Nova Barigui, Centro Municipal de Educação Infantil

Localização
Endereço: Rua Desembargador Cid Campelo, 6279
Bairro: CIC
Cep: 81350-260
Regional: CIC
Atendimento: Manhã e tarde
Contato
Diretor (a): Adalgisa Gisele Gomes de Mira
Telefone: (41)3314-5117
E-mail: cmeinovabarigui@sme.curitiba.pr.gov.br

Projeto Pedagógico - Nova Barigui, Centro Municipal de Educação Infantil

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CURITIBA

2015

 

 

 

Sumário

1.

Introdução.............................................................................................

3

1.1

Identificação ........................................................................................

5

1.1.1

Nome da instituição..............................................................................

5

1.1.2

Endereço Completo.............................................................................

5

1.1.3

CNPJ ..................................................................................................

5

1.1.4

Telefone/ e-mail ..................................................................................

5

1.1.5

Diretora ................................................................................................

5

1.2

Caracterização da Instituição ..............................................................

5

1.2.1

Histórico................................................................................................

5

1.3

Caracterização do espaço físico .........................................................

7

1.3.1

Instalações e equipamentos ................................................................

7

1.3.2

Acessibilidade......................................................................................

9

1.4

Caracterização da Clientela e da Comunidade ...................................

10

1.4.1

Papel dos Pais / Responsáveis e Comunidade ...................................

12

1.5

Caracterização dos profissionais da educação....................................

13

1.6

Plano de formação continuada.............................................................

15

2.

Oferta da Instituição.............................................................................

16

3.

Regime de funcionamento...................................................................

17

3.1

Período ................................................................................................

17

3.2

Dias letivos e carga horária anual .......................................................

17

3.3

Frequência mínima exiga para a pré- escola .....................................

17

3.4

Organização de grupos e relação professor/criança ..........................

17

4.

Princípios Filosóficos e Educacionais..................................................

17

4.1

Fins e Objetivos....................................................................................

17

4.1.1

Da Educação Infantil............................................................................

17

4.1.2

Da Instituição........................................................................................

20

4.1.3

Gestão Escolar.....................................................................................

22

4.2.

Concepção Pedagógica.......................................................................

24

4.2.1

Da criança............................................................................................

24

4.2.2

De cuidar e educar...............................................................................

26

4.2.3

Do desenvolvimento humano...............................................................

28

4.2.4

De ensino aprendizagem......................................................................

30

4.3

Inclusão ...............................................................................................

34

4.4

Articulação da Instituição com o Ensino Fundamental.........................

36

4.5

Articulação da Instituição com a Família .............................................

37

4.6

Articulação da Instituição com outros segmentos da sociedade no encaminhamento de questões relativas á educação e ao cuidado com a criança ......................................................................................

39

5.

Princípios didáticos pedagógicos da instituição ..................................

40

5.1

Avaliação da Aprendizagem ................................................................

41

5.2

Educação Ambiental ............................................................................

45

5.3

Educação das Relações Étnico Racial ...............................................

47

6.

Avaliação Institucional .........................................................................

48

7.

Referências Bibliograficas ...................................................................

49

8.

Anexos .................................................................................................

52

 

 

 

 

 

 

 

  1. INTRODUÇÃO

 

O presente Projeto Político Pedagógico constitui-se num documento que visa estabelecer e registrar as diretrizes pedagógicas e administrativas que são desenvolvidas no Centro Municipal de Educação Infantil Nova Barigui (CMEI). Este documento resulta do trabalho coletivo, por meio do qual considerou-se que construir e desenvolver um projeto pedagógico para direcionar, orientar e organizar as ações das Unidades de Educação Infantil, de modo que estas ações sejam mais coerentes e eficazes na consecução dos seus propósitos.

Conforme a visão de CELSO VASCONCELLO o Projeto Político Pedagógico da Instituição é entendido como “o plano global da Instituição”.

Nesse aspecto, comunga-se a visão de Celso Vasconcellos (1995:143), a respeito do Projeto Político Pedagógico:

“Construído participativamente, é uma tentativa, no âmbito da educação, de resgatar o sentido humano, científico e libertador do planejamento. (...) Pode ser entendido como a sistematização, nunca definitiva, de um processo de Planejamento Participativo, que se aperfeiçoa e se concretiza na caminhada, que define claramente o tipo de ação educativa que se quer realizar. É um instrumento teórico-metodológico para a transformação da realidade. É um elemento de organização e integração da atividade prática da instituição nesse processo de transformação.”( Vasconcellos 1995: 143)

 

Partindo desta compreensão, para construção do presente projeto foram realizados estudos de textos sobre o Projeto Político Pedagógico com as professoras de Educação Infantil, equipe pedagógico-administrativa, funcionários e famílias com o intuito de sensibilizá-los, formá-los e mentalizá-los, oferecendo subsídios para que o Projeto Político Pedagógico resulte de um compromisso individual e coletivo orientado para a promoção da melhor atuação possível, visando a formação e assegurando uma educação de qualidade para as  crianças, a construção do conhecimento e o serviço à comunidade. Portanto, trata-se de um documento de trabalho, a ser manuseado por todos, a todo o momento, objetivando-se a orientação das ações como também o seu monitoramento e avaliação.

Para iniciar a construção do projeto, realizou-se estudo com a equipe do Centro Municipal de Educação Infantil Nova Birigui, sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Infantil, Diretrizes Curriculares Municipais para Educação Infantil, Parâmetros Nacionais de Qualidade para a Educação Infantil e Parâmetro e Indicadores de Qualidade para os Centros Municipais de Educação Infantil de Curitiba, além de outros textos. Assim, esses escritos foram feitos a partir dos estudos e reflexões feitas pelo grupo, por meio de coleta de dados retirados dos instrumentos elaborados, sobre as diferentes concepções, que foram entregues para todos os profissionais do CMEI e para os pais ou responsáveis. O presente projeto embasa-se nas seguintes legislações e documentos:

- Lei Federal Nª 12.796/13 – Altera a Lei nº 9.394/96 de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para dispor sobre a formação dos profissionais e dar outras providências.

- Lei Federal Nª 9.394/96- LDBEN

- Lei Federal Nº 8.069/90- ECA

- Lei Federal Nª 7.853/89

- Lei Federal Nº 9.795/99 de 27/04/99 – Dispõe sobre a Educação Ambiental e institui a política nacional da Educação Ambiental.

- Resolução CNE/CEB Nº 07 de 14 de dezembro de 2010- Fixa Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9(nove) anos.

- Resolução CNE/CEB Nº 05/09 e Parecer CNE/CEB Nº 20/09 - Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil.

- Resolução CNE/CEB Nº 03/05 de 03/08/05 – Ampliação do Ensino Fundamental para 09 anos.

- Resolução CNE/CEB Nº 02/01- Diretrizes Nacionais para a Educação Especial.

- Resolução CNE/CEB Nº 01/04, Parecer CNE/CEB 03/04 E Deliberação CEE/PR Nº 04/06- Diretrizes Curriculares para a Educação das Relações Étnico-Raciais.

- Lei Estadual Nº 17505- de 11/01/2013- Institui e Política Estadual de Educação Ambiental e o Sistema de Educação Ambiental e adota outras providencias.

- Lei Estadual Nº 17677 DE 10/09/2013 –Proíbe a cobrança de valores adicionais – sobretaxas para matricula ou mensalidades de estudantes com deficiências.

- Decreto 9958- 23 de janeiro de 2014-Regulamenta o Art7°,8° e 9° da Lei nº 17.505,de 11 de janeiro de 2013,que institui a Política Estadual de Educação Ambiental.

- Deliberação Nº 16/99- Indicação Nº 07/99/CEE/PR- Regimento Escolar

- Deliberação Nº 02/2012- CME- normas e Princípios para a Educação Infantil no Sistema Municipal de Ensino de Curitiba- SISMEN.

 

1.1   IDENTIFICAÇÃO:

 

1.1.1 Nome da Instituição:

O Centro Municipal de Educação Infantil  Nova Barigui.

 

1.1.2 Endereço Completo:

Rua Desembargador Cid Campelo, nº112, Bairro CIC, Vila Nova Barigui -  CEP: 81.170.350 Curitiba, Paraná.

 

1.1.3 CNPJ:

APPF CMEI Nova Barigui – CNPJ : 04.115.219/0001-97

 

1.1.4 Telefone / e-mail:

(41) 3314- 5117.

cmeinovabarigui@sme.curitiba.pr.gov.br

 

1.1.5 Diretora :

Indiamara Alves de Souza

 

  1.   Caracterização da Instituição.

1.2.1 Histórico.

O Centro Municipal de Educação Infantil Nova Barigui foi fundado em vinte e sete de novembro de mil novecentos e oitenta e sete. O prefeito da cidade de Curitiba na época era o senhor Roberto Requião e a primeira diretora do CMEI foi a senhora Marciana Orloveski Araújo. A Instituição iniciou suas atividades com cinco turmas completas e com lista de espera. O quadro de funcionários também estava completo. Havia uma comissão de pais, funcionários e a supervisão de uma assistente social. Dentre as motivações do grupo fundador salienta-se a necessidade de atendimento ás crianças presentes na comunidade, tendo em vista que as famílias precisavam trabalhar e não tinham com quem deixar as crianças. A sede da Instituição é pública e própria. O CMEI atende em período integral e a verba é proveniente do Programa de Descentralização da Prefeitura Municipal de Curitiba e do Programa Dinheiro Direto da Escola do Governo Federal –PDDE em parceria com a Prefeitura Municipal de Curitiba.                     

Com relação ao trabalho pedagógico, num primeiro momento o CMEI adotava o Projeto Político Pedagógico que foi elaborada por meio de um trabalho integrado, quando os CMEIs estavam sob a responsabilidade da Secretaria Municipal da Criança / Departamento de Atendimento Infantil: “Proposta Pedagógica de 0 a 6 anos” (1994), elaborada em parceria com a Universidade Federal do Paraná/ Fundação Bernard Van Leer/Projeto Araucária-Centro de apoio à Educação Pré- Escolar. Conforme a versão Preliminar das Diretrizes Para a Educação Infantil na Rede Municipal de Curitiba (2003.p.4):

nos últimos vinte e cinco anos, o atendimento e a educação das crianças com idade de zero a seis anos na rede pública em Curitiba, foi pensada e organizada por duas estruturas da Prefeitura Municipal de Curitiba: uma ligada á área de assistência e outra á área da Educação”.

 

  As ações desenvolvidas pelas duas estruturas culminaram em abril de 2003 numa única trajetória na qual a Educação Infantil passou a ser de responsabilidade da Secretaria Municipal da Educação (SME). De acordo com a liberação nº 02/2012 que aprova as normas para a Educação Infantil no Sistema Municipal de Ensino de Curitiba, SISMEN “A Educação Infantil primeira etapa da educação básica, constitui direito inalienável da criança de 0 a 5 anos, a quem o Estado tem o dever de atender em complementação á ação da família e da comunidade”.

 

 

  1.  Organização do espaço físico.

1.3.1 Instalações e equipamentos

 

O espaço físico do CMEI Nova Barigui compõe-se de: área externa com parquinho, pátio interno coberto, refeitório, cinco salas de referência que são organizadas conforme a faixa etária, um banheiro infantil feminino, um masculino e dois para funcionários. Há uma sala para secretaria usada em conjunto com o agente administrativo e direção, uma sala de permanência usada pelas professoras e suporte técnico pedagógico com livros e textos para estudo e planejamento e outros materiais didáticos, uma sala que contém um espaço destinado à amamentação, onde as mães amamentam seus filhos de acordo com sua disponibilidade, o CMEI Nova Barigui também possui ainda, um pequeno depósito para materiais e ferramentas, um almoxarifado para material didático.

