Papa João XXIII, Escola Municipal

Localização
Endereço: R. Itacolomi, 700
Bairro: PORTÃO
Cep: 81070-150
Regional: Portão
Contato
Diretor: Sueli Terezinha Schleumer Kosowski
Telefone: (41)3248-5282
E-mail: empapajoao@sme.curitiba.pr.gov.br
Atendimento: Manhã, tarde e noite

Projeto Pedagógico - Papa João XXIII, Escola Municipal

 

PROJETO PEDAGÓGICO

 

I - APRESENTAÇÃO

 

A Escola tem o compromisso da educação e do ensino, sendo assim, faz-se necessária a elaboração e administração do PROJETO PEDAGÓGICO.

O PROJETO PEDAGÓGICO é um documento que exige o esforço conjunto e a vontade política da comunidade escolar, de ação-reflexão englobando todos os setores envolvidos na qualificação da Escola. Caracteriza-se como um processo em permanente construção pelo coletivo da escola, que o assume como sua responsabilidade, ultrapassando os limites de uma determinada gestão.

O PROJETO PEDAGÓGICO, ao ser assumido coletivamente, expõe a competência principal esperada do professor e de sua atuação na escola. Oferece garantias visíveis e aperfeiçoáveis da qualidade do processo educativo, sendo que seus resultados não são imediatos, são gradativos e serão alcançados através de sua prática consciente e da necessidade da importância desse processo para a qualificação da escola e do alcance da globalidade, favorecendo aos alunos da escola de serem agentes participativos e transformadores da sociedade.

A proposta pedagógica (projeto pedagógico) pode ser concebida como a própria escola em movimento, que constrói, no dia-a-dia, seu trabalho educativo, discute seus problemas, suas possibilidades de solução, e define de forma participativa, as responsabilidades pessoais e coletivas a serem assumidas para a consecução dos objetivos estabelecidos.

De acordo com AZANHA "a existência de uma proposta pedagógica produzida coletivamente que pauta as atividades desenvolvidas por todos os segmentos da escola (...) é condição básica para a autonomia escolar".

Para a construção e execução do PROJETO PEDAGÓGICO, a Escola Municipal Papa João XXIII – Educação Infantil e Ensino Fundamental, utiliza como norteadores os princípios contidos nas Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Fundamental e nas Diretrizes Curriculares da Secretaria Municipal de Educação de Curitiba.

Segundo VEIGA, a proposta pedagógica “é um produto específico que reflete a realidade da escola, situada em um contexto mais amplo que a influencia e que pode ser por ela influenciado. Em suma, é um instrumento clarificador da ação educativa da escola em sua totalidade. (1998, pg. 11/12)”.

O PROJETO PEDAGÓGICO que apresentamos é o resultado de um longo trabalho que contou com a participação dos segmentos da comunidade escolar na elaboração do mesmo, tem a marca de suas experiências e de seus estudos. As discussões realizadas, as críticas e as sugestões apresentadas contribuíram para a construção da atual versão, ao qual deverá ser revista periodicamente, com base no acompanhamento e na avaliação, e de sua implementação. Esperamos que o mesmo seja compatível com as necessidades e que sirva de apoio às discussões e ao desenvolvimento dos planejamentos das aulas e projetos educativos dos professores, à reflexão sobre a prática pedagógica e em especial, que possa contribuir para a melhoria da qualidade de ensino em nossa escola.

            Em 08 de junho de 2005 a Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação aprovou o Parecer nº 06/2005, que estabelece normas nacionais para a ampliação do Ensino Fundamental para 09 (nove) anos a todo brasileiro a partir de 06 (seis) anos de idade.

            Em 06 de fevereiro de 2006, a Lei nº 11.274, que altera artigos da Lei nº 9.934 de 20 de dezembro de 1996, dispõe que o Ensino Fundamental obrigatório é composto de nove anos com matrícula a partir de seis anos de idade, mas essa obrigatoriedade será implantada de forma gradativa até 2010.

           

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

II - EXPLICITAÇÃO SOBRE A ORGANIZAÇÃO DA ENTIDADE ESCOLAR

 

A Escola Municipal Papa João XXIII - Educação Infantil e Ensino Fundamental, situada no Bairro do Portão, Rua Itacolomi, 700, no Município de Curitiba, Estado do Paraná. Criada e denominada por Decreto do Executivo Municipal, tem seu funcionamento autorizado pela Secretaria de Estado da Educação, de acordo com a legislação vigente.

A maioria de sua clientela é composta por alunos do bairro e vizinhanças.

A escola oferta:

a) três modalidades de ensino oficialmente autorizadas a funcionar;

a educação infantil para crianças de 5 a 6 anos de idade (pré- escolar);

a educação básica com o ensino fundamental de 1ª a 8ª série e a partir de 2007, de acordo com a Lei Federal nº 11274/06 e Resolução nº 03/05 – CNE, Ensino Fundamental de 9 anos, sendo :

· o regular, no diurno;

· a Educação de Jovens e Adultos (EJA), no  noturno

· a Classe Especial e Sala de Recursos no diurno.

Atendendo a Resolução nº 03/05 – CNE e adequação da idade de ingresso, a partir de 2007, os dois modelos de Ensino Fundamental – o atual nominado por séries (1ª a 8ª séries) e o de 09 anos ( 1º ano ao 9º ano), coexistirão até a completa implantação da nova nomenclatura, em atendimento às normas do Conselho Municipal de Educação e Conselho Estadual da Educação.

A Escola funciona em 3 turnos:

· matutino

· vespertino e

· noturno

Nossa escola conta com 1875 alunos, 106 professores, 14 funcionários, 7 secretários, 1 Diretora, 2 Vice-Diretoras, 1 Coordenadora-Administrativa, Pedagogas e 1 guarda- municipal. Dispõe de serventes e cantineiras através de serviço terceirizado.

      

 

 

Os alunos estão distribuídos nas seguintes séries e turnos:

Nº DE TURMAS: MANHÂ

SÉRIES

06

5ª SÉRIE

06

6ª SÉRIE

05

7ª SÉRIE

05

8ª SÉRIE

01

Sala de Recursos

TOTAL DE ALUNOS

 754

           

           

Nº DE TURMAS: TARDE

SÉRIES

04

PRÉ-ESCOLAR

05

1ª SÉRIE

05

2ª SÉRIE

04

3ª SÉRIE

05

4ª SÉRIE

01

CLASSE ESPECIAL

TOTAL DE ALUNOS

691

 

Nº DE TURMAS: NOITE

SÉRIES

01

1º PERÍODO (1ª e ª SÉRIES)

01

2ºPERÍODO(3ª E 4ª SÉRIES)

02

3º PERÍODO (5ª SÉRIE)

02

4º PERÍODO (6ª SÉRIE)

03

5º PERÍODO (7ª SÉRIE)

03

6º PERÍODO (8ª SÉRIE)

TOTAL DE ALUNOS NOTURNO

264

                  

O Ensino Fundamental regular está organizado em séries anuais, sendo a progressão conforme sistema de avaliação previsto no Regimento Escolar, cumpridas as exigências da carga horária e dias letivos previstos pela Lei de Diretrizes e Bases. O ensino é gratuito, gradativo e sistematizado, atendendo os graus de dificuldades dos alunos, conforme série, turma e diferenças individuais.

Dentro deste contexto do Ensino Fundamental, a escola, além de atender seus alunos no ensino regular, também se depara com a responsabilidade da Educação de Jovens e Adultos que se destina àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos na idade própria. Dando-lhes oportunidades educacionais apropriadas, considerando as características dos alunos, seus interesses, condições de vida e de trabalho, viabilizando e estimulando o seu acesso e permanência na escola, mediante ações integradas e complementares entre si. A EJA Fase I está organizada por Unidades Temáticas, e a EJA Fase II é organizada por períodos semestrais (3º ao 6º).

Tanto no ensino regular como na EJA, o currículo está organizado por área de estudo (disciplinas), trabalhados com unidades temáticas (EJA) conteúdos/ objetivos e alguns projetos específicos com ênfase nos aspectos da vida cidadã. Essa organização conduz ao desenvolvimento e à aquisição de competências básicas para inserir nosso aluno no mundo do trabalho e continuar com estudos futuros, como manda a LDB.

O currículo do Ensino Fundamental está organizado com uma base nacional comum, complementado por uma parte diversificada, que a partir da 5ª série é a Língua Estrangeira Moderna - Inglês.

A escola desenvolverá seu Projeto Pedagógico tendo como princípio essencial à coletividade, podendo assim haver objetivos comuns a serem alcançados. Lembrando que é importante levar em conta experiências anteriores, mas é preciso agregar novos elementos em relação aos princípios e às metas que nortearão suas ações. Por isso é que sempre estamos em busca de projetos inovadores, para que o processo ensino-aprendizagem se torne mais eficaz. Também desenvolver projetos para aceleração de estudos para alunos com atraso escolar e com necessidades especiais, conforme políticas do sistema.

A escola conta com instituições auxiliares, sendo: Associação de Pais, Professores e Funcionários (APPF) e Grêmio Estudantil. Elas têm prioridade e preocupação com o aluno e a busca de um ensino de qualidade e são subordinadas à ação do Conselho de Escola, regidas por estatutos e regulamentos próprios, respeitada a legislação vigente e as diretrizes da Secretaria Municipal da Educação.

O Conselho de Escola é um órgão colegiado de natureza deliberativa, consultiva e fiscal, com estatuto próprio, que tem por finalidade promover a articulação entre os segmentos da comunidade escolar e os setores da escola, a fim de garantir o cumprimento de sua função que é educar.

O Conselho de Classe é o órgão consultivo, normativo e deliberativo em assuntos didático-pedagógicos com o objetivo de avaliar o processo ensino-aprendizagem, propondo procedimentos adequados.

Suas atribuições e funcionamento constam no Regimento Escolar.

O Farol do Saber Rocha Pombo, administrado por esta escola, de acordo com as diretrizes da Secretaria Municipal da Educação, é espaço de biblioteca e fará atendimento à comunidade escolar e comunidade em geral, conforme regulamento específico.

Na escola existem vários recursos didáticos para utilização como apoio didático; vídeo (fitas de vídeo, documentários, filmes locados), TV (TV professor, programação de canais), retroprojetor, filmadora, projetor de slides, rádios, aparelhos de DVD, computadores (com e sem acesso à Internet).

Também possui 1Laboratório de Ciências e 2 de Informática.

 

 

NORMAS DE CONVIVÊNCIA: TRATAMENTO A SER DISPENSADO AOS ALUNOS       E PAIS

 

A escola constitui - se em uma organização formada por pessoas com diferentes papéis, que interagem e se influenciam mutuamente, trocando idéias, tornando, assim, o relacionamento mais próximo entre os elementos. A escola tem função de promover a melhoria da sua comunidade, pela educação de seus filhos, recebendo influência dessa mesma comunidade, adaptando seus objetivos, programas, métodos e técnicas às suas necessidades.

O aluno é o principal elemento da escola, a qual existe em função dele, e para ele. Sendo assim, a organização da escola em qualquer dos seus aspectos, destina-se à criação de condições e situações favoráveis ao bem-estar emocional do educando e de seu desenvolvimento em todos os sentidos fazendo com que ele adquira habilidades, conhecimentos e atitudes que lhe permitam fazer face às necessidades vitais e existenciais. Um dos fatores mais decisivos nessa promoção é o professor que com suas atitudes, práticas, desempenhos, promove um impacto significativo no educando, influindo na imagem que a escola forma em aspectos particulares de sua aprendizagem.

