Meia Lua, Centro Municipal de Educação Infantil

Localização
Endereço: R. Romeu Bach, 116
Bairro: BOQUEIRÃO
Cep: 81650-140
Regional: Boqueirão
Atendimento: Manhã e tarde
Contato
Diretor (a): Silvana Tavares Pessoa
Telefone: (41)3278-1008
E-mail: cmeimeialua@sme.curitiba.pr.gov.br

Projeto Pedagógico - Meia Lua, Centro Municipal de Educação Infantil

1) IDENTIFICAÇÃO DO CMEI

Centro Municipal de Educação Infantil Meia Lua, situado à rua Romeu Bach, 20, bairro Boqueirão, no município de Curitiba.

1.1)         FINS DA INSTITUIÇÃO.

Este CMEI, reconhecendo a criança como cidadã de direitos, tem por finalidade o seu desenvolvimento integral (crianças de 0 a 6 anos de idade), levando em conta seus aspectos físicos, psicológicos, afetivos, intelectuais e sociais. Colabora com a família na intenção de educar a criança, sem no entanto, assumir ou substituir a função própria da família. Em sua ação educativa mais ampla busca integração com as famílias e a comunidade em geral.

1.2)         OBJETIVOS GERAIS:

Oferecer um serviço de qualidade, através de suas ações educativas, visando a:

- Garantir o cumprimento dos direitos das crianças previstos na legislação vigente.

- Efetivar o atendimento dos cuidados essenciais das crianças referentes à sobrevivência e ao seu desenvolvimento como pessoa humana.

- Estabelecer a interação entre família e o CMEI, aspecto fundamental para o processo educativo.

- Proporcionar o acesso das crianças aos bens socioculturais existentes.

- Contribuir para o desenvolvimento das capacidades relativas à expressão, à comunicação, à interação, à ética e à estética.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

 

- Proporcionar oportunidade de constantes reflexões sistemáticas, relativas a todos os aspectos existentes na educação infantil, num âmbito bastante amplo, analisando a questão da infância, hoje, no mundo e não apenas em nosso município ou ainda, mais restritamente, no CMEI.

- Estabelecer os fundamentos filosóficos, pedagógicos e psicológicos que deverão estruturar o trabalho efetivo do CMEI, considerando a realidade social das crianças, seu desenvolvimento e as relações e experiências já vivenciadas.

- Caracterizar os espaços e tempos existentes no CMEI.

-Garantir a compreensão, por parte de cada profissional envolvido no CMEI, do papel que desempenha, e que, seja ele qual for, tem implicações educativas, devendo assim, ser de primeiríssima qualidade.

2)   HISTÓRICO E CARACTERIZAÇÃO DO CMEI

 

2.1)   HISTÓRICO:

As primeiras creches construídas pelo poder público em Curitiba surgiram em 1977 (as quatro primeiras) e em 1979 (mais quatro creches), integrando o plano existente de desfavelamento. A partir de l980, novas unidades foram implantadas, mas já com o propósito de atender a população nas próprias áreas faveladas.

Este CMEI foi fundado pela Prefeitura Municipal de Curitiba, em março de l979.  Nesta época, a intenção era favorecer a busca de emprego pelas mães que necessitavam auxiliar na complementação da renda familiar; propiciar um espaço de lazer e aprendizado às crianças, prevenindo fatores de marginalização e principalmente oferecer condições favoráveis ao desenvolvimento das crianças. Neste período recebeu o nome de Centro Social Meia Lua. Além de atender crianças em idade pré-escolar (0 a 06 anos) atendia também crianças de 07 a 12 anos, que freqüentavam a escola em um período no outro vinham para a creche. Compunham o quadro de funcionários: diretora, assistente social, enfermeira, atendentes das crianças, pessoal responsável pela limpeza e pessoal responsável pela alimentação. As primeiras atendentes que trabalharam na creche eram mães desempregadas da própria comunidade. Outras mães ofereciam trabalhos voluntário, auxiliando no atendimento às crianças ou na limpeza da creche. Temos, ainda hoje, em nosso quadro duas funcionárias que são desta época: a Educadora Maria Aparecida Soares (30-junho-84) e a Educadora Coraci Aparecida Ruthes Assunção (01-fevereiro-85). Em sua administração, contou com várias diretoras, sendo que a atual, Sueli de Fátima Francisco, está na função desde 1991.