O CMEI Nova Barigui conta também com uma cozinha com dispensa, uma sala pequena usada como refeitório para os funcionários, um lactário, um trocador (local para troca de fraldas dos bebês) e uma lavanderia. No anexo da sala do Berçário II e do Maternal I, há um solário para as crianças tomarem banho de sol e desenvolverem outras atividades.      

   

 

 

QUADRO 1-ESPAÇO FÍSICO DO CMEI NOVA BARIGUI - 2015

 

ESPAÇOS

QUANTIDADE DE DEPENDÊNCIAS

 

PARQUE

 

2

PÁTIO INTERNO

1

SALAS DE REFERÊNCIA

5

BANHEIRO INFANTIL

3

BANHEIRO FUNCIONÁRIOS

2

SECRETARIA

1

SALA DE PERMANÊNCIA

1

DEPÓSITO

2

ALMOXARIFADO

1

COZINHA

1

LACTÁRIO

1

TROCADOR

1

LAVANDERIA

1

REFEITÓRIO

1

TOTAL

23

 

 

Com relação aos bens permanentes o CMEI possui:

 

  • FITAS DE MÚSICAS INFANTIS
  • CDs e DVD
  • 5 COMPUTADORES sendo 1 do KIDSMART.
  • 4 IMPRESSORAS
  • 5 EXTINTORES
  • 2 TELEFONE
  • 2 TELEVISÕES
  • 1 CAIXA DE SOM
  • 10 RÁDIOS
  • 2 LAVADORA DE ALTA PRESSÃO
  • 1 MÁQUINA DE COSTURA
  • 1 MÁQUINA DE LAVAR – 8K
  • 1 FERRO ELÉTRICO
  • 2 FOGÕES
  • 3 GELADEIRAS
  • 09 VENTILADORES

 

O Centro Municipal de Educação Infantil Nova Barigui, atende às modalidades da Educação Infantil de creche e pré-escola, atendendo crianças na  faixa etária de:

 

·  CMEI – para crianças de 3 meses a 3 anos e 11 meses de idade.

·  Pré-escola - Para as crianças de 4 anos a 5 anos e 11 meses de idade.

 

As turmas do CMEI Nova Barigui estão distribuídas da seguinte forma:

CRECHE

PRÉ – ESCOLA

BERÇÁRIO ÚNICO

MATERNAL

PRÉ I     

1

2

2

 

No total o CMEI Nova Barigui, possui 5 turmas (creche e pré-escola), com a capacidade para atender 130 crianças.

Na sala de permanência têm livros de apoio pedagógico para os professores de educação infantil, textos de apoio e revistas sobre educação infantil para consultas e estudos.

Nas salas das crianças têm livros de literatura infantil, brinquedos diversos (Cd diversos, ,jogos de alinhavo, jogos de memória, jogos de sequência, jogos de quebra cabeça, jogos de carta) , jogos de construção e estratégias, jogos de corrida,kit primeira infância, quadro para pintura, blocos de encaixe, blocos lógicos, lego,,boliche, tatame, dominó, fantasias, fantoches, fogãozinho, mordedor, chocalho,bolas, bonecas diversas, carrinho diversos, centro de atividades, andador com atividades, alfabeto móvel, avental para contar historia, baldinho de areia, bambolês ).

 

1.3.2 Acessibilidade

            O CMEI Nova Barigui, não possui banheiro adaptado e nem rampa adaptada para crianças cadeirantes, as portas são estreitas não passando uma cadeira de roda, devido a estrutura antiga do CMEI.

 

  1.   Caracterização da clientela e da comunidade

 

O CMEI Nova Barigui localiza-se em uma área de invasão e o bairro necessita de uma melhor infra-estrutura, pois quando chove muito apresenta problemas de alagamento e o índice de violência ainda é muito alto na região.

Quanto ao tipo de moradia, a maioria é mista (alvenaria e madeira), mas inacabadas e em situação precária. Quanto à situação de moradia, cerca de setenta por cento das famílias moram em casas próprias na região e trinta por cento em casas alugadas. O bairro conta com Unidade de Saúde, Escola Municipal e Estadual e o Projeto Vida, que é uma ONG patrocinada pela igreja Quadrangular, que atendem a comunidade com cursos e incentivam as práticas esportivas, três linhas de ônibus e uma diversidade de pequenos comércios.

Para levar as crianças ao CMEI, a grande maioria dos pais ou responsáveis vai de carro, alguns de bicicleta e outros vêm a pé.

O CMEI possui cento e vinte sete famílias. Verifica-se que entre adultos presentes na família, oitenta famílias são compostas por pai e mãe, uma criança vive só com o pai, quarenta e quatro com a mãe e duas crianças com guarda provisória pelos familiares.

 

QUADRO 2 – SITUAÇÃO DE MORADIA DAS CRIANÇAS – 2015.

 

COM QUEM MORA A CRIANÇA

QUANTIDADE DE FAMÍLIAS

COM PAI E MÃE

80

COM O PAI

01

COM A MÃE

44

OUTROS RESPONSÁVEIS

02

FONTE: Documentos do CMEI

No que se refere á renda, constatou-se que, em média, as famílias recebem de dois a três salários mínimos.

 

   QUADRO 3 – RENDA FAMILIAR-2015

 

RENDA

QUANTIDADE DE FAMÍLIAS

RENDA MÉDIA POR FAMILIA

2 a 3 salário mínimo

 

Quanto a religiosidade, verificamos que cento e quinze são católicos, quatro são evangélicos e  oito não declarado.

 

QUADRO 4 – RELIGIÃO-2015

 

RELIGIÃO

QUANTIDADE DE FAMILIAS

CATÓLICOS

115

EVANGELICOS

04

NÃO DECLARADOS

08

 

No que tange ao grau de escolaridade observa-se que a grande maioria de pais e mães encontra-se na faixa entre oitava série do Ensino Fundamental e o segundo ano do segundo grau.

 

QUADRO 5 – GRAU DE ECOLARIDADE -2015

 

GRAU DE ESCOLARIDADE

PAI

MÃE

RESPONSÁVEL

 ENSINO FUNDAMENTAL

30

20

0

 ENSINOM MÉDIO COMPLETO

13

14

0

ENSINO MÉDIO INCOMPLETO

07

16

0

NÃO DECLARADO

07

10

0

TOTAL

67

60

0

FONTE: Documentos do CMEI.

 

Em relação a profissão das famílias, quarenta e seis declaram-se auxiliares de produção, vinte e oito a auxiliar de serviços gerais, treze autônomo, duas cozinheiras e trinta e oito serviços gerais.

 

QUADRO 6 – PROFISSÃO DAS FAMÍLIAS

 

PROFISSÃO

FAMÌLIAS

AUXILIAR DE PRODUÇÃO

46

AUXILIAR DE SERVIÇOS GERAIS

28

AUTONOMOS

13

COZINHEIRA

02

 

 

1.4.1 Papel dos pais/ responsáveis e comunidade

 

De acordo com ao Parecer Nº85/2013 do Regimento Escolar do CMEI Nova Barigui, cabe aos pais entrar em contato com a Unidade para esclarecimentos e informações sempre que surgirem dúvidas quanto ao atendimento à criança, procedimentos pedagógicos ou outras dificuldades, autorizar pessoas aptas para retirar a criança da Unidade, levar a criança à Unidade de Saúde, caso a mesma apresente algum mal estar como: febre, vômito, diarreia, pediculose, escabiose e doenças infectocontagiosas, antes de ir para a Unidade ou quando encaminhadas por essa, só podendo voltar a freqüentá-la mediante declaração médica liberando seu retorno, com as receitas atualizadas e medicamentos quando for o caso, manter higiene pessoal da criança (unhas, cabelos, roupas) e pertences (sacolas), bem como trazer diariamente para a criança: troca completa de roupas em sacolas individuais, uma sacola plástica para guardar as roupas sujas das crianças, adotar os encaminhamentos para tratamento de especializado, efetuados pela Unidade de saúde e/ou direção ou pedagoga do CMEI, do contrário o caso será encaminhado ao Conselho Tutelar, manter a documentação da família atualizada e entregar os documentos solicitados no prazo estabelecido, comparecer nas reuniões para as quais forem convocados e em caso de não comparecimento trazer justificativa prévia, comparecer à Unidade sempre que convocado pelo diretor ou  pedagogo para entrevistas individuais, avaliar os serviços prestados pelo CMEI, zelar pela freqüência e pontualidade da criança na Unidade, justificando e/ou avisando da necessidade do seu não comparecimento ou atraso, lembrando sempre que atrasos freqüentes causam insegurança, angustia e ansiedade, prejudicando no desenvolvimento da criança.

O CMEI Nova Barigui é uma instituição pública, portanto, pertence à comunidade. Esta será sempre convidada a participar dos eventos, ações e projetos que o CMEI desenvolve, tendo em vista a formação, a melhora de qualidade de vida e a prática do exercício da cidadania. A comunidade tem o direito de participar da administração do CMEI tendo em vista uma gestão democrática e deve contribuir no sentido de assegurar que o mesmo possa desenvolver seu trabalho com qualidade.

 

1.5 Caracterização dos profissionais da educação

 

 

NOME

FUNÇÃO

FORMAÇÃO

01

Akaren Fernandes Ruela

Professora de Educação Infantil

 

Cursando Pedagogia

02

Andréa Ap.B.Marinho

 

Professora de Educação Infantil

Pedagogia

03

Elizangela de Souza Mendes

 

Professora de Educação Infantil

Pedagogia

04

Fabiana Rosa de O.Rodrigues

Professora de Educação Infantil

Pedagogia

05

Fabiana Alves de Lima

Professora de Educação Infantil

Ensino Médio - Magistério

06

Gesiane C. de Jesus

Professora de Educação Infantil

Ensino Médio – Magistério

Cursando Pedagogia

07

Giseli Belino

 

Professora de Educação Infantil

Ensino Médio - Magistério

08

Jandira Ap.Ferreira de Lima

Professora de Educação Infantil

Ensino Médio - Magistério

09

Jaqueline da Silva Miranda

Professora de Educação Infantil

Ensino Médio – Magistério e

Licenciatura em Matemática

10

Josiane Maria Lopes

Professora de Educação Infantil

Ensino Médio

11

Josiane Dias

Professora de Educação Infantil

Ensino Médio – Magistério

Cursando Pedagogia

12

Kerolaine Ap.O.Rodrigues

Professora de Educação Infantil

Ensino Médio – Magistério

Cursando Pedagogia

13

Natalia Ap. Rogowski

Professora de Educação Infantil

Ensino Médio

14

Roseli do Rocio Padilha

Agente Administrativo

Ensino Médio

15

Rosicléia Dias de O.Rodrigues

Professora de Educação Infantil

Pedagogia

16

Rosangela Rufino Pereira

Professora de Educação Infantil

Ensino Médio - Magistério

17

Valdenice C.Roliski

Professora de Educação Infantil

Pedagogia

18

Karliane Amaral Braga

Professora de Educação Infantil

Pedagogia

19

Cristiane S.Q.Cabral

Pedagoga

Pedagogia

Pós-graduação em Alfabetização e Psicopedagogia.

20

Indiamara A. de Souza

Pedagoga

Pedagogia

 

  1.  Plano de formação continuada.

 

Buscando oferecer a formação continuada adequada aos profissionais da educação que trabalham em nosso CMEI, juntamente com a Secretaria Municipal de Educação de Curitiba e com o NRE-CIC, procuramos cumprir à deliberação 02/2005, realizando a formação continuada em serviço com a participação na Semana de Estudos Pedagógicos, cursos ofertados pela Secretaria Municipal da Educação, horas de permanência sendo utilizada para reflexão, estudo e planejamentos buscando qualidade no atendimento as nossas crianças em horários de funcionamento do CMEI. No entanto, há também a formação continuada que é oferecida por meio de cursos pela mantenedora fora do horário de trabalho. Também se enquadra em formação continuada os cursos de graduação e pós-graduação strictus e latus sensu, de acordo com a opção da profissional.