Pela diversidade da população atendida, a escola estará atenta, pois o não reconhecimento da diversidade faz com que toda e qualquer situação que não esteja dentro de um padrão previsto seja tratada como problema do aluno e não como desafio para a equipe escolar. Reconhecer a diversidade e buscar formas da boa convivência requer, por parte da equipe escolar, disponibilidade, informações, discussões, reflexões e algumas vezes ajuda externa.

Exercer o convívio social no âmbito escolar favorece a construção de uma identidade pessoal, pois a socialização se caracteriza por um lado, pela diferenciação individual e por outro, pela construção de padrões de identidade coletiva.

Contribuir para o processo de boa convivência dos alunos não é tarefa simples, pois envolve lidar com emoções, motivações, valores e atitudes do sujeito em relação ao outro, suas responsabilidades e compromissos.

A escola se empenhará em se ajustar às necessidades de nossa clientela, eliminando barreiras, quaisquer que sejam as suas condições físicas, sociais, lingüísticas, incluindo aquelas crianças/adolescentes, que vivem nas ruas, que trabalham, os alunos com distúrbios de aprendizagem e os portadores de deficiência. Isto passa a exigir dos professores outros conhecimentos além daqueles que receberam nos seus cursos de formação, pois é preciso aprender a identificar e atender às necessidades especiais de aprendizagem de todas as crianças, jovens e adultos, além de ter a capacidade de conviver com os diferentes.

Também é preciso estar sempre preparado para adaptar-se às novas situações que surgirão no interior da sala de aula.

Numa época de violência, de agressividade, o professor deverá promover o entendimento com os diferentes e a escola deverá ser um espaço de convivência, onde deverão ser trabalhados os conflitos.

A realização da socialização dos alunos pressupõe o enraízamento na comunidade. A interação entre equipe escolar, alunos, pais e outros agentes educativos visa a melhor e mais completa formação do aluno.

O relacionamento entre escola e comunidade será intensificado através de vários eventos: reuniões, atividades festivas, conversas informais, palestras, participação da APPF, Conselho de Escola e Conselho de Classe para minimizar problemas disciplinares, relacionamento e socialização e será utilizado o Regimento Escolar para a aplicação das medidas disciplinares, caso haja necessidade.

 

 

EDUCAÇÃO ESPECIAL INCLUSIVA

 

 

Toda comunidade escolar, e não somente a professora ou professor, é responsável pelo ensino dos estudantes com necessidades educacionais especiais. Professores e educadores são os principais responsáveis pela inclusão dos estudantes nas escolas, e suas práticas devem ser constantemente revistas, levando em consideração a individualidade e a coletividade.

A inclusão escolar é um processo que implica ensino ativo, dialógico e interativo, no qual o estudante é percebido a partir de suas relações e interações em diferentes grupos sociais.

A inclusão de estudantes que apresentam necessidades educacionais especiais representa a revisão de paradigmas: envolve mudança radical das políticas e das práticas sociais, de valores e de convicções. Há a necessidade de romper preconceitos, estigmas e de compreender que todos podem apreender, se forem valorizados os diferentes estilos de aprendizagem, os atributos pessoais, metas, ritmos e necessidades comuns ou específicos dos estudantes.

Fica evidente a necessidade de conscientização das comunidades locais sobre o novo enfoque da educação, agora mais cooperativa, que constrói ações mais efetivas, em que todos são capazes de contribuir para a realização da Educação inclusiva, que se dá por meio de:

  • Garantia do ingresso e da permanência dos estudantes com necessidades educacionais especiais no ensino regular de maneira consciente e responsável;
  • Apoio pedagógico especializado;
  • Capacitação continuada aos profissionais;
  • Diminuição do número de estudantes em sala, quando necessário;
  • Convênios de cooperação técnica;
  • Intercâmbios pedagógicos e culturais entre os profissionais da Rede Municipal de ensino;
  • Parcerias com instituições e/ou escolas de educação especial; previsão e provisão de profissionais habilitados para atendimentos aos estudantes com necessidades educacionais especiais.

Nas práticas inclusivas, especialmente se tratando de estudantes com necessidades educacionais especiais, o currículo deve ser flexível, não deve ocorrer a obrigatoriedade de todos os estudantes atingirem o mesmo grau de abstração ou de conhecimento num determinado tempo. É necessário planejamento e trabalho simultâneo, cooperativo e participativo, em que esses estudantes possam participar das mesmas atividades dos demais colegas, mesmo que não o façam na mesma intensidade, modo e grau de abstração.

As adaptações curriculares para os estudantes com necessidades educacionais especiais precisam ser organizadas pela equipe Pedagógico- Administrativa da escola, juntamente com professores e especialistas que atendem esses estudantes. Essa equipe deve identificar as competências e habilidades que eles apresentam e, a partir daí, elencar os objetivos a serem atingidos, os conteúdos a serem desenvolvidos, a periodicidade e os critérios de acompanhamento.

Tais adaptações devem ser feitas permanentemente com a participação de uma rede de apoio composta pela equipe docente e técnica da escola, pedagogo de Núcleo Regional de Educação, Gerência de Apoio à Inclusão, profissionais dos CMAEs, instituições e/ou escolas de Educação Especial, sempre que possível e necessário. Todos os conteúdos e estratégias, bem como a s formas de avaliação, precisam ser registrados e assinados, pois irão compor os documentos oficiais do estudante.

Na Educação Infantil, as crianças recebem acompanhamento de equipe multidisdiplinar, que analisa caso a caso para que elas possam ser inseridas nas escolas de Ensino Regular. Essa transição dos CMEIs e CEIs conveniados para as escolas é feita de forma gradativa e responsável, preparando os profissionais que receberão esses estudantes. Além disso, nas unidades que ofertam Educação Infantil, são realizadas visitas periódicas com orientações às equipes de profissionais que atuam com crianças que apresentam necessidades educacionais especiais. Nos casos de maior gravidade, são feitos estudos respaldados em laudos clínicos e terapêuticos, buscando garantir condições ao pleno desenvolvimento conforme as potencialidades apresentadas, como por exemplo, a articulação de parcerias entre a unidade que oferta Educação infantil e a instituição educacional especializada.

Também há ações com classes de Educação de Jovens e Adultos, as quais, atualmente, têm recebido um significativo número de estudantes que apresentam necessidades educacionais especiais. Há os egressos de classes e ou escolas especiais, os que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no Ensino fundamental na idade própria e outros que não receberam atendimentos especializados necessários para o seu desenvolvimento.

Essa situação tem diferenciado muito a clientela das classes de EJA, exigindo novas práticas pedagógicas, através de assessoramento aos professores e ao estabelecimento de ensino, bem como encaminhamento à Sala de Recursos, atendimentos especializados, oficinas de educação Profissional, entre outros.

Para que a inclusão ocorra de forma responsável a Escola, Núcleo Regional de Educação e Gerência de Apoio à Inclusão deverão trabalhar juntas de acordo com as Diretrizes Curriculares para a Educação Municipal de Curitiba de 2006.

           

CLASSE ESPECIAL

 

Esta modalidade de ensino é ofertada em nossa escola no período da tarde, é destinada a crianças e jovens que apresentam necessidades especiais atualmente atendidas em classe especial.

A tendência da política educacional é de os mesmos serem atendidos em turmas regulares. Para freqüentarem a classe especial, os alunos devem apresentar parecer do Centro de Atendimento Especializado, onde os mesmos passam pela avaliação diagnóstica psicoeducacional.

A Classe Especial possibilita o acesso e a permanência na escola, de crianças e jovens com necessidades especiais, garantindo aos mesmos a apropriação ativa e crítica do conhecimento científico, o desenvolvimento global das potencialidades dos mesmos.

A oferta de Classe Especial atende aos princípios gerais da Política Nacional de Educação Especial em consonância com as diretrizes pedagógicas da Secretaria Municipal da Educação de 2006 e está baseada legalmente na Resolução CNE/CEB nº 02, de 11 de setembro de 2001.

 

 

SALA DE RECURSOS

 

A discussão sobre altas habilidades/superdotação e talento é relativamente nova no Brasil, o que nos leva a reconhecer que a pessoa com alto potencial e elevada criatividade se encontra excluída das oportunidades que lhes permitem o desenvolvimento de seu maior potencial e o alcance de um nível satisfatório de auto-realização.

No âmbito das políticas educacionais, inicialmente, as Diretrizes Básicas da Secretaria de Educação (Brasil-1995) consideram superdotados ou com altas habilidades aqueles educandos que representam alto desempenho e/ou elevada potencialidades em qualquer dos seguintes aspectos isolados ou combinados: capacidade intelectual geral, aptidão acadêmica específica, pensamento criativo e produtivo, capacidade de liderança, talento para as artes visuais, dramáticas. Música e capacidade psicomotora.

Considerando as políticas educacionais inclusivas, o educando deve ser cada vez mais atendido em seus interesses, necessidades e potencialidades.

A Prefeitura Municipal de Curitiba / Secretaria Municipal de Educação e a Escola Municipal Papa João XXIII, propõe o atendimento a crianças, adolescentes e adultos provenientes da Rede Municipal de Ensino de Curitiba e oriundos da Rede Estadual de Educação e Rede Privada de Ensino em Sala de Recursos respaldada nos seguintes pressupostos legais:

  • Declaração de Salamanca e Enquadramento da Ação na área das Necessidades Educativas Especiais (1994);
  • Lei de Diretrizes e Bases da Educação – LDB (Lei 9394/96) Artigos nº 58 a 60;
  • Parâmetros Curriculares Nacionais: Adaptações Curriculares - Estratégias para educação de alunos com Necessidades Educacionais Especiais – 1998;
  • Plano Nacional da Educação ( Lei 101172/01);
  • Resolução nº 2 do Conselho Nacional de Educação / Câmara de Educação Básica-11/09/01;
  • Parecer nº 17/01 do Conselho Nacional de Educação / Câmara de Educação Básica – 03/07/2001;
  • Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica do Ministério da Educação – 2002;
  • Deliberação nº 02/03 / Sistema Estadual de Ensino do Estado do Paraná.

Esses fundamentos, por si só, asseguram a implantação e implementação de programas que visem o acompanhamento sistemático e complementar às pessoas com altas habilidades/superdotação e talento. Cabendo ressaltar que esta escola é a primeira da Rede Municipal de Ensino a adotar a Sala de Recursos para latas Habilidades e Superdotação.

 

 

                   EDUCAÇÃO INFANTIL (PRÉ-ESCOLAR/JARDIM III E II)

 

Cuidar e educar

 

A criança, principalmente na primeira infância, desenvolve-se seguindo determinadas etapas evolutivas; entra em ritmos diferentes se comparadas a outras crianças de mesma idade cronológica.

Nos primeiros dois anos de vida é a fase em que a criança está mais voltada a assimilar os estímulos de meio que a cerca, de acordo com as necessidades inerentes à sua idade.

É capaz de executar movimentos de preensão que lhe facilita a possibilidade de escrever, manipular objetos e instrumentos. Toda essa herança biológica permite à criança agir sobre o meio, aprender certas relações, analisar este meio e até mesmo modificá-lo.

