CEI Anísio Teixeira, Escola Municipal

Localização
Endereço: R. João Batista Scucato, 80
Bairro: ATUBA
Cep: 82860-130
Regional: Boa Vista
Atendimento: Manhã, tarde e noite
Contato
Diretor (a): Maria Catarina Teixeira
Vice - Diretor (a): Janete Pires Santiago
Telefone: (41)3256-2393
E-mail: emanisio@sme.curitiba.pr.gov.br

Projeto Pedagógico - CEI Anísio Teixeira, Escola Municipal

 

Projeto Político Pedagógico - Em construção

 

1 IDENTIFICAÇÃO

 

A Escola Municipal Anísio Teixeira - Ensino Fundamental, localizada na rua: João Batista Scucato nº 80, CEP 82860-130, Vila Esperança - Atuba, fone: (41) 3256-2393, e-mail: emanisio@sme.curitiba.pr.gov.br,  próximo à divisa com o município de Colombo, atende a clientela de alunos de ambos os municípios. A faixa etária atendida é a partir dos 6 anos completos ou a completar conforme legislação vigente, até aproximadamente 10 anos nos Ciclos I e II do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental de 9 anos e 2ª Etapa do Ciclo II do Ensino Fundamental de 8 Anos com cessação em 2.010. Oferta também Educação Especial - Classe Especial e Educação de Jovens e Adultos – Fase I (EJA). Os alunos contam com o acervo do Farol do Saber Telêmaco Borba e um Bosque onde está a cancha poliesportiva utilizada durante a semana pelos estudantes e nos finais de semana pela comunidade.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                 

Dentre as opções de lazer que a comunidade tem acesso, temos: o programa comunidade escola nos finais de semana, farol do saber atendendo a comunidade em geral, além de contarem com fliperamas, bares, bailão, televisão, radio e parques e têm como principal fonte de leitura a Bíblia.

Esta unidade escolar foi construída no período de 1969/70, iniciando suas atividades em agosto de 1970, tendo sida inaugurada em novembro deste mesmo ano. Foi oficialmente criada em 26/02/71, pelo Decreto Municipal n° 308/71 que a criou como Seção de Grupo Escolar da Vila Nova Esperança.

Teve como Primeira diretora indicada pela PMC a senhora Berenice N. F.Neves, tendo como secretária Nelma de Souza Coelho, no segmento vieram as diretoras: Ruth Terezinha Volpe Serbake, Selma Lorega Braga de Morais, Normandil de Souza Coelho.

Em outubro de 1971 foi criada a Associação de Pais e Professores.

Em 1974 teve início o trabalho de Orientação Educaçional (Laís Maria Klaumann e Lea Araújo ) e Supervisão Pedagógica (Selma Lorega B. de Morais) auxiliada por duas professoras de nível superior.

Pelo Decreto nº. 1550/79, fica autorizada a funcionar nos termos da legislação vigente a Escola Municipal Anísio Teixeira – Ensino de 1º. Grau.

Em 28/11/1983 iniciaram-se os cargos de diretores através de eleições pela comunidade escolar, conforme a proposta de democratização do ensino efetuado pela PMC ,eleição esta em duas etapas , 1ª em 19/11/83 apresentação dos candidatos, 2ª etapa em 26/11/83 com a diretora eleita Normandil de Souza Coelho.

Com o Decreto Municipal n° 962, de 28/12/72 altera-se a denominação de Grupo Escolar da Vila Esperança para Escola Fundamental Professor Aníso Teixeira.

Pelo Decreto Municipal n° 561 de 11/07/74 a escola tem sua denominação alterada  para Unidade Escolar Anísio Teixeira.

Pela resolução n° 369/75 e, de acordo com o Parecer n° 170/72, do Conselho Estadual de Educação, a escola teve seu reconhecimento oficializado.

Em 1975 as turmas de 5ª a 7ª séries foram transferidas para a Unidade Escolar Atuba , ficando na Unidade Escolar Anísio Teixeira apenas as técnicas profissionalizantes.

O Decreto Municipal nº 624, de 27/09/76 altera a denominação de Unidade Escolar Anísio Teixeira para Escola de 1º Grau Anísio Teixeira.

Em 23/11/79, pelo Decreto Estadual n° 1550, publicado no Diário Oficial  de 27/11/79, a Escola recebe autorização para funcionamento, dentro dos preceitos da Legislação Estadual e do disposto na Lei  n° 5692/71.

O Decreto Municipal n° 1094, de 17/07/79 que restaurou o Departamento do Bem Estar Social que passou a denominar-se Departamento de Educação, retificou a denominação da escola, que passou a ser Escola Municipal Anísio Teixeira – Ensino de 1º Grau, de acordo com deliberação do Conselho Estadual de Educação.

Através do Decreto n° 09/99 de 09/02/99, a escola tem sua denominação alterada para Escola Municipal Anísio Teixeira - Ensino Fundamental.

O Parecer n° 138/05 CEF/SEED altera o nome do estabelecimento de ensino para Escola Municipal Anísio Teixeira Educação Infantil e Ensino Fundamental e autoriza o funcionamento da Educação Infantil.

A resolução nº 1751/94 de 28/03/94 autoriza o funcionamento da Educação Básica de Jovens e Adultos.

A resolução n° 430/86 de 31/01/86, autoriza o funcionamento da Classe Especial no período da tarde.

A resolução n° 4545/96 de 03/12/86, autoriza o funcionamento da Classe Especial no período da manhã.

A escola atende 340 alunos constituídos por moradores do Conjunto Habitacional Vila Nova Esperança, da favela Asa Branca, Jardim Atuba I e II, Conjunto Tereza Glase, além de localidades próximas: Rio Verde, Vila Guarani, Alto Maracanã, e Guaraituba do Município de Colombo.

Próximo da escola funcionam os CMEI’s Boa Vista e Campo Alto da Prefeitura Municipal de Curitiba que atendem crianças na faixa etária correspondente a Educação Infantil.

A Resolução nº. 3275/06 renovou por mais quatro anos a autorização de funcionamento da Escola Municipal Anisio Teixeira – Educação Infantil e Ensino Fundamental.

No segundo semestre de 2.008, após pesquisa realizada com as famílias sobre o interesse da ampliação da carga horária dos estudantes para tempo integral, tivemos como resultado 84% de aceitação das famílias para implantação imediata. Por decisão da SME, em 2.009 já iniciamos o ano letivo com escola de tempo integral, estando em constante adequação física e pedagógica.

 

 

1.2 CARACTERIZAÇÃO DA CLIENTELA

 

A maioria dos pais ou responsáveis pelos alunos possuem escolaridade até o 2º segmento do Ensino Fundamental (CEBEJA), renda familiar de 2 a 4 salários mínimos e exercem atividade profissional que não exige qualificação nem vínculo empregatício como: catador de papel, diarista, cuidador de carro, ajudante de pedreiro, jardineiro. Assim, constata-se que é uma população que tem dificuldade de acesso aos itens básicos de sobrevivência como alimentação, saúde, moradia adequada, trabalho e lazer. Houve uma melhora na qualidade de vida dos estudantes ao ingressarem na escola integral à partir de 2.009.

Utilizam-se em sua maioria dos serviços públicos, transporte público, Armazém da Família, serviços da Rua da Cidadania e postos de saúde.

Referindo-se aos serviços públicos, necessita-se da construção de escola de 6º ao 9º Ano do Ensino Fundamental e Médio diurno nesta região. As escolas já existentes são de difícil acesso e dependem de condução e a que encontra-se mais próxima está localizada no município vizinho, o que acarreta a interrupção de estudos.

A abertura da escola nos finais de semana com o Programa Comunidade Escola vem valorizando e transformando este espaço aberto ao conhecimento e irradiação da vida desta comunidade.

Esta clientela convive com o aumento da criminalidade, consumo e tráfico  de drogas, gravidez na adolescência, abuso sexual dentro da própria família e desestruturação familiar. Desta maneira a escola tem o compromisso de através do trabalho com o conhecimento científico, instrumentalizá-los para compreender, elaborar e atuar na sociedade atual na perspectiva de transformá-la.

 

2. MODALIDADES OFERTADAS

 

Ensino Fundamental, com vagas e turmas ofertadas conforme a demanda no horário das 8 às 12 horas e das 13 às 17 horas: Ensino Especial (Classe Especial) e Educação de Jovens e Adultos – Fase I, este com carga horária diária de 4 horas.

3. PROFISSIONAIS DA INSTITUIÇÃO

 

A Instituição tem em seu quadro de dimensionamento de pessoal conforme a Portaria nº 27/2005 e demanda de alunos vigente. 

O quadro de pessoal 2.010 tem um total de 67 funcionários,  sendo :

            - 28 professores com nível Superior e menos de 10 anos na Instituição,

            - 14 professores com nível Superior e mais de 10 anos na Instituição;

            - 02 professores sem nível Superior e menos de 10 anos na  Instituição;

            - 03 professores com laudo, nível Superior e menos de 10 anos na Instituição;

            - 01 Assistente Administrativa com nível Superior e mais de 10 anos na Instituição;

            - 01 Assistente Administrativa com nível Superior e menos de 10 anos na Instituição;

            - 01 Assistente Administrativa sem nível Superior e menos de 10 anos na Instituição;

            - 01 Educadora com Ensino Médio e menos de 10 anos na Instituição;

            - 03 Auxiliar de Serviços Escolares com Ensino Médio e menos de 10 anos na Instituição;

            - 02 Auxiliar de Serviços Escolares com Ensino Fundamental e menos de 10 anos na Instituição;

            - 01 Auxiliar de Serviços Escolares com Ensino Fundamental Incompleto e  menos de 10 anos na Instituição;

            - 03 funcionários terceirizados com Ensino Médio e menos de 10 anos na Instituição;

            - 04 funcionários terceirizados com Ensino Fundamental e menos de 10 anos na Instituição;

            - 03 funcionários terceirizados com Ensino Fundamental Incompleto e menos de 10 anos na Instituição.

 

4. CARACTERIZAÇÃO FÍSICA DA INSTITUIÇÃO

 

A Escola Municipal  Anísio Teixeira ocupa um prédio de 38 anos com estrutura plana com 11 salas de aula, 1 laboratório de Informática, banheiros masculino e feminino, parte administrativa, sala de direção, coordenação, secretaria, sala de professores e pátio. Anexos estão o Farol do Saber Telêmaco Borba, Bosque com quadra poliesportiva.

Contamos com rampas de acessibilidade para o Farol do Saber, pátio interno e quadra. Os banheiros estão adequados para cadeirantes.

 

5. PRINCÍPIOS FILOSÓFICOS E EDUCACIONAIS

5.1. CONCEPÇÃO DE HOMEM E SOCIEDADE

 

A sociedade atual, que tem por base os princípios neoliberais da superioridade do livre mercado, do individualismo, do mito da ascensão social pelo esforço individual, da desigualdade tida como necessária à inovação e iniciativa, da liberdade no sentido de que o indivíduo é responsável pela sua conduta e destino, da desregulamentação estatal e privatização, tem gerado uma sociedade excludente e competitiva, onde a concentração de riquezas é cada vez mais acentuada, levando ao crescimento da desigualdade social para atender aos interesses de acúmulo de capital da classe dominante.

Para colocar em prática essa política criou-se esse ideário a nível global juntamente com um investimento maciço em tecnologia que daria os meios para que o grande capital se expandisse globalmente.

Essa política tem acarretado uma acentuada desigualdade social, principalmente para os países de “terceiro mundo”, uma vez que um número significativo da população é desprovida de acesso aos bens culturais, econômicos e sociais, gerando miséria, violência, epidemias, analfabetismo, discriminações, poluição, desmatamentos, despolitização, corrupção e clientelismo político, provocando a desumanização do homem. Considerando que a continuidade dessa situação tornará a vida no planeta Terra inviável, temos como princípios para tentarmos atenuar este processo:

 

5.2  A EDUCAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

 

É urgente a conscientização e sensibilização do ser humano para a superação deste modelo de sociedade, é necessário que haja mudanças profundas na concepção de mundo, natureza, poder bem estar, baseados em novos valores individuais e sociais.

A educação para o desenvolvimento sustentável como idéia mobilizadora deverá desenvolver nos estudantes a capacidade de discernir e refletir sobre questões referentes ao consumo sustentável, sobre os princípios morais e éticos presentes nas propagandas e produtos, sobre o consumo de bens de primeira necessidade que respeitam os direitos humanos, conhecendo e diferenciando o que é essencial do que é supérfluo, tendo clareza que a educação ambiental é um processo contínuo de aprendizagem abrangendo todas as áreas do conhecimento.