Dentro do CMEI Nova Barigui a pedagoga organiza, de acordo com as orientações da mantenedora, formação continuada em serviço nos períodos de permanência das profissionais da educação. Esse tempo fica em torno de duas horas (orientações da NRE-CIC). Assim, tendo como um de seus focos oportunizar a todos os profissionais, discussões que levam ao crescimento pessoal, profissional e cultural.

            No CMEI Nova Barigui é incentivada a formação continuada, pois, para atendermos as necessidades educacionais que a sociedade nos aponta, como ela está em constante transformação, é preciso estudar e atualizar-se a todo o momento para que nossa oferta de educação seja realmente de qualidade.

 

2.  OFERTA DA INSTITUIÇÃO

 

O CMEI Nova Barigui atende 130 crianças distribuídas em 5 turmas. Desta forma os critérios de organização dos grupos de crianças serão realizados considerando as orientações da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996, que explicita no art. 30, capítulo II, seção II que: “A educação Infantil será oferecida em: I – creches ou entidades equivalentes para crianças de até três anos de idade; II – pré-escolas, para crianças de quatro a cinco anos” e divididas por faixa etária e número de crianças por professores da educação infantil.

 

 

CRECHE

Berçário único

03 meses a 1 ano 5 meses

Maternal I

1 ano e 6 meses a 2 anos e 5meses

Maternal II

2 anos 5 meses a 3 ano 7meses

PRÉ-ESCOLA

Pré I e II

Crianças que completam 4 e 5 anos

 

 

Os espaços para atendimento às crianças são organizados conforme os Parâmetros e Indicadores de Qualidade, onde define e implementa uma política municipal para a Educação Infantil, onde devemos garantir a demanda professor de Ed.Infantil/professor/criança, sendo: na creche, cinco crianças por professor de Ed.Infantil na faixa etária de 0 a 1 ano; oito crianças por professor de Ed.Infantil na faixa etária de 1 a 2 anos; dez crianças por professor da Ed.Infantil /professor na faixa etária de 2 a 3 anos; quinze crianças por professor da Ed.Infantil na faixa etária de 3 a 4 anos e na pré-escola, vinte  crianças por professor de Ed.Infantil  na faixa etária de 4 a 5 anos.

 

3. REGIME DE FUNCIONAMENTO

 

3.1 Período: Das 07:00 às 18:00 horas

 

3.2 Dias letivos e carga horária anual: de 200 dias e 800 horas de acordo com a lei Federal nº 12.796/13

 

3.3 Frequência mínima exigida para o pré-escolar: frequência exigida para a pré-escola mínima de 60%, conforme a Lei Federal nº 12.796/13

 

3.4 Organização de grupos e relação professor/criança

 

 A composição das turmas no Centro Municipal de Educação Infantil Nova Barigui, segue recomendação estabelecida por portaria municipal vigente que estabelece o número de crianças e profissionais por turma.

 

Berçário único

18 crianças

03 meses a 1 ano 5 meses

3 professoras de Ed.Infantil

Maternal I

22 crianças

1 ano e 7 meses a 2 anos e 4 meses

3 professoras de Ed.Infantil

Maternal II

26 crianças

2 anos 5 meses a 3 ano

3 professoras de Ed.Infantil

Pré I

32 crianças

Crianças que completam 4 anos

2 professoras de Ed.Infantil

1 professora

Pré II

32 crianças

Crianças que completam 5 anos

2 professoras de Ed.Infantil

 

 

 

 

4. PRINCÍPIOS FILOSÓFICOS E EDUCACIONAIS

 

4.1. Fins e Objetivos:

4.1.1. Da Educação Infantil

 

A Lei Federal Nº 12.796/13 que altera a Lei Nº 9.394/96 de 20 de dezembro de 1996, diz que a Educação Infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança de até 5 (cinco) anos, em seus aspetos físicos, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade. Conforme o Art.31 desta mesma Lei a Educação Infantil será organizada de acordo com as seguintes regras comuns:

I - Avaliação mediante acompanhamento e registro do desenvolvimento das crianças, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental;

II - Carga horária mínima anual de 800 (oitocentas) horas, distribuídas por um mínimo de 200 (duzentos) dias de trabalho educacional;

III - Atendimento à criança de, no mínimo, 4 (quatro) horas, diária para o turno parcial e 7 (sete) horas para a jornada integral;

IV - Controle de freqüência pela instituição de educação pré-escolar. Exigida a freqüência mínima de 60% (sessenta por cento) do total de horas;

V – Expedição de documentação que permita atestar os processos de desenvolvimento e aprendizagem da criança;

            A instituição de Educação Infantil complementa a ação da família e da comunidade, pautados nos seguintes princípios de acordo com o parecer CNE/CEB n° 20/2009:

Princípios Éticos valorização da autonomia, da responsabilidade, da Solidariedade e do Respeito ao bem comum, ao meio ambiente e às diferentes culturas, identidades e singularidades.

Princípios Políticos dos direitos de cidadania, do exercício da criticidade e do respeito à ordem Democrática.

Princípios Estéticos valorização da sensibilidade, da criatividade, da ludicidade e  da diversidade de manifestações artísticas e culturais.

A LDB determina ainda que cada instituição, tenha um plano pedagógico e desta forma garantir que o trabalho educativo nas creches e pré-escolas, tenham as condições necessárias para que o atendimento das crianças seja cada vez mais qualificado.

De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Devem-se desenvolver nas crianças as capacidades de:

- Desenvolver uma imagem positiva de si, atuando de forma cada vez mais independente, com confiança em suas capacidades e percepção de suas limitações;

- Descobrir e conhecer progressivamente seu próprio corpo, suas potencialidades e seus limites, desenvolvendo e valorizando hábitos de cuidados com a própria saúde e bem-estar;

- Estabelecer vínculos afetivos de troca com adultos e crianças, fortalecendo sua auto-estima e ampliando gradativamente suas potencialidades de comunicação e interação social;

- Estabelecer e ampliar cada vez mais as relações sociais, aprendendo aos poucos a articular seus interesses e pontos de vistas com os demais, respeitando a diversidade e desenvolvendo atitudes de ajuda e colaboração;

- Observar e explorar o ambiente com atitude de curiosidade, percebendo-se cada vez mais como integrante, dependente e agente transformador do meio ambiente, valorizando atitudes que contribuam para sua conservação;

- Brincar, expressando emoções, sentimentos, pensamentos, desejos e necessidades;

- Utilizar as diferentes linguagens (corporal, musical, plástica, oral e escrita) ajustadas às diferentes intenções e situações de comunicação, de forma a compreender e ser compreendido, expressar suas ideias, enriquecer cada vez mais sua capacidade expressiva;

- Conhecer algumas manifestações culturais, demonstrando atitudes de interesse, respeito e participação frente a elas e valorizando a diversidade;

Quanto mais envolventes forem as atividades, mais significativos serão para as crianças, uma vez que serão construídos ou reconstruídos por elas.

Respeitando estes parâmetros, a Educação Infantil no Município de Curitiba junto com sua mantenedora a Prefeitura Municipal de Curitiba, propõe uma ação conjunta, reconhecendo que, cada instituição de ensino de educação Infantil deve ofertar um serviço de qualidade para nossas crianças.

Isso demonstra que é possível nos CMEI`s de Curitiba avançar ainda mais no sentido de oferecer às crianças iguais oportunidades de acesso à educação infantil de qualidade.

     

 

4.1.2. Da Instituição

 

            O Centro Municipal de Educação Infantil Nova Barigui, tem como objetivo proporcionar um trabalho em que implica ações indissociáveis de cuidado e educação das crianças, respeitando sua individualidade, seu tempo de infância e uma criança de direitos em que ela seja o protagonista de sua história, pois está em processo de construção do conhecimento sobre si e o mundo.

Enquanto professores de educação infantil, temos que garantir à criança o acesso a processos de apropriação, renovação e articulação de conhecimentos e aprendizagens de diferentes linguagens, assim como o direito à proteção, à saúde, à liberdade, à confiança, ao respeito, a dignidade, à brincadeira, à convivência e a interação com outras crianças.

            Para garantir estes direitos às crianças, o CMEI Nova Barigui desenvolve seu trabalho tendo como referência os Parâmetros e Indicadores de Qualidade para os Centros Municipais de Educação Infantil de Curitiba, que tem como indicadores e desdobramento as seguintes referências:

  1. Nossas crianças têm direito a um espaço organizado, aconchegante, seguro e desafiador, durante sua permanência no CMEI.
  2. Nossas crianças têm direito à brincadeiras.
  3. Nossas crianças têm direito à alimentação saudável.
  4. Nossas crianças têm direito ao desenvolvimento de sua identidade.
  5. Nossas crianças têm direito à proteção, ao afeto e à amizade.
  6. Nossas crianças têm direito ao desenvolvimento da curiosidade, da imaginação e da capacidade de expressão.
  7. Nossas crianças têm direito a serem educadas por profissionais qualificados.
  8. Nossas crianças têm direito a um espaço de convivência democrática.

 

Segundo FORNEIRO in ZABALZA, 1998; um ambiente de aprendizagem compreende quatro dimensões inter-relacionadas que precisam ser consideradas:

  1. Física: o espaço físico, suas dimensões e a organização da mobília e dos materiais nesse espaço;
  2. Funcional: a forma de utilização do espaço voltado para a autonomia infantil, a polivalência ou as diferentes funções que uma mesma área pode assumir. Como por exemplo, um espaço utilizado para roda de conversa em um momento, em outro, pode servir como canto da leitura.

Temporal: o tempo destinado para a realização das propostas, nos respectivos espaços pensados para cada uma delas.

Relacional: as diferentes relações que ocorrem no espaço, o acesso aos materiais pelas crianças, a configuração do grupo para as atividades.

 

Os espaços e tempos precisam que sejam pensados segundo o ritmo, desenvolvimento e necessidades da criança. E este trabalho se torna mais enriquecedor, quando a forma de organizar considera a criança como um ser único. É importante que o professor de educação infantil conheça suas crianças, observe com o que as crianças brincam como desenvolvem suas brincadeiras e tudo o que chame mais atenção. Assim, este espaço tem seu significado para o desenvolvimento e sua vida em grupo.

      

 

Compete à gestão escolar estabelecer o direcionamento e a mobilização para promover condições materiais e humanas necessárias para garantir o avanço dos processos socioeducacionais da Unidade de Ensino em conformidade com o Conselho do CMEI e APPF.

 

                            

 

 

                               

 

4.1.3 Da Gestão Escolar

 

O CMEI Nova Barigui acredita que o trabalho educacional deve ser baseado na democracia e no diálogo. A gestão democrática já era o ideal da Constituição Brasileira, “Todo poder emana do povo que exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta constituição” (BRASIL, 1988). Esses princípios fundamentam a nossa Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) e aparecem mais explícitos nos artigos 14 e 15, em que se consagram o princípio da gestão participativa e o controle público da qualidade da educação. (BRASIL, 1996). Assim, a gestão democrática é vista como foco para se ter uma educação de qualidade.

A Gestão democrática determina que o respeito ao princípio da participação deve garantir o envolvimento dos profissionais da educação, na tomada de decisões, bem como das comunidades escolares e principalmente do Conselho do CMEI, que tem como função orientar, acompanhar, opinar e decidir, seguindo o seu estatuto, aspectos relacionados a qualidade da educação.

A gestão democrática, portanto, não é de responsabilidade apenas de uma pessoa, mas sim de todos, inclusive das crianças, onde identificam necessidades, discutem, avaliam e participam da tomada de decisões no processo da educação infantil.