De acordo com as determinações da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional Lei 9394/96 – sessão II, artigo 29 – a Educação Infantil é a primeira etapa da educação Básica, devendo promover o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, entre os aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade.

A escola é uma necessidade, cuja função é fornecer ambiente adequado para a realização de atividades que atendam às necessidades e interesses da criança. O início do ensino escolar deve ser uma continuação das atividades com as quais já está familiarizada no lar.

Além de oferecer situações concretas à criança é necessário fazer com que o conhecimento chegue a ela como um produto indireto de suas ações. O interesse da criança em realizar determinadas ações é que gera concentração e esforço no fazer, propiciando uma real aprendizagem.

Percebe-se que ao fazer criativo, ao fazer livre, a vivência, a experiência propicia o processo ensino-aprendizagem. Com referência à liberdade é Ter em mente que ela designa mais uma atitude mental do que a ausência de restrição exterior de movimentos, mas que esta qualidade espiritual não pode desenvolver-se sem grande produção de movimentos para os atos de explorar, experimentar, aplicar e assim por diante.

Segundo o Parecer nº 003/99 – artigo 6º, a Educação Infantil tem como objetivos proporcionar condições adequadas para promover o bem estar da criança, seu desenvolvimento físico, motor, intelectual, emocional, moral e social, a ampliação de suas experiências e estimular o seu interesse pelo processo de conhecimento do ser humano, da natureza e da sociedade. Desta forma, a Educação Infantil cumpre duas funções indispensáveis e indissociáveis: educar e cuidar.

 

Área de formação humana

 

No que se refere às Diretrizes Curriculares para a Educação Infantil – Parecer nº 022/98 – CEB – os programas a serem desenvolvidos devem respeitar o caráter lúdico, prazeroso das atividades e o amplo atendimento às necessidades de ações planejadas, ora espontâneas, ora dirigidas, e devem expressar uma intencionalidade. As ações pedagógicas devem seguir os princípios:

  • Princípios Éticos da Autonomia, da Responsabilidade, da Solidariedade e do Respeito ao Bem Comum;
  • Princípios Políticos dos Direitos e Deveres de Cidadania, do exercício da Criticidade e do Respeito à Ordem Democrática;
  • Princípios Estéticos da Sensibilidade, Criatividade, da Ludicidade, da Qualidade e da diversidade de Manifestações Artísticas e Culturais.

Portanto, a ação do professor de Educação Infantil, como mediador das relações entre crianças, e os diverso universo nos quais elas interagem, deve possibilitar a criação de condições para que elas possam gradativamente desenvolver capacidades ligadas à tomada de decisões, à construção de regras, à cooperação, à solidariedade, ao diálogo, ao respeito a si mesmas e ao outro, assim como desenvolver sentimentos de justiça e ações de cuidado para consigo e para com os outros.

 

Objetivos gerais

 

  • De acordo com o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil a prática da Educação Infantil deve se organizar de modo que as crianças desenvolvam as seguintes capacidades:
  • Desenvolver uma imagem positiva de si, atuando de forma cada vez mais independente, com confiança em suas capacidades e percepção de suas limitações;
  • Descobrir e conhecer progressivamente seu próprio corpo, suas potencialidades e seus limites, desenvolvendo e valorizando hábitos de cuidado com a própria saúde e bem estar;
  • Estabelecer vínculos afetivos e de troca com adultos e crianças, fortalecendo sua auto-estima e ampliando gradativamente sua possibilidades de comunicação e interação social;
  • Estabelecer e ampliar cada vez mais as relações sociais, aprendendo aos poucos a articular seus interesses e pontos de vista com os demais, respeitando a diversidade e desenvolvendo atitudes de ajuda e colaboração;
  • Observar e explorar o ambiente com atitude de curiosidade, percebendo-se cada vez mais como integrante, dependente e agente transformador do meio ambiente e valorizando atitudes que contribuam para a sua conservação;
  • Brincar, expressando emoções, sentimentos, pensamentos, desejos e necessidades;
  • Utilizar as diferentes linguagens (corporal, musical, plástica, oral e escrita) ajustadas às diferentes intenções e situações da comunicação, de forma a compreender e ser compreendido, expressar suas idéias, sentimentos, necessidades e desejos e avançar no seu processo de construção de significados, enriquecendo cada vez mais sua capacidade expressiva;
  • Conhecer algumas manifestações culturais, demonstrando atitudes de interesse, respeito e participação frente a elas e valorizando a diversidade.

Considerando-se as particularidades das faixas etárias, suas formas específicas de aprender criaram-se categorias curriculares para organizar os conteúdos a serem trabalhados na instituição para a Educação Infantil. Esta organização visa a abranger diversos e múltiplos espaços de elaboração de conhecimentos e de diferentes linguagens, a construção da identidade, o processo de socialização e o desenvolvimento da autonomia das crianças que propicia, por sua vez, as aprendizagens consideradas essenciais.

 

Eixos norteadores e articuladores

 

A interação social que embasa o desenvolvimento e a aprendizagem se dá com a mediação do adulto ou de parceiros mais experientes nas relações que a criança estabelece com o ambiente em que vive e que lhe propicia a aquisição da experiência cultural. A partir destas considerações, resultado de ampla discussão entre profissionais que atuam com a Educação Infantil, destacam-se a seguir, três eixos articuladores do trabalho:

- Infância: Tempo de Direitos;

- Espaços e Tempos Articulados;

- Ação Compartilhada.

Esses eixos consideram a dinâmica da prática pedagógica historicamente construída, a heterogeneidade e a multiplicidade de suas articulações, com o compromisso de pensar constantemente sobre o conjunto de práticas construídas e posturas vinculadas ao processo educativo como elementos fundamentais para que a criança seja efetivamente respeitada em seu direito de Ter um desenvolvimento pleno.

A escola, percebendo a necessidade do trabalho da Educação Infantil para a efetivação da alfabetização, vem desde 1997 garantindo o atendimento de crianças com 6 anos completos ou a completar no ano, em quatro turmas.

Para nós, enquanto educadores, achamos que o número de crianças atendidas é pouco, tendo em vista que a demanda de 1ª série é de, no mínimo, 5 turmas, daí a necessidade da garantia  da Educação Infantil.

            Os alunos são distribuídos em quatro turmas, sendo que duas turmas funcionam no período da manhã e duas no período da tarde.

A Educação Infantil funciona em duas salas próprias ao Pré-Escolar e o trabalho realizado, segue as Diretrizes Curriculares da Secretaria Municipal da Educação. Quando as crianças vão para a 1ª série, são agrupadas em turmas específicas com o intuito de dar continuidade ao processo.

 

Transição da Educação Infantil para o Ensino Fundamental

 

A inclusão, mediante a antecipação do acesso, é uma medida contextualizada nas políticas educacionais focalizadas no Ensino Fundamental. Assim observadas as balizas legais constituídas desde outras gestões, elas podem ser implementadas na medida em que podem levar a uma escolarização construtiva. Isto porque a adoção de um ensino obrigatório de nove anos iniciando aos seis anos de idade pode contribuir para uma mudança na estrutura e na cultura escolar.

Portanto, não se trata de transferir para as crianças de seis anos os conteúdos e atividades ensinadas na 1ª série do ensino fundamental, mas de conceber uma nova estrutura de organização dos conteúdos considerando o perfil do aluno. Seu ingresso no Ensino Fundamental obrigatório não pode constitui-se em medida meramente administrativa. O cuidado da seqüência do processo de desenvolvimento e aprendizagem das crianças implica o conhecimento e a atenção às suas características etárias, sociais e psicológicas.

As orientações pedagógicas por sua vez, estarão atentas a essas características para que as crianças sejam respeitadas como sujeitos do aprendizado.

A Lei de Diretrizes de Bases da Educação Nacional nº 9.394/96, no Capítulo I, consolida a Educação Infantil como primeira etapa da educação básica, um direito da criança. Em 1998, as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil fornecem parâmetros para a organização do trabalho com crianças de 0 a 6 anos. Em função da implantação dos Ciclos de Aprendizagem pela Secretaria Municipal, a Educação Infantil passou a constituir a etapa inicial do ciclo I, nas escolas cicladas, e nas escolas que mantiveram  a seriação, denominado Pré-III.

É necessário que o sistema escolar esteja atento às situações envolvidas no ingresso da criança no Ensino Fundamental, seja oriunda diretamente da família, seja da Educação Infantil, a fim de manter os laços sociais e afetivos e as condições de aprendizagens que lhe darão segurança e confiança. Continuidade e ampliação ao invés de ruptura e negação do contexto sócio afetivo e de aprendizagens anterior, garantindo assim a criança que ingressa no Ensino Fundamental o ambiente acolhedor para enfrentar os desafios da nova etapa.

 

ENSINO FUNDAMENTAL – PRINCÍPÍOS CURRICULARES, CONCEPÇÕES E PRÁTICA DE ALFABETIZAÇÃO

 

Para fundamentar e articular toda ação pedagógica, proposta neste projeto pedagógico, o Ensino Fundamental estará permeado pelos princípios posto nas Diretrizes Curriculares Municipais que visam:

  1. Educação para o desenvolvimento sustentável – contextualizando-se as metas educacionais necessárias para a recondução da vida humana na sua interação com o universo;
  2. Educação pela Filosofia – representado pelo dialogo reflexivo e o exercício da liberdade de pensamento, como práticas fundamentais de todas as instâncias escolares e educacionais, para o desenvolvimento da identidade cultural e da consciência crítica;
  3. Gestão Democrática do processo pedagógico – baseada na organização básica das relações humanas na construção da democracia e da cidadania.

 As concepções e práticas de alfabetização estão constituídas a partir de um processo construído internamente, mediante conflitos cognitivos que oportunizam reorganizações cognitivas, que dependem de níveis de desenvolvimento do estudante, mediante a tomada de consciência das ações que executa, suas inter-relações e seus resultados, concepção esta acentuada por Perret-Clemont.

Neste sentido, a concepção de alfabetização que permeia a prática pedagógica está pautada na apropriação da linguagem escrita, inserindo-se socialmente, ampliando as capacidades do cérebro, priorizando-se o pensar. Desta forma favorecendo, como diz Bozza, o desenvolvimento da capacidade de estabelecer relações, que possibilitem a inferência em todas as atividades. Que tenham na leitura e na escrita como função social sua base primeira e única para ensinar a ler e a escrever. Compreender o valor da escrita e apropriar-se de fato dela, não há outro caminho que não aquele que perpassa pelo uso social que a humanidade faz da mesma.

Sendo assim, a prática de alfabetização perpassa no compreender a relação dos estudantes com a leitura e a escrita implicando na compreensão do contexto social e histórico no qual estão inseridos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

III - FILOSOFIA E OS PRINCÍPIOS DIDÁTICO - PEDAGÓGICOS DA INSTITUIÇÃO

 

Concepção de homem

 

O homem é um ser natural e social. Ele age na natureza transformando-a segundo suas necessidades e para além delas. Nesse processo de transformação, ele envolve múltiplas relações em determinado momento histórico, assim, acumula experiências e em decorrência destas, ele produz conhecimentos. Sua ação é intencional e planejada, mediada pelo trabalho, produzindo bens materiais e não-materiais que são apropriados de diferentes formas pelo homem.