As creches eram atendidas pela Secretaria Municipal da Criança, que por sua vez, fazia parte do DDS –Departamento de Desenvolvimento Social, o qual se ocupava da contratação dos funcionários. 

Enquanto proposta pedagógica aplicava o Projeto Araucária, formulado pelo Centro de Apoio à Educação Pré-escolar da Universidade Federal do Paraná em parceria com a Prefeitura Municipal.

No tempo passou por transformações que acompanharam as próprias reformulações do Sistema Municipal de atendimento as creches. Em l989 esta unidade passa a chamar-se Creche Meia Lua. Deixa de atender a faixa etária de 07 a 12 anos, atendendo, agora, somente as crianças de 0 a 06 anos, seguindo orientações da Secretaria Municipal da Criança que, neste mesmo ano, apresenta sua Proposta de Atendimento à Criança de 0 a 06 anos nas Creches. Simultâneo a esta proposta a atual administração da PMC “define cinco objetivos a serem alcançados”:

-   estruturar a rede de creches de modo a dar cobertura de atendimento;

-    tratar prioritariamente o atendimento à faixa etária de 0 a 2 anos, considerando a demanda e visto que esta fase é determinante no processo de desenvolvimento da criança;

-    assegurar um espaço de educação e desenvolvimento da criança, superando a perspectiva da guarda e dos cuidados físicos;

-    ampliar a função sócio-educativa da creche junto às famílias e comunidade, enquanto espaço de participação social;

-    apoiar iniciativas comunitárias na área de atendimento infantil, como forma de assegurar as condições básicas de atendimento e ampliar a oferta de vagas.” (Creches em Curitiba: Espaço de Educação – pág 07) 

Essa Proposta, reelaborada e publicada em 1994, que destaca como linha pedagógica a perspectiva sócio-histórica de Vygotsky, ainda norteia as atividades educativas desenvolvidas por este CMEI.

Para contemplar os objetivos propostos pela PMC e da própria proposta pedagógica, faz-se necessário que o espaço físico da creche também se adeqüe, assim, em 1998/1999 este CMEI passa por uma reforma, reestruturando melhor seu espaço.

A partir do Decreto n°003/99 do Conselho Estadual de Educação (CEE), muda seu nome para “CENTRO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO INFANTIL MEIA LUA”.

Sendo uma das primeiras creches construídas em Curitiba, completa este ano (2004) 25 anos de funcionamento. Quando da sua construção havia uma intencionalidade para o atendimento das crianças que se difere da de hoje. Embora tendo passado por reforma a sua estrutura física não mais corresponde às necessidades do momento. Avalia-se a necessidade e importância, com urgência, deste CMEI passar por nova reforma, adequando-se à nova demanda e dando melhores condições de cumprimento dos objetivos propostos, tanto sociais quanto pedagógicos.

2.2)   CARACTERIZAÇÃO: 

Este CMEI está situado à rua Romeu Bach, 20, bairro Boqueirão, no município de Curitiba.

Em seu atendimento abrange as comunidades do conjunto Meia Lua, Vila Cidadania e localidades vizinhas: Boqueirão, Iguape, Carmo, Vila São Paulo e Uberaba. Fica nas proximidades do canal do rio Belém que divide os bairros Uberaba e Boqueirão, sendo ainda uma região de favelamento.

Do lado do CMEI funciona a Unidade de Saúde Waldemar Monastier, com o qual o CMEI mantém estreito relacionamento com o objetivo de integrarem seus esforços para oferecer boas condições de saúde às crianças atendidas por estas instituições.

2.3)    DOS FUNCIONÁRIOS:

Diretora: Marisa Pereira do Rosário – Ensino Superior em Pedagogia com Especialização em Educação Infantil –

2.4)   DA CLIENTELA:

As crianças são de várias descendências. Suas famílias, na grande maioria, são de nível sócio-econômico baixo com renda familiar entre 1 a 3 salários mínimos.

