontinha, arrumadinha e maquiadinha por ela. Dancei lépida e faceira sob os olhos ansiosos das esmeradas mestras: "...o mundo gira depressa...e nessas voltas eu vou... ai, Lily, ai, Lily, ai lou..." (que saudade de vocês, professora Normandil e professora Vilma). Bons tempos, heim? Apesar do frio que dava na minha barriguinha infantil, cumpria com a tarefa. E quem disse que a "dona" Normandil também não estava com frio na barriga por sua pupila estar lá no palco apresentando-se para os pais, a comunidade e a chefia da Prefeitura? (bem que eu gostaria de saber sobre isso). Quantos desfiles, principalmente na Semana da Pátria – sentimento de gente importante, como nos sentíamos. Sabíamos de cor e salteado as letras dos hinos oficiais e sabíamos cantá-los a capela. Respeitávamos o hasteamento e o arriamento da Bandeira Nacional: – Pés unidos, braços ao longo do corpo, cabeça erguida – falava a professora. E o fazíamos com um sentimento patriótico de se admirar! Os campeonatos de ginástica, no pátio dos fundos do "grupo": salto em altura, salto à distância, corrida dos cem metros (nossa, que distância imensa!), as medalhinhas, simples, mas que aos nossos olhos infantis eram tesouros igualados aos dos grandes Faraós. Ah! E para quem não sabe e não lembra, o nosso querido "Grupo Escolar Papa João XXIII" investia em agricultura e pecuária! Mentira? Nunquinha. A professora Odilacyr era responsável pela horta escolar e a criação de galinhas. Junto com os alunos, plantava, replantava deliciosas verduras e legumes, e alimentava e cuidava das "penosinhas", cujos ovos eram utilizados no feitio de bolos e omeletes para os alunos. Os legumes e verduras (cada cabeça de alface e repolhos gigantescos...) serviam para a sopa, que era saboreada por todos (principalmente pelo meu coleguinha Nivaldo). Depois, veio a "dona" Escolástica Salmon. A professora da antiga e extinta quinta série. Muito metódica e detalhista, mas os alunos a adoravam. Fazíamos excursões de cunho didático para a Serra do Mar, Paranaguá. Podíamos visitar os navios, os museus e não desobedecíamos às professoras, eram passeios maravilhosos. Ah! levávamos lápis e cadernos para fazer as anotações de tudo o que víamos e aprendíamos, pois, no retorno, deveríamos fazer uma redação detalhada (essa era a parte chata), mas hoje agradeço pelas imensas redações, pois graças à exigência das professoras creio que hoje sei escrever um pouquinho. É...o tempo passou, mas não passou a saudade dos que desfilaram pelo "grupo escolar", professores, amigos e colegas que deixaram em nós a nostalgia dos risos, das lágrimas, das broncas, da alegria infantil. Obrigada, professoras queridas e colegas inesquecíveis, que deixaram em minha alma a marca indelével de seu carinho e dedicação.

 

Nome: Patricia França Machado
Escola em que estudou e ano: E.M. Irati - EF, 1979

Meu nome é Patrícia, fui aluna da E.M. Irati. Entrei na escola no ano de 1979, na pré-escola. A Diretora na época era a professora Sandra Regina de Carvalho e minhas professoras foram a profª Marilha, Professora Maria Verônica ( chefe do Núcleo do Boqueirão), Professora Iricili, Professora Inês, Professora Julia e tantas outras que passaram em minha vida nesta escola tão querida e amada. Os anos passaram, e como sempre tive bons exemplos de professoras não tive dúvidas na escolha da minha carreira. Fiz magistério e concurso para Prefeitura de Curitiba e, em 1992, a minha querida Escola Irati me recebeu como profissional da Educação Básica de Jovens e Adultos. Por 2 anos trabalhei com adultos nesta escola. Durante o dia, concluí o curso de Pedagogia na PUC e fiz RIT até o ano de 2002, quando fiz o 2º concurso da Rede. Durante todos os anos, trabalhei como alfabetizadora na 1ª etapa do Ciclo I. Estou há 15 anos trabalhando nesta escola. Em 2003, fui indicada pelo corpo docente e Conselho de Escola para a vice-direção e aqui estou eu já no 2º mandato.Esta escola faz parte da minha história, faço dela minha casa pois,nela passei parte da minha infância,aprendi boa parte do que hoje sei, e que posso transmitir aos meus alunos, e ainda aprendo a cada dia que passa com os meus colegas de trabalho. Meu maior sonho é continuar nesta escola,seja como professora ou em qualquer outra função, por muitos anos, ou melhor até o dia de minha aposentadoria. Afinal,eu a conheço pois nasci,cresci e ainda moro bem próximo dela. É muito bom fazer parte da história de uma escola, assim como eu.