O homem necessita produzir continuamente sua própria existência. Para tanto, em lugar de se adaptar à natureza, ele tem que adaptar a natureza a si, isto é, transformá-la pelo trabalho.

Considerando o homem um ser social, ele atua e interfere na sociedade, se encontra com o outro nas relações familiares, comunitárias, produtivas e também na organização política, garantindo assim sua participação ativa e criativa nas diversas esferas da sociedade. O homem, como sujeito de sua história, é aquele que na sua convivência coletiva compreende suas condições existenciais, transcende-as e reorganiza-as, superando a condição de objeto, caminhando na direção de sua emancipação participante da história coletiva.

Partindo do pressuposto que o homem constitui-se um ser histórico, faz-se necessário compreendê-lo em suas relações inerentes à natureza humana. O homem é, antes de tudo, um ser de vontade, um ser que se pronuncia sobre a realidade.  

 

Concepção de sociedade

 

         Quando se questiona o próprio sentido da escola, a sua função social e a natureza do trabalho educativo, enquanto docentes, aparecemos sem iniciativa, descolados dos fatos pela vertiginosa sucessão de acontecimentos que tornaram obsoletos os conteúdos e as práticas educativas. Para que isso não aconteça precisamos entender em que tipo de sociedade estamos inseridos.

A sociedade é um agrupamento tecido por uma série de relações diferenciadas e diferenciadoras. É configurada pelas experiências individuais do homem, havendo uma interdependência em todas as formas de atividade humana, desenvolvendo relações, instaurando estruturas sociais, instituições sociais e produzindo bens, garantindo também a base econômica.

A sociedade configura todas as experiências individuais do homem, transmite-lhe os conhecimentos adquiridos no passado do grupo e recolhe as contribuições que cada indivíduo oferece à sua comunidade. Nesse sentido a sociedade cria o homem para si. A sociedade é mediadora do saber e da educação que irá integrar o indivíduo ao seu grupo social, ao meio ambiente, ao mundo de relações pertinentes à vivência do ser humano.

 

Concepção de Criança e Infância

 

A criança, como todo ser humano, é um sujeito social e histórico e faz parte de uma organização familiar que está inserida em uma sociedade, com uma determinada cultura, em um determinado tempo histórico. É profundamente marcada pelo meio social em que se desenvolve, mas também o marca. A criança tem na família, biológica ou não, um ponto de referência fundamental, apesar da multiplicidade de interações sociais que estabelece com outras instituições sociais.

            A concepção de criança e infância, historicamente construída vem se transformando com o tempo e percebe-se que se apresenta de forma heterogênea numa mesma sociedade. Assim, podemos encontrar numa mesma cidade diferentes maneiras de se considerar a criança dependendo da classe social, grupo étnico da qual fazem parte. Infelizmente grande parte das crianças brasileiras se encontram em situações adversas, que as conduzem muito cedo á precárias condições de vida e ao trabalho infantil, violência, abuso e exploração por parte dos adultos com quem vivem. Já outras recebem todo o atendimento necessário para o seu desenvolvimento. Esta contradição reflete um conflito de sociedade que ainda não conseguiu diminuir as desigualdades sociais.

As crianças apresentam características singulares, como seres que sentem e pensam o mundo de um jeito individual. A compreensão do mundo se dá através da interação com as pessoas próximas e com o meio ambiente no qual estão inseridas. No processo de construção do conhecimento, as crianças se utilizam das mais diferentes linguagens e exercem desde pequenas a capacidade de raciocínio e compreensão do meio em que vivem.

  O grande desafio da educação da criança é utilizar os diversos conhecimentos como a Psicologia, sociologia, Pedagogia, Medicina, etc, para auxiliar plenamente no desenvolvimento infantil sem deixar de lado as características únicas de cada criança.

Destacamos a importância dos educadores se instrumentalizarem na habilidade de utilização de brincadeiras e jogos como fonte de desenvolvimento individual e de equipe. Esse tipo de atividade possibilita às crianças o contato com regras, valores e práticas sociais desejáveis. Auxilia também a estabelecer laços sociais e afetivos.

 

Concepção de currículo e prática educativa

 

A crise de paradigmas atinge a escola e ela se pergunta sobre si mesma, sobre o seu papel como instituição, numa sociedade pós-moderna e pós-industrial, caracterizada pela globalização da economia, das comunicações, da educação e da cultura, pelo pluralismo político, pela emergência do poder social. Nessa sociedade, cresce a reivindicação pela participação, autonomia e contra toda a forma de uniformização cresce também o desejo de afirmação à singularidade de cada região.

       A escola vem assumindo funções cada vez mais complexas e que exigem a participação de toda comunidade escolar na condição de autores e atores do processo educativo.

       Um novo perfil de sociedade e de profissionais está se delineando como conseqüência do impacto da tecnologia da informação que atinge a todos nós. Isso acontece em tal velocidade, que nos deixa perplexos e ao mesmo tempo obriga-nos a rever nossos valores e a nos posicionarmos como pessoas, como profissionais e como cidadãos do mundo. Sabemos que se não entrarmos na era do conhecimento e da informática perderemos o compasso do mundo moderno. Temos que educar nossos jovens para que se constituam indivíduos competentes, criativos, com personalidade própria, com ética, que saibam se posicionar frente às dificuldades, decidir o que é melhor para si e para outros a viver em coletividade. Buscamos meios para que a escola consiga prever um conhecimento que esteja em permanente sintonia com as constantes transformações tecnológicas e à necessidade de conservação do meio ambiente, aliados ao constante apoio da mantenedora na disponibilização de recursos financeiros para aquisição de materiais indispensáveis ao bom funcionamento da instituição.

A Comissão Internacional de Educação da UNESCO aponta um caminho:

- desenvolver competências para que o aluno possa continuar aprendendo ao longo da vida;

- competências e habilidades para ser um indivíduo com personalidade própria e ao mesmo tempo coletivo, solidário, tolerante e que seja flexível frente as mudanças.

A necessidade de que a educação trabalhe a formação ética dos alunos está cada vez mais evidente. A escola deve assumir-se como um espaço de vivência e de discussão dos referenciais éticos, não uma instância normatizadora, mas um local privilegiado de construção dos significados éticos necessários e constituído de toda e qualquer ação de cidadania, promovendo discussões sobre a dignidade do ser humana, igualdade de direitos, recusa categórica de formas de discriminação, importância da solidariedade e observância das leis.

Para isso sugeriu também quatro pilares da educação como princípios norteadores das políticas educacionais do mundo todo:

     - aprender a conhecer, que pressupõe saber selecionar, acessar e integrar os elementos de uma cultura geral, suficientemente extensa e básica, com o trabalho em profundidade de alguns assuntos, com espírito investigativo e visão crítica; em resumo, significa ser capaz de aprender a aprender ao longo de toda a vida:

       - aprender a fazer, que pressupõe desenvolver a competência do saber se relacionar em grupo, saber resolver problemas e adquirir uma qualificação profissional;

- aprender a viver com os outros, que consiste em desenvolver a compreensão do outro e a percepção das interdependências, na realização de projetos comuns, preparando-se para gerir conflitos, fortalecendo sua identidade e respeitando a dos outros, respeitando valores de pluralismo, de compreensão mútua e de busca da paz;

- aprender a ser, para melhor desenvolver sua personalidade e poder agir com autonomia, e expressando opiniões e assumindo as responsabilidades pessoais.

A escola está em busca do saber, transformando-o em matéria prima e adequando-o às condições de seus alunos, transformando o conhecimento em competências.

Segundo orientações da LDB n] 9394/96, em seus artigos 09 e 87; em conformidade com a Declaração Mundial sobre Educação para Todos (UNESCO/1993); de acordo com a Lei nº 10172/2001 sobre o Plano Nacional de Educação e ainda  segundo as Diretrizes Curriculares da SME 2000 e 2004, compõem-se de três princípios a organização escolar da atualidade: a educação para o desenvolvimento sustentável, a prática filosófica e o processo de gestão democrática, tornando-se estes os fundamentos básicos das ações educacionais da RME.

As Diretrizes Curriculares Municipais /2006 reiteram tais princípios afirmando;

“A Educação para o Desenvolvimento Sustentável contextualiza as metas educacionais necessárias para a recondução da vida humana na sua interação com o universo.

A Educação pela Filosofia apresenta o diálogo reflexivo e o exercício da liber4dade de pensamento como práticas fundamentais de todas as instâncias escolares e educacionais para o desenvolvimento da identidade cultural e da consciência crítica.

A Gestão Democrática do processo pedagógico é a organização básica das relações humanas na construção da democracia e da cidadania.”

 

 

PAPEL DA ESCOLA

 

Pretendemos que a educação escolar constitua-se em uma ajuda intencional, sistemática, planejada e continuada para crianças, adolescentes, jovens e adultos durante um período contínuo e extensivo de tempo, diferindo de processos educativos que ocorrem em outras instâncias, como na família, no trabalho, na mídia, no lazer e nos demais espaços de construção de conhecimentos e valores para o convívio social. Assim sendo, devemos evitar a abordagem simplista de encarar a educação escolar como o fator preponderante para as transformações sociais, mesmo reconhecendo-se sua importância na construção da democracia.

A Declaração Mundial sobre a Educação para Todos destaca, em um dos seus artigos, que toda pessoa - criança, adolescente ou adulto - deve poder se beneficiar de uma formação concebida para responder às suas necessidades educativas fundamentais. Essas necessidades compreendem tanto os instrumentos de aprendizagem essenciais (leitura, escrita, expressão oral, cálculo, resolução de problemas) como conteúdos educativos (conceitos, atitudes, valores), dos quais o ser humano tem necessidade para viver e trabalhar com dignidade, participar plenamente do desenvolvimento, melhorar a qualidade de sua existência, tomar decisões de forma esclarecida e continuar a aprender.

A Lei de Diretrizes e Bases nº 9394 / 20/12/1996 foi inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tendo por finalidade o pleno desenvolvimento dos educandos, preparando-os para o exercício da cidadania e qualificando-os para o trabalho. Evidenciou ainda a necessidade de desburocratizar a educação e descentralizar o ensino, concedendo maior autonomia aos estados, municípios, escolas e universidades.

A nova lei da educação deixou clara a responsabilidade da escola em propiciar amplas condições e oportunidades de aprendizagem, ao mesmo tempo em que reforçou a necessidade de estabelecer uma formação básica comum, com flexibilidade no trato dos componentes curriculares.

Dessa forma, os Parâmetros Curriculares Nacionais - PCNs, lançados pelo Ministério da Educação, estabeleceram uma formação básica comum, a ser complementada de acordo com o projeto pedagógico de cada escola, em cada município  e em cada estado.

Os Parâmetros Curriculares Nacionais e o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil apresentam uma concepção de currículo escolar e caracterizam:

- um novo aluno, uma nova escola, e um novo educador.

- um novo aluno, que compreenda a cidadania, que se posicione de forma crítica, que seja intuitivo, sensível, solidário, cooperativo, responsável, agente transformador, hipotético, ético, que seja contra a discriminação, que cuide do próprio corpo, que saiba utilizar a tecnologia, que questione a realidade e proponha soluções, que utilize as diferentes linguagens (verbal, matemática, gráfica, plástica, etc.), que valorize a pluralidade do patrimônio sócio-cultural e saiba comunicar suas idéias.