Diante do exposto, não há dúvidas que a dimensão da Gestão Democrática é um dos pilares da educação de qualidade, onde a presença da família entre os profissionais da educação e o sentimento de estar em um lugar que acolhe, é fundamental para a garantia dessa qualidade. Quando a instituição está aberta à participação da comunidade no seu espaço de convivência e experiências de aprendizagem, as possibilidades de conhecimento de suas potencialidades, dificuldades e aptidões são aumentadas porque a presença de familiares permite a troca de informações e valores em relação às crianças.

Em síntese, gestão democrática é sinônimo de participação, e em se tratando de Educação Infantil, papel inerente aos pais e aos familiares. Uma instituição infantil de qualidade depende de inúmeras questões sociais, culturais e econômicas, mas antes de tudo, da vontade política e coletiva de fazer acontecer os direitos das crianças, previstas na Lei e incumbidas à família, à sociedade organizada e aos profissionais envolvidos.

As ações que revelam uma gestão democrática, presente em nosso Regimento, são os estudos com todos os profissionais para elaborar o Projeto Político Pedagógico da Instituição, a Avaliação dos Parâmetros e Indicadores de Qualidade da rede com a participação de profissionais e pais onde podemos verificar o que está frágil, o que precisa melhorar, segundo diferentes prismas. As reuniões administrativas pedagógicas onde os profissionais conhecem e participam das decisões dos assuntos recorrentes do CMEI bem como realizar trocas de experiências.

A gestão democrática também é feita através da participação do Conselho do CMEI e da APPF onde estão representados os segmentos da equipe pedagógica administrativa, professores, pais, representante da comunidade e da unidade de saúde.

A Equipe pedagógica administrativa concebe a gestão democrática como um direito legal e papel fundamental das instituições públicas uma vez que são construídas através da contribuição de todos.

Nesse sentido, Paro (2007) afirma acerca da participação dos pais na escola que: Um primeiro aspecto diz respeito à tomada de consciência, por parte dos educadores, da importância da participação dos pais na vida escolar de seus filhos, e da necessária continuidade entre educação familiar e escolar.

“... dessa questão é a que diz respeito ao esclarecimento aos pais a respeito dessa continuidade bem como à oportunidade de participarem melhor da educação dos filhos, por meio, por exemplo, da instituição de grupos de formação de pais, proporcionados pela escola, sob a coordenação de educadores, em que os pais discutam questões da educação de seus filhos e possam familiarizar com as ações educativas da escola.” (PARO, 2007, p15)

 

4.2. Concepção Pedagógica.

 

        Compreender que a creche e a pré-escola têm Função Pedagógica, enfatizando aprendizagem estimuladora e significativa, garantindo novos conhecimentos e favorecendo o processo de aprendizagem, por meio do trabalho sistematizado. A educação infantil deve estar permeada por uma concepção de criança e infância que valorize o sujeito e o processo de formação humana. A educação infantil deve ser o espaço onde a criança poderá ter acesso a conhecimento formado historicamente ao mesmo tempo em que participa como sujeito histórico, produtor dessa cultura. O processo educativo da criança é marcado pela internalização de valores, crenças, normas e representações sociais dominantes que contribuem com o processo de formação corporal, cultural, psicológica e social.

 

4.2.1. De Criança.

 

Para se conceber a criança no contexto da Educação Infantil, faz-se necessário retomar as concepções que esta teve em diferentes momentos históricos. Estas diferentes visões fundamentam distintas práticas e possibilitam leituras diferenciadas da criança e da prática educacional.

A concepção de criança é uma construção social e histórica que vai sofrendo alterações de acordo com as transformações sociais, culturais, econômicas que se travam na sociedade.

No ponto de vista etimológico, a palavra criança, do latim creantia, significa o ser humano de pouca idade. A sociedade, no século XII não possui nenhum interesse na infância, desconhecia-se a vida familiar e os costumes de uma criança, misturando suas vidas com as dos adultos.

            Até o século XVI a criança era vista por todos como um adulto em miniatura, que não necessitava de cuidados especiais e, assim que conseguisse realizar algumas tarefas, já era introduzido na vida adulta, exposta a todas as experiências da vida cotidiana, sendo até suas vestimentas cópias de roupas adultas.

Devido à falta de higiene, o índice de mortalidade infantil era elevado  e muitas crianças não ultrapassavam os primeiros anos de vida. Por esse motivo, os adultos não se apegavam aos filhos, pois sabiam que estes poderiam morrer e os deixar, podendo ser substituído por outro filho algum tempo depois, já que era alto o índice de natalidade também neste período.

Para Ziberman, (2003, p.15)

mudança se deu devido outro acontecimento da época: a                                                     emergência de uma nova concepção de família, centrada não mais em amplas relações de parentescos, mas num núcleo unicelular, preocupado em manter sua privacidade (impedindo a intervenção dos parentes em seus negócios internos) e estimular o afeto entre seus membros.

 

A partir do século XVII algumas crianças, as da nobreza, começaram a ter alguns privilégios, antes negados a todas as classes sociais, tendo roupas específicas para sua idade, dando início à diferenciação entre elas e os adultos.

A afetividade, antes também inexistente nas famílias, começou a ser demonstrada pelos adultos às crianças reconhecendo-as como componentes da família. Neste período a educação, tida através do convívio com os adultos, passou a se dar nas escolas. As crianças eram separadas dos adultos até estarem prontas para a vida em sociedade. (ÁRIES, 1978)

A infância ganhou novos significados; muitas pesquisas foram desenvolvidas nessa área e as teorias repassadas ao cotidiano escolar. O que ganhou maior ênfase foi o ensino voltado à pré-escola (4 a 6 anos) com a instituição dos “kindergartens”, direcionados por Froebel no século XIX. Ele já propunha um ensino lúdico voltado ao desenvolvimento natural das crianças e suas ideias permanecem na prática das creches até hoje. Dessa época vem à metáfora das pré-escolas serem o jardim de infância, onde a criança é a sementinha a ser desenvolvida e a professora a jardineira.

Atualmente, a criança é vista como um sujeito de direitos, situado historicamente e que precisa ter as suas necessidades físicas, cognitivas, psicológicas, emocionais e sociais supridas, demandando um atendimento integrado para seu desenvolvimento.

Este percurso da historia só foi possível porque a sociedade também se modificou, principalmente as maneiras de se pensar o que é ser criança. O surgimento das instituições de educação infantil esteve ligada a uma forma de encarar a infância, que lhe dava um novo destaque que antes não tinha. Devemos lembrar, no entanto, que isso também esta relacionado a uma nova estrutura familiar, onde a mãe, até então era ‘somente’ responsável pela criação dos filhos e ao cuidado com os afazeres domésticos, não saia para o mercado de trabalho.

A infância precisa e deve ser inserida como parte integrante do contexto atual não podendo ser tratada como um mundo à parte.

Nossa instituição de educação infantil deve buscar a aproximação da cultura, linguagem, cognição e afetividade como elementos constituintes do desenvolvimento humano e voltado para a construção da imaginação e da lógica, considerando que estas, assim como a sociabilidade, a afetividade e a criatividade, têm muitas raízes e gêneses.

 

4.2.2. De educar e cuidar

 

        A importância para o desenvolvimento da criança deve começar desde os seus primeiros momentos de vida, a criança demonstra sinais de interação com o ambiente que a cerca, seja no olhar que acompanha os passos da mãe e dos professores que estão ao seu redor no dia-a-dia na unidade, seja no sorriso que dá para quem está presente. O estímulo dado à criança desde cedo, é que vai determinar seu desenvolvimento. Por isso, é importante saber como agir para garantir um crescimento saudável e enriquecedor ás crianças. A educação

Infantil tem como objetivo não apenas cuidar, mas também educar as crianças que ali estão, não devemos assumir o papel de pai e mãe, mas um educar no sentido pedagógico que venha contribuir para o desenvolvimento integral da criança em todas as áreas.

            De acordo com Oliveira (2007) a educação de crianças pequenas vem ganhando importante dimensão na sociedade atual, que cada vez mais, considera as crianças como seres “curiosos e ativos, com direitos e necessidades”. A autora destaca ainda que esta concepção, “rompe com a tradição assistencialista historicamente presente na constituição da área, em particular quando se trata do atendimento feito a crianças oriundas de famílias de baixa renda”. (OLIVEIRA in Pátio, 2007:15)

Deste modo, a Educação Infantil assume o papel de grande responsabilidade social, quando passa a ser considerada fundamentalmente importante para o desenvolvimento integral da criança - em seus aspectos físicos, emocionais, afetivos, cognitivos e sociais (RCNEI,1998).

As crianças nesta faixa etária têm necessidade de atenção, carinho, segurança sem os quais dificilmente sobreviveria. Ao mesmo tempo em contato com o mundo que as cerca tem necessidade de conhecer, através da mediação do adulto que pode auxiliá-la no seu processo de desenvolvimento e de descoberta do mundo.

O educar / cuidar de nossas crianças implica a garantia dos direitos básicos para que elas se desenvolvam de forma plena e saudável em nossa instituição.

            No contexto da Educação Infantil, podemos pensar o termo ‘cuidar’ num sentido mais amplo, como um ato de valorização da criança, de modo a contribuir em seu desenvolvimento como ser humano, em suas capacidades, identificando e correspondendo às suas necessidades essenciais, ligadas à questão da alimentação, higiene, saúde, vestuário, pelos quais todos os seres humanos estão subjugados. Isso inclui o interesse pelo que a criança sente e pensa, com relação ao mundo e com relação a ela mesma. (RCNEI, 1998:25)

Conforme assinalado no Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil “cuidar da criança é, sobretudo, dar atenção a ela como pessoa que está num contínuo crescimento e desenvolvimento, compreendendo sua singularidade, identificando e respondendo às suas necessidades”. (RCNEI, 1998:25)

Trata-se da criação de um vínculo entre crianças, professores e todos os profissionais envolvidos dentro de uma instituição de Educação Infantil, entre quem cuida e quem é cuidado. Assim, o cuidar inclui a preocupação com o contexto onde essa criança vai ser inserida como: organização de horários para quem vai receber esta criança, oferecer um ambiente acolhedor e desafiador, atenção com os materiais pedagógicos e brinquedos que serão oferecidos, garantir que estes não ofereçam risco.

Partindo do pressuposto de que somos seres inacabados e que estamos em constante processo de aprendizagem durante toda nossa existência (FREIRE, 1996) faz-se necessário que no processo de construção do saber, a criança tenha acesso a situações diversificadas e significativas no que diz respeito ao desenvolvimento de suas habilidades cognitivas, psicomotoras e sócio-afetivas.

Como sabemos que esta criança está em um processo de pleno desenvolvimento, a construção do conhecimento não ocorre de modo aleatório na instituição de Educação Infantil, mas por meio da implantação de práticas educativas que tenham em vista a produção de situações de aprendizagem, oportunizando propostas prazerosas que envolvam a leitura, a pesquisa e observação do mundo que faz parte do dia-a-dia das crianças.

O brincar é uma das linguagens infantis, que indica uma representação da realidade, e como tal, desenvolve a capacidade imaginativa e criativa, ampliando conhecimentos. O brincar é muito importante e isso pertence a criança, pois ela cria e recria, a cada nova brincadeira o mundo que a cerca.

 

4.2.3. De desenvolvimento humano.

 

           Existem várias teorias de como acontece o desenvolvimento humano, baseado em diferentes concepções de homem e do modo como ele aprende. Para Piaget, Vygotsky e Wallon a capacidade de conhecer e aprender se constrói a partir das trocas estabelecidas entre o sujeito e o meio. Assim, abordaremos as concepções de aprendizagem e de desenvolvimento juntas por entender que se apoiam e completam uma à outra.