 

Nome: Marseli Nunes de Castro Silva
Escola em que estudou e ano: E.M. CEI Érico Veríssimo - EF
 

Fui aluna das escolas municipais Lapa e Dona Lula. Na E.M. Lapa fiz a pré - escola com a professora Celinha, que assim era tratada por seu carisma, e a professora Maria Neusa Tortato. Minha mãe foi inspetora, inclusive ela tem uma foto com o Saul Raiz na inauguração da escola. Como ela pediu remoção para E.M. Wenceslau Braz, matriculou-nos (eu e minha irmã) na Dona Lula, onde estudei até a 4ª série. Nessa escola muitas professoras foram especiais, porém as professoras Maria Cristina Sugamosto Romfeld e a professora Marisa (Educação Física/já falecida) marcaram. A 1ª é o meu espelho profissional enquanto professora, e a 2ª tinha uma garra que fazia da nossa escola campeã no caçador do Jogos Pré - Mirins. Bons tempos...jogávamos, treinávamos. Fiz teste no Colégio da Polícia Militar, passei e estudei lá até a 8ª série. Nesse período, recebi diplomas de honra ao mérito por minhas notas. Depois, iniciei no CEFET- PR o curso de Eletrotécnica e um ano depois o curso de Magistério, foi quando me decidi... Fiz concurso na PMC, entrei no 1º concurso em seguida fiz para o 2º padrão. Trabalhei na Dona Lula e em várias escolas. Hoje sou diretora do CEI Érico Veríssimo e espero contribuir para que as crianças de minha escola tenham oportunidade. Sempre falo que precisamos estudar muito para melhorar nosso futuro...Meu orgulho é ser filha de uma inspetora que batalhou, que, quando iniciou na Rede na E.M. Monteiro Lobato, levava minha irmã no colo e eu em uma sacola para poder trabalhar. Ela se aposentou no ano passado e contribuiu muito nos mais de 26 anos que atuou na E.M. Wenceslau Braz.

 

Nome: Andréia Soares Farias Mansani
Escola em que estudou e ano: E.M. Prof. Francisco Hübert - EIEF, 1983

Estudei em duas escolas da Rede Municipal de Ensino: na Francisco Hübert (de 1983 a 1985) e na Maria Augusta Jouve (em 1986). Todas as professoras que tive foram excelentes, souberam como nos ensinar a gostar de leitura e a ter vontade de aprender, através das atividades em sala. Eu, como várias crianças da escola, tive o primeiro contato com coisas que não faziam parte da minha realidade, como uma vez em que todos os alunos foram levados para assistir ao musical “O quebra nozes” no Teatro Guaíra. Para mim, foi fantástico! Adoro arte, teatro, leitura... e acredito que isso se deve ao estímulo recebido quando eu ainda era criança. Claro, minha família também tem uma participação nisso, mas acho muito importante o papel que a escola tem na formação das pessoas, pois o que nela recebemos complementa a educação e os valores recebidos em casa. Estive recentemente na Francisco Hübert. A sala em que eu estudei agora é um laboratório de informática. Achei esse avanço quase filosófico: a sala onde eu, pequena, recebi conhecimento evoluiu e passa conhecimento mais avançado para uma outra geração de crianças. Acredito que o fascínio que o teatro exerceu em mim possa ser comparado ao fascínio que os projetos de robótica e as descobertas no laboratório de informática exercem nos alunos de hoje. Nessas duas escolas, recebi a base de todo meu estudo: sou Bacharel em Ciência da Computação e estou cursando minha segunda pós-graduação. Hoje, trabalho no ICI como líder de uma das equipes de TI, prestando serviços à Secretaria Municipal da Educação. Meu primeiro trabalho nessa empresa foi o Portal Aprender Curitiba. Quando recebi essa tarefa, a princípio encarei como um desafio, afinal era uma responsabilidade bem grande. Num segundo momento, comecei a vê-la como um presente, uma oportunidade de retribuir o que recebi nas escolas da Rede Municipal de Ensino de Curitiba e de todas as minhas professoras, Wlasta, Eloina, Sônia, Solange, Eli e Walquíria. Recentemente tive o prazer de participar da implementação do site Memória da Rede, meu segundo presente. Sou duplamente grata: por tudo que recebi na escola quando criança e por ter a oportunidade de trabalhar com o que gosto, contribuindo para o que acredito. Andréia Soares Farias Mansani, Analista de Sistemas.

 

Nome: Paulo Miranda de Oliveira
Escola em que estudou e ano: E.M. CEI David Carneiro - EIEF, 1983

No Cei David Carneiro - Núcleo Boqueirão, entre os anos de 1983 e 1986, estudou um garotinho chamado Paulo Miranda de Oliveira.Seu sonho era ser jogador de futebol e, para alcançar seu desejo, ele iniciou sua carreira no Paraná Clube (antigo Clube Pinheiros). Como o talento, a garra e a dedicação foram grandes, ele foi chamado para jogar no time do Cruzeiro (Minas Gerais), depois no time do Flamengo (Rio de Janeiro) e no time do Bordeaux ( na França). Em 27 de junho de 2003, ele retornou à escola para matar as saudades daqueles tempos em que apenas sonhava, conversou com todos, entregou brindes e participou de uma partida de futebol com os alunos do Ciclo II – Segunda etapa . Com seu carinho, ele deixou para os professores a sensação de missão cumprida e, para os novos alunos, o exemplo e a certeza de que se corrermos atrás de nossos sonhos e acreditarmos neles poderemos obter sucesso.