- uma nova escola que forneça condições para a aprendizagem acima citada, que utilize uma metodologia atual, que reconheça a necessidade da participação construtiva do aluno no processo de ensino e que potencialize a aprendizagem.

-um novo educador - que se atualize sempre, que seja um mediador, um instigador da aprendizagem e não apenas um transmissor.

Os PCNs caracterizam também, uma nova concepção de ensino: diferenciado, interdisciplinar , que não apenas informe, mas forme alunos conscientes. Para que isso efetive, a escola deve tratar das questões do dia-a-dia do aluno. Os Temas Transversais são um ponto de referência para uma profunda modificação.

         

 

DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS

 

De acordo com o Parecer nº CEB 004/98 de 29/01/98:

"As Diretrizes Curriculares Nacionais são o conjunto de definição doutrinário sobre princípios, fundamentos e procedimentos da educação básica, expressas pela Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, que orientam as escolas brasileiras dos sistemas de ensino na organização, articulação, desenvolvimento e avaliação de suas propostas pedagógicas”.

São as seguintes as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental:

As escolas deverão estabelecer como norteadores de suas ações pedagógicos:

a) os princípios éticos da autonomia, da responsabilidade, da solidariedade e do respeito ao bem comum;

b) os princípios dos Direitos e Deveres de Cidadania, do exercício da criticidade e do respeito à ordem democrática.

c) os princípios estéticos da sensibilidade, da criatividade e da diversidade de manifestações artísticas e culturais.

As escolas deverão reconhecer que as aprendizagens são constituídas pela interação dos processos de conhecimento com os de linguagem e os afetivos, em conseqüência das relações entre as distintas dos vários participantes do contexto escolarizado; as diversas experiências de vida de alunos, professores e demais participantes do ambiente escolar, expressas através de múltiplas formas de diálogo, devem contribuir para a constituição de identidades afirmativas, persistentes e capazes de protagonizar ações autônomas e solidárias em relação a conhecimentos e valores indispensáveis à vida cidadã.

Em todas as escolas deverá ser garantida a igualdade de acesso para alunos a uma base nacional comum.

A base comum nacional e sua parte diversificada deverão integrar-se em torno do paradigma curricular, que vise a estabelecer a relação entre a educação fundamental e:

  1. a vida cidadã através da articulação entre vários dos seus aspectos como:

1 - saúde

2 - sexualidade

3 - vida familiar e social

4 - meio-ambiente

5 - o trabalho

6 - a ciência e a tecnologia

7 - a cultura

8 - as linguagens

9 - relações étnico-raciais, história e cultura Afro-brasileira e Africana.

b)     as áreas de conhecimento:

1 - Língua Portuguesa

2 - Matemática

3 - Ciências

4 - Geografia

5 - História

6 - Língua Estrangeira Moderna

7  - Artes

8 - Educação Física

9 - Ensino Religioso

As escolas devem trabalhar em clima de cooperação entre a direção e as equipes docentes para que haja condições favoráveis à adoção, execução, avaliação e aperfeiçoamento das estratégias educacionais, em conseqüência do uso adequado do espaço físico, do horário e calendário escolares.

As escolas municipais de Curitiba compõem uma rede de ensino que precisa manter uma unidade de intenção, portanto nossa escola está inserida nesse contexto e se propõe a seguir o princípio para a educação em Curitiba.

 

 

DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO DAS RELAÇOES ETNICOS-RACIAIS E PARA O ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA E AFRICANA

 

A formação cultural do Brasil destaca-se pela fusão das etnias e cultural e ainda pela diversidade de fisionomias e paisagens, que infelizmente são permeadas pela desinformação e preconceito.

As proposta e reivindicações do movimento negro ao longo do século XX aprontam para a necessidade de Diretrizes que contemplam a formação de projetos empenhados Na Valorização da História e Cultura dos Afro-Brasileiros e dos Africanos, assim como também comprometidos com a educação de Relações Étnicos Raciais positivas!

Diante deste contexto, foi promulgada a lei 10.639, de 09 de janeiro de 2003, que alterou a lei 9394/96 onde trata das Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN/96), incluindo os artigos 26ª e 79B, tornando obrigatório a inserção no currículo oficial dos sistemas de ensino a obrigatoriedade do Ensino de História e Cultura Africana e Afro-Brasileira, sendo a primeira lei assinada pelo atual presidente da República.

Em seqüência foram elaboradas as Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das Relações Étnicos-Raciais e pra o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, conforme o parecer CNE/CP 003/2004 e a Resolução CNE/CP nº1, de 17 de junho de 2004.

 

 

Ações Educativas de Combate ao Racismo e a Discriminações

 

Ao realizar o planejamento da escola deve visar a conexão dos objetivos, estratégias de ensino e atividades com experiências de vida dos alunos e professores, valorizando aprendizagens vinculadas as suas relações com pessoas negras, brancas, mestiças, bem como as vinculadas às relações  entre negros, indígenas e brancos no conjunto da sociedade.

- Propiciar condições para reflexão onde a comunidade pense, decida e aja assumindo à responsabilidade por relações étnico-raciais, positivas, enfrentando e superando discordâncias, conflitos, contestações, valorizando os contrastes das diferenças;

- Valorização da oralidade, da corporalidade e da arte, por exemplo: dança, marcas cultura de raiz africana, ao lado da escrita e da leitura.

- Educação patrimonial, aprendizado a partir do patrimônio cultural afro-brasileiro, visando preservá-lo e defini-lo;

- Cuidado para que se dê um sentido construtivo à participação dos diferentes grupos sociais, étnico-raciais na construção da nação brasileira, aos elos culturais e históricos entre diferentes grupos étnicos-raciais, às alianças sociais;

- Inclusão no projeto pedagógico da escola, ações educativas que contemplem a diversidade racial.

 

 

PRINCÍPIOS

      

       Da Educação para o Desenvolvimento Sustentável.

       Da Educação pela Filosofia e

       Da Gestão Democrática.

Ao se pensar na Educação para o Desenvolvimento Sustentável, está se partindo da realidade sócio-ambiental resultante da ação do homem até este momento histórico e sobre as intenções educacionais que se fazem necessárias para a recondução da vida humana na sua interação com o todo universal.

Ao se pensar na Educação pela Filosofia, está se propondo que a realidade pedagógica na escola seja constituída pelo diálogo reflexivo em todas as instâncias escolares e educacionais. E, especialmente, que a relação professor- aluno seja resultado do entendimento de que o conhecimento não está "pronto" para ser utilizado, mas em constante construção, que se dá pelas interações e sucessivas aproximações dos objetos de estudo. Essa aproximação só se dá na busca e reflexão permanente no exercício da liberdade de pensamento.

Hoje, educadores buscam um novo olhar para a Filosofia, compreendendo-a como uma necessidade de todos, que ajude os seres humanos a pensar em transformarem o mundo. Mundo este marcado pela acelerada produção de conhecimentos e onde o desenvolvimento tecnológico se apresenta de forma intensa.

Ao se pensar na Gestão Democrática do processo pedagógico, está se propondo que as relações humanas que ocorrem na escola (entendida em toda a sua complexidade cultural) sejam a plena construção da democracia e da justiça social.

O princípio da Gestão Democrática está diretamente associado a dois princípios para a formação da cidadania: a autonomia e a participação, imprescindíveis para o avanço da sociedade que planeja ser mais justa e igualitária.

Sabe-se que, antes de qualquer processo, os fins só podem ser delineados em termos gerais. Assim, também ocorre no processo educativo.

Para efetivação dos princípios, estão propostos os objetivos em cada uma das áreas do conhecimento, que se interconectam e são balizadas para que os professores possam se guiar na construção de suas práticas didáticas.

A consecução desses objetivos e de outros que surgirão, dependerá de práticas reflexivas permanentes por parte da comunidade escolar sobre os princípios da ação educativa, sobre as ações pedagógicas desenvolvidas e sobre as interações que se estabelecem entre a escola e o todo sócio- ambiental.

 

 

CARACTERIZAÇÃO DA COMUNIDADE

 

Para caracterizar com fidelidade a comunidade e clientela escolar foi realizada uma pesquisa sócio econômica familiar através de questionário respondido pelos pais e/ou responsáveis dos alunos. Os resultados dessa pesquisa encontram-se nos gráficos dos ANEXOS do presente documento e a análise dos dados permite o parecer que segue:

A formação escolar dos pais deste Estabelecimento de Ensino é predominantemente com Ensino Médio e das mães, o Ensino Fundamental, sendo  menor o número de pais e mães analfabetos.

O número de pais e mães empregados no comércio é grande, bem como na indústria. É significativo o número de desempregados.

A renda familiar situa-se, na maioria, de 1 a 3 salários mínimos, cabendo a mesma ao  pai e a mãe em conjunto.

A maioria das crianças mora nas proximidades da escola em casa própria da família e vêm a pé para chegar às aulas. Uma parcela significativa mora em outros bairros e utiliza o transporte escolar para o acesso à escola.

Quanto ao lazer praticado pela família predominam a televisão e os passeios. Já a leitura é feita em jornais, livros, revistas e Bíblia.

O Serviço de Saúde Pública é o mais utilizado para atender às famílias, sendo poucos os convênios empresariais e particulares.

Segundo dados da referida pesquisa, os professores da escola são competentes e espera-se que transmitam conhecimentos, que auxiliem na formação de cidadãos, que auxiliem no preparo para o mercado de trabalho e desenvolvam hábitos e atitudes.

A integração entre família e escola é importante havendo muitas vezes participação nas atividades e reuniões promovidas pela escola. Sendo que estas são de grande utilidade para compreender como é o aproveitamento escolar  de seus filhos e como se dá o trabalho docente.

Ainda de acordo com a pesquisa, os pais solicitam maior segurança na escola, gostariam que a escola tivesse também o Ensino Médio, mais inspetores, e aulas extra-classe de judô, culinária, boas maneiras, técnicas comerciais e outras atividades. A manutenção física da escola merece maior atenção.

        

 

 

 

 

A  REALIDADE ESCOLAR

 

Os dados levantados são importantes para a construção do Projeto Pedagógico, pois pretendemos que a mesma venha ao encontro dos interesses e necessidades da comunidade na qual a escola está inserida.

Após a tabulação dos dados conhecemos mais profundamente a realidade com a qual estamos trabalhando e a caracterização da clientela escolar ganhou, uma perspectiva, um outro sentido para a prática pedagógica.

Através da leitura dos dados, no contexto familiar, conhecemos em que medida:

- a escolaridade dos pais pode constituir um fator facilitador nas aprendizagens individuais;

- a categoria sócio-profissional constitui um dos fatores determinantes da qualidade do currículo doméstico.

- a renda familiar constitui um dos fatores determinantes da qualidade de vida do nosso aluno;

- a distância e o tempo de deslocamento casa / escola constitui um elemento determinante da freqüência dos alunos na escola;

Em relação ao contexto escolar, temos uma visão em que medida:

- o quadro estável de professores e pedagogos é um fator associável à qualidade dos contextos de aprendizagem;

- a experiência profissional do corpo docente constitui um dos fatores de desenvolvimento de aprendizagem e em que medida a pouca experiência profissional dos docentes interfere nas situações de desistência a abandono.

- a formação dos professores interfere no índice de progressão dos alunos.

- a atualização profissional do professor colabora para o índice de progressão dos alunos.