A escolaridade dos pais é, predominantemente, o ensino fundamental incompleto. Suas profissões, geralmente, são as de autônomos, como: domésticas, mecânicos, motoristas, costureiras, etc.

As crianças, na sua maioria, moram com os pais, mas uma porcentagem considerável mora só com a mãe. O índice de opção pela religião católica é o mais alto.

Quanto ao lazer, a grande maioria se limita a assistir televisão e fazer visitas a outros familiares.  (Ver anexo I)

3)   FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

 

Para se obter um trabalho de qualidade é necessário que antes de qualquer coisa exista entendimento do objeto inerente à função, no nosso caso como educadores devemos entender a criança na sua totalidade e principalmente como um ser em formação que depende quase que exclusivamente dos adultos para que isso ocorra de forma satisfatória, partindo desse pressuposto vamos mergulhar no mundo da infância e seus mistérios.

3.1)   INFÂNCIA

A fase mais bela da vida do ser humano onde começamos a entender o mundo e a nós mesmo, onde real e faz de conta estão juntos e principalmente percebemos a necessidade do convívio com o próximo, na verdade é nesta época que formamos quase todos os nossos conceitos de sociedade organizada e bem comum.

A infância se inicia no nascimento e é a fase de maior experimentação, pois a criança está iniciando seu contato com o mundo e tudo o que possa vir dele, uma fase de conflitos e descobertas, pois tudo esta relacionado ao satisfazer as necessidades e sanar dúvidas e questionamentos, podemos inclusive fazer uma analogia com o paraíso descrito nas Sagradas Escrituras onde segundo (Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Professor da Pré-Escola. Vol. 1. Brasília, 1995.) “Nascer é romper um vínculo confortável, acolhedor com a mãe, fonte continua de alimentos; corresponde a ter o paraíso irremediavelmente perdido” ou seja o paraíso perdido não poderá mais ser recuperado, no entanto, o ser humano busca o tempo todo, ao longo de sua vida, uma volta à situação original, a um equilíbrio, uma integração. O tempo de gestação, assim como a vida paradisíaca, é curto e um ser humano ao nascer é lançado ao mundo em condições de semi-acabamento, indefeso, incapaz de movimentar-se por conta própria, partindo dessa premissa chegamos a uma triste constatação que a vida de uma criança apesar de tão rodeada de beleza e encanto como sugerido no inicio deste texto está também a léguas de distância de um “mar de rosas” e é exatamente neste ponto que nós educadores entramos por que desde muito cedo, ainda crianças, para viver, todos os homens têm que pensar. Cabe a nós, adultos, compreender todo esse processo e auxiliarmos nossos pequeninos em tamanhas descobertas.

3.2)   CONCEPÇÃO DE CRIANÇA E SEU DESENVOLVIMENTO

A Constituição Federal de 1988 coloca a educação das crianças como um dever do Estado e diz o seguinte:

“Artigo 208. O dever do Estado com a Educação será efetivado mediante a garantia de”:

IV - atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a seis anos de idade.”

O Estatuto da Criança e do Adolescente, promulgado em 1990, veio reconhecer legalmente a criança e o adolescente como pessoas em condições peculiares de desenvolvimento; considera-os sujeitos de direitos. São cidadãos.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (9394/96) define:

“Artigo 29. A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem por finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade”.

Nossas leis, hoje, garantem às crianças os seus direitos e abrem a possibilidade de atendimento institucional complementar ao da família e comunidade, preocupando-se com a boa qualidade desse atendimento quando coloca como finalidade o desenvolvimento integral da criança.