 

  1.  A EDUCAÇÃO PELA FILOSOFIA

 

Filosofar é, não aceitar como óbvio e evidentes as coisas, as idéias, os fatos, as situações, os valores, os comportamentos da nossa existência cotidiana. Jamais aceitá-las sem havê-las investigado e compreendido.

A educação no aspecto filosófico deve promover no aluno discussões e reflexões partindo do seu cotidiano para uma compreensão mais ampla do mundo.

A escola é o espaço profícuo para exercitar a filosofia, pois ela não se dá na individualidade e sim na coletividade, no confronto e na comparação entre as diferentes verdades individuais, fazendo a síntese dos diferentes pontos de vista, levando ao desenvolvimento do pensamento autônomo indispensável para o exercício da cidadania.

Na prática escolar a filosofia se desenvolve através do diálogo investigativo estabelecendo-se uma interação entre os diferentes campos do conhecimento e a realidade (interdisciplinaridade), possibilitando ao aluno ser um agente crítico-histórico e transformador.

O diálogo investigativo aperfeiçoa as habilidades cognitivas de:

- Investigação

 - Raciocínio

- Formação de conceitos

- Tradução (compreensão das diferentes linguagens)

Indivíduos e sociedades se produzem nas interações transformando-se mútua e permanentemente.

Pensar criticamente é fundamentar o que se diz, buscando razões, aperfeiçoando, corrigindo, modificando o que pensamos, mostrando o que podemos aprender uns com os outros, imprimindo significado e compreensão às aprendizagens.

 

  1.  GESTÃO DEMOCRÁTICA

 

A democracia deve ser o princípio norteador de todas as ações da escola, a qual deve configurar como base de todas as ações administrativas pedagógicas.

O ensino de qualidade, é um direito fundamental de todos os cidadãos, ao se efetivar a escola assume a responsabilidade social em formar integralmente seus estudantes (cooperação, participação, autonomia, cultura, diversidade e inclusão)

 

 

 

 

COOPERAÇÃO

O processo cooperativo de ensino-aprendizagem caracteriza-se como um dos aspectos fundamentais. O respeito às diferenças possibilita a resolução positiva de conflitos favorecendo a realização de objetivos coletivos, estabelecer o diálogo, respeitar as condições e possibilidades individuais propiciando o sucesso do processo ensino-aprendizagem.

 

PARTICIPAÇÃO

A participação efetiva da coletividade na atividade educativa pressupõe transparência nas decisões, representatividade e participação política.

Participação é condição para a Gestão Democrática. Uma não é possível sem a outra. A participação da coletividade na atividade educativa pressupõe transparência nas decisões, representatividade e participação pública.

 

AUTONOMIA

Propiciar a construção de um ambiente propício à participação da coletividade nas decisões locais, buscar soluções responsáveis e criativas por meio de um processo de negociação visando: a efetivação dos objetivos educacionais. Isso significa que, autonomia e participação, pressupõem decisões coletivas que manifestam diferentes lógicas e interesses.

 

CULTURA

A Cultura resulta de uma interação contínua entre pessoas pertencentes a uma sociedade. As diferentes culturas produzem confrontos entre visões de mundo e possibilitam que uma pessoa ou grupo modifique a sua forma de compreender a realidade na medida em que poderá assumir pontos de vista diferentes de interpretação dessa realidade.

É preciso pensar em estratégias curriculares que permitam articulações e intercâmbios interculturais. As atividades escolares devem capacitar os estudantes para que sejam capazes de refletir  e analisar criticamente a sociedade, de modo que possam intervir é participar de forma mais democrática responsável e solidária.

 

DIVERSIDADE

O respeito à diversidade efetiva-se no respeito às diferenças que impulsiona as ações de cidadania. Essas ações devem ser norteadoras de políticas de respeito à diversidade, voltadas para a construção de contextos sociais inclusivos. É dever da escola promover a construção de identidades particulares e o reconhecimento das diferenças culturais. Promover um clima acolhedor na sala de aula é um aspecto fundamental.

5.5  INCLUSÃO

 

 “Apesar da legislação que vem sendo promulgada principalmente ao longo das últimas décadas, com relação à inclusão de crianças com deficiência nos recursos comuns de educação, e apesar das recomendações técnicas internacionais que apontam para a inserção de crianças  com deficiência nos recursos de ensino  comuns como uma das estratégias mais importantes  para viabilizar e apoiar a integração  social dessas crianças  em etapas futuras da vida, na nossa realidade ainda são escassas as ações voltadas para esse objetivo e que ofereçam a essas crianças um ensino com qualidade.” (Machado, pg. 292).

A inclusão em nossa escola tende a propiciar a todos os alunos portadores de necessidades especiais o aprendizado de conviver com a diversidade, sem anula-lo, pois não e possível apagar as diferenças, inclusive no que diz respeito ao aprendizado.

Compreendemos que o aluno que se sente excluído necessita ser visto com suas possibilidades, necessita de uma equipe estruturada para ajudá-lo no desenvolvimento das questões cognitivas e sócio-afetivas.

Nossos professores fazem com que os alunos sintam-se seguros e garantem que suas necessidades serão consideradas. Todos os funcionários da escola conhecem esses alunos e os atendem nas mais diversas situações do cotidiano escolar.

Buscamos parcerias com os profissionais que atendem os alunos para respeitarmos o desenvolvimento pessoal de cada um

O processo de inclusão é uma verdadeira relação ensino-aprendizagem, uma relação circular e não linear.

 

5.6  ENSINO DAS RELAÇÕES ÉTNICO - RACIAIS E PARA O ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA E AFRICANA.

  

Segundo a Resolução nº 1 de 17 de junho de 2.004 que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a educação das relações étnico-raciais e para o ensino de História e Cultura afro-brasileira e africana de acordo com a Lei 10.639/2003 estabelece a obrigatoriedade do Ensino de História e Cultura Afro - Brasileira e Africana na Educação Básica, buscando cumprir o estabelecido na Constituição Federal bem como nos artigos pertinentes a esta lei, ECA e PNE  nas Diretrizes  Bases da Educação Nacional que, asseguram o direito à igualdade de condições de vida e de cidadania, assim como garantem igual direito às histórias e culturas que compõem  a nação brasileira, além do direito de acesso ás diferentes fontes da cultura nacional todos os brasileiros.

A obrigatoriedade de inclusão de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana nos currículos de Educação Básica trata-se de decisão política, com fortes repercussões pedagógicas, inclusive na formação de professores. Reconhece-se que, além de garantir vagas para negros e brancos nos bancos escolares, é preciso valorizar devidamente a história e cultura de seu povo, buscando reparar danos, que se repetem há cinco séculos, a  sua identidade e os direitos seus. É preciso ter clareza que o Art.26 A acrescido à lei 9394/1996 provoca bem mais do que inclusão de novos conteúdos, exige que se repensem relações étnico-raciais, sociais, pedagógicas, procedimentos de ensino, condições oferecidas para aprendizagem, objetivos tácitos e explícitos da educação oferecida pelas escolas.

A autonomia  dos estabelecimentos de ensino para compor os projetos pedagógicos, no cumprimento do exigido pelo Art. 26 da lei 9394/1996, permite que se valham da colaboração das comunidades a que a escola serve, do apoio direto ou indireto de estudiosos e do Movimento Negro, com os quais estabelecerão canais de comunicação, encontrarão forma próprias de incluir nas vivências promovidas pela escola, inclusive em conteúdo de disciplinas, as temáticas em questão.

Aos estabelecimentos de ensino está sendo atribuída responsabilidade de acabar com o modo falso e reduzido de tratar a contribuição dos africanos escravizados e de seus descendentes para a construção da nação brasileira; de fiscalizar para que, no seu interior, os alunos negros deixem de sofrer os primeiros e continuados atos de racismo de que são vítimas.

Para conduzir suas ações, os sistemas de ensino, os estabelecimentos, os professores terão como referência, entre outros pertinentes às bases filosóficas e pedagógicas que assumem, os princípios a seguir:

  • Consciência política e histórica da diversidade.

  • Fortalecimento de identidades e de direitos.

  • Ações Educativas de combate ao racismo e a discriminações.  

 

6. ORGANIZAÇÃO ESCOLAR - CICLOS

 

O sistema é uma forma continuada onde o ritmo de aprendizagem dos alunos passa a ser respeitado .Se o estudante apresenta dificuldades para aprendizagem  de conteúdos específicos ,haverá  oportunidades para a sua recuperação durante o processo.

Com a implantação do novo modelo, a Educação Municipal passa a se preocupar com o sucesso do aluno, e não esperar que ele fracasse no final do ano porque não conseguiu atingir os conteúdos mínimos propostos.

O maior desafio desta proposta é trazer aos educadores a construção de procedimentos inovadores que busquem a eliminação da evasão escolar e os altos níveis de repetência escolar.

É necessário substituir as formas de avaliação tradicionais por um modelo que privilegia e da ênfase em aspectos qualitativos do processo de aprendizagem, permitindo compreender a aquisição do conhecimento como um processo contínuo sobre o qual o professor pode interferir positivamente. Esse sistema de avaliação de ensino organizado em ciclos aponta para a necessidade de uma organização pedagógica que considere cada momento do processo de aprendizagem como sendo o ponto de chegada e partida para aquisição de conhecimentos.

O trabalho pedagógico é organizado por áreas do conhecimento, vale destacar porém que este trabalho não deve ser realizado de forma estanque e compartimentada mas que o profissional da educação faça as relações necessárias entre as disciplinas tornando os conteúdos significativos para o aluno.

Para um ensino de qualidade e dinâmico contamos com o Laboratório de Informática e o Farol do Saber que proporcionam materiais como livros e outros instrumentos que aprimoram o entendimento dos conteúdos pelo aluno.

A reorganização do  ensino   na Rede Municipal se dará pela implantação de um continuum de 9 anos a ser implantado  gradativamente .

A Escola Municipal  Anísio Teixeira – Ensino Fundamental atenderá a Educação Básica nos anos iniciais do Ensino Fundamental com as seguintes especificações:

  • Ensino Fundamental com oferta de 6 anos iniciais organizados em dois Ciclos, do 1° ao 5° ano, com implantação gradativa da nova nomenclatura do Ensino Fundamental obrigatório de 9 anos e adequações da idade de ingresso, a partir de 2007, atendendo a Resolução n° 03/05 – CNE, o parecer n° 01/06 – CEE e as Deliberações n° 03/06 e 05/06, conforme segue:

  1. Ciclo organizado em três anos – 1°, 2° e 3° ano. A idade de ingresso no Ciclo I – Ensino Fundamental obrigatório de 9 anos, atenderá ao disposto na legislação educacional vigente.

  2. Ciclo II organizado em dois anos – 4° e 5° ano – destinado aos educandos que concluíram o Ciclo I ou Classificados ou Reclassificados para o mesmo.

 

A oferta dos 5 (cinco) anos do primeiro segmento do Ensino Fundamental organizados em Ciclos, vigente desde 1999, terá cessação até 2.010 paralelamente à implantação gradativa do Ensino Fundamental obrigatório de 9 anos, conforme quadro a seguir:

 

ORGANIZAÇÃO EM CICLOS – ANOS INICIAIS

ORGANIZAÇÃO ATUAL 2009

NOVA ORGANIZAÇÃO – A PARTIR DE 2010

 

CICLO I

1° ANO

 

 

ANOS INICIAIS

 

CICLO I

1° ANO

2° ANO

2° ANO

3° ANO

3° ANO

 

CICLO II

 

2ª ETAPA 

 

CICLO II

4° ANO

2ª ETAPA  **

 

** será extinta em 2.010

 

7.  PROCESSOS DE AVALIAÇÃO DO ALUNO

 

7.1  AVALIAÇÃO

 

A avaliação está articulada com a concepção de educação, de homem e de sociedade que almejamos, portanto, se acreditamos que isto é construído historicamente que é fruto das relações sociais entre os homens e dos homens com a natureza a avaliação também é considerada como parte do processo do ensino-aprendizagem, tendo uma função diagnóstica onde a ação do professor consistirá em avaliar para intervir e assim poder verificar o aproveitamento do aluno, o seu próprio desempenho e o envolvimento da escola, redirecionando a prática educativa de acordo com os resultados obtidos, tendo como referência a evolução do aluno e os critérios de avaliação das áreas do conhecimento.

A avaliação do aproveitamento escolar terá seus resultados expressos no Parecer Descritivo e Boletim Escolar Trimestral. (em anexo).