Todos os dados levantados subsidiarão a construção do Projeto Pedagógico e automaticamente a práxis pedagógica.

Os dados apresentados evidenciam os desafios a serem enfrentados pela escola.

 

 

CARACTERIZAÇÃO DO CORPO DOCENTE

 

A maioria do Corpo Docente é composta por professores com bastante experiência (3 a 15 anos de magistério) renovando-se a cada ano com a chegada de novos professores, visto que a escola é muito bem situada e requisitada.

Número significativo dos professores tem experiência em regência de classe e um único padrão na Rede Municipal de Ensino, possuindo graduação e um grande número de pós-graduados. Nesta unidade de ensino dos 134 profissionais, 108 possuem pós-graduação.

Constantemente, os professores estão se atualizando nas diversas áreas do conhecimento.

O principal meio de locomoção dos docentes é o carro próprio, sendo que a maioria mora nos arredores da Escola.

Tendo em vista o prédio escolar possuir aproximadamente 43 anos, suas instalações são antigas, levando à satisfação parcial com relação à infra-estrutura.

Segundo o Corpo Docente, os colegas apoiam-se uns aos outros no planejamento das aulas e na troca de materiais pedagógicos, o que é positivo.

Para os mesmos, a direção da Escola procura resolver os problemas, podendo os docentes se posicionar quando não estão de acordo, pois sempre são ouvidos. Segundo eles, em geral, o trabalho do professor é reconhecido e valorizado pela comunidade escolar.

A grande maioria dos docentes tem prazer em trabalhar nesta escola devido ao excelente relacionamento interpessoal.

Atualmente há um total de 137 professores, incluindo aqueles que possuem laudo e os que fazem RIT.

 

 

 

 

 

 

 

 

RELAÇÃO DE PROFESSORES

 

 

PROFESSORES - 5ª a 8ª série

MATRÍCULA

FORMAÇÃO

Ano de entrada na Escola

1

ALICE TEREZINHA G. BALLES

37.712

Geografia

1998

2

ANGELA DO ROCIO K. AKSMAN

73.880

Português

2005

3

BARTIRA SANTOS TRANCOSO

34.900

Psicologia

2006

4

BERNADETE TEREZINHA SCROBOT HANDOCHA

52.124

Matemática

2005

5

CARLOS RENATO BURZYNSKI

65.088

Matemática

1997

7

CIBELE FIGUERO BRANCO

56.856

Português / Espanhol

1998

8

CINTIA DE OLIVEIRA ALVES

87.016

Português

2007

9

DEBORAH BOSSINI PIRATELO

53.515

Biologia

2006

10

DENIZE FERREIRA

33.911

Estudos Sociais

1996

11

DURIVAL GONÇALVES JUNIOR 

65.059

Matemática

2007

14

ELAINE REGINA N. DA VEIGA

74.876

Ed. Física

2003

15

ELIANE MARTINS DE OLIVEIRA

74.878

Ed. Física

1999

16

ELIANE RUFINO DOS SANTOS SITORSKI

53.206

Português / Inglês

2007

17

ELISÂNGELA CHRISTIANE DE PINHEIRO LEITE

57.332

Educação Artística

2007

18

ELIZE TABORDA RIBAS

65.330

Português

2006

20

FABIANO PEREIRA MEDEIROS

79.405

Matemática

2005

21

FÁTIMA DANGELO

72.358

Matemática

2006

22

FÁTIMA TIEKO TAMSHIRO

34.459

Português

2007

23

FERNANDA EMERI M. MATITZ CELUPPI (FAROL)

56.944

Pedagogia

2006

24

HELENA CORDEIRO DOS SANTOS

52.662

Geografia

2007

25

HELENA DONATA ROSZKOWSKI

35.464

Química

1997

26

HELENA PIKUNAS CALIXTO

38.397

Português

2002

27

ILZA ROSINA DE CASTRO

52.863

Educação Artística

2006

28

JACIREMA FERREIRA C. DOS SANTOS

36.050

Português / Est. Sociais

2006

29

JANETE BULGACOV E SILVA

34.209

Pedagogia

1997

30

JUCY TEREZINHA BUENO SWAIN

74.887

Ed. Física / Pedagogia

2002

31

JURACI ANTUNES SAVISKI (RIT)

72.368

Português

2005

32

LOIZE MARIA PORRUA BONZATO

77.837

Inglês

1997

33

LUCIANE DOS SANTOS FRANZE

37.350

Português / Inglês

2003

34

LUCILA CORTIANO ZOTTO ALBUQUERQUE

53.168

Matemática

2007

35

LUIZ FERNANDO GOTTARDI

39.364

Educação Física

2000

36

MARCIA ELENA R. VALENTIM PERSZEL

65.123

Português

2006

37

MARCIA MALTA SCHIRATO (RIT)

110.949

Inglês

2006

38

MARIA DO CARMO COSTA

4.650

Administração Escolar

2002

39

MARIA ELIANE DA CRUZ

31.639

Geografia

2006

40

MARIA HELENA TEIXEIRA DOS SANTOS

37.135

História Natural

2007

41

MARILIZA SIMONETE PORTELA (RIT)

85.406

Matemática

2007

42

MARILYS LANGNER

34.886

Biologia

2004

43

MARLENE IZOLINA CLEVE CORDEIRO

87.924

Português / Inglês

2006

44

MARLUCE REIS GARCIA (RIT)

135.427

Pedagogia

2007

45

NÁDIA GONÇALVES LOMANDO

73.569

Artes Cênicas

2004

46

ODETE SIDRE MONTEIRO

74.701

História / Geografia

2005

47

ODILZA MARIA BAGLIOLI BARBOSA

36.914

História

1987

48

PALMIRA AMATUCI

35.012

Geografia

1999

49

RAQUEL ELISABETE DE MELLO BOEIRA

109.486

Ed. Física

2003

50

ROSANE ROCIO DEMIO LEAL

4.685

Matemática / Pedagogia

1991

51

ROSANGELA BEZERRA DE MELO

65.736

Pedagogia

2007

52

SANDRA LENARA NUNES  DE CARVALHO

34.559

Português

1993

53

SANDRA REGINA TISSOT H. SILVA

34.665

Português

2001

54

SHERLEY M. CANDEO TOMAZINI

75.489

Ciências

2000

55

SIMONE APARECIDA KARNOS

65.752

Português / Inglês

2007

56

SIRLEI  SETLIK (RIT)

65.892

Português

2005

57

SUELI TEREZINHA SCHLEUMER KOSOWSKI

39.591

Matemática

2003

58

TANIA DA SILVA WROBEL

87.894

Biologia e Ciências da Saúde

2007

 

 

 

 

 

 

PROFESSORES - Pré a 4ª série

MATRÍCULA

FORMAÇÃO

Ano de entrada na Escola

1

ADRIANA MENSA DA SILVA

71.817

Normal Superior

1994

2

ALEÇANDRA GARCIA GONZALES SATO

53.299

Ciências / Matemática

2004

3

ANA CAROLINA MARTINS AZEVEDO

32.027

Pedagogia

2007

4

ANA LIRIA DO ROCIO DE SOUZA

32.157

Pedagogia

2007

5

ANGELA DO ROCIO KREUKA AKSMAN

77.862

Português / Inglês

2005

6

CARMEM LÚCIA EVANGELISTA

57.239

 

2005

7

CAROLINE KARLY DE FATIMA BANDEIRA

112.812

Pedagogia 

2007

8

CIBELE FIGUERO BRANCO

88.235

Português / Espanhol

1998

9

CLEUSA HELENA FERRARO BERNARDI

35.255

História / Turismo

1994

10

DALVA CRISTINA MACHADO PINTO

8.285

História

2006

11

DANIELA LUDER FERREIRA DE CASTILHO

53.191

Português

2006

12

DANIELLE VACHOWICZ

101.296

Pedagogia

2007

13

EDIMARA DE LIMA KERTCHER ( FAROL )

37.818

Magistério

2005

14

ELIANE MARTINS DE OLIVEIRA (RIT)

74.878

Ed. Física

2007

15

ELIZABETH APARECIDA DE BARROS

38.471

Ed. Física

2004

16

ELIZABETH CRISTINA CARASSAI  HERNANDES

50.471

Pedagogia

2007

17

ELIZANGELA DAMBROSKI

65.193

Ed. Artística

2007

18

EVELIZE SCHUEDA MENEZES

39.870

Pedagogia

2006

19

FERNANDA EMERI M. MATITZ CELUPPI (Farol)

54.148

Pedagogia

2006

20

GLEICILENE VICILLI

73.119

Normal Superior 

2007

21

INÊS ROSA GIPIELA DIAS

34.526

Pedagogia

1999

22

IVANA CASTILHO  ASSUMPÇÃO  CERDA (RIT)

65.168

Português

2007

23

JANAYNA PARANÁ PAZELLO

65.870

Bacharelado em Informática

2004

24

JOSÉ ROBERTO CARON SANTOS

39.389

Ed. Física

1994

25

JOSIANE DO ROCIO RANK

37.395

Português

2003

26

JOSIANE MOSCALESKI MAESTRELLI

50.423

Pedagogia

2006

27

JULIA SIMONE BUENO SOBERAY

50.801

Cursando Normal Superior

1998

28

JURACI ANTUNES SAVISKI

72.368

Português

2005

29

LAILA MARIA DE PAULO CARDOSO DOS SANTOS

56.041

Pedagogia

2006

30

LORICI KUHN CORSI

57.419

Pedagogia

2007

31

MAISA DO ROCIO STIVAL (RIT)

52.759

Pedagogia

2006

32

MAISE SICKTA DE ARAUJO MERLIN

72.619

Pedagogia 

2007

33

MANANCITA NANTAR PALU

52.678

Pedagogia

2007

34

MARIA LUCIA DEKACZ NADOLNY

53.016

Pedagogia

2007

35

MARIA LUIZA FRANCO QUEIROZ MATOS

34.613

Pedagogia

1997

36

MARIELOIZA BRUNETTI SCHIER

54.156

Pedagogia

2007

37

MARISA DE FÁTIMA LEONART

53.231

Arte Educadora

2004

38

MARISA WILLRICH  MARTINS

39.290

Pedagogia / Turismo

1984

39

MARIZA MEDOLA

38.019

Biologia

1997

40

MARLENE GONGORA DOS SANTOS

78.164

Português

2007

41

NÁDIA GONÇALVES LOMANDO  ( RIT )

73.569

Artes Cênicas

2004

42

ROSANGELA JACINTO DA SILVA

116.993

Português / Inglês

2007

43

ROSICLEIA DE FATIMA FERREIRA DOMINGOS

54.778

Pedagogia

2007

44

ROSIMARY ADELAIDE ANSAI COELHO

34.992

Psicologia

1998

45

ROZANI FILOMENA PINTO OLIVEIRA

37.919

Português / Inglês

1995

46

SANDRA LENARA NUNES DE CARVALHO

3.708

Português

1993

47

SANDRA REGINA TISSOT HERVAL SILVA

39.109

Português

2001

48

SILEANE MARIA CUNHA RIBEIRO

135.277

Pedagogia

2007

49

SIRLEI SETLIK

65.892

Português

2005

50

SOLANGE TEREZINHA PESCADOR

34.358

Pedagogia

1999

51

SUELI TEREZINHA SCHLEUMER KOSOWSKI (RIT)