Nesta instituição estamos identificados com o que é colocado através dessas leis e com o que esclarece as Diretrizes para a Educação Infantil na Rede Municipal de Curitiba: “É essa criança, histórica e culturalmente contextualizada, inserida em uma família situada em um espaço e tempo geográfico, com toda a diversidade que apresenta, seja biológica, cultural, racial ou religiosa que precisa ser conhecida, compreendida e respeitada, como sujeito que produz a própria história na história, em que se faz a sua educação; que se encontra em processo de desenvolvimento de todas as dimensões humanas sejam de ordem afetiva, social, cognitiva, psicológica, espiritual, motora, sexual, lúdica, expressiva; que comunica e expressa conhecimentos, emoções, sentimentos e desejos de uma maneira muito própria, manifestando-os por meio do choro, do gesto, da fala, do movimento, do desenho, da música, do canto, da dança, da pintura, da escultura, das brincadeiras, enfim, por múltiplas linguagens; é essa criança que precisa ter espaços e condições de constituir-se no direito que tem de ser criança e de viver a sua infância de modo pleno”.

Assim, reconhecemos a criança como um ser capaz de aprender, que age e se relaciona com o ambiente físico e social, mas que, para isso, depende do estímulo desse mesmo ambiente. Suas primeiras experiências são adquiridas no meio familiar e esse é o ponto inicial de referência para a construção interna do conceito de si própria e de mundo. As crianças aprendem e se desenvolvem basicamente pela observação e imitação. Dessa forma, cada criança vai estruturando uma maneira própria, singular, de enxergar e agir no mundo. Essa singularidade vai depender das relações humanas que vão se estabelecendo no seu cotidiano.

Um aspecto importantíssimo dessas relações é o vínculo afetivo que a criança estabelece. A afetividade é fator preponderante para seu desenvolvimento, auxiliando na qualidade da linguagem e da cognição. É através dela que a criança dá significado a tudo que vivencia e que vai determinar suas escolhas e rejeições. Afeto, linguagem e cognição são indissociáveis; ainda que estejam presentes em proporções diferentes, possibilitam ao ser humano elaborar noções sobre objetos, pessoas e situações, imprimindo-lhes atributos e valores.

Para justificar nossas ações educativas buscamos subsídios na concepção sócio-interacionista, a qual expõe que o processo de desenvolvimento e aprendizagem acontece através de ações conjuntas onde crianças e adultos influenciam-se mutuamente.

Entendemos ainda que a aquisição do conhecimento é um processo contínuo, iniciado no momento do nascimento e permanecendo por toda a vida do indivíduo.

3.3)   EDUCAÇÃO

Para definir o modelo de educação que pretendemos adotar, primeiro precisamos examinar a realidade social em que vivemos. Precisamos nos indagar sobre o tipo de estrutura social e o modelo de sociedade dominante, sobre a concepção de “homem ideal” da nossa época e sobre o projeto econômico-social, político-cultural vigente no nosso país. Precisamos nos perguntar o que somos e o que podemos ser na sociedade brasileira de hoje e amanhã, levando sempre em consideração as informações e estáticas de cunho social que atualmente tem demonstrado uma sociedade desigual e cada vez mais geradora do abismo que dividem pobres e ricos, educados e analfabetos e principalmente os marginalizados do restante, segundo (Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Professor da Pré-Escola. Vol. 1. Brasília, 1995.) “para cerca de 20% das famílias brasileiras, boa parte da responsabilidade pela sobrevivência cabe a crianças e jovens e estes sobrevivem na pobreza extrema, ser criança hoje no Brasil não é fácil. Os caminhos a percorrer não são, em sua maioria, adequados às necessidades da vida infantil”.

Tais questionamentos são imprescindíveis mesmo quando falamos de educação infantil uma vez que esta é base para todo o processo de aprendizagem e que esse cidadão terá que estar preparado para os desafios da pós-modernidade.

Até algum tempo atrás o trabalho dentro de uma “creche” era quase que restrito ao cuidado, atualmente com as alterações sociais isso a nível mundial tem se exigido processos realmente pedagógicos com finalidades especificas segundo os Referenciais  Curriculares para Educação Infantil (BRASIL. MEC. RCNEI, Vol. 1, 1998):

“as  novas funções para educação infantil devem estar associadas a padrões de qualidade.Essa qualidade advém de concepções de desenvolvimento que consideram as crianças nos seus contextos sociais, ambientais, culturais e, mais concretamente, nas interações e práticas sociais que lhes forneçam elementos relacionados às mais diversas linguagens e ao contato com os mais variados conhecimentos para a construção de uma identidade autônoma”.