Compreendemos o desenvolvimento infantil como um processo dinâmico, que define a criança como um sujeito que se constitui como um indivíduo com personalidade própria e como membro de um grupo a partir das experiências. O desenvolvimento é visto a partir da interação entre os fatores internos (biológico) e os fatores externos (meio) que promovem o conhecimento ao longo da vida.

É fundamental para nós educadores respeitar essas crianças em sua individualidade, em seu próprio ritmo de ser, agir e se desenvolver. Com isso devemos considerar no seu desenvolvimento o tempo, o espaço, a comunicação, as pratica culturais, a imaginação, a fantasia, a curiosidade, a experimentação. Estes são fatores que contribuem para o seu desenvolvimento motor, afetivo e cognitivo. Assim, consideramos a criança como sujeito ativo frente às constantes influências proporcionadas pela mediação e interação com o adulto e com outras crianças.

Henri Wallon (1879-1962) médico francês, estudioso da área da neurologia, contempla o desenvolvimento infantil, levando em consideração os aspectos da afetividade, da motricidade e da inteligência. Wallon, afirma, “que o desenvolvimento se dá de forma contínua sendo marcado por rupturas e retrocessos, divididos por estágios”: Sendo eles: Estágio Emocional (1º ano de vida), estagio sensório-motor (um a três anos), personalismo (três ao seis anos), Estagio categorial (seis anos). A cada estágio há uma reformulação e não simplesmente uma adição de conhecimentos.

Nas palavras de WALLON (apud, Apostila do Curso Desenvolvimento Infantil: uma abordagem pedagógica, 2007) o desenvolvimento deve ser considerado a partir da inter-relação entre o biológico e a meio sociocultural. Contemplando aspectos da afetividade, da inteligência e da movimentação. Desta forma a aquisição da inteligência depende da qualidade das vivências adquiridas pelo meio e do grau de aproveitamento que a criança obtém nessa relação, assim como os aspectos ambientais (espaço físico) e as pessoas com as quais se relaciona, a linguagem e os conhecimentos culturais contribuem para o processo de desenvolvimento infantil.

 

4.2.4 De ensino aprendizagem.

 

            O processo de ensino aprendizagem tem sido historicamente caracterizado de formas diferentes, que vão desde a ênfase no papel do professor como transmissor de conhecimento até as concepções atuais que concebem o processo de ensino-aprendizagem com um todo integrado que destaca o papel do educando.

Cada concepção tem uma maneira própria de explicar e compreender sobre o ensino e aprendizagem. E essa concepção nos é apontada pela concepção de criança e de infância adotados. Para as crianças se desenvolverem e aprenderem sobre o mundo em que vivem, precisa se expressar e interagir social, física, intelectual e culturalmente na vida familiar e comunitária em que são inseridas. A criança elabora suas próprias teorias e as hipóteses.

Para oportunizar as suas teorias e concepções as crianças necessitam explorar diferentes vivencias e oportunidades para que haja trocas e assim, se construa seus conhecimentos de mundo. Nossa sociedade tem se transformado constantemente. Necessidades, valores, costumes, são priorizados de acordo com os interesses de cada época. Percebemos atualmente a promoção do instantâneo, a supervalorização da aquisição de bens materiais em relação aos valores morais, o individualismo, o crescimento da violência, o mau uso da tecnologia em algumas situações, o consumismo exagerado, o aumento das desigualdades sociais.

            É preciso educar para o desenvolvimento da autonomia em nossas crianças, de forma que se tornem capazes de construírem os saberes necessários para viverem melhor e serem felizes.

            A idéia fundamental da nossa proposta é que o CMEI ofereça condições pedagógicas, culturais, sociais, humanas, materiais, físicas, afetivas, alimentares, para que a criança viva como sujeito de direitos e possa desenvolver suas potencialidades, interagindo com outros seres humanos e vivenciando as múltiplas linguagens.

            Segundo LIMA (2001), na história da espécie humana, um dos progressos mais notáveis é como os seres humanos foram diversificando as formas de comunicação com o desenvolvimento da cultura. E, também, como foram modificando os tempos e os espaços na comunicação humana, com o desenvolvimento tecnológico e científico.

            Desde que nasce a criança está inserida em um contexto de cultura. A concepção de criança vigente em seu grupo determina como o bebê será recebido, como vai se constituir como um indivíduo com identidade própria, como vai se desenvolver como um ser da cultura e como vai desenvolver várias formas de comunicação e expressão.

            Os sistemas simbólicos, como a escrita, as artes e as manifestações coletivas (folclore, festas, celebrações) são alguns dos produtos da cultura humana, que serão apropriados pela criança pequena.

            As linguagens da criança pequena, em qualquer cultura, envolvem o corpo, o som, o movimento, o humor, as emoções, a vivência e a significação do tempo e do espaço. As emoções e a capacidade de movimentar-se e criar movimentos, possibilitaram a ampliação da comunicação entre os humanos.

            Uma das primeiras formas de linguagem da criança é a utilização do movimento de seu corpo para "dialogar" com o outro. Este diálogo pode ser iniciado pela criança ou pelo adulto. Pode surgir da própria criança ou pode surgir através da imitação. Em ambos os casos, ocorrem a busca do estar em comunicação, que é uma manifestação humana.

            Através do uso dos sentidos, a criança observa e internaliza o que percebe no meio, para imitar. O desenvolvimento da criança está diretamente relacionado com a diversidade e qualidade de experiências, que ela tem a oportunidade de vivenciar. Estas experiências dependem da constituição do contexto em que a criança vive principalmente, do que lhe é acessível pela ação mediadora dos adultos que se ocupam dela. Em uma outra perspectiva, dependem também, do conceito de criança presente em cada cultura, pois este determina os limites à ação da criança. Os adultos estabelecem limites e oferecem possibilidades de ação para as crianças, de acordo com o que eles acham que podem fazer.

            Nestas últimas décadas, o conhecimento acumulado sobre o desenvolvimento da criança levou à necessidade de se rever profundamente os critérios e referenciais que orientam o processo educativo da criança, em casa, na comunidade, na creche e na escola. As possibilidades reais de aprendizagem e desenvolvimento da criança são, de fato, muito maiores do que se acreditava recentemente. Está igualmente claro, hoje em dia, como as atividades infantis são fundamentais para seu desenvolvimento desde o nascimento. Portanto, mudanças são necessárias na educação infantil.

            É necessária a ressignificação das atividades, que, comumente, chamamos de artísticas: de atividades complementares no processo educativo, elas passaram a ser percebidas como centrais no processo de desenvolvimento da criança, pela oportunidade que oferecem de desenvolver as funções psicológicas superiores, ampliar a experiência do cotidiano, enriquecer a imaginação, desenvolver a percepção e possibilitar também à criança, à construção de significados usando o movimento, as imagens, a linguagem, a sonoridade.

            Quanto maior a diversidade de formas de expressão artística que a criança realizar, maiores possibilidades ela terá de aprendizagem e desenvolvimento. Da mesma maneira, considerando uma mesma forma de atividade artística, a multiplicidade de abordagens e experimentações será determinante da qualidade da experiência da criança com aquela linguagem específica. Assim, nas artes plásticas, por exemplo, o uso diversificado de materiais, métodos e aplicações levarão às possibilidades maiores de observação, manipulação e criação.

            O bebê depende do movimento para sua comunicação. Este se encontra nos gestos, nas expressões faciais, no olhar e no choro. A comunicação visual é muito utilizada pela criança pequena e segue como forma de comunicação bastante importante, no período de formação, que vai do terceiro ao sexto ano de vida. A criança pequena "conduz" o adulto e as crianças mais velhas, direcionando seu olhar para o que ela quer ou o que precisa. Através do contato visual, a criança, nos anos iniciais de vida "convida" o outro à interação.

            Em qualquer cultura, a criança desenvolve a oralidade como forma de comunicação. Enquanto sistema expressivo, a linguagem oral não se desloca da linguagem corporal (movimento, expressões faciais, movimentos oculares) e da linguagem da imagem. A oralidade da criança, a partir do terceiro ano de vida, está ligada, igualmente, à expressão gráfica - a narrativa visual se desenvolve na criança, anteriormente à narrativa na escrita. A fala é uma construção social e é também um espaço de afetividade entre o adulto e a criança.

            A partir do referencial levantado, a proposta pedagógica a ser desenvolvida no CMEI tem como meta priorizar as múltiplas linguagens das crianças: palavra, movimento, desenho, pintura, montagem, escultura, teatro, colagem, dramatização, música e tantas outras.

            Para ANTUNES (2004), é necessária a compreensão das múltiplas linguagens como expressão das diferentes inteligências das crianças.  Isso implica no entendimento de que a comunicação se dá quando falamos, quando escrevemos, quando desenhamos, compomos, pintamos, fazemos colagens, cantamos, musicamos e outras formas.

            Nesse trabalho, é essencial que a criança, passo a passo, aprenda a distinguir a diferença entre olhar e ver, falar e dizer, escutar e ouvir. Olhar significa estabelecer distinção das coisas percebidas, fixar os olhos. Ver é bem mais que olhar, pois envolve a atenção, os detalhes, os elementos de cada parte e sua inserção no todo e é isso que cabe ao profissional de educação infantil. Essa mesma referência vale para a diferença entre dizer e falar e escutar e ouvir. Falar é dar a cada palavra um sentido e ouvir representa aguçar a sensibilidade para diferenciar sons e identificar ruídos e colocar a plenitude da empatia na acolhida dos sons.

            Acreditamos que, com esses fundamentos, a educação infantil está desenvolvendo pelo menos três elementos cruciais na formação da criança: a descoberta feita por ela das coisas nas quais pensa, de seus interesses e de como lutar por eles; a identificação das coisas com as quais a criança pensa, a percepção dos múltiplos símbolos que caracterizam o mundo da linguagem e a compreensão do espaço no qual o pensamento é desenvolvido, sua diversidade, mutabilidade e a ação de todos em sua transformação.

 

 

 

4.3.Inclusão

 

           A inclusão é um processo complexo que configura diferentes dimensões: ideológica, sociocultural, política e econômica.

Portanto é preciso refletir sobre a diversidade existente em todos, pois é de senso comum que todos somos diferentes uns dos outros, mas não somos todos dependentes de condições especiais para nos desenvolver. Apesar de termos consciência que inclusão está ligada ao respeito das diversidades sociais e culturais da população que será atendida. Assim, buscamos como instituição de educação, atender a todos no CMEI, incorporar a diversidade, sem nenhum tipo de distinção, isto vai além de matricular as crianças com necessidades especiais e cumprir a lei; é oferecer serviços complementares, adotar práticas educativas adequadas, reorganizar o planejamento, rever posturas, estratégias e encaminhamentos metodológicos para a construção de uma nova filosofia educativa. Pois as crianças com necessidades especiais necessitam de uma atenção especial que cumpra o papel da instituição que é o de desenvolver a criança nos seus diversos setores.

Ao verificarmos na lei, começamos com a Lei Federal nº 7853/89 – que dispõe sobre a Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, Decreto Federal nº 3298/99, Regulamenta a Lei Nº 7853/89 instituiu a Política Nacional para integração da Pessoa Portadora de Deficiência. Lei nº 10.172, de 09 de janeiro de 2001 aprova o Plano Nacional de Educação. Além disso o Brasil fez parte da Conferência Mundial sobre Necessidades Especiais Educacionais, realizado em Salamanca (Espanha, 1994) e concordou com a Declaração Mundial de Educação para todos. Tanto a inclusão social quanto a escolar desde a educação infantil no processo das escolas (públicas e privadas) sem deixar de garantir o atendimento especializado necessário. Todas as crianças precisam ser efetivadas com qualidade e em quantidade suficiente para atender a demanda existente. 