39.591

Matemática

2006

52

VERA THERESINHA SOUZA RENAUD

85.405

História

1997

53

VIRTUOZA MARIA DOS SANTOS ( RIT )

83.236

Normal Superior

1994

 

 

 

 

 

 

PROFESSORES - EJA I E EJA II

MATRÍCULA

FORMAÇÃO

Ano de entrada na Escola

1

ADELE APARECIDA E. C. GENARI

39.969

Geografia

2002

2

ADRIANA MENSA DA SILVA ( RIT )

71.817

Magistério Superior

1994

3

ALENCAR LUIZ ZANON

35.355

Português / Filosofia

1988

4

ANA ROSA OMMATI (RIT - FAROL)

34.658

Pedagogia

2005

5

ANDREIA SARITA DE ALMEIDA

54.174

Português / Inglês

2007

6

CARLOS RENATO BURZYNSKI

75.713

Matemática

1997

7

CARMELIANO MARCHAN WAGNITZ

32.127

Matemática

2003

8

CIBELE PEGAS THIEME BAHR

52.727

Educação Artística

2007

9

DALVA CRISTINA MACHADO PINTO (RIT)

8.285

História

2007

10

DULCELENE DIAS BATISTA

53.107

História / Geografia

2003

11

DURIVAL GONÇALVES JUNIOR (RIT)

65.059

Matemática

2007

12

EDIMARA DE LIMA KERTCHER (RIT - FAROL)

37.818

Magistério

2005

13

EDNA MARIA AUTIERI  (RIT)

38.051

História

2006

14

ELIANE REGINA VIEIRA DA ROSA

87.839

História

2003

15

GILZA MUNHOZ AGE

35.053

Pedagogia

2007

16

IVANA CASTILHO ASSUMPÇÃO  CERDA

65.168

Português / Espanhol

2007

17

KELLEN SINISKI

56.005

Ed. Física

2007

18

LORENA ZANON

57.125

Pedagogia

2006

19

MARCELIA SILVA PERCEGONA (RIT)

77.228

Português

2007

20

MARIA APARECIDA GONÇALVES SANTOS

74.997

Matemática

2003

21

MARILHA INES BONATO JOAY

87.151

Matemática

2007

22

MIRIAM APARECIDA RICETTI

37.011

Matemática / Pedagogia

2001

23

NEUSA DO ROCIO ZILLI DE OLIVEIRA

34.552

Ciências / Matemática

1992

24

ROSANGELA JACINTO DA SILVA

53.713

Português / Inglês

2005

25

SIDERLEI TARCIZO PINHEIRO

35.385

Ciêcnias Biológicas e Física

1988

26

SIMONE DE FÁTIMA LEAL FERNANDES

52.875

Ciêcnias Biológicas

2003

27

SUZANA IRMGARD JAHNERT VANDRESEN

34.300

Português / Inglês

2002

28

VALDECILA MARIA BARBOSA DOS SANTOS

74.113

Estudos Sociais com plenificação em Geografia

2003

29

WALESKA ATANAZIO BAGGIO

65.882

Biologia

2003

 

AS TRANSFORMAÇÕES NECESSÁRIAS

 

É preciso estimular o envolvimento e a participação democrática e efetiva

da comunidade,  dos pais, dos professores,  dos alunos,  dos funcionários nas diferentes instâncias do sistema educativo e, especialmente, criar mecanismos que favoreçam o seu envolvimento no PROJETO PEDAGÓGICO  da escola.

É preciso criar uma cultura em todo o país, que favoreça e estimule o acesso dos professores às atividades culturais, como: exposições, cinemas, espetáculos, congressos, como meio de interação social. Também desenvolver políticas de valorização do professor para que possam oferecer um ENSINO DE QUALIDADE, ou seja, um ensino mais relevante e significativo para os alunos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

IV-OBJETIVOS, CONTEÚDOS, CONCEPÇÕES E ENCAMINHAMENTOS METODOLÓGICOS.

 

São objetivos da educação básica nas etapas de Educação Infantil e de Ensino Fundamental e das modalidades de Educação de Jovens e Adultos e de Educação Especial:

 

da Educação Infantil:

  1. promover o desenvolvimento integral da criança em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando as ações da família e da comunidade;

 

do Ensino Fundamental:

  1. o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meio básico o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo;
  2. a compreensão do ambiente natural e do social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade;
  3. o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores;
  4. o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância em que se assenta a vida social;

 

da Educação de Jovens e Adultos:

  1. oportunizar aos jovens e adultos que não tiveram escolarização na idade apropriada acesso ao conhecimento para melhor atuação no mundo em que vivem;
  2. garantir ensino fundamental que possibilite ao aluno trabalhador ampliar suas condições de empregabilidade;
  3. dar condições aos participantes do programa de Educação de Jovens e Adultos dêem continuidade à escolarização, desenvolvendo-se social e culturalmente;
  4. melhorar a auto-estima do aluno, fortalecendo a confiança na sua capacidade de aprendizagem;

 

 da Classe Especial

  1. possibilitar o acesso e a permanência na escola de crianças e jovens com necessidades especiais, garantindo aos mesmos a apropriação ativa e crítica do conhecimento científico;
  2. possibilitar o desenvolvimento global das potencialidades do aluno, atendendo aos princípios gerais da Política Nacional de Educação Especial, em consonância com as diretrizes pedagógicas da Secretaria Municipal da Educação.

 

A Lei Federal de Diretrizes e Bases da Educação Nacional determina as bases que nortearão os curriculares e seus conteúdos mínimos assegurando uma formação básica comum. Constituindo referenciais a partir dos quais a educação possa atuar, decisivamente, no processo de construção da cidadania; desenvolvendo os princípios estéticos, éticos e políticos, sendo prioridade para a Educação Infantil os seguintes objetivos:

-     promover o desenvolvimento integral da criança em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando as ações da família e da comunidade;

Para o ensino fundamental priorizam-se os seguintes objetivos:

  • compreender a cidadania como participação social e política, assim como exercício de direitos e deveres políticos, civis e sociais, adotando, no dia-a-dia, atitudes de solidariedade, compreensão e repúdio às injustiças, respeitando o outro e exigindo para si mesmo respeito;
  • posicionar-se de maneira crítica e construtiva nas diferentes situações sociais, utilizando o diálogo como forma de mediar conflitos e de tomar decisões coletivas;
  • conhecer características fundamentais do Brasil nas dimensões sociais, materiais e culturais como meio para construir progressivamente a noção de identidade nacional e pessoal e o sentimento de pertinência ao país;
  • conhecer e valorizar a pluralidade do patrimônio sociocultural brasileiro, bem como aspectos socioculturais de outros povos e nações posicionando-se contra qualquer discriminação baseada em diferenças, de classe social, de crenças, de sexo, de etnia ou outras características individuais e sociais;
  • perceber-se integrante, dependente e agente transformador do ambiente, identificando seus elementos e as interações entre eles, contribuindo ativamente para a melhoria do meio ambiente;
  • desenvolver o conhecimento ajustado de si mesmo e o sentimento de confiança em suas capacidades afetiva, física, cognitiva, ética, estética, de inter-relação pessoal e de inserção social, para agir com perseverança na busca de conhecimento e no exercício da cidadania;
  • conhecer o próprio corpo e de cuidar, valorizando e adotando hábitos saudáveis como um aspecto básico da qualidade de vida e agindo com responsabilidade em relação à sua saúde e à saúde coletiva;
  • utilizar as diferentes linguagens – verbal, musical, matemática, gráfica, plástica e corporal – como meio para produzir, expressar e comunicar suas idéias, interpretar e usufruir das produções culturais, em contextos públicos e privados, atendendo a diferentes intenções e situações de comunicação;
  • saber utilizar diferentes fontes de informação e recursos tecnológicos para adquirir e construir conhecimentos;
  • questionar a realidade formulando-se problemas e tratando de resolve-los, utilizando para isso o pensamento lógico, a criatividade, a intuição, a capacidade de análise crítica, selecionando procedimentos e verificando sua adequação.

Ao final da Educação Básica o perfil do educando não será a de um especialista. Em princípio deverá sair com as competências necessárias para ser capaz de acompanhar os avanços da tecnologia e as exigências do mercado de trabalho atual.

A conquista dos objetivos propostos para a Educação Infantil e o Ensino Fundamental depende de uma prática educativa que tenha como eixo a formação de um cidadão autônomo e participativo.

Serão levadas em consideração as orientações didáticas abordadas no Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, nos Parâmetros Curriculares Nacionais e nas Diretrizes Curriculares Nacionais e nas Diretrizes Curriculares da Secretaria Municipal da Educação que são subsídios à reflexão sobre como ensinar.

Para cada área de conhecimento corresponde um conjunto de orientações didáticas de caráter mais abrangente – encaminhamentos metodológicos. Assim, as orientações didáticas permeiam as explicitações sobre o ensinar e o aprender.

Há determinadas considerações a fazer a respeito do trabalho em sala de aula, que extravasam as fronteiras de uma área de conhecimento. Estas considerações evidenciam que o ensino não pode estar limitado ao estabelecimento de um padrão de intervenção homogêneo e idêntico para todos os alunos. A prática educativa é bastante complexa, pois o contexto de sala de aula traz questões de ordem afetiva, emocional, cognitiva, física e de relação pessoal. A dinâmica dos acontecimentos em uma sala de aula é tal que mesmo uma  de aula planejada, detalhada e consistente dificilmente ocorre conforme o imaginado: olhares, tons de voz, manifestações de afeto ou desafeto e diversas outras variáveis interferem diretamente na dinâmica prevista. Nos encaminhamentos metodológicos, são apontados alguns tópicos sobre didática considerados essenciais pela maioria dos profissionais em educação.

A escola está diante do desafio de construir processos educativos que considerem a complexidade das relações homem-homem e homem-natureza. É essa perspectiva que deve fundamentar o trabalho pedagógico na sala de aula. Por isso, além dos princípios já mencionados, apresentamos as concepções e os objetivos de cada uma das áreas do conhecimento e seus objetivos para as séries.

Os objetivos das áreas devem servir para nortear o planejamento da ação didática. Eles permitem que os professores organizem os conteúdos de forma flexível e abrangente.

Além dos componentes curriculares formais serão incluídos os temas transversais que perpassarão não apenas pelos vários campos do conhecimento, mas por todas as atividades vivenciadas pela escola.

 

 

CONSIDERAÇÕES METODOLÓGICAS E DIDÁTICAS DAS ÁREAS

 

Qualquer que seja a concepção de aprendizagem e opção de ensino, estas deverão estar voltadas à formação plena dos educando. Portanto, deve-se ter sempre o cuidado de deixar claro quais são os métodos mais adequados que garantem atingir esse grande objetivo.

A simples relação criteriosa dos conteúdos a serem ensinados não representa uma garantia por si mesma para a formação plena do aluno. Cada pessoa representa um mundo de experiências vividas diferentes. Isso significa dizer que, na leitura e compreensão desse conteúdo, cada um interagirá de forma diferente. A diversidade é inerente à natureza humana. Assim, o professor deverá ter consciência que muitos deverão ser os recursos didáticos utilizados no processo da aprendizagem para contemplar essa diversidade que caracteriza o universo da sala de aula.