Na verdade estamos vivendo uma era de grandes mudanças a chamada “era do conhecimento” um verdadeiro turbilhão de informações onde o homem não consegue mais ficar inerte a tantos meios e formas de abordagem, podemos citar também a questão tecnológica, pois a tecnologia se aprimora a cada dia. Dentro de um contexto tão abrangente e em constantes transformações a educação também deve se atualizar e isso tem se feito observar nas novas diretrizes e filosofias educacionais

4)   ORGANIZAÇÃO E DINÂMICA DO COTIDIANO DO TRABALHO

 

Temos a clareza que todos os profissionais envolvidos no CMEI desempenham um papel de grande importância para uma boa trajetória no desenvolvimento das atividades aqui realizadas. Para isso, se faz necessário que cada um assuma sua responsabilidade na instituição a qual deve contribuir para o desenvolvimento infantil.

4.1) FUNÇÕES:

Diretor(a):

É a figura responsável pela gestão do Centro de Atendimento Infantil, cabendo a ela(e) gerir todas as ações que permeiam o processo educativo, exigindo para essa função, formação ética e competência profissional.

Suas atribuições específicas estão descritas no documento Orientação Pedagógica-Administrativas para os Centros de Educação Infantil da Prefeitura Municipal.

Professor(a):

O papel do professor no CMEI exige desse profissional formação ética e competência na especificidade do seu trabalho e principalmente o compromisso com a promoção do desenvolvimento das crianças. O professor é mediador, é o provocador das intenções da criança com o mundo físico e social, oportunizando-lhe vivencias e situações que venham de encontro com esse mundo. Suas atribuições específicas estão descritas no documento Orientações Pedagógicas-Administrativas para os Centros de Educação Infantil, assim como no artigo 13, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional:

“Os docentes incumbir-se-ão de:

I-                   Participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino;

II-                 Elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo a proposta pedagógica do estabelecimento de ensino;

III-              Zelar pela aprendizagem dos alunos;

IV-              Estabelecer estratégias para os alunos de menor rendimento;

V-                Ministrar os dias letivos e hora-aulas, estalecidos além de participar integralmente dos períodos dedicados ao planejamento à avaliação e ao desenvolvimento profissional;

VI-              Colaborar com as atividades de articulação da escola com as famílias e a comunidade;

 

Educador(a) Infantil:

É a figura responsável por imprimir uma base sólida ao desenvolvimento das crianças, pois se caracteriza como mediador do processo. Cabe a ele unir as atividades referentes aos cuidados essenciais ligados à sobrevivência, ao desenvolvimento global do ser humano. As atribuições específicas dessa função estão descritas no documento oficial Orientações Pedagógicas- Administrativas para os Centros de Educação Infantil.

Pedagogo(a):

Cabe a esse profissional a responsabilidade na mediação do processo pedagógico, exigindo da sua pessoa formação ética e competência profissional. Podemos citar como principais atribuições: a elaboração juntamente com os outros profissionais da proposta pedagógica do CMEI, a organização e acompanhamento do planejamento pedagógico e consequentemente efetivação, trabalhar com a comunidade no atendimento às crianças e pais; subsidiar o trabalho educativo dos professores e educadores.

Equipe de funcionários:

Compete a esses profissionais, colaborarem nos serviços que são pertinentes às suas funções, demonstrando compromisso com o processo educativo.

Podemos destacar os seguintes funcionários: auxiliar de serviços de creche, secretária e cozinheiras. Suas atribuições estão descritas no documento Orientação Pedagógica de Educação Infantil.

4.2)   ROTINA GERAL DO CMEI MEIA LUA

O CMEI Meia Lua inicia suas atividades às sete horas da manhã, sendo que atende as crianças até o horário das dezenove horas para aquelas crianças cujos pais deixam seu trabalho mais tarde. Para a maioria das crianças, o atendimento encerra por volta das dezessete horas.