Olhando para a Educação Inclusiva, ela vem para levar o CMEI a se tornar espaço aberto a todos os cidadãos, a partir de 1994, quando se deu início à discussão com a Conferência Mundial sobre Necessidades Especiais: Acesso e Qualidade, em Salamanca na Espanha, que ratificou a Declaração Mundial de Educação para Todos, de 1990 na Tailândia. Referenda-se nesse encontro a necessidade de se adotar práticas heterogêneas, transformadoras, críticas e de inserção social nas escolas, respeitando a individualidade de cada criança, seus interesses, capacidades, potencialidades e necessidades de aprendizagem.

Continuando a constatação nas leis, o Estatuto da Criança e do Adolescente de 1990, em seu artigo 5º garante os direitos constitucionais fundamentais da criança e do adolescente, o artigo 53º: incisos I, II e III asseguram igualdade de condições, acesso e permanência na escola pública e gratuita próxima à sua residência, bem como o artigo 54º que lhes confere o direito ao atendimento de inclusão.

O Decreto nº. 3298/99, referente à Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, que regulamenta a Lei nº. 7853/99, dispõe sobre o apoio às pessoas portadoras de deficiência, sua integração social e institui a tutela jurisdicional de interesses coletivos ou difusos dessas pessoas onde disciplina a atuação do Ministério Público, define crimes e dá outras providências.

Com o objetivo de normalizar a lei maior no estado do Paraná, conta ainda com quatro dispositivos legais importantes:

  • A Lei nº. 13049, de janeiro de 2001, autoriza o poder executivo a instituir Coordenadoria Estadual para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência – CORDE, com o objetivo de elaborar, estabelecer, coordenar e executar a política estadual para a pessoa portadora de deficiência;
  • A Lei nº. 13117, de março de 2001, dispõe sobre a Política Estadual de Integração da Pessoa Portadora de Deficiência;
  • A Lei nº. 13120 de 21 de março de 2001 assegura, conforme lei específica, transporte intermunicipal aos portadores de deficiência, quando estiverem se submetendo o processo de reabilitação e/ou capacitação profissional;
  •  A Lei nº. 13126 de 21 de março de 2001 cria o programa de barreiras arquitetônicas ao portador de deficiências “Cidade para Todos”.

Dentre as recomendações de órgãos internacionais, destaca-se a Declaração Mundial de Educação para Todos oriundos da Conferência Mundial sobre Educação para Todos (Jomtien na Tailândia, 1990) e a Declaração de Salamanca (Espanha, 1994), documento produzido na Conferência Mundial sobre Necessidades Educativas Especiais: Acesso e Qualidade.

O grande desafio é estar atento para garantir que os direitos humanos assegurados nas leis sejam realmente colocados em prática no seu cotidiano. Acredita-se que a Educação Inclusiva não se faça acontecer somente com atos e sim com ações que se expressam nas relações: governos, instituições e sociedade, objetivando efetivar o compromisso de transformar essa sociedade injusta e excludente numa sociedade justa para todos.

A partir de 2016 teremos uma criança com autismo, teremos a parceria com a CANE, as professoras farão o curso de sinais de alerta e outros que possam ajudá-las em suas propostas pedagógicas. Com as demais crianças da sala também serão trabalhados a respeito da inclusão.

 

4.4. Articulação da Instituição com o Ensino Fundamental.

 

            De acordo com leis como o Parecer 22/98 CEB/CNE, fundamento para a Resolução 01/99 CEB/CNE, que institui as DCNEI. No parecer, é relatado pela Regina Alcântara de Assis, que as crianças são portadoras de todas as melhores potencialidades da espécie, com intuito de assegurar que não haja uma antecipação de rotinas e procedimentos comuns as classes de Ensino Fundamental. Devendo assim as instituições de Educação Infantil operar de forma que os programas desenvolvidos não antecipem uma formalização artificial e indesejável.

            Assim, nossa instituição de Educação infantil assegura este direito das crianças, não antecipando nenhuma rotina ou procedimentos encontrados no Ensino Fundamental (no 1º ano). As crianças tem momentos com a professora nos quais conversam sobre esta nova etapa que é o ensino fundamental, explicando como é a escola, seus espaços, sua rotina, há um momento em que as crianças vão até a escola conhecer o novo ambiente e as novas professoras para que não fiquem tão ansiosas com essa transição do CMEI para a escola. Em seguida os pais são encaminhados para que façam sua matrícula no 1º ano do ensino fundamental, nas escolas que ofertam esta etapa de educação, conforme orientação do Núcleo de Educação de cada regional. Enviamos os pareceres das crianças para a escola para que as profissionais que serão responsáveis pelas crianças saibam do desenvolvimento delas enquanto frequentaram a Instituição de Educação Infantil.

            A Secretaria Municipal da Educação de Curitiba iniciou em 2013 um  trabalho para que a ruptura de educação infantil para ensino fundamental não seja tão brusca, no entanto, sem antecipar nada referente ao ensino fundamental. O CMEI Nova Barigui, acredita ser importante esta transição assim, num trabalho coletivo com Secretaria Municipal da Educação, Instituição de Ensino Fundamental e CMEI, a criança, da nossa instituição, realiza atividades pedagógicas dentro das orientações legais para a Educação Infantil. Buscamos promover atividades para que fique registrada a passagem da criança pelo CMEI, visitas a uma instituição de Ensino Fundamental. Seguindo assim as praticas especificada na proposta Pedagógica.

           

4.5. Articulação da Instituição com a família.

 

       A parceria entre CMEI e família, baseada na cooperação, no respeito e na confiança, é imprescindível para o sucesso da educação das crianças, uma vez que nossos objetivos são comuns: a formação do caráter, a construção de conhecimentos e a auto-realização de cada uma delas.

      Ao pensarmos na instituição familiar, propõe-se que se rejeite a idéia de que exista um único modelo; devemos entender a família como uma criação humana mutável, sujeita as determinações culturais e históricas, que se constitui tanto em espaço de solidariedade, afeto e segurança, como em campo de conflitos, lutas e disputas. Por isso, o CMEI deve valorizar o conhecimento das características étnicas e culturais dos diferentes grupos sociais e estabelecer um diálogo aberto com as famílias, considerando-as como parceiras e interlocutoras no processo educativo infantil, pois a educação não ocorre somente dentro das instituições de ensino; há uma enormidade de situações e locais onde ela se concretiza.

O trabalho educativo realizado com as famílias e a comunidade visam a uma ação compartilhada na responsabilidade do atendimento às necessidades das crianças, exigindo troca de informações a respeito de sua evolução. Além disso, é o caminho certo para a manifestação mais eficaz da tão falada cidadania, imprescindível à educação plena.

As ações dirigidas à família objetivam:

  • Estreitar vínculo afetivo com os pais, para auxiliar no processo educativo;
  • Valorizar as instâncias de representatividade do CMEI;
  • Criar espaço de discussão e reflexão de assuntos e temas que envolvam a educação, proporcionando cursos, palestras, eventos, oficinas e lazer;
  • Obter sugestões que contribuam para a melhoria do atendimento às crianças;
  • Sensibilizar as famílias para a valorização do espaço educativo, mediante a realização de ações voluntárias;
  • Promover o entrosamento entre pais, funcionários e membros da comunidade, para a realização de atividades de cunho sócio-educativo, cultural e desportivo;

A organização desta prática começa com:

  • Entrevista inicial no ato da inscrição familiar ou no ato de matrícula da criança no CMEI;
  • Visita domiciliar seja para o ingresso das famílias no CMEI ou para acompanhamento, quando necessário;
  • Reuniões promovidas pelo CMEI: APPF, Conselho, organização de trabalho, festividades, exposição de trabalhos, dentre outros.

A família, seja ela qual for e independentemente de sua estruturação, tem responsabilidades fundamentais junto à criança, que devem ser encaradas com extrema seriedade para que a criança tenha um desenvolvimento pleno e positivo.

Importar-se com o que o filho faz no CMEI e estar em contato com a instituição é uma das responsabilidades da família que influencia positivamente no desenvolvimento da criança, tendo oportunidade de conhecer os espaços do CMEI e a equipe de profissionais, na convivência diária, o adulto deve transmitir segurança à criança. Atenção, acolhimento e amparo são atitudes afetivas que dão suporte e condição ao enfrentamento de momentos de ansiedade e angústia diante de situações novas. Ou seja, quando a criança inicia no CMEI a família também passa por um processo de adaptação, podendo participar desses momentos, vindo e ficando com a criança até que essa construa autoestima que torna fortalecida para enfrentar desafios.

O período de adaptação é muito especial, mas para cada criança e cada família esse processo ocorre de um jeito diferente e imprevisível respeitando o tempo de cada um essa fase inicial, em que cada criança, família e educador estão se conhecendo, pode durar dias ou meses para facilitar a integração da criança ao Cmei nos primeiros dias, seu ingresso acontece de forma gradativa, conforme a necessidade individual.

Durante a adaptação, a professora vai auxiliando a criança a familiarizar-se com novos horários de sono, alimentação e banho, buscando um equilíbrio dos seus hábitos e costumes, aproximando-os gradualmente até acomodá-los à rotina do CMEI.  Esse processo será facilitado se essa criança puder sentir tranquilidade e segurança na decisão dos pais de colocá-la na instituição e na relação deles com o profissional de sala.

É importante, nessa fase, que todos, pais e professores, possam compreender e respeitar o momento da criança de conhecer o novo ambiente e estabelecer novas relações.  À medida que ela vai se integrando, podem ser percebidas as influências positivas de sua permanência em um CMEI que oferece boas condições para seu desenvolvimento.

 

4.6. Articulação da Instituição com outros segmentos da sociedade no encaminhamento de questões relativas à educação e ao cuidado com a criança.

 

            Nossa instituição busca em outros segmentos da sociedade que nos rodeia um apoio de acordo com as possibilidades dos mesmos. O CMEI recebe toda a ajuda possível de braços abertos, pois acredita em uma educação em conjunto não só com suas crianças, mas também com pais ou responsáveis e com sua comunidade, contando com a parceria com a Unidade de Saúde, programas institucionais como: Programa Mama Nenê incentiva a mãe a continuar amamentando o seu bebê, tendo um local reservado para ela nesse momento e dando todas as orientações sobre a importância da amamentação.

Temos o conselho do CMEI, que é composta por profissionais da instituição e representantes da comunidade, que se mobilizam e articulam propostas para a melhoria no CMEI, entre outras. Há também o CPP, (Programa Conhecer para prevenir) que é um programa da Prefeitura Municipal de Curitiba, junto com o Guarda Municipal e Corpo de Bombeiros, dando orientações e treinamentos aos CMEIS e outras instituições sobre segurança e a prevenção de acidentes.

Temos também a APF (Associação de Pais e Funcionários), que são responsáveis por administrar a verba recebida da Prefeitura Municipal de Curitiba, são responsáveis por fazer orçamentos, compras e prestação de contas dos gastos no CMEI.

            O CMEI realiza anualmente uma reunião para avaliar junto aos pais ou responsáveis, os Parâmetros e Indicadores de Qualidade produzidos pela Prefeitura de Curitiba. Não somente a instituição se avalia, mas chama para a responsabilidade seus maiores interessados que é a comunidade escolar.

           

5. Princípios didáticos pedagógicos da instituição.

 

O CMEI Nova Barigui tem como princípios didáticos pedagógicos, tornar acessível a todas as crianças elementos da cultura que enriqueçam o seu desenvolvimento e inserção social. Cumpre um papel socializador, propiciando o desenvolvimento da identificação das crianças, por meio de aprendizagens diversificadas em situações de interação que torna a prática educativa mais dinâmica e contextualizada. Já o papel do professor de educação infantil diante desta perspectivas, é o de estar preparado para servir de mediador entre criança e os objetos de conhecimento, através de um planejamento que envolve atividades e situações desafiadoras e significativas que favoreçam a exploração, a descoberta e a apropriação de conhecimento sobre o mundo físico e social. Com eles, a criança vai conviver no ambiente de ensino, e com as experiências que carrega, terá condições de refletir, explicitar, traduzir, conceituar, mostrar e exemplificar, diferentes aprendizagens.