Quando o professor entra em uma sala de aula, muitos são os desafios que se apresentam a ele. É com esse espírito que deverá assumir o seu cotidiano profissional. Cada aula será sempre um novo desafio, pois a dinâmica desse cotidiano é enriquecedora. Portanto, uma sala de aula cada dia será diferente da anterior. Fugir das atitudes padronizadas, que congelam as multiplicidades de situações em que a relação professor / aluno e área torna-se um grande desafio.

É importante que ter consciência de que essa multiplicidade de situações, em alguns momentos, exigirá do professor uma atitude de mediador nas interações educativas com seus alunos. Outras vezes, poderá estar, juntamente com eles, criando desafios perante os conteúdos apresentados, que por sua vez poderão estar revelando a realidade do mundo do aluno. Talvez a mais difícil seja aquela quando o professor deverá assumir a direção da interação no processo educativo. A mais difícil, porque nesse momento deverá ter a clareza dos limites de sua intervenção para não anular a criatividade e a iniciativa dos alunos. Difícil, também, é o desafio que se coloca quando o professor deve assumir a atitude de sugerir caminhos para o educando no processo de aprendizagem dos conteúdos ministrados. As fronteiras entre o ato de sugerir e o de pontificar muitas vezes são pouco transparentes.

A sala de aula é um universo bastante complexo. Muitos são os fatores que estão interagindo no seu interior, desde o campo de afetividade entre os alunos e deles com a escola e o professor, o nível de maturidade e individualidade de cada um dos alunos, assim como o nível de conhecimentos prévios que cada um carrega consigo, a natureza do espaço físico e dos materiais e recursos didáticos usados na sala de aula, até eventuais acontecimentos inusitados que poderão ocorrer com os alunos, e com o seu cotidiano fora da escola. Tudo isso leva à reflexão sobre as seguintes condições que deverão ser propiciadas no interior da sala de aula (SOLE, 1991):

1) desenvolver um clima de aceitação e respeito mútuo, em que o erro seja encarado como desafio para o aprimoramento do conhecimento e construção de personalidade e que todos se sintam seguros e confiantes para pedir ajuda;

 

2) que a organização da aula estimule a ação individualizada do aluno para que possa desenvolver sua potencialidade criadora, mas que, também esteja aberto a compartilhar com o outro suas experiências vividas na escola e fora dela;

 

3) oferecer oportunidades, por meio das tarefas organizadas para a aula, em que vários possam ser os pontos de vista, permitindo ao aluno um posicionamento autônomo, fortalecendo, assim, sua auto-estima, atribuindo alguns significados ao produto do seu trabalho intelectual;

 

Esses fatores, que estimulam a reflexão sobre as interações educativas na sala de aula, deverão estar associados àqueles referentes às estratégias adotadas no processo de ensino e aprendizagem e seleção dos conteúdos a serem ministrados nesse sentido. Para que o professor possa obter melhores resultados na realização do seu trabalho, seria importante ficar atento para uma boa adequação entre a quantidade de informações a serem selecionadas em sua programação e a disponibilidade de tempo. Deve-se levar em consideração que existe uma diversidade entre um aluno e outro quanto ao potencial de trabalho em relação à quantidade de informações que é oferecida. Assim, também deverão ser levados em consideração que cada aluno tem seu próprio tempo para amadurecer e trabalhar com esse conteúdo. Isso significa dizer que a organização das aulas e dos programas deverá criar um dinamismo que contemple essa diversidade, inclusive o grau de dificuldade que cada tipo de conteúdo apresenta para ser trabalhado pelos alunos.

Paralelamente a essa preocupação em relação à adequação de quantidade e natureza das informações contidas nos conteúdos curriculares e a escala de tempo pessoal com a qual cada aluno trabalha, deve-se, também, ter preocupação com a natureza das matérias curriculares a serem utilizados: “Os materiais curriculares serão mais ou menos eficazes à medida que permitam diferentes graus de leitura ou utilização. Isso justifica que esses recursos sejam os mais diversificáveis possível, que ofereçam múltiplas possibilidades de utilização em função das necessidades de cada situação e momento”. (ZABALA,1997)

Com a finalidade de subsidiar o educador com novas possibilidades de planejamento e intervenção no processo de ensino e aprendizagem, nos encaminhamentos metodológicos de dada área são abordadas algumas orientações didáticas gerais.

Certamente estas orientações não abordam todos os aspectos dos conteúdos a serem desenvolvidos e, portanto, devem ser complementadas e ampliadas com a leitura de documentos, troca de experiências, assessoramentos e trabalhos que discutam pesquisas, estudos e outras orientações didáticas sobre os conteúdos que fazem parte do currículo do ensino fundamental.

Os encaminhamentos metodológicos apresentados nas áreas pretendem contribuir para a reflexão a respeito de como ensinar, abordando aspectos ligados às condições em que se constituem os conhecimentos.

É necessário que o professor atue no desenvolvimento das habilidades de pensamento, tais como: saber observar, analisar, estabelecer relações entre idéias, formular e testar hipóteses, formular e usar critérios, saber sintetizar, perceber implicações e suposições, produzir conclusões, prestar atenção no que está escrito e dito e outras que desenvolvam o pensar com eficiência.

O princípio da Educação pela Filosofia, que promove a articulação do trabalho didático de cada uma das áreas do conhecimento, aliado aos princípios da Educação para o Desenvolvimento Sustentável, que oferece a perspectiva de análise da realidade sócio-ambiental, e o da Gestão Democrática do processo Pedagógico que, junto com os demais, visa à formação e ao exercício pleno da cidadania, compõem a tríade que permitirá à Escola Municipal Papa João XXIII dar mais um passo rumo à efetivação de uma educação de qualidade para todos.

 

 

CONTEÚDOS

 

Os objetivos, ao indicarem as capacidades a serem desenvolvidas pelos alunos, orientam a seleção de conteúdos a serem aprendidos como meio para o desenvolvimento dessas capacidades e encaminhamentos didáticos que permitam que isso ocorra.

Os conteúdos são meios para que os alunos desenvolvam as capacidades que lhes permitam produzir bens culturais, sociais e econômicos e deles usufruir.

Os conteúdos e o tratamento que a eles deve ser dado assumem papel central, uma vez que é por meio deles que os propósitos da escola se realizam. Dessa forma, a seleção, a organização e o tratamento que será dado aos conteúdos devem ser precedidos de grande discussão pela equipe escolar.

A organização dos conteúdos, tradicionalmente, tem sido marcada pela linearidade e pela segmentação dos assuntos.

No entanto, para que a aprendizagem possa ser significativa é preciso que os  conteúdos sejam analisados e abordados de modo a formarem uma rede de significados. Se a premissa de que compreender é aprender o significado, e de que para aprender o significado de um objeto ou de um acontecimento é preciso vê-lo em suas relações com outros objetos ou acontecimentos, é possível dizer que a idéia de conhecer assemelha-se à de tecer uma teia. Tal fato evidencia os limites dos modelos lineares de organização curricular que se baseiam na concepção de conhecimento como “acúmulo” indica a necessidade de romper essa linearidade.

A seleção de conteúdos, pela equipe escolar, deve levar em conta sua relevância social e sua contribuição para o desenvolvimento intelectual do aluno. Esses dois critérios podem guiar as escolhas que precisam ser feitas, em função das capacidades que se pretende desenvolver e da ampla gama de assuntos possíveis de serem tratados no âmbito de cada área de conhecimento.

É importante deixar claro que, na escolha dos conteúdos a serem trabalhados, é preciso considerá-los numa perspectiva mais ampla, que leve em conta o papel, não somente dos conteúdos de natureza conceitual que têm sido tradicionalmente, mas também dos de natureza procedimental e atitudinal.

A inclusão de tais conteúdos permite, portanto, tomar a prática como objeto de aprendizagem, o que contribui para o desenvolvimento da capacidade dos alunos a uma participação ativa e transformadora.

 

 

            ÁREAS DO CONHECIMENTO PARA O ENSINO FUNDAMENTAL:

 

LÍNGUA PORTUGUESA

 

FUNDAMENTOS TEÓRICOS METODOLÓGICOS

 

O trabalho de língua portuguesa está pautado na concepção de linguagem como produto das relações sociais. É nessas relações que o indivíduo estabelece a função simbólica da linguagem, ou seja, a possibilidade de representar a realidade por meio de símbolos. Essa capacidade é juntamente o que diferencia o ser humano dos demais animais, dando origem ao pensamento, à própria linguagem e à sociedade.

Sendo a linguagem uma atividade e social, ela não se configura num sistema acabado se transforma no tempo e no espaço, além de sofrer mudanças decorrentes das diferenças culturais e das circunstâncias em que ocorre o processo de interlocução.

Em função desses princípios, entendendo-se a interlocução como um espaço de constituição a linguagem e de constituição dos sujeitos, sua aquisição é o de exercer uma ação intencional no sentido de promover a reflexão sobre a linguagem como objeto de conhecimento, em situações de uso efetivo (escrever, ler, falar e ouvir são de construção de significados que se estabelecem na interação entre o autor e interlocutor).

Para propiciar o domínio da linguagem numa dimensão tão ampla, a condução de processo ensino-aprendizagem toma o texto – oral e escrito – como ponto de partida e de chegada de todo o processo a ser desenvolvido na escola. É no texto que a língua se revela em sua totalidade, quer como conjunto de formas, quer como discurso. Ou seja, é por meio dele que dizemos algo a alguém de determinada forma, num determinado contexto histórico.

Desta forma, o trabalho com o texto acontecerá de modo a favorecer as condições para o uso da língua pelas práticas de leitura, de produção oral e escrita e de análise de linguagem. Essas três práticas são indissociáveis, isto é, interpretam-se nos momentos em que se vivenciam os atos de ler e escrever.

As ações pedagógicas serão efetivadas por meio do uso de diferentes manifestações textuais, possibilitando ao aluno o trabalho com diversos gêneros discursivos, em atividades de leitura, escrita e reflexão sobre o sentido desse gênero e dos recursos utilizados pelo autor ao elaborar o seu texto. A análise de linguagem permitirá aos alunos perceberem a flexibilidade da língua e operarem sobre ela, (re) construindo-a.

Por meio das diversas produções textuais é que o professor acompanha e realiza a mediação do trabalho elaborado pelos alunos, observando os avanços e dificuldades de cada um no processo de apropriação da escrita e da leitura, escrita e reflexão sobre o sentido desses gêneros e dos recursos utilizados pelo autor ao elaborar o seu texto. A análise de linguagem permitirá aos outros alunos perceberem a flexibilidade da língua e operarem sobre ela, (re) construindo-a.

 

 

 Área de Língua Portuguesa – Pré III, 1ª e 2ª séries (1.º, 2º e 3.º anos do Ensino Fundamental de nove anos)

 

OBJETIVOS

 

  • Expressar sentimentos, opiniões e experiências pessoais em diversas situações comunicativas;
  • Recontar fatos e histórias do cotidiano organizando suas idéias e seguindo uma seqüência lógica, ainda que com a mediação do professor;
  • Utilizar argumentos coerentes em suas exposições orais em sala de aula;
  • Ler textos (verbais e não verbais) em diversos gêneros textuais, atribuindo-lhes significação reconhecendo a intencionalidade e o processo de interlocução;
  • Ler textos (verbais e não verbais) de variados gêneros em voz alta, demonstrando capacidade de