O trabalho do CMEI envolve os cuidados essenciais da criança, as brincadeiras e as situações de aprendizagem orientadas. Atividades como alimentação, higiene, descanso (sono), banho de sol, fazem parte do cotidiano do Centro e se constituem em momentos fundamentais não só para a sobrevivência da criança como também para o seu desenvolvimento como ser humano. As atividades pedagógicas específicas estão ligadas a outros aspectos da formação da criança e são planejadas semanalmente a partir de temas e conteúdos específicos, fundamentados nos Referenciais Curriculares Nacional para a Educação Infantil e nas Diretrizes da Educação Infantil para a Rede Municipal de Curitiba.

4.3)   TURMAS ATENDIDAS NO CMEI

O CMEI Meia Lua funciona com seis turmas de crianças de 0 a 5 anos. A maioria das crianças participam de todas as atividades oferecidas durante o dia, exceto algumas que têm atendimento terapêutico fora do CMEI.

Berçário I e II

Compõem essas turmas crianças de 0 a 1ano e de 1 a 2 anos respectivamente. Essas crianças por estarem nos primeiros anos de vida, têm um atendimento bastante individualizado. Esse atendimento inclui alimentação especial, banho, troca de fraldas, contato com objetos e brinquedos, banho de sol, entre outras. Toda essa rotina requer uma seqüência de ações e organização que buscam o pleno desenvolvimento das crianças.

Maternal I e II

Compreende as crianças de 2 e 3 anos. Essas turmas dão continuidade ao trabalho dos berçários quanto às necessidades e desenvolvimento das crianças. Além dos cuidados essenciais, são introduzidas mais brincadeiras, jogos, materiais diferentes para a estimulação.

Pré I e II

Compreende crianças de 4 e 5 anos. Além dos cuidados pertinentes à faixa etária dessas crianças, são desenvolvidas atividades baseadas no lúdico, na experimentação e descoberta do mundo, criando experiências que permitam às crianças a construção dos seus próprios conhecimentos.

Desjejum

Às 8h

Todas as turmas

Colação

Às 9h15 min

Berçário e maternal

Almoço

Às 10h 45 min

Às 11h

Às 11h 30 min

Berçário

Maternal I e II

Pré I e II

Lanche

Às 13h 30 min

Às 14h

Berçário

Damais turmas

Jantar

Às 15h 30 min

Ás 16h

Berçário

Demais turmas

4.4)   METODOLOGIA

É preciso antes de descrevermos mais detalhadamente a metodologia, que consideremos alguns aspectos importantes para sua definição:

-           Toda ação educativa no CMEI deve ser intencional e voltada para o desenvolvimento integral da criança;

-           O encaminhamento metodológico a ser desenvolvido deverá ser fundamentado nos três eixos das Diretrizes para a Educação Infantil na Rede Municipal de Curitiba;

-           1-  Infância tempo de direitos: esse eixo se refere a uma concepção de criança, como ser humano integral e acredita numa proposta educativa que una ações de educação e cuidado.

-           2-  Espaço e tempo articulados: esse eixo considera a organização dos tempos e espaços da criança a partir de suas necessidade, interesses e seu desenvolvimento natural.

-           3- Ação compartilhada: trata da importância do Centro Municipal de Educação Infantil desenvolver o sentido de parceria e co-responsabilidade no processo de educação da criança;

A partir dessas considerações é que podemos delinear a ação pedagógica.

4.4.1 ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO

As atividades de todas as turmas têm sido organizadas a partir de temas preestabelecidos em discussões e estudos realizados por professores, educadores e equipe pedagógica. Cada atividade é adaptada à faixa etária da criança e ao seu interesse. Essa forma de encaminhamento tende para o trabalho com projetos que ainda está se delineando. Uma grande preocupação de toda a equipe do CMEI esta relacionada à organização dos espaços e dos materiais, pois isso deve vir ao encontro de cada tema, interesse e necessidade da criança.

Como estratégia de trabalho estamos sempre procurando atividades que realmente estimulem e agucem a curiosidade e o interesse, estruturas natas do ser humano e que podem ser um ótimo diferencial  principalmente quando pensamos nos novos desafios impostos pela sociedade moderna. Para tanto temos dois referenciais teóricos principais (uma vez que um complementa o outro): O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil que fala sobre o conhecimento de mundo e a formação pessoal e social e as Diretrizes Curriculares Municipais que abrangem a identidade, relações sociais e naturais, as diversas linguagens e o pensamento lógico-matemático.

4.4.2) AVALIAÇÃO

 

Avaliação assunto amedrontador para muitas pessoas, pois esta era vista como algo ruim e prejudicial, até algum tempo atrás se media, ou melhor, dizendo “avaliava-se” somente os aspectos quantitativos deixando de lado o que era mais importante à qualidade do trabalho pedagógico.

Mas ainda bem a humanidade sempre evolui e como diz Vygotsky : “se a atividade dos homens se reduzisse a repetir o passado, o homem seria um ser voltado exclusivamente para o ontem e incapaz de adaptar-se a um amanhã diferente. É precisamente a atividade criadora que faz dele um ser projetado para o futuro, um ser que contribui e que modifica o presente” (Vygotsky, 1987, p.9).

Partindo desse pensamento entendemos que a avaliação deve ser um processo continuo, integrado, e fundamentado na criança como referencia dela própria. Ou seja, a mesma dispensa níveis comparativos e tem como objetivo principal a orientação do profissional de Educação Infantil no realinhamento de suas intervenções, nesta concepção o processo avaliativo passa a ser uma estratégia para a observação do trabalho realizado e se a criança apresenta defasagens ou problemas cognitivos que poderão prejudicar o processo de ensino aprendizagem em níveis subseqüentes, não há uma preocupação exagerada somente com os aspectos quantitativos, a criança é vista como um ser integral.

Em todo o processo de avaliação existem instrumentos que auxiliam na sua concretização no caso do CMEI Meia Lua estamos utilizando fichas de registro.

É interessante ressaltar que além do processo avaliativo em sala sempre que possível à equipe se reúne e busca fazer alto avaliação com o intuito de observar se realmente o que é pretendido (qualidade de ensino e gestão democrática) estão sendo colocados em prática, uma incessante busca a procura da verdadeira educação, aquela que busca romper com as desigualdades dando subsídios para o individuo se desenvolver de forma integral, temos também o plano de metas realizado no inicio do ano letivo que é revisto no final (todo esse processo é executado com a participação do Conselho do Cmei) buscando observar se o que o foi planejado realmente se executou ou se isso não ocorreu averiguar onde ocorreu a falha e qual foi o motivo para tanto, tendo em mente a melhoria para o ano seguinte, tal processo é considerado importantíssimo uma vez que a avaliação institucional pode ser a porta para alcançar os objetivos já mencionados.

5)   REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL (1995). Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Professor da Pré-Escola. Vol. 1. Brasília. MEC/SEF.

BRASIL (1998). Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria da Educação Fundamental. Referenciais Curriculares de Educação Infantil. Brasília. MEC/SEF.

Diretrizes Curriculares Municipais. Secretaria Municipal de Educação. Curitiba, (versão preliminar, 2005).

Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba – IPPUC. Proposta Pedagógica para o trabalho com crianças de 0 a 6 anos. Curitiba, 1994.

STOKOE, Paulo. Expressão Corporal na Pré-Escola. SP. Sumus, 1987.

5.1)   REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES

BRASIL (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. São Paulo, Imprensa Oficial do Estado.

BRASIL (1991). Estatuto da Criança e do Adolescente. Lei n. 8.069/90, de 13 de julho de 1990. São Paulo, CBIA SP.

BRASIL (1996). Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei n. 9.394/96; de 20 de dezembro.

BRASIL (1998). Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria da Educação Fundamental. Referenciais Curriculares de Educação Infantil. Brasília. MEC/SEF.

VIGOTSKY. L. S. A formação social da mente. 1. ed. São Paulo, 1984.