O Centro Municipal de Educação Infantil, no que diz respeito ao currículo da Educação Infantil, pautado no Parecer do Conselho Nacional de Educação     nº 20/2009, entende que o currículo é um conjunto de práticas que buscam articular as experiências e os saberes das crianças com os conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural, artístico, científico e tecnológico e, portanto, segue as Diretrizes Curriculares Nacionais e as orientações curriculares para a Educação Infantil do Município.

A metodologia do trabalho na Educação Infantil visa o desenvolvimento integral das crianças de zero a cinco anos e onze meses de idade. O trabalho pedagógico neste CMEI é organizado através de planejamento de atividades orientado pelo pedagogo, e elaboradas com os Referencias para estudo e Planejamento na Educação Infantil de acordo com as necessidades de cada faixa etária.

No Centro Municipal de Educação Infantil Nova Barigui, a metodologia de trabalho acontece através de sequências e projetos didáticos. Trabalhar com objetivos de aprendizagens significa a possibilidade de articular no trabalho pedagógico a realidade sócio-cultural, o desenvolvimento infantil e os interesses específicos das crianças, propiciando um clima de trabalho conjunto e cooperativo na construção coletiva do saber, promovendo a integração das áreas de formação humana e respondendo a curiosidade da criança sobre o meio social e natural onde vive.

As sequências didáticas são contextualizadas e definidas através do trabalho sistemático da observação da realidade, variando sua duração de acordo com o interesse da turma.

Todas as crianças do CMEI, das turmas do Berçário único ao Pré II, participam de sábados de integração com a participação das famílias e comunidade interagindo em eventos de atividades realizadas em conjunto.

Assim, as discussões sobre o planejamento anual norteiam as ações dos profissionais que atendem as crianças, pois é nele que se projetam as intenções de aprendizagens que ocorrerá no ano letivo em questão.

 

5.1 Avaliação da Aprendizagem.

 

A avaliação é entendida como um processo contínuo fundamentado na criança, cujos instrumentos permitem aos profissionais de educação infantil visualizar o processo educativo, acompanhar o desenvolvimento da criança e de como ela elabora o conhecimento, para a partir daí direcionar a sua prática.

Desta forma não tem como função a classificação ou a promoção para a etapa seguinte, e sim de garantir o desenvolvimento integral através de práticas significativas que respondam às necessidades e interesses das crianças de 0-5 anos.

E por assim ser sua concepção está em consonância com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, sancionada em dezembro de 1996, estabelece, na Seção 11,  referente à educação infantil, artigo 31 que: “... a avaliação far-se-á mediante o acompanhamento e registro do seu desenvolvimento, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental".

E com esse mesmo intuito, as Diretrizes Curriculares para a Educação Municipal de Curitiba volume 2. Educação Infantil (2006) asseguram que a avaliação deve acompanhar o tempo da criança em ser e em se desenvolver, revelar a sua trajetória, curiosidades manifestadas, os avanços alcançados, relação com outras crianças e adultos e para a reorganização da prática educativa. Compartilhando deste pensamento, sublinha-se que,

 

À medida que as crianças realizam suas tarefas, efetivam muitas conquistas: refletem sobre suas hipóteses, discutem-nas com os pais e colegas, justificam suas alternativas diferenciadas. Esses momentos ultrapassam o momento próprio da tarefa. E, portanto, não se esgotam nelas. As tarefas seguintes incluem e complementam dinamicamente as anteriores. (HOFFMANN, 1996).

 

Nesta perspectiva, a avaliação deve permitir que as próprias crianças acompanhem suas conquistas, suas dificuldades e suas possibilidades ao longo de seu processo de aprendizagem. Para que isso ocorra, o professor deve compartilhar com elas aquelas observações que sinalizam seus avanços e suas possibilidades de superação das dificuldades. Ressalta-se neste momento a importância de que se respeitem os processos individuais de aprendizagem e de desenvolvimento.

Sobre o processo de exploração e de construção do conhecimento pode-se dizer que:

Não há respostas certas e erradas. O equivoco está em ensinar ao aluno que é disto que a ciência, o saber e a vida são feitos. E com isto aprender as respostas certas, os alunos desaprendem a arte de se aventurar e de errar, sem saber que, para uma resposta certa, milhares de tentativas erradas devem ser feitas. Espero que haja um dia em que os alunos serão avaliados também pela ousadia de seus vôos... Pois isto também é conhecimento. (Rubem Alves)

 

Com relação aos professores de educação infantil a avaliação deverá subsidiar permanentemente o trabalho do profissional da Educação Infantil, conforme o Parecer CEB nº. 22/98, item 5 "... Permitirá constante aperfeiçoamento das estratégias educacionais e maior apoio e colaboração com o trabalho das famílias".

HOFFMANN (1996) ressalta,

Nessa tarefa, de reconstrução da prática avaliativa, considero premissa básica e fundamental a postura de questionamento do educador. Avaliação é a reflexão transformada em ação. Ação essa que nos impulsiona a novas reflexões. Reflexões permanentes do educador sobre a realidade, e acompanhamento, passo a passo, do educando, na sua trajetória de construção do conhecimento. Um processo interativo, através do qual educandos e educadores aprendem sobre si mesmos e sobre a realidade escolar no ato próprio da avaliação.

 

Nesta perspectiva, os instrumentos avaliativos auxiliam os profissionais  a refletirem sobre as suas concepções, estratégias de aprendizagem e ajustarem a sua prática. Para quais os registros dos avanços e necessidades da criança convertem-se em metas e critérios para planejar as atividades e criar situações que gerem aprendizagem para as crianças.

Segundo as Diretrizes Curriculares para a Educação Municipal de Curitiba  volume 2. Educação Infantil (2006) é preciso pensar a organização de instrumentos que possibilitem acompanhar o tempo da criança em ser e em se desenvolver na Instituição, revelando a sua trajetória, as curiosidades manifestadas, os avanços progressivamente alcançados, a sua relação com outras crianças e adultos, o que não irá se encerrar no julgamento das ações, mas no que se observou, analisou, refletiu e apontou sobre o caminho percorrido, sendo este também ponto de reorganização da prática educativa.

A avaliação no CMEI Nova Barigui pela observação, reflexão e de diálogos centrados nas manifestações de cada criança, analisando cada resposta em função do que conhece a respeito da criança e do próprio processo de desenvolvimento, respeitando a sua individualidade.

 

A avaliação deve se basear na observação sistemática dos comportamentos de cada criança, das brincadeiras e interações das crianças no cotidiano, com utilização de múltiplos registros realizados por adultos e crianças (relatórios, fotografias, desenhos, álbuns etc.), feita ao longo do período em muitos e diversificados momentos. (OLIVEIRA, 2010)

 

São instrumentos avaliativos utilizados por esta instituição de educação infantil:

  • Pautas de observações: Pautas previamente elaboradas pelo educador/professor, no momento do planejamento das atividades permanentes, seqüências didáticas e projetos didáticos, em que os objetivos planejados serão observados em relação a cada criança e terão função de nortear o processo de sistematização dos pareceres semestrais, além de fornecer ao professor/educador as informações necessárias para elaboração e reelaboração dos planejamentos.
  • Registro: Através da observação diária do cotidiano da criança, situações significativas serão registradas em caderno próprio e repassadas ao setor pedagógico. Tais registros irão subsidiar o professor de educação infantil nos momentos de elaboração dos pareceres semestrais.
  • Portfólio - Registros de cada criança, pareceres, relatórios diários, atividades, fotografias, relatos e outros indicativos que colaboram na obtenção de informações, na análise da ação educativa e na busca pelo aprimoramento e desenvolvimento integral da criança. O portfólio individual será realimentado conforme as aprendizagens e o desenvolvimento da criança e deverá permanecer no CMEI até a saída dela da instituição; neste momento, o portfólio será entregue à família. Além deste, também será elaborado portfólio de cada turma.
  • Pareceres descritivos: Os pareceres serão apresentados e entregues aos pais ou responsáveis semestralmente, ou sempre que forem necessárias intervenções, no decorrer do período letivo, para que estes tomem conhecimento sobre o desenvolvimento de seu filho, bem como do trabalho desenvolvido no decorrer do período. Uma cópia do parecer será arquivado na pasta individual da criança e outra no portfólio. Quando a criança deixar o CMEI para ingresso no Ensino Fundamental, o parecer será encaminhado para a família, que se responsabilizará pelo seu encaminhamento à instituição.

 

“A documentação dessas observações e outros dados sobre a aprendizagem da criança devem acompanhá-la ao longo de sua trajetória da Educação Infantil e ser entregue por ocasião de sua matrícula no Ensino Fundamental, para garantir uma atenção continuada ao processo de aprendizagem e desenvolvimento da criança e compromissada em apontar possibilidades de avanços.” (OLIVEIRA, 2010)

 

Ressalta-se que no entender do CMEI Nova Barigui acompanhar cotidianamente o desenvolvimento da criança e contribuir com encaminhamentos pedagógicos significativos, de modo a privilegiar os interesses e as necessidades de cada criança, confiar em suas tentativas e valorizar as suas descobertas para promover a ampliação de conhecimentos.

 

5.3 Educação Ambiental

 

Ao falar de educação ambiental, precisamos inicialmente conferir o que a lei orienta, assim, a lei Federal nº. 9.795, de 27 de Abril de 1999, dispõe sobre a educação ambiental, instituindo a Política Nacional de Educação Ambiental, onde, no art. 3º inciso II, está explícito: “cabe às instituições educativas promover a educação ambiental de maneira integrada aos programas educacionais que se desenvolvem”.

            Desta forma, a organização que se dá no CMEI, para que se promova a Educação Ambiental, passa por ações ligadas ao trabalho com o meio ambiente, como a horta, a separação do lixo, a construção de brinquedos com materiais recicláveis, a conscientização ensinada às crianças para a sua ação e disseminação para as famílias e a parceria da comunidade educativa (família, conselho, etc.).

            Mais do que ensinar, nosso maior objetivo é que nossas crianças coloquem em prática os aprendizados, por meio da interação do sujeito com o ambiente, promovendo a resolução de problemas encontrados no próprio CMEI.

... a educação para o meio ambiente é, portanto, um assunto que deve ser tratado de maneira integrada, englobando a prática pedagógica e a representação social dos sujeitos envolvidos, colocando as pessoas como participantes de um mesmo processo, na tentativa de solucionar os problemas ambientais. (TRAVASSOS, p. 16)

 

Como professores de educação infantil, podemos contribuir muito para renovar o processo educativo, trazendo a permanente avaliação crítica, a adequação dos conteúdos à realidade local e o envolvimento das crianças em ações concretas de transformação desta realidade. Tendo como exemplo o ensino fundamental da Rede Municipal de Curitiba que já utiliza a metodologia dos 3 R’s, nós do Cmei também decidimos implantá-lo:

* Reduzir: consiste em tentarmos reduzir a quantidade que produzimos de lixo, como por exemplo, comprar produtos mais duráveis e evitar trocá-los por qualquer novidade no mercado.

* Reutilizar: Procurar embalagens, por exemplo, que possam ser usadas mais de uma vez – como garrafas retornáveis de vidro. Ou quem sabe, criar novas utilidades para as que você não precisa mais.

* Reciclar: o mais conhecido dos 3 R’s; consiste em transformar um produto-resíduo em outro, visando diminuir o consumo de matéria-prima extraída da natureza.