 

7.2 CONSELHO DE CLASSE

 

         O Conselho de Classe é o órgão consultivo, normativo e deliberativo em assuntos didáticos pedagógicos com o objetivo de avaliar o processo ensino-aprendizagem, propondo procedimentos adequados a cada caso, ocorre trimestralmente com a presença da Equipe Pedagógico-Administrativa e professores que atuam em cada ano onde são registradas as decisões tomadas.       

              O Conselho de Classe reunir-se-á  extraordinariamente sempre que necessário.

O Conselho de Classe tem por finalidade:

I- estudar e interpretar os dados da aprendizagem na sua relação com o trabalho do professor na direção do processo ensino-aprendizagem, proposto pelo Plano Curricular;

II- acompanhar e aperfeiçoar o processo de aprendizagem dos alunos, bem como diagnosticar seus resultados;

III- analisar os resultados da aprendizagem, contextualizando-os na seleção e organização dos conteúdos e no encaminhamento metodológico proposto e desenvolvido com a turma;

IV- utilizar  procedimentos  que assegurem a comparação com os parâmetros indicados pelos conteúdos e encaminhamento  metodológico necessários de ensino.

 

 

7.2.1 EQUIPE MULTIDISCIPLINAR

 

         A Equipe Multidisciplinar composta pela Equipe Pedagógico-Administrativa da escola, representante do Núcleo Regional da Educação, representante do Centro Municipal de Atendimento Especializado e professores do aluno em questão reunir-se-ão ao final do ano letivo para referendar ou não a permanência do estudante no ciclo.

 

 

7.3  PROMOÇÃO

 

Entende-se por promoção a passagem do aluno de um Ciclo a outro após a conclusão do último ano letivo do ciclo.

As formas de promoção do aluno são expressas da seguinte forma:

  • Aprovado - Promoção simples (PS): para o aluno que prosseguirá normalmente seus estudos de um ciclo para outro,

  • Aprovado - Promoção com necessidade de apoio pedagógico (PA): o aluno com alguma dificuldade progride para o Ciclo seguinte mediante elaboração e acompanhamento de plano  de apoio pedagógico.

  • Reprovado (REP) -  alunos que ao final do ciclo apresentarem dificuldades pedagógicas acentuadas, mesmo após passar por avaliação pedagógica individualizada dos professores e equipe pedagógica, recuperação de estudos e avaliação  psicoeducacional,   permanecerão no Ciclo,  conforme  parecer do Conselho de Classe e Equipe Multidisciplinar.

A progressão do aluno de um ano do Ciclo para outro depende exclusivamente da freqüência mínima de 75% do total da carga horária letiva no ano determinada legalmente e regulamentada pela escola em seu Regimento Escolar.  Atendendo Decreto-Lei N.º 1.044, de 21 de outubro de 1968 e Parecer Nº 06/98   as faltas justificadas por atestados médicos, não serão consideradas neste cálculo e,  para tal,  serão  anotadas no “Registro de Freqüência e Avaliação – RFA”,  com “FJ”  para serem cadastradas  e computadas corretamente  no Sistema de Gestão Escolar – SGED.

 

7.4  PROGRESSÃO PARCIAL

 

A Escola Municipal  Anisio Teixeira –Ensino Fundamental não adotará como forma de progressão, em seu sistema de avaliação, o regime de progressão parcial, ou dependência.   No caso de  receber alunos transferidos que apresentem essa situação em sua vida escolar,  a equipe pedagógico-administrativa instituirá  comissão para elaborar um plano especial de estudos,  acompanhamento e avaliação para a(s) disciplinas(s) em dependência,  sempre que possível com  freqüência  em  aulas de apoio.  O plano de estudos será registrado em ata que comporá a pasta individual do aluno e os resultados obtidos nas avaliações serão registrados na documentação escolar oficial do aluno e no Relatório Final da escola, conforme normas do respectivo Sistema de Ensino.

 

 

7.5  CLASSIFICAÇÃO

 

A classificação dos alunos, entendida como  o procedimento que posiciona o aluno na etapa de estudos compatível com  o seu desenvolvimento, acontecerá na Escola Municipal  Anisio Teixeira – Ensino Fundamental, com anuência dos pais ou responsáveis, atendendo legislação vigente e de acordo com as seguintes especificações:

  1. por promoção: para alunos que cursaram com aproveitamento o Ciclo  (ou ano, na organização seriada) anterior, nesta escola

  2. por transferência para alunos procedentes de outras escolas:

  • do País: considerando sua classificação no sistema de 8 (oito) ou de 9 (nove) anos de duração, de acordo com critérios de adequação idade/ano/série ou ciclo escolar;

  • do exterior:

    • pela equivalência de estudos realizados na escola do país de origem, mediante apresentação de histórico escolar, conforme determina a legislação  vigente. Neste caso a escola  elaborará plano próprio, de adaptação curricular, fundamentado na base nacional comum e proposta curricular desta escola. Ao final do processo de adaptação será elaborada ata dos resultados obtidos, sendo  registrados no Histórico Escolar e  Relatório Final;

    • por avaliação em todas as áreas do conhecimento, quando o aluno domina a língua portuguesa e não apresenta documentação escolar válida, conforme legislação  vigente;

    • no ano compatível com sua idade, em qualquer época do ano, amparado por legislação específica, quando não apresenta documentação válida e não domina a língua portuguesa. Neste caso, a escola elaborará plano próprio para o desenvolvimento das competências e habilidades necessárias para o prosseguimento dos estudos, em colaboração com a família ou responsáveis.

  1. independente de comprovação de escolarização, considerando a idade cronológica do aluno e mediante avaliação que defina seu grau de desenvolvimento e experiência. Quando  o aluno não apresentar as competências acadêmicas e habilidades compatíveis com sua idade, a escola elaborará um Plano de Apoio Pedagógico específico para o caso.

  2. para alunos que freqüentam Classe Especial e que após período de adaptação passam por avaliação em todas as áreas do conhecimento para serem integrados em turmas de Ensino Fundamental regular. Esse processo de  classificação  será informado a SME  por ofício,  e ocorrerá   no  1º semestre do ano letivo.

Conforme legislação vigente, não serão realizados processos de classificação para o ingresso no primeiro ano do Ensino Fundamental.

 

7.6  RECLASSIFICAÇÃO

 

A reclassificação,  prevista no artigo 23, da Lei Nº 9394/96 - LDB, é um recurso que será utilizado por esta escola para encaminhar o aluno  nela matriculado ou o aluno recebido por transferência, quando recomendado em avaliação diagnóstica, após a anuência dos pais ou responsáveis,  para uma etapa de estudos  compatível com sua idade cronológica,  experiência e  desempenho,  independente do que registre seu histórico escolar.    A reclassificação ocorrerá mediante a  avaliação do aluno em todas áreas do conhecimento e  o resultado do processo será devidamente documentado e  encaminhado à Secretaria Municipal da Educação  para os procedimentos cabíveis.

O  aluno só  será  reclassificado  para   etapa superior  àquela em  que está oficialmente classificado e nos casos em  que  comprovadamente  apresente condições de prosseguir os estudos com êxito. A reclassificação ocorrerá preferencialmente no primeiro semestre.

Os alunos que apresentarem durante o processo ensino-aprendizagem superdotação/altas habilidades/talentos comprovados em avaliação realizada  por profissionais habilitados para tal e já matriculados no Ensino Fundamental serão reclassificados atendendo legislação vigente e diretrizes da Coordenadoria de Atendimento às Necessidades Especiais da SME.

 

7.7 ADAPTAÇÕES

 

Adaptação de estudos é o conjunto de atividades didático-pedagógicas desenvolvidas, sem prejuízo das atividades normais da série ou ciclo em que o aluno se matricular, para que possa seguir, com proveito, o novo currículo.

 

  1.  INSTRUMENTOS DE REGISTRO E COMUNICAÇÃO DE AVALIAÇÃO

 

Os instrumentos de avaliação serão os Pareceres Descritivos e o Boletim Trimestral.

 

8.  ENSINO FUNDAMENTAL

 

          O Artigo 32 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional determina como objetivo do Ensino Fundamental a formação do cidadão, mediante:

            I – o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo;

            II – a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade;

            III – o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores;

            IV – o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que em que se assenta a vida social.

 

8.1  EDUCAÇÃO ESPECIAL E INCLUSIVA

 

A educação especial é uma modalidade de educação básica, prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional n°9394/96. Atende as necessidades e expectativas da sociedade em transformação pela implementação de políticas educacionais que têm como meta a educação inclusiva.

Tem como fundamentos básicos a igualdade e a diversidade. A igualdade de direitos na diversidade de condições necessárias ao desenvolvimento de todos os cidadãos.

            Classe Especial tem como objetivo primordial assegurar a igualdade de oportunidade a seus alunos de forma a promover a inserção gradativa nas classes comuns do ensino regular de maneira mais efetiva.

Considera-se alunos com necessidades educacionais especiais:

Dificuldades acentuadas de aprendizagem ou limitações do processo de desenvolvimento que dificultem o acompanhamento das atividades curriculares compreendidas em 2 grupos.

  1. aquelas vinculadas a uma causa orgânica específica.

  2. aquelas relacionadas a condições, disfunções, limitações ou deficiências:

  1. Dificuldades de locomoção, comunicação e sinalização diferenciadas dos demais estudantes.

  2. Altas habilidades / superdotação.

Os alunos matriculados em nossa escola que apresentam características e necessidades educativas diferenciadas, avaliados por profissionais especializados, freqüentam a Classe Especial no período da tarde, das 13h às 17h.

 

8.2  EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

 

A Educação de Jovens e Adultos é uma modalidade de ensino que visa garantir o acesso, a permanência e a continuidade dos estudos a todos aqueles que não tiveram acesso a essa oportunidade em idade própria e tem como objetivo principal erradicar o analfabetismo.

De acordo com as Diretrizes Nacionais para a educação de Jovens e Adultos as três funções da EJA são: reparadora, equalizadora e permanente.

A função reparadora, para os alunos da EJA significa a restauração de um direito negado: o direito de uma escola de qualidade. Quanto à função equalizadora, o individuo que teve sustado sua formação, qualquer que tenha sido a razão, busca restabelecer sua trajetória escolar de modo a readquirir um ponto igualitário na sociedade.  A EJA é uma promessa de qualificação de vida para todos, inclusive para idosos e estudantes com algum tipo de déficit (auditivo, visual) ou comprovação de distúrbios psíquicos (condutas típicas, deficiências físicas, histórico de classes especiais, entre outros).Por isto é tarefa da EJA propiciar a toda esta clientela a atualização de conhecimentos que os qualifique de maneira permanente para que possam ser inseridos em uma sociedade democrática e diversificada.

Tendo em vista que os estudantes da EJA são maiores de 15 anos, a proposta metodológica deve ser diferenciada, faz-se necessário levar em conta a realidade cultural, uma vez que pessoas com pouca ou nenhuma escolaridade aprendem observando, experimentando, fazendo, ouvindo histórias de experiências vividas por colegas, o que lhes permite construir caminhos singulares de compreensão. Deve-se concretizar uma educação reflexiva, que considere os conhecimentos e estratégias de pensamento que os estudantes desenvolvem na prática social, o que lhes permitirá uma participação ativa e consciente na sala de aula e na sociedade. Assim, o saber escolar tem como função ampliar a visão do estudante, através da transformação da experiência vivida em experiência compreendida, possibilitando a conquista da autonomia no agir e no pensar.

     É importante que escola e comunidade ajam em conjunto para incentivar pessoas que não tiveram oportunidade de completar seus estudos, venham a freqüentar a EJA, bem como nela permanecer até a conclusão dos estudos. Cabe também ao professor e vice-diretor percebendo a ausência freqüente de um estudante, entrar em contato com ele para saber o motivo e conscientizá-lo do direito que lhe está assegurado de retornar assim que lhe for possível, prevenindo dessa forma a evasão escolar.

Os professores que trabalham com a EJA devem assumir uma prática pedagógica que enfatize o exercício da reflexão através da discussão, da investigação, do diálogo, do questionamento e da cooperação na resolução de problemas, considerando as experiências vividas e compartilhadas pelos estudantes. Que disponibilize materiais diversificados e recursos educativos como revistas, jornais, textos, filmes, músicas, poesias, bem como o uso do laboratório de informática e da biblioteca.

O compromisso efetivo do professor deve ser com a totalidade e pluralidade dos estudantes, levando sempre em conta as histórias de vida dos estudantes e tratando-as como questões pedagógicas, pois nelas são expressas as necessidades, desejos e fracassos e refletem as condições socioeconômicas e culturais de seus contextos de vida. Deve saber também quem são os estudantes com os quais está interagindo e apoiá-los no processo de aprendizagem, identificando as diferenças, respeitando ritmos próprios, vibrando com suas conquistas e ajudando-os a enfrentar os desafios que o ensino de qualidade exige.

Para atender as reais necessidades da clientela adulta, a EJA apresenta as seguintes características estruturais e funcionais:

  • Não seriação, o programa está estruturado em dois períodos correspondentes ao Ciclo I e II do Ensino Fundamental;

  • Não reprovação, o aluno é aprovado em cada unidade temática vencida, respeitando-se o processo de construção do conhecimento;

  • Utiliza material específico composto de unidades temáticas;

  • A freqüência é vinculada ao conteúdo;

  • Não desistência no programa, tendo em vista que o aluno poderá retornar a qualquer momento recomeçando os estudos do ponto onde parou;

  • Sem calendário determinado para início e término do curso;

  • Permite transferência para outro sistema de ensino e vice-versa.

Segundo o artigo 15 da portaria nº 17/2007, o horário de permanência semanal do profissional do magistério, equivale a 20% do total da carga horária, sendo cumprida de forma concentrada, nas sextas-feiras, das 18 h às 22 h, no local de trabalho ou no local designado pela Secretaria Municipal da Educação/NRE.

A avaliação na metodologia da EJA não se constitui de momentos estanques, realizados ao final do processo, mas é entendida como ato integrante do processo ensino-aprendizagem, permeando-o totalmente e fazendo parte da reflexão constante do professor, acompanhamento do aluno, num processo formativo e contínuo.

Constituem objetivo geral da EJA três funções básicas. São elas:

  •  Reparadora: refere-se à entrada de jovens e adultos no âmbito dos direitos civis. A restauração de um direito a eles negado – o direito a uma escola de qualidade;

  • Equalizadora: relaciona-se à igualdade de oportunidades que possibilite oferecer aos indivíduos novas inserções no mundo do trabalho, na vida social e nos demais canais de participação;

  • Qualificadora: diz respeito à educação permanente, com base no caráter incompleto do ser humano, cujo potencial de desenvolvimento e de adequação pode se atualizar em quadros escolares ou não-escolares.

 

8.3  EDUCAÇÃO INTEGRAL

 

             De acordo com as Diretrizes Curriculares Municipais (2.006), página 32:

             A ampliação do tempo de permanência da criança na escola deve priorizar a formação integral do indivíduo por meio de atividades/práticas pedagógicas diferenciadas, de forma a possibilitar ao aluno o desenvolvimento de suas potencialidades, sem perder de vista a necessidade de aprender a trabalhar em equipe e conviver. Neste sentido, a escola deve organizar ações pedagógicas intencionais e ambientes que propiciem aprendizagem, desenvolvendo atividades significativas, ampliadas e diversificadas.

As atividades devem ser planejadas coletiva e intencionalmente, sempre representando desafios que possibilitem a reflexão, o exercício da autonomia, da investigação, da criação, da atenção, da concentração, do raciocínio lógico, do domínio da leitura e da coordenação motora, sempre visando a formação integral do educando.

Cabe salientar que a escola organiza suas atividades pensando na formação integral do aluno, na organização de 9 horas consecutivas, dividindo as atividades somente para fins didáticos, sem considerar qualquer atividade de maior ou menor importância.

 As atividades cotidianas dos eixos:

 Práticas de Movimento e de Iniciação Desportiva, Práticas Artísticas, Ciências e Tecnologias de Informação e Comunicação, Acompanhamento Pedagógico, Práticas de Educação Ambiental e Tempo Livre.

 

9.  ORGANIZAÇÃO ESCOLAR

           

Conforme a demanda, os alunos que freqüentam o Ensino Fundamental Regular, permanecerão no mínimo quatro horas diárias onde serão trabalhadas as áreas do conhecimento da Base Nacional Comum: Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia, Ciências, Arte, Educação Física e Ensino Religioso.

Nas permanências do professor regente os alunos têm atividades curriculares com as áreas de Ciências, Arte, Ensino Religioso e Educação Física sendo esta duas vezes por semana.

Os alunos que, conforme a demanda são matriculados no Ensino Fundamental de tempo integral permanecerão 9 horas diárias onde serão trabalhados além das disciplinas da Base Nacional Comum as atividades dos eixos.

 

9.1 ÁREAS DO CONHECIMENTO – BASE NACIONAL COMUM

 

9.1.1 LÍNGUA PORTUGUESA

 

O que se pretende hoje, com o ensino de língua, é garantir ao aluno,  que já iniciou sua educação linguística desde a mais tenra idade – portanto é um falante competente da língua – uma educação linguística escolar, pautada no conceito de heterogeneidade como aspecto fundamental.  Para tanto, é preciso buscar uma pedagogia atenta tanto ao código quanto ao uso social. É dessa forma que o objetivo da escola, no que se refere à língua, poderá ser atingido: formar cidadãos que se expressem com adequação e competência, tanto oralmente quanto por escrito, para que possam se inserir na sociedade e ajudar na construção e na transformação dessa sociedade.

Uma das medidas necessárias para se atingir um trabalho efetivo dentro da heterogeneidade é levar em consideração o que sugerem os Parâmetros Curriculares Nacionais quanto ao eixo USO-REFLEXÃO-USO. Ao levá-lo em consideração, verificamos que a língua se apresenta de forma diversificada, tanto em relação à oralidade quanto à escrita. Não cabe ao espaço escolar o preconceito lingüístico em relação à fala, nem tampouco a  discriminação por um determinado gênero de escrita. Assim, cabe à escola analisar os interlocutores e permitir o aprendizado de uma linguagem adequada e contextualizada.  Esse parecer é comum ao apresentado nas diretrizes quanto à análise linguística.

Processa-se a linguagem escrita e falada ao ato de escrever e ler constantemente, atividades essenciais no ensino da língua, que devem ter, portanto, um espaço privilegiado de trabalho – a própria sala de aula. O aprendizado da língua escrita faz-se de forma criativa, isto é, não depende de repetições numerosas, mas de suposições propostas e testadas pelo próprio indivíduo. E não podemos perder de vista que saber falar significa saber uma língua e, portanto, uma gramática, entendida como uma capacidade para saber dizer e entender frases. Dessa forma, a escola não ensina língua materna a nenhum aluno, ela recebe alunos que já falam. É a modalidade escrita da língua que é ensinada na escola, considerando-se que, para ensiná-la, pressuponha-se um enorme conhecimento da modalidade oral.

O texto (oral ou escrito) é precisamente o lugar das correlações: construído materialmente com palavras (que portam significados), organiza estas palavras em unidades maiores, para construir informações cujo sentido/orientação somente é compreensível na unidade global do texto. Este, por seu turno, dialoga com outros textos, sem os quais não existiria. Esse continuum de textos que se inter-relacionam, pelos mesmos temas de que tratam, pelos diferentes pontos de vista que os orientam, pela sua coexistência numa mesma sociedade, constitui nossa herança cultural.

Conceber o texto como unidade de ensino/aprendizagem é entendê-lo como um lugar de entrada para este diálogo com outros textos, que remetem a textos passados e que farão surgir textos futuros. Conceber o aluno como produtor de textos é concebê-lo como participante ativo deste diálogo contínuo: com textos e com leitores (GERALDI,1998).

Por isso, nos processos de alfabetização, levamos em consideração os pressupostos da abordagem textual para o aprendizado da base alfabética. Entretanto, não desconsideramos contribuições que o fônico possa permitir, desde que contextualizados em unidades maiores de significado.

A leitura e a análise de vários textos em sala de aula, com a intenção de reconhecer sua intencionalidade e seus recursos lingüísticos, poderão ajudar a clarificar esse processo da existência de uma função social da escrita entre os sujeito. Para isso, é preciso que o professor seja também um exímio e contumaz leitor, que possa prover o processo de aquisição da língua escrita com assuntos interessantes, atuais e de diferentes fontes. Assim, quanto mais materiais escritos forem apresentados e analisados lingüisticamente em sala, maiores condições o aluno terá de produzir seus textos com qualidade e com competência. Essas habilidades não dizem respeito às informações e aos conhecimentos adquiridos por meio dessas leituras, mas, sobretudo, referem-se aos aspectos estruturais, ideológicos e tipológicos dos textos apresentados e produzidos.

Os alunos devem ter a oportunidade de planejar seus escritos, até mesmo antes de registrá-los definitivamente e, depois, realizar todos os rascunhos que necessitarem para revisar sua produção, seja individualmente, com a colaboração do professor ou dos colegas, seja mediante pesquisas para resolver suas dúvidas ou, ainda, consultando outros materiais ou escritores.

A troca constante de informações e a discussão aberta sobre as dificuldades encontradas durante o processo de escrita favorecem a compreensão, a superação e o avanço sobre muitos conteúdos específicos de cada texto. Permite, também, ao aluno, aperfeiçoar seus conhecimentos a partir de opiniões do grupo. O trabalho de produção textual terá alcançado seus objetivos quando finalmente o aluno, após ter realizado as devidas alterações na forma e no conteúdo para melhor atender a sua intencionalidade e suas marcas lingüísticas.

A sociedade vê a escola como o espaço privilegiado para o desenvolvimento da leitura e da escrita, já que é nela que ocorre o encontro decisivo entre a criança e a leitura/escrita. Nesse contexto, o professor é quem apresenta o que será lido: o livro, o texto, a paisagem, a imagem, a partitura, o corpo em movimento, o mundo. É ele quem auxilia a produzir significados. Cabe a ele criar, promover experiências, situações novas e manipulações que conduzam à formação de uma geração de leitores capazes de dominar a multiplicidade de linguagens e de reconhecer os variados e inovadores recursos midiáticos disponíveis para a interação humana, presentes no cotidiano.

A escola deve ter a responsabilidade de levar o aluno a permitir-se  errar,  construir suas próprias hipóteses a respeito do sentido do que lê e a assumir pontos de vista próprios para escrever a respeito do que vê, do que sente, do que viveu, do que leu, do que ouviu em aula, do que viu no mundo lá fora, promovendo em seus textos um diálogo entre vida e escola, entre a área do conhecimento e o mundo.

As atividades de leitura e escrita, nas diversas modalidades, englobando-se os textos literários, não podem ser mera reprodução, não podem ser transformadas em ritual burocrático, no qual o aluno lê sem poder discutir, responde questionários mecanicamente e escreve textos para concordar com o professor. O que se deseja é um aluno – e também um professor – leitor e produtor de textos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  1. MATEMÁTICA - FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS

 

De acordo com a fundamentação apresentada nas Diretrizes Curriculares Municipais, vol. 3, páginas 247 a 255,  todos os homens usam diariamente a matemática porém nem todos  tem consciência e refletem sobre este uso, cabe portanto a Escola desenvolver a autonomia intelectual do estudante buscando através da compreensão e interpretação do mundo, subsidiando-o para que com este conhecimento entre outros, possa analisar criticamente a sociedade em que está inserido e nessa possa intervir. Para atingirmos este objetivo temos como objeto de estudo da Educação Matemática “ a compreensão , interpretação e descrição de fenômenos referentes ao ensino aprendizagem da matemática...” (PAIS, 2002, p.10).

O ensino e aprendizagem da Matemática tem aspectos intrínsecos, utilitários e formativos, aspectos que no seu conjunto complementam a formação do letramento matemático.

Letrar-se matematicamente significa utilizar com compreensão as diferentes linguagens matemáticas, que são:

- aritmética - estuda os números e as operações numéricas;

- algébrica - generaliza a aritmética, introduzindo variáveis que representam os números;      

- geométrica - estudo o espaço e as figuras geométricas;

- probabilística - estuda as hipóteses de ocorrência de acontecimentos previsível, o determinado e o que é impossível, possibilitando a descrição, a previsão, a contagem e a representação;

- gráfica - é a representação de dados numéricos, por meio de gráficos, diagramas e tabelas);

- lógica - é a ciência do raciocínio e da demonstração, que trata das formas de argumentação, das maneiras de encadear nosso raciocínio, para justificar, a                         partir de fatos básicos, nossas conclusões (MACHADO, 1994, p.29);

Essas linguagens possibilitam a análise quantitativa e/ou qualitativa, que são realizadas através da investigação, interpretação e compreensão dos aspectos histórico, filosófico, social e cultural, articulados com as outras áreas do conhecimento e as questões socioambientais.

Para tanto a Investigação Matemática pode ser abordada através das metodologias:

 

RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS

 

O estudante deve ser instigado a pensar sobre situações desafiadoras, desconhecidas e principalmente significativas, levantando estratégias de resolução  por meio de um processo de investigação, valendo-se de suas experiências e conhecimentos. No encaminhamento da resolução de problemas a ênfase deve ser dada nos procedimentos utilizados, visando a construção dos conceitos matemáticos e não apenas o resultado final.

 Butts (1997) classificou os problemas em cinco categorias:

- exercício de reconhecimento: exigem apenas que o aluno relembre ou reconheça fatos e/ou definições;

- exercícios algoritmíticos: atividades que podem ser resolvidas por meio de fórmulas;

- problemas de aplicação: são aqueles que necessitam de uma interpretação e aplicação dos dados em linguagem matemática;

- problemas de pesquisa aberta: não contém no enunciado dados prontos para resolução, exigindo conhecimentos prévios e experimentação;

- situações-problema: exige a identificação do problema presente na situação possibilitando a manipulação da situação original;

 

MODELAGEM MATEMÁTICA

 

Consiste na análise de situações reais e significativas que possibilitem aos alunos uma abordagem sobre diferentes enfoques. Ao aplicar seus conhecimentos e experiências na busca de soluções, serão formulados modelos matemáticos (conjunto de símbolos e relações matemáticos que representam de alguma forma o objeto estudado (BASSENEZI, 2002, p.20);

Por exemplo: montar uma horta – verificar se o estudante sabe o que é necessário: qual o tamanho e o formato, tipo de solo apropriado, elaboração de um esboço da planta da horta, e a partir disto serão introduzidos os conceitos matemáticos, finalmente a elaboração de uma nova planta contendo todas as especificações necessárias á montagem da horta, essa nova elaboração é o modelo segundo o qual a horta deve ser montada;

 

ETNOMATEMÁTICA

 

A etnomatemática se vale dos diversos meios que as culturas se utilizam para encontrar explicações para sua realidade e vencer as dificuldades do seu dia-a-dia. Nessa busca de entendimento surgiu a necessidade de quantificar, comparar, classificar, medir, surgindo assim a matemática espontânea como,  por exemplo as técnicas algorítmicas (com a divisão), que diferem em suas origens culturais e nacionais.

 

HISTÓRIA DA MATEMÁTICA

 

A construção dos conceitos matemáticos devem partir de estudos envolvendo a articulação histórica de diferentes momentos e culturas levando o aluno a perceber que o desenvolvimento da matemática é resultado das necessidades humanas.

Por exemplo, pedir aos estudantes que calculem as medidas da sala de aula com materiais variados (barbante...) e percebem como que o homem sentiu a necessidade de resolver esta questão.

 

JOGOS MATEMÁTICOS

 

Tem como objetivo tornar as aulas mais atrativas, despertando no aluno o interesse pelo cálculo mental, raciocínio lógico, respeito às regras, levantamento de hipóteses e autonomia.

É possível abordar diversos conceitos matemáticos através do jogo exigindo um planejamento que contemple os objetivos, conteúdos e critérios de avaliação.

           Os jogos matemáticos não devem ser colocados como momentos lúdicos, mas como situações de aprendizagem.

 

 

TECNOLOGIAS

 

As tecnologias não podem ser desvinculadas do processo ensino-aprendizagem, uma vez que permite ao aluno participar de maneira ativa e crítica desenvolvendo a criatividade estendendo suas capacidades de pensamento e ação.

           As calculadoras e computadores apenas executam procedimentos como cálculos e representações, apoiados numa ação pedagógica apropriada na compreensão do raciocínio que o problema exige.

A tecnologia permite: representar graficamente, processar e transformar dados, agilizar cálculos, investigar modelos matemáticos, simular conjecturas, visualizar conceitos e aprofundar conteúdos, desencadear novas formas de ler, escrever e se comunicar.        

Serão trabalhadas em sala de aula conforme os conteúdos planejados utilizando material de apoio adequado.

 

 

 

 

 

 

  1. HISTÓRIA - FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS

 

O conhecimento histórico é entendido como a compreensão dos processos históricos das formações sociais e a compreensão dos sujeitos históricos. É perceber que a trama histórica não pode ser entendida a partir de ações individuais, mas concebida como construção com a participação de  todos os agentes sociais, tais como homens e mulheres, idosos e jovens, crianças.  Tendo como objeto de ensino de história as formações sociais, bem como as relações sociais que nelas se estabelecem.

O professor deve estimular o pensamento crítico de seus alunos adotando alguns procedimentos específicos, como investigar as idéias que eles já possuem, possibilitando que reflitam sobre diferentes hipóteses procurando explicar os comos e os porquês.

A ação pedagógica deve promover a compreensão sobre a interlocução entre o acontecido e o narrado. É o fazer pensar históricamente, isso significa pensar temporalmente, compreendendo e explicitando os critérios de periodização em História, estabelecendo relações de acontecimentos no tempo, tendo como referência a anterioridade, a posteridade, a simultaneidade, permanências, mudanças, continuidades, descontinuidades e rupturas, saber buscar informações em diferentes documentos históricos, textos didáticos, manifestações artísticas e folclóricas, depoimentos orais para refletir sobre o sentido da História.

O conhecimento histórico deve ser ensinado para que o estudante tenha “condições de participar do processo do fazer, do construir a História”, de acordo com SCHIMIDT (apud BITTENCOURT, 2001, p.59).

Cabe ao professor auxiliar a compreender que a história está em constante transformação e que existem diferentes interpretações e explicações históricas.

Para a iniciação histórica, é necessário que o professor privilegie em sua prática pedagógica conteúdos que possam contribuir para o processo da construção do conhecimento histórico. Para tanto, propõem-se eixos articuladores dos conteúdos: cultura, identidade e cidadania, sendo considerados como conceito de:         

- Cultura: é uma produção social, isto é, compartilhamento de significados, de sentidos, de valores e de comportamentos de determinado grupo social. Propõem-se reflexões sobre cultura: popular, erudita, hegemônica, política, dos negros, indígenas, imigrantes, indústria cultural, bem como as diversidades culturais, nos diferentes tempos e espaços.

Identidade: compreensão dos diferentes sujeitos sociais (diversidade cultural). Esse conceito é eixo articulador do conteúdos considerando-se sua historicidade, privilegiando questões como identidade individual, coletiva e étnica, identidade de classe e de gênero e identidade nacional.                                                           

- Cidadania: é definido a partir da idéia de que as pessoas não são cidadãs só com o nascimento, mas se tornam cidadãos no processo de construção social. Caracterizando-se pela participação dos sujeitos na luta por garantias de direitos civis, políticos e sociais.

Além disso o conceito de cidadania deve ser entendido em sua historicidade, ou seja, conceito que se constrói historicamente apresentando mudanças e permanências em diferentes contextos históricos.

Esses conceitos estão propostos para que sejam trabalhados permeando todo o fazer pedagógico. Para que fiquem explícitos, estão sendo didatizados e elencados separadamente. O professor deverá entrelaçar os conteúdos, complementando, pesquisando, propondo reflexões, procurando enriquecer ao máximo estas discussões sem perder de vista as especificidades conforme os diferentes tempos e espaços.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

9.1.4  GEOGRAFIA - FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS

 

A geografia estuda a dinâmica da sociedade e da natureza, assim como as relações entre elas.

A dinâmica da sociedade compreende as relações econômicas, políticas e culturais estabelecidas entre os seres humanos.

A dinâmica da natureza compreende as relações estabelecidas entre os elementos naturais: água, ar, solo, vegetação e relevo. Essas relações culminam nos diferentes fenômenos físicos (vulcânicos, climáticos e sísmicos).

Da relação dessas dinâmicas resulta o objeto de estudo da Geografia: o espaço geográfico. Por isso a ênfase do ensino recai sobre a investigação de como a sociedade ocupa, organiza e transforma o lugar onde vive em espaço geográfico.

Para que ocorra a compreensão do espaço geográfico, trabalha-se com os eixos: sociedade, espaço e natureza.

A construção da noção do espaço pelo estudante ocorre gradativamente e pressupõe o trabalho com as relações topológicas, projetivas e euclidianas, que perpassam todos os conteúdos de Geografia e são essenciais para a compreensão dos mapas e de outras formas de representação do espaço.

As relações topológicas são as primeiras noções espaciais que a criança estabelece.  As relações projetivas envolvem o referencial do observador. As relações euclidianas são fundamentadas na noção de distância.

A sistematização da noção de espaço acontece em três níveis de compreensão: do vivido, do percebido e do concebido simultaneamente.

O espaço vivido é do cotidiano, onde se utilizam referências locais, tais como a escola, rua da escola, o entorno da escola, o bairro, sempre estabelecendo e ampliando relações com o geral.

O espaço percebido é aquele que não precisa ser experenciado fisicamente. O indivíduo estabelece relações entre espaços e objetos.                                                                

O espaço concebido é aquele em que são estabelecidas conexões que favorecem a percepção das relações euclidianas, é quando um estudante consegue ler e compreender um mapa, sem precisar percorrer ou conhecer o espaço representado.

Fica claro, assim, que a Geografia caracteriza-se pelo estudo da organização do espaço geográfico, que se manifesta aparentemente através da paisagem, entendida como realidade física vista e sentida pelo ser humano.

A Geografia exerce, na verdade, papel decisivo na formação do indivíduo para o exercício da cidadania. Ler e pensar o mundo, compreendendo que o ser humano e os demais elementos da natureza constituem, de maneira integrada, o espaço socialmente construído, transformado e organizado, é o papel da Geografia na constituição do saber escolar.           

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

9.1.5 CIÊNCIAS - FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS

 

A maioria da população convive com inúmeros produtos da ciência e da tecnologia, porém sem refletir sistematicamente sobre os processos de produção e distribuição desses bens culturais, fato que impede o exercício pleno da cidadania crítica e consciente.

O ensino de Ciências na escola é essencial para proporcionar ao cidadão em formação a constituição do pensamento científico a respeito do ecossistema, aqui compreendido em sua complexidade: desvelar a ciência e a tecnologia, apresentando-as como atividades humanas, historicamente produzidas, proporcionando uma visão crítica sobre a natureza da ciência e seu papel na sociedade  contemporânea.

Para tanto, optou-se por denominar essa área de Ciências, visto que engloba os campos da Biologia, Física, Química, Geociências e Astronomia.

Considerando que os conhecimentos dessas diferentes disciplinas podem proporcionar ao estudante a construção do conhecimento científico numa perspectiva crítica.

Pretende-se que o currículo escolar aqui entendido como a seleção de elementos culturais seja direcionada para a educação científica focada nos temas sociais e não somente em conceitos científicos fechados em si mesmo, um currículo que se preocupe com as estratégias de ensino que promovam a interdisciplinaridade e a contextualização.

Os conteúdos organizados em eixos norteadores podem identificar saberes do campo das Ciências Naturais.

O trabalho terá  como eixos norteadores:

- Ecossistema

- Culturas e Sociedades

-  Natureza da Ciência e Tecnologia

 

No eixo Ecossistema, estão contemplados conteúdos referentes às complexas relações entre os sistemas físicos, químicos, geológicos e biológicos, entre os quais está o ser humano como parte integrante e agente de transformações.

No eixo Culturas e Sociedades, estão contemplados conteúdos referentes às relações entre ciência e sociedade, nas dimensões econômica, política e cultural. A ciência, nesse contexto, é compreendida como atividade humana, historicamente produzida, impregnada de valores e costumes de cada época, sujeita à influência de fatores sociais, econômicos e culturais, numa visão de ser humano concebida a partir de seus variados pertencimentos e de suas múltiplas relações com a natureza ( MACEDO, 2004).

O eixo Natureza da Ciência e da Tecnologia, traz elementos que permitem compreender as dimensões do fazer científico, a sua relação com a tecnologia e o caráter não neutro desses fazeres humanos.

Essa discussão se justifica pela necessidade de formar sujeitos capazes de compreender e utilizar os recursos tecnológicos disponíveis e suas implicações éticas e ambientais de produção e utilização desses recursos.

Nesse contexto, o estudante deixa de ser visto com um “balde vazio” a ser preenchido pelos conhecimentos científicos. Ao contrário, é considerado um sujeito social, histórico e cultural, com conhecimentos ou representações pessoais que são constantemente confrontadas com os conhecimentos da ciência.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

9.1.6 – EDUCAÇÃO FÍSICA - FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS

 

A Educação Física Escolar sofreu no decorrer de sua história, inúmeras influências de acordo com o momento político e social em que esteve situada.

Inicialmente a influência militar, que denotava um caráter de formação do homem forte e adestrado para a defesa da pátria, através da disciplina cívica e de exercícios sistematizados. A visão higienista vem trazer à disciplina um caráter científico que buscava a educação do corpo para a promoção da saúde, resignificando a Educação Física tanto no aspecto social como âmbito acadêmico.

A tendência tecnicista, fenômeno observado mundialmente na Educação Física, passa a privilegiar o desporto de alto nível e o treinamento desportivo, através da qual a escola passa a ser vista como centro de formação de atletas, em que os alunos passam a ser orientados por professores que eram vistos como treinadores.

Contrapondo-se ao tecnicismo, surgem os Movimentos Renovadores da Educação, dentre eles a Psicomotricidade que objetivava o ato de aprender considerando os processos cognitivos, afetivos e psicomotores; a perspectiva Construtivista, que busca a construção do conhecimento a partir da interação do sujeito com o mundo; a abordagem Desenvolvimentista que considera o movimento como principal meio e fim da Educação Física.

As atuais Teorias Progressistas sugerem procedimentos didáticos-pedagógicos que proporcionem ao aluno um posicionamento crítico sobre os temas da cultura corporal como a ginástica, dança, lutas, jogos e esportes.

A Educação Física Escolar deve proporcionar aos alunos, acesso a um conhecimento organizado sobre a cultura corporal, permitindo o desenvolvimento pessoal, a participação na sociedade e a vivência de valores e princípios éticos e democráticos.

Levando-se em conta que o objeto de estudo da Educação Física escolar é o movimento, as práticas pedagógicas devem oportunizar o desenvolvimento da consciência corporal através dos conteúdos dos eixos norteadores da ginástica, dança, lutas, jogos e esportes.

 

EIXOS

 

GINÁSTICA

 

  • Elementos da Ginástica Geral, Rítmica e Artística.

  •  O professor deverá observar se o aluno executa com coordenação os elementos fundamentais da ginástica (andar, correr, saltar chutar, girar etc.), mantém-se em equilíbrio no plano elevado e inclinado parado e em deslocamento. Executa ainda os movimentos básicos das várias formas de ginástica, levando-se em consideração a vivência dos movimentos ginásticos, e não a perfeição dos movimentos.

 

DANÇA

 

  • É uma manifestação cultural, que busca a expressão corporal mediante a presença de estímulos sonoros, envolvendo movimento e ritmos diversificados, proporcionando ao estudante diferentes vivências corporais por intermédio da dança.

  • Elementos básicos das atividades rítmicas e expressivas: brinquedos cantados, cantigas de roda, danças folclóricas, danças populares e danças criativas.

  • O professor deverá observar se o aluno participa das danças simples ou adaptadas, orientando-se no espaço em diferentes direções e localizações, cria e realiza movimentos adaptando-os aos diferentes ritmos musicais.

 

JOGO

 

  • Manifestação corporal que implica a existências de regras e objetivos, podendo estes ser alterados, conforme a necessidade, interesse e realidade dos participantes, estimulando a formação de sujeitos críticos e capazes de transformar a realidade que lhes seja imposta, adotando postura autônoma e de cooperação.

  • Jogos psicomotores, jogos de interpretação, jogos recreativos, jogos tradicionais, jogos sensoriais, jogos intelectivos, jogos pré-desportivos e jogos cooperativos.

  • O professor deverá observar se o aluno compreende e respeita as regras dos jogos e se é capaz de modificá-las através de habilidades motoras e cognitivas, bem como, adota postura cooperativa e de respeito para com os colegas e adversários em face de situações de conflito.

 

LUTAS

 

  • Manifestação corporal em que através de estratégias de desequilíbrio, imobilização ou exclusão de determinado espaço se busca o desenvolvimento de ações de ataque e defesa.

  • De acordo com o conhecimento do professor poderá trabalhar, capoeira, judô, caratê e outras formas de lutas, sempre enfatizando suas filosofias e seus históricos.

  • O professor deverá observar se o aluno realiza os movimentos básicos relativos à técnica de cada luta, (rolamentos, técnicas de mão e pernas, deslocamentos e formas fundamentais de domínio de solo) compreendendo e desenvolvendo as estratégias de ação (ataque e defesa), procurando valorizar o respeito ao próximo.

 

ESPORTE

 

  • Prática corporal, individual ou coletiva, que possui regras sistematizadas e oficiais e caráter competitivo.

  • Os jogos recreativos do ciclo I propiciam o desenvolvimento de capacidades físicas, como a resistência e a força, coordenação motora geral e percepção espaço-temporal, elementos sociabilizantes e construção de regras. No ciclo II, os jogos pré-desportivos propiciam o aprimoramento dessas habilidades através de atividades com regras modificadas adequadas ao nível das habilidades motoras e cognitivas para essa faixa etária.

  • As práticas esportivas no contexto escolar devem fundamentar-se principalmente em valores como a solidariedade, cooperação e respeito, proporcionando a todos os alunos, a oportunidade de vivências esportivas, respeitando suas possibilidades e habilidades.

  • A Educação Física escolar deve dar, de forma democrática e não seletiva, oportunidades a todos os estudantes para que desenvolvam suas potencialidades. Nesse sentido, estão inseridos aqueles com necessidades especiais, considerados estudantes de inclusão.

A prática da Educação Física escolar para alunos com necessidades especiais não se diferencia nos conteúdos, mas na organização das atividades, nas técnicas e nos métodos adequados ao desenvolvimento daqueles com comprometimento motor, neurológico ou intelectual.

A percepção e o conhecimento do corpo devem fazer parte do processo ensino-aprendizagem, sendo necessários à compreensão das alterações ocorridas no organismo durante a atividade física.   Tais conhecimentos são necessários, juntamente com as técnicas da execução da prática corporal, para uma apreciação crítica das atividades propostas e discussão de regras e estratégias.

Sendo a educação para um estilo de vida saudável uma das tarefas educacionais da Educação Física escolar,  é importante fazer com que os estudantes incluam hábitos de atividades físicas em seu cotidiano, sentindo prazer na sua realização, compreendam os conceitos básicos relacionados com a saúde a aptidão física e desenvolvam um certo grau de habilidade motora, o que lhes dará motivação para as práticas corporais (NAHAS,2001).

 

 

 

 

 

9.1.7  ARTE - FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS

 

Segundo a fundamentação das Diretrizes Curriculares Municipais a Arte é produto do homem, resultado das suas relações sociais, portanto expressa um determinado momento histórico e nasce da necessidade e da capacidade do homem de exprimir e construir o real.

Na escola, o ensino da Arte constitui-se no espaço possível para o domínio dos meios de expressão a partir da observação feita da realidade, do conhecimento das normas e códigos socialmente construídos e do fazer artístico como linguagem, ou seja, o ensino da arte tem como foco a compreensão da arte como trabalho criador, deve dar tanto a oportunidade de expressão criativa do aluno quanto uma forma de conhecimento e resgate do saber artístico acumulado pela humanidade e expresso em diferentes estilos e períodos.

As linguagens artísticas através das quais o homem se manifesta basicamente e que são os eixos norteadores da proposta do ensino da arte, são artes visuais, música, teatro e dança, sendo que cada uma dessas linguagens possui um objeto de investigação, que é na:

- arte visual: a forma , tendo como elementos estruturadores (ponto, linha,     textura, volume e plano);

- teatro: a representação, tendo como elementos estruturadores (personagens, espaço cênico, texto, cenário, iluminação, sonoplastia e caracterização);

- música: o som, tendo como elementos estruturadores (intensidade, timbre, altura e duração);

- dança: o movimento, tendo como elementos estruturadores (tempo, espaço, fluência e força).

            Para o desenvolvimento da proposta metodológica, toma-se como questão central do ensino de Arte a experiência estética, lembrando que esta se refere à relação que o ser humano estabelece com objetos artísticos. Nessa relação, estão implícitas as seguintes formas: apreciação, execução e criação.

            Na apresentação da apreciação, execução e criação como fundamento dos procedimentos metodológicos em cada área artística, pode-se relacionar, adaptar sugestões e indicações de uma área para outra, desde que se considere a especificidade de cada uma.

            Ressalta-se que os procedimentos não são rígidos e podem se adequar a cada área artística. Aspectos a serem considerados, como necessidades da turma e o cotidiano, ampliação do repertório artístico do estudante e especificidades dos objetivos e conteúdos, permitem uma flexibilidade no trabalho com os procedimentos metodológicos. Isso oportuniza a realização de determinado procedimento tantas vezes quanto necessárias, pois a apreciação e a execução transitam por todo o processo de ensino-aprendizagem.

            Destacam-se também os procedimentos de análise e crítica que permearão o trabalho durante a abordagem de todas as etapas.

            Ao final do processo, o estudante terá vivenciado as três formas de experiência estética: apreciação, execução e criação.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

9.1.8  ENSINO RELIGIOSO

 

O ensino-religioso tem como objetivo ressaltar a importância de se assegurar o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil além de garantir o direito ao conhecimento sobre o fenômeno religioso.

            São históricos os questionamentos do homem a respeito de: doenças, morte, separação, quem sou, por que estou aqui, para onde vou, qual o sentido da vida, o ensino religioso pode auxiliar o educando a desvendar “o mistério” e superar sua fragilidade e finitude.

A metodologia deve ser dinâmica e permitir a interação e o diálogo no processo de construção e socialização do conhecimento, para isto as aulas devem ser dadas através do compartilhamento de experiências entre os estudantes, pesquisa em diferentes fontes, leitura e interpretação de textos, análise de fotos, ilustrações e objetos simbólicos, filmes, etc ...

Tendo o fenômeno religioso como objeto de estudo e  a realidade do aluno como ponto de partida, a organização dos conteúdos deve levar em consideração;

- alteridade: é o desenvolvimento da capacidade de aceitação e valorização dos semelhantes em suas diferenças, desenvolvendo o convívio de modo harmonioso com pessoas de diferentes culturas, religiões, e filosofias de vida.

- ethos: é o conhecimento e apropriação de um conjunto de princípios padrões de conduta e maneiras de viver e conviver com as pessoas.

- tradições religiosas, místicas e filosóficas: consiste em abordar e trazer ao conhecimento do estudante as diferentes tradições, analisando seu papel, origem histórica, modo de ser, pensar e agir das pessoas bem como as diferentes formas de compreender e representar a natureza e o destino dos seres humanos.

- textos sagrados: cada religião os tem, fruto de determinado contexto histórico,  e seus ensinamentos são referenciais de fé e fundamentos das normas de conduta para os seguidores.

- símbolos religiosos: são imagens que comunicam idéias de âmbito sagrado e que tem para os seguidores de diferentes religiões, valor evocativo, mágico e místico, representadas de diversas formas (desenho,  pintura, escultura, vestimenta, alimentos....).

- ritos e rituais: são os gestos simbólicos sagrados que muitas vezes dispensam até as palavras.

- espaços sagrados: são os templos, santuários, catedrais, capelas, os locais de prece e meditação que trazem consigo fortes traços da história dos povos.

 

- crença na vida além-morte: é a forma como cada religião, cada filosofia de vida interpreta a realidade última do ser humano de maneiras diversas.

            O Artigo 33 da Lei 9394/96 – LDB prevê matrícula facultativa para o aluno e estratégia de atendimento ao aluno que optar por não participar desta aula.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  1. ORGANIZAÇÃO DA  EDUCAÇÃO INTEGRAL

 

 

Nossa escola está organizada com 4 salas para o atendimento dos estudantes que permanecem em tempo integral. Sendo 4 turmas no período da manhã e 4 turmas atendidas no período da tarde. As turmas são organizadas de acordo com a matrícula e no ano em que se encontram. São acompanhados pelo Professor Referência o qual desenvolve os eixo do Acompanhamento Pedagógico, Práticas de Educação Ambiental e Práticas Artísticas.

Nos dias de permanência do Professor Referência, os estudantes desenvolvem atividades ligadas aos eixos de Práticas Artísticas- linguagem musical, Ciência e Tecnologia da Informação, Práticas de Movimento e Iniciação Desportiva.

A distribuição temporal dos eixos na escola no dia da permanência é a seguinte:

Ciência e Tecnologia da Informação – 1h

Iniciação Desportiva – 1h 20min

Práticas Artísticas – 1h 20min

Tempo livre – 20min

 

 

10.1 ACOMPANHAMENTO PEDAGÓGICO

 

Será desenvolvida cotidianamente pelo professor referência.  Devem ser planejadas atividades de incentivo à leitura, momentos de estudo, jogos intelectivos e realização de tarefas. Essas atividades devem ter como meta o favorecimento do desenvolvimento cognitivo, bem como a superação das dificuldades de aprendizagem.

Para que isso se efetive, é importante que os turnos (manhã e tarde) tenham um trabalho integrado, propiciado e articulado pela equipe pedagógica.

 

10.2 PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

 

Tem como objetivo capacitar os alunos a conhecer e compreender as noções básicas relacionadas ao meio ambiente, adotar posturas críticas na escola, em casa e comunidade, que os levem a interações justas, construtivas e ambientalmente sustentáveis, percebendo-se como parte integrante da natureza.

 

10.3  TEMPO LIVRE

 

A organização de tempo e espaço numa escola de tempo integral deve estar voltada sempre para a infância, fase do brincar pelo brincar. Por isso  no horário ampliado os educandos tem garantido na sua grade de atividades este momento lúdico, que possibilita também a convivência e socialização entre seus pares como também uma cultura voltada para a paz.

Será trabalhado com atividades diversificadas acompanhadas pelo professor referência ou não, descanso, vídeo, brincadeiras, conversa, leitura, etc., com ou sem materiais.

 

10.4  BRINCAR PELO BRINCAR

 

                 Considera-se fundamental para uma criança que passa 9 horas na escola um tempo em que possa escolher sua atividade, que possa brincar e interagir com as outras crianças, sem a necessidade do adulto estar dirigindo esta atividade.

Na organização semanal de suas atividades pedagógicas deverá ser contemplado o tempo livre possibilitando ao aluno brincar, descansar, ver um filme, ler um livro, etc. sempre acompanhado do professor referência que neste momento poderá observar melhor seus alunos.

No horário do almoço e intervalos de recreio, os alunos são atendidos pelas auxiliares de serviços escolares e a escola estará possibilitando espaços diferenciados onde haja brinquedos e possibilidades múltiplas de escolha de atividades diferenciadas, como corda, bola, elástico, brincadeiras de casinha, quadro de giz, canto de atividades diversificadas,  de forma que o aluno possa optar sobre o que fazer com este tempo livre, tornando-o cada vez mais prazeroso e com menor índice de violência.

 

10.5  PRÁTICAS ARTÍSTICAS

 

A arte, nas suas diferentes linguagens – teatro, música, dança e artes visuais – estarão presentes no trabalho desenvolvido nesse tempo ampliado.

O ensino da arte na escola não prevê a formação profissional de artistas, mas sim o desenvolvimento do pensamento estético em todas as crianças, sem priorizar apenas alunos talentosos. Procura trabalhar com todas as crianças de modo a alimentar a imaginação, através das experiências de: apreciar, analisar, experimentar, manipular materiais e técnicas, conhecer códigos, improvisar, desenvolver um trabalho criador reconhecendo-o como um meio individual de expressão.

O trabalho pedagógico em artes procura nutrir os sentidos, a criatividade proporcionando instrumentos de expressão que podem ser manifestados através das linguagens: Artes Visuais, Dança, Teatro e Música, cada qual com seus objetivos específicos de estudo, sendo trabalhado pelo professor referência as linguagens:  musicalização e coral.

 

10.6  MUSICALIZAÇÃO

 

       A musicalização deve ser considerada do ponto de vista da criança, propondo a compreensão da linguagem musical neste sentido, a aprendizagem é assegurada pelo que a criança constrói quando elabora o seu conhecimento musical, ou seja, conhecer, compor, improvisar, explorar o seu corpo como um instrumento musical e o professor deve intervir no processo educativo, mediante ao ser afetivo e social da criança.

       Os alunos vivenciam noções gerais de música e o preparo para o estudo de um instrumento e canto.

 

 

 

10.7  CORAL “GENTE QUE BRILHA”

 

         Neste projeto que tem a intenção de desenvolver no educando habilidades de comunicação oral e corporal, os alunos aprendem mecanismos para obter qualidade vocal por meio de técnicas como respiração, expressão, articulação e movimentos corporais.

         As crianças que pertencem ao coral estão automaticamente escritas no Projeto Canta Criança da PMC e todos os anos celebram o Natal em um grande coral. Durante o ano o coral participa de apresentações públicas internas e externas, com repertório variado, vários estilos musicais.

 

  1. CIÊNCIAS E TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

 

Um trabalho pedagógico que tem como princípio a formação de um sujeito crítico e participativo tem que proporcionar ao aluno o acesso a diferentes mídias, tais como: livros, jornais, revistas, rádio, tv, vídeo, computador e internet.

 

  1. PRÁTICAS DE MOVIMENTO E INICIAÇÃO DESPORTIVA

 

A Educação Física escolar tem como objeto de estudo o movimento, sua prática pedagógica oportunizará o desenvolvimento da consciência corporal por meio de conteúdos dos eixos norteadores da ginástica, dança, jogo, luta e do esporte.

O planejamento com objetivos propostos pelo professor são baseados na realidade do cotidiano escolar, com vistas para um estilo de vida saudável.

O trabalho com práticas corporais deve promover o desenvolvimento de habilidades motoras e o gosto pela prática de atividade física.

 A classe Especial tem aula duas vezes na semana.

 

 

 

 

  1. ATIVIDADE EDUCATIVA COMPLEMENTAR

 

PROJETO LEÕES DO VOLEI

 

Tem como princípio o “voleibol com educação”, incentivando a prática da modalidade esportiva na escola para alunos do 3º e 4º Anos do Ensino Fundamental de 9 anos, sendo em período de 3 horas semanais para cada turma ou equipe.

            Propõe ensinar o voleibol focando a educação na sustentação do esporte e fixando a cidadania na base dos ensinamentos esportivos. Metodologia própria focada no desejo, na determinação e no domínio. O atleta é o objetivo geral do projeto aprovado e indicado pela SME. A escola tem a meta de mostrar o esporte como Educação.

            Será ofertado para alunos que freqüentam a Escola Integral, acontecerá em 3 horas semanais, duas vezes por semana em uma turma específica conforme a demanda.

Serão ofertados outros projetos de acordo com as possibilidades e oportunidades ofertadas pela SME.

 

12.  GESTÃO ESCOLAR  E ARTICULAÇÃO DA INSTITUIÇÃO COM A COMUNIDADE

 

12.1  CONSELHO DE ESCOLA

 

O Conselho de Escola é um órgão Colegiado de natureza deliberativa , consultiva e fiscal, que tem como principais atribuições estabelecer, acompanhar, avaliar e realimentar o Projeto Político Pedagógico, projeto de responsabilidade de todos os componentes da comunidade escolar), representados no Conselho de Escola, assegurando-se a sua legitimidade.

A finalidade do Conselho de Escola é promover a articulação entre os segmentos da comunidade escolar e os setores da escola, a fim de garantir o cumprimento da sua função que é educar.

O Conselho de Escola deverá articular suas ações com profissionais da educação, preservando a especificidade de cada área de atuação.

Sendo o Conselho de Escola constituído de acordo com os princípios da representatividade, assegurando o equilíbrio dos segmentos dos profissionais da educação e funcionários como também dos segmentos dos pais e alunos, cujos representantes nele terão de voz e voto.

O Conselho de Escola será um fórum permanente de debates, de articulações, entre os vários setores da escola, regido por um estatuto próprio.

As reuniões poderão ser ordinárias ou extraordinárias. As ordinárias são trimestrais e as extraordinárias sempre que se fizerem necessárias.

Também participa nos procedimentos relativos a professores, funcionários e alunos (parte disciplinar e pedagógica), tendo este Conselho suas atribuições em estatuto próprio.

O Título II, Capítulo I, Artigo 17 prevê a composição  pelos seguintes conselheiros:

  1. Diretor e Vice-Diretor;

  2. Um representante da Supervisão Escolar e/ou Orientação Educacional;

  3. Quatro representantes dos professores;

  4. Um representante da equipe administrativa;

  5. Um representante da equipe auxiliar de serviços;

  6. Três representantes de alunos;

  7. Três representantes de pais;

  8. Dois representantes da A.P.P.F.

 

 

 

 

12.2  APPF

 

APPF é um órgão de representação de pais ,professores e funcionários da Unidade Escolar, tendo os representantes a função de participar de reuniões, sugerindo ações que oportunizem a integração família –escola –comunidade , representar os reais interesses da comunidade junto a escola promovendo o entrosamento entre pais – alunos- professores e funcionários além de gerir e administrar recursos financeiros, descentralização, FNDE ,e próprio como também prestar contas dos gatos aos membros da Escola e em reuniões ordinárias e extraordinárias sempre que se fizer necessário.

Os membros da diretoria são eleitos para um pleito de 2 (dois) anos em assembléia geral.

 

 

 

12.3  COMUNIDADE ESCOLA

 

O Programa Comunidade Escola é um programa desta gestão  municipal 2005 a 2008, monitorado pelo IMAP. Usam o espaço   físico da escola nos finais de semana onde a mesma permanece aberta à comunidade das 9:00 às 17:00 aos sábados e domingos.

É necessário para exercer a função de coordenador, ter bom relacionamento, organização, habilidade para lidar com imprevisto é preferencialmente disponibilidade para participar de reuniões e capacitações  durante a semana.

Nesta Comunidade Escola temos: 2 coordenadores, estagiários de educação física, educação artística, informática, funcionários da SMEL, Fundação Cultural, FAZ, Educação, Saúde e voluntários, sendo um programa intersetorial e não só da Educação.

O importante neste Programa é que aqueles que participam possam tirar um melhor proveito daquilo que é oferecido, compartilhando sucessos.

 

12.4  REDE DE PROTEÇÃO

 

A Rede de Proteção à criança e ao adolescente em situação de risco para a violência, resultou de um trabalho  integrado, intersetorial e multidisciplinar.

Como tal só se torna possível graças ao trabalho valoroso de um conjunto de técnicos dos vários órgãos da Administração Municipal, de Instituições Parceiras como a Sociedade Paranaense de Pediatria e de inúmeros outros profissionais que ,de formas variadas e em diferentes momentos deram sua contribuição .

Tem a Rede como objetivo geral, contribuir para a redução da violência doméstica.

Já como objetivos específicos:

. Sensibilizar  entidades profissionais e a comunidade para a importância da denúncia e prevenção da violência contra crianças e adolescentes.

. A escola deve oportunizar a saída dos profissionais para as capacitações e cursos ofertados pela Rede de Proteção à Criança e ao Adolescente.

. Tornar visível a violência que se pratica contra crianças e adolescentes, estimulando a notificação dos casos e padronizando um instrumento comum para a notificação, para que se possa produzir informações e construir indicadores que permitam conhecer o problema e buscar soluções.

. Diminuir a reincidência da violência, a partir do acompanhamento necessário para ajudar a superar as condições geradoras de violência  e as sequelas resultantes dos maus tratos.

. Desenvolver propostas e projetos voltados para a prevenção da violência, especialmente envolvendo a comunidade.

OBS: Nesta Escola a reunião da Rede faz-se mensalmente, onde há estudos, discussão de casos e encaminhamentos.

A Rede de Proteção à Criança e ao Adolescente em Situação de Risco para a Violência tem na notificação obrigatória dos casos identificados pelos profissionais da saúde e da educação um de seus pilares. Isto porque, a partir da comunicação do fato ou da suspeita de uma situação de violência contra a criança e o adolescente, os mecanismos de proteção podem ser acionados e a Rede se constitui.

Assim, o caráter de prevenção e de proteção à vítima de violência e de apoio e ajuda à família que está vivendo uma situação de conflito intrafamiliar ou de dificuldade de reação a uma agressão externa, se sobrepõe ao conceito de denúncia de descumprimento de uma lei.

A notificação obrigatória tem, portanto, tripla função, ou seja, de acionar os mecanismos de proteção, de permitir a construção de um banco de dados sobre a violência contra as crianças e adolescentes e de estabelecer um instrumento facilitador para que os profissionais envolvidos com a atenção a este grupo populacional, cumpram o artigo 245 do Estatuto da Criança e do Adolescente.

 

12.5  FICA

 

No “Encontro pela Justiça na Educação” realizado em junho de 2001, Pr, concluiu ser necessário a criação de mecanismos de verificação e acompanhamento de freqüência escolar no Ensino Básico.

Surgiu  o “Projeto Abrace, Ações em Benefício do Regresso do Aluno à Escola”. O primeiro passo neste sentido foi a criação da ficha de comunicação do aluno ausente (FICA), um mecanismo destinado à garantia do acesso e permanência no Ensino Básico de todas as crianças e adolescentes do estado.

O professor deve diariamente realizar o registro da frequência do estudante na chamada escolar, e, observando três ausências injustificadas do aluno, comunicar imediatamente a EPA.

A Equipe Pedagógica Administrativa deverá realizar todos os procedimentos necessários que visem o retorno do estudante à Escola, não obtendo êxito, e esgotados todos os recursos que lhe competem, preencher a Ficha de Comunicação de Aluno Ausente (FICA), enviando a 1ª e 3ª via ao Núcleo Regional de Educação, para envio ao Conselho Tutelar.

 

 

 

12.6 PARCERIA COM UNIDADE DE SAÚDE

 

Educação e saúde são elementos fundamentais para a construção da cidadania. A parceria com a Unidade de Saúde se efetivará a partir de ações como:

  • palestras e ações com os alunos referente à higiene bucal e corporal;

  • ações referentes à saúde física;

  • palestras com famílias sobre temas referentes às saúde e educação;

  • ações em conjunto com a escola para encaminhamento à diferentes especialistas e/ou clínicas especializadas, como: CAP’S Boa Vista, Renascer, Ômega e Reabilitare.

 

12.7 INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR

 

A parceria se efetiva através do Projeto Escola & Universidade, convênio realizado pela SME. Seu objetivo maior caracteriza-se pela incrementação e dinamização do processo educativo, através de práticas pedagógicas inovadoras, bem como de subsídios teóricos fornecidos pelas Universidades. Isto traz ao profissional da escola a oportunidade de aprofundamento teórico-científico, troca de informações e novas perspectivas de prática em sala de aula, levando-o a um crescimento pessoal, social e profissional, que repercute na melhoria da qualidade do ensino.

 

  1. ESCOLA DE TRÂNSITO

 

Tendo em vista as Diretrizes Curriculares, a educação para o trânsito é parte integrante dos currículos escolares, sem ser disciplina específica, mas permeada nos contextos que reelaborem e busquem mudança de comportamentos, visando o bem comum, essa temática estabelece que, a locomoção e a comunicação com os espaços percorridos caracterizam o trânsito, onde as pessoas usuárias das vias públicas, no seu cotidiano devem valorizar essa interação na convivência social baseada no respeito mútuo.

São relações sociais que se aprendem também na escola que buscam organizar em seus alunos atitudes de cidadãos participativos. Sendo importante a existência das leis como reguladores externos do comportamento humano, mas estas exigem a presença de terceiros para serem obedecidas, e, através da educação, então, o preparo dos pequenos cidadãos com a formação em valores internalizados que facilita a compreensão, fortalecida através da implementação de ações educativas, que favorecem a consolidação de um novo comportamento frente ao trânsito.

A escola Prática Educativa de Trânsito atua como parceira, desta escola, ofertando cursos teóricos e práticos, preparando o aluno para um ir e vir consciente e seguro no trânsito, através de dramatização interativa com os estudantes e repassam de forma alegre e bastante comunicativa conteúdos importantes para a vida social do aluno.

 

  1. REGIME ESCOLAR

 

O horário de atendimento dos alunos pela manhã: das 8h  às 12h; tarde: das 13h às 17h; noite: das 18h às 22h.

Para os alunos de Tempo Integral o horário de atendimento é das 8h às 17h.

 

13.1 CALENDÁRIO ESCOLAR

 

O calendário escolar é elaborado anualmente pelo estabelecimento de ensino, deverá atender ao disposto na legislação vigente, bem como ás diretrizes emanadas da Secretaria Municipal de Educação.

Na elaboração do calendário participam todos os segmentos da comunidade escolar, devendo ter aprovação do Conselho de Escola.

O calendário aprovado pelo Conselho de Escola deverá ser encaminhado à SME , que tomará as medidas cabíveis.

As alterações que forem feitas  no calendário escolar, aprovadas pelo Conselho de Escola por motivos relevantes, serão comunicadas em  tempo hábil  á SME para providências cabíveis.

O calendário contém 1600 horas aula/ano totalizando 200 dias letivos + 11 dias dos quais são usados 5 para semana pedagógica e 6 para reuniões pedagógicas/administrativas, totalizando 211 dias trabalhados por ano.

 

 

 

  1. GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS E MATERIAIS

 

A Gestão de recursos humanos e materiais seguem os critérios estabelecidos pela mantenedora e passam pela aprovação do Conselho de Escola e APPF.

 

14.1  RECURSOS DA DESCENTRALIZAÇÃO

 

Repasse trimestral da SME, visando o atendimento ao aluno, manutenção e preservação do patrimônio de acordo com as necessidades da escola e plano de  obras, conforme prioridade e aprovação da SME.

 

 RECURSOS PDDE / FNDE

 

Repasse anual do Governo Federal para aquisição de material de consumo e permanente.

 

 

15.PROCESSO DE APRIMORAMENTO DA PRÁTICA PEDAGÓGICA E ADMINISTRATIVA:

 

15.1  PROJETO DE FORMAÇÃO CONTINUADA DO PROFESSOR

 

Visando estimular a participação em cursos de capacitação de curto, médio e longo prazo, em coerência com a proposta pedagógica da escola, com as necessidades da mesma e em consonância com as diretrizes curriculares da Mantenedora, a escola organizará momentos de encontro previstos em calendário:

- Reuniões pedagógicas/de integração organizadas a partir de diagnóstico realizado pela equipe pedagógica, prevendo realimentar o processo pedagógico a partir de estudos de textos, palestras, reflexões e outros que visem aperfeiçoar o trabalho dos profissionais da escola.

- Permanências-previstas pela organização da mantenedora, têm como objetivo ser momento de reflexão sobre o trabalho pedagógico (organização  e reorganização do planejamento, avaliação, processo de ensino aprendizagem), sempre em parceria pedagogo/professor  e equipe         que trabalha com determinado grupo de alunos, na perspectiva de aperfeiçoar o trabalho pedagógico e melhorar a qualidade de ensino.

     - Semana de Estudos pedagógicos acontece em dois momentos, um organizado pela mantenedora e outro pela escola.

     Na escola, os temas para estudo são selecionados a partir de consulta aos professores, que sugerem palestras a partir de suas necessidades. Estas são avaliadas pela equipe pedagógica que, a partir de ponderação sobre reais necessidades, organiza o projeto, que é encaminhado a SME.

 

15.2.  PARTICIPAÇÃO EM CURSOS, CONGRESSOS E OUTROS

 

Os critérios para participação dos profissionais em cursos, congressos e outros são:

  • Vínculo com o trabalho pedagógico desenvolvido na escola;

  • Necessidade de capacitação profissional para exercer determinada função;

  • Disponibilidade do profissional em horário;

  • Disponibilidade da escola na dispensa do profissional;

  • Quando a demanda é maior que a oferta, realiza-se sorteio depois de consideradas as situações acima, conforme regulamentação específica da SME;

  • Assiduidade.

 

15.3  PROJETO DE FORMAÇÃO CONTINUADA DOS INSPETORES DE ALUNOS E APOIO ESCOLAR

 

Os inspetores de alunos trabalham indiretamente como educadores na formação das crianças nos atendimentos de intervalos e em especial no horário do almoço (das 12h ás 13h). Portanto é necessário um investimento substancial para que eles conheçam sobre desenvolvimento infantil, formas de recreação e outros temas que dizem respeito ao educando.

  • Articular ações internas como também em parceria com a SME e outras instituições para capacitar esses funcionários no atendimento aos alunos, principalmente nos horários de recreio e almoço;

  • Fortalecer um trabalho de equipe, visando a inserção deste segmento no Projeto Pedagógico desta unidade de forma mais efetiva.

  • Para os ocupantes do cargo de apoio escolar (secretaria) busca-se; incentivar a participação em cursos no que diz respeito a legislação e documentação escolar como também no atendimento ao público   interno e externo visando a qualidade e eficiência nos serviços solicitados . A SME é co-responsável pela capacitação e aperfeiçoamento deste setor.

 

16. ANEXOS

16.1 QUESTIONÁRIO DE CARACTERIZAÇÃO DA CLIENTELA

Escola Municipal CEI Anísio Teixeira – Ensino Fundamental - Ano Letivo: 2010

Aluno: ___________________________________________________________________

 Turno: _________ Ciclo: ____ Etapa: ____ Turma: ____

Nome do pai ou responsável: ________________________________________

Nome da mãe ou responsável: _______________________________________

Endereço:________________________________________________________

Ponto de referência: _______________________________Bairro : ___________

Telefone p/ recado:_________________________________________________

Em caso de emergência com quem devemos entrar em contato?

(    ) Pai        (    ) Mãe     (    ) Avós      (    ) Tios      (   ) Outros

Telefone: _________________

Outros filhos estudam na escola? _____________

 

Nome dos filhos que estudam na escola, série, turno, turma.

Nome

Integral

Ciclo / ano

Turma

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1- Família

Os responsáveis pela criança são:

(    ) os pais                (    ) a mãe                                (    ) mãe e padrasto                (    ) avós

(    ) pai                       (    ) o pai e madrasta               (    ) outros

 

2- Habitação

Quantas  pessoas moram na casa?      ______________________

A casa é :            (    ) alugada                (    ) cedida                    (    ) própria ,

Há quanto tempo moram na casa?   _______________________

 

 

 

 

 

3- Escolaridade :

Do pai:
(    ) nenhuma
(    ) primário completo            (    ) primário incompleto
(    ) ginásio completo              (    ) primário incompleto
(    ) 2º grau
(    ) superior
(    ) pós graduação 

 

Da mãe:
(    ) nenhuma
(    ) primário completo             (    ) primário incompleto
(    ) ginásio completo               (    ) primário incompleto
(    ) 2º grau
(    ) superior
(    ) pós graduação

 

4- Trabalho

a) Profissão do pai ______________________________carteira assinada (    ) sim  (   ) não 

b) Profissão da mãe _____________________________carteira assinada (    ) sim (    ) não

c) Há outras pessoas que trabalham na família?     (    ) sim      (    ) não

d) Quantas pessoas da família estão desempregadas? __________________________

 

 

5- Qual a renda da família?

(    ) menos de 1 salário mínimo                      (    ) 2 à 4 salários mínimos
(    ) 1 salário mínimo                                       (    ) mais de 4 salários

 

6- Religião praticada pela família:______________________________________________

 

7- Lazer praticado pela família:

(    ) cinema               (    ) museus               (    ) teatro                    (    ) brincam com os filhos
(    ) assistir televisão. O que assistem? _______________________________________

(    ) hábito de leitura. O que lêem?___________________________________________

(    ) ouvem rádio. O que ouvem? ____________________________________________

(    ) praticam esporte. Qual? ________________________________________________

(    ) passeios. Quais? ______________________________________________________

(    ) outros. Especifique quais:_______________________________________________

 

8- No horário em que as crianças não estão na escola, elas:


(    ) ficam em casa. Com quem? ______________________________________________

(    ) ficam em outra casa. Com quem? _________________________________________

(    ) ficam no ECO’S

(    ) outros. Onde e com quem? ______________________________________________

(     ) ficam na Escola em Tempo Integral

 

9- A criança vem para a escola:


(    ) a pé      (    ) transporte coletivo(ônibus)     (    ) transporte escolar     (    ) carro particular

 

 

10- A criança apresenta necessidades educacionais especiais?


(    ) não       (    ) sim         Qual? ________________________________________

 

11- A criança tem algum problema de saúde?


(    ) não       (     ) sim       Qual a medicação que toma? _____________________________

 

12- Tem algum tipo de alergia? (    ) não (     ) sim   Qual? _________________________ _

 

13- Tem algum convênio Médico/Hospitalar?

 
(    ) não     (     ) sim          Qual? ______________________________________________

(    ) freqüenta posto de saúde   Qual? __________________________________________

 

14- Você participa de alguma associação, grêmio, clube?

(    ) não     (    ) sim          Qual? ________________________________________________

 

15- Você gostaria de participar efetivamente da APPF ( Associação de Pais, Professores e Funcionários) e do Conselho de Escola?

(    ) não                   (    ) sim                 (    ) ou já participa

 

16- Por que você escolheu esta escola para seu filho(a) estudar?

 

__________________________________________________________________

 

Obrigada por suas informações!                                                         

   A Direção

.2 CALENDÁRIO ESCOLAR

16.3 FICHAS DE REGISTRO CUMULATIVO

16.4 RELAÇÃO DE SERVIDORES

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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