É preciso propor a trabalhar com atitudes, com o ensino e a aprendizagem a fim de contribuir para a formação de cidadãos conscientes, aptos para decidirem e atuarem na realidade socioambiental de um modo comprometido com a vida, com o bem estar de cada um e da sociedade, local e global. Devemos estimular as crianças a preservarem o meio ambiente, visando à sustentabilidade do planeta. Há um grande número de pessoas preocupadas com o tema e buscando soluções viáveis.

Acreditamos ser imprescindível desenvolver ações voltadas para a Educação Ambiental nas turmas de educação infantil. Por isso elegemos Projetos como: Horta e Jardim, o objetivo principal é envolver as crianças em questões sobre o meio ambiente, com criatividade e sensibilidade, para que se percebam como elemento importante de transformação onde cada um é responsável e pode fazer a sua parte para que possamos viver num mundo melhor, mais saudável. Proporcionar às crianças vivências enriquecedoras, a partir da mediação das suas educadoras que os orientam de forma sistemática a observar, experimentar, pesquisar, comparar, relacionar, formular, relatar, enfim, construir conhecimentos significativos, despertando o sentido de cuidar para não faltar, interessar-se por ações que preservem o meio ambiente, por meio de experiências.

Possibilitar vivências para que as crianças sintam a necessidade de cuidar bem do meio ambiente. E não basta que a criança aprenda a importância de preservar o meio ambiente, é necessário que ela tome como exemplo as atitudes dos adultos de seu convívio como educadores e familiares. Por isso, para a elaboração destes Projetos também está sendo importante o envolvimento da comunidade escolar.

Quanto mais cedo o tema for abordado com as crianças, maiores as chances de despertar a consciência pela preservação.

O objetivo definido pelo Referencial Curricular Nacional é observar e explorar o meio ambiente com curiosidade, percebendo-se como ser integrante, dependente, transformador e, acima de tudo, que tenham atitudes de conservação.

 

5.4. Educação das Relações Étnico-raciais.

 

De acordo com a resolução legislação Vigente e a Deliberação     que institui as Diretrizes para a Educação das Relações Étnico-raciais e para o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana.

As relações étnico-raciais visam trabalhar o indivíduo como um todo, valorizando características culturais, sendo que, os pontos positivos dessa cultura são reforçados, enquanto os pontos negativos são discutidos, devido à influência da formação na sociedade escravocrata, que se reflete até hoje. Em nosso cotidiano e nas práticas pedagógicas esse tema é abordado através de conversas de respeito entre as crianças e os profissionais, educando e ensinando que todos são merecedores de respeito sendo desenvolvidos trabalhos através de leituras, teatros, histórias com o objetivo de sanar e incorporar modelos que privilegiem a integração social do negro. Vivemos em uma sociedade competitiva e temos que estar cientes dos direitos, com certeza zelando pela história do negro respeitando seus costumes. Estão presentes também no cotidiano do CMEI projetos que abordam toda a bagagem cultural do povo africano: comidas típicas, danças, religiosidades, vestuários e outros costumes. É preciso criar no ambiente educativo um ambiente de diálogo cultural, baseado no respeito mútuo.

Também valorizamos as outras etnias locais, fazendo projetos ou sequências com as crianças sobre costumes, culinária, roupas, modo de falar, sempre respeitando e valorizando as diferenças existe em nossa comunidade, sempre contando com colaboração da família.

 

6. AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL

 

            A avaliação institucional é contínua, diária e busca aprimorar a qualidade no desenvolvimento do trabalho, possibilitando a valorização dos aspectos positivos. Ocorre em reuniões pedagógicas e dias de permanências, com o grupo refletindo suas ações sobre o trabalho e buscando soluções para qualificar cada vez mais as ações pedagógicas.

A avaliação institucional do CMEI, ou seja, a avalição dos Parâmetros e Indicadores de Qualidade da Rede Municipal de Curitiba, consiste em uma ação significativa, pois aponta indicadores de como o trabalho no CMEI está sendo desenvolvido. A comunidade educativa avalia itens como:

  • Comunicação com os pais;
  • Alimentação;
  • Recepção dos pais e das crianças pela equipe de funcionários;
  • Relacionamento;
  • Segurança.

As famílias têm oportunidade, quando avaliam, de contribuir com sugestões e críticas que possam redimensionar os objetivos de trabalho.

Avaliação é uma análise da prática pedagógica e deve estar a serviço da aprendizagem e do desenvolvimento da criança, sendo um meio de diagnosticar o conhecimento e para tanto, é um equívoco querer mudar a prática avaliativa sem mudar a forma de trabalho com as crianças. Partindo dessa concepção, criança e professor são sujeitos no processo e na busca da superação, no que se refere ao professor é imprescindível que a avaliação seja tomada como análise da prática para a continuidade ou redimensionamento dos encaminhamentos.

 

 

 

 

7.  REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

 

BRASIL, Constituição da República Federativa do Brasil.  São Paulo: Imprensa Oficial do Estado, 1988.

 

FORNEIRO, Lina Iglesias. A organização dos espaços na educação infantil. In: ZABALZA, Miguel A. Qualidade em educação infantil. Trad. Beatriz Affonso Neves. Porto Alegre: Artmed, 1998. p. 209.

 

______, Ministério da Educação e do Desporto.  Parecer 022/98.  Diretrizes curriculares Nacionais para a Educação Infantil: 1998.

 

______, Referenciais Curriculares Nacionais para a Educação Infantil.  Brasília: 1998.

 

______, Resolução nº 1 de 07 de abril de 1999.

 

CURITIBA, Diretrizes Curriculares – O Currículo em construção Rede Municipal de Ensino de Curitiba; gestão 2001 – 2004.

 

________, Proposta Pedagógica para o trabalho com crianças de 0 a 6 anos.  Secretaria Municipal da Educação; Prefeitura Municipal de Curitiba: 1994.

 

________, A Organização do Ambiente das Unidades de Educação Infantil da Rede Municipal de Ensino, Secretaria Municipal da Criança: 2000.

 

ZILBERMAN, Regina. Literatura Infantil na Escola. São Paulo: Global, 2003. p.15.

 

ARIÉS, Philippe.  A História Social da Criança e da Família.  Rio de Janeiro: Guanabara, 1978.

 

PÁTIO. Como definir uma Pedagogia que oriente o trabalho em creche, Zilma R. de Oliveira. Ano 5, nº 13, Mar/Jun de 2007.

 

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa. 7a edição. São Paulo: Paz e Terra, 1996.apud, Apostila do Curso Desenvolvimento Infantil: uma abordagem pedagógica, 2007.

 

Hoffman, J. Avaliação na pré-escola: Um olhar sensível e reflexivo sobre a criança Mediação, 2009.

 

Horn,M.G.S. Sabores,cores,sons,aromas. A organização dos espaços na Educação Infantil, 2004.

 

Iavelberg, Rosa. O Desenho Cultivado da Criança. São Paulo, Zouk 2006

Edwards Caroly, Gandini Lella, Forman George, As Cem Linguagens da Criança, Artmed, 2008.

 

Carvalho de Pereira Silvia, Klisys Adriana, Augusto Silvana, Bem-Vindo, Mundo! Instituto Avisalá, 1991, 1998.

Lei Federal Nº 12.796/13 – Altera a Lei Nº 9.394/96 de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para dispor sobre a formação dos profissionais e dar outras providências.

 

Lei Federal Nº. 8069/90 – ECA.

 

Lei Federal Nº 9.394/96 - LDBEN

 

Lei Federal Nº. 7.853/89 – Inclusão (matrícula compulsória).

 

Lei Federal Nº 9.795/99 de 27/04/99 – Dispõe sobre a Educação Ambiental e institui a política nacional da Educação Ambiental.

 

Resolução CNE/CEB N° 07 de 14 de dezembro de 2010 – Fixa Diretrizes Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos.

 

Resolução CNE/CEB Nº. 05/09 e Parecer CNE/CEB N°20/09 – Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil

 

Resolução CNE/CEB Nº. 03/08/05 – Ampliação do Ensino Fundamental para 09 anos.

 

Resolução CNE/CEB N° 02/01 – Diretrizes Nacionais para a Educação Especial.

 

Resolução CNE/CEB N° 01/04, Parecer CNE/CEB 03/04 e Deliberação CEE/PR Nº 04/06 - Diretrizes Curriculares para a Educação das Relações Étnico-Raciais.

 

Lei Estadual Nº 17505 de 11/01/2013 – Institui a Política Estadual Ambiental e o Sistema de Educação Ambiental e adota outras providências.

 

Lei Estadual  Nº 17677 de 10/09/2013 – Proíbe a cobrança de valores adicionais – sobretaxas para matrículas ou mensalidades de estudantes com deficiências.

 

Decreto 9958 – 23 de Janeiro de 2014 – Regulamenta o Art. 7º ,8º e 9º da Lei nº 17.505, de 11 de janeiro de 2013, que institui a Política Estadual de Educação Ambiental.

 

Deliberação Nº 02/2012 – CME – Normas e Princípios para a Educação Infantil no Sistema Municipal de Ensino de Curitiba – SISMEN

 

Deliberação CEE/PR Nº. 02/03 – Normas para a Educação Infantil no Sistema de Ensino do Paraná.

 

Deliberação Nº. 14/99 – e indicação Nº. 004/99/CEE/PR – Indicadores para a Elaboração da Proposta Pedagógica dos Estabelecimentos de Ensino da Educação Básica em suas Diferentes Modalidades.

 

Deliberação Nº. 16/99 – e Indicação Nº. 07/99CEE/PR – Regimento Escolar

Recomendações Administrativas Nº. 001/2010 – Ministério Público/PR – Disponível em:

http://www.cidadedoconhecimento.org.br/legislacao./arquivos/legiscao 178. pdf

 

Recomendações Administrativas Nº. 001/2010 – Ministério Público/PR – Disponível em:

http://www.cidadedoconhecimento.org.br/cidadedoconhecimento/legislacao 179. pdf.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

8.  ANEXOS

 

  CALENDÁRIO ESCOLAR

 

O Calendário foi elaborado em reunião do Conselho do CMEI e aprovado pela Secretaria Municipal da Educação de Curitiba.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                 ANEXO 01

O presente questionário tem como objetivo incentivar a reflexão e a participação de toda a comunidade escolar para elaboração da Proposta Pedagógica do CMEI Nova Barigui. Para que possamos iniciar os estudos é importante que você reflita e responda as seguintes questões:

 

  1. Para você o que é educação?

_______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

  1. O que entende por infância?

_______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

  1. O que entende por criança?

_______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

  1. O que entende por sociedade?

_______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

  1. Para você o que é ser humano?

_______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

  1. Que tipo de ser humano a escola deve formar?

_______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

 

 

 

 

                                           ANEXOS 02

O presente questionário tem como objetivo incentivar a reflexão e a participação de toda a comunidade escolar para elaboração da Proposta Pedagógica do CMEI Nova Barigui. Para que possamos iniciar os estudos é importante que você reflita e responda as seguintes questões:

 

  1. Situação de moradia das crianças:

(  ) Mora com pai e mãe   (  ) Com o pai    (  ) Com a mãe  (  ) outros responsáveis.

 

  1. Qual é a sua religião?

      (  ) Católicos      (    )   Evangélicos     (   ) Espírita     (   ) não declarado

 

  1. Qual a sua renda?

     (  ) Um salário mínimo  (  ) 2 a 3 salários mínimo  (   ) não declarado

 

  1. Qual o grau de escolaridade dos pais ou responsáveis:

1º grau

(   )  completo   (   ) Incompleto   (   ) cursando (   ) não declarado

 

2º grau

(   )  completo   (   ) Incompleto   (   ) cursando (   ) não declarado

 

Superior

(   )  completo   (   ) Incompleto   (   ) cursando (   ) não declarado

 

  1. Qual é o tipo de trabalho das famílias?

 

  Pai: _____________________________

 

  Mãe: ____________________________

 

  Responsáveis: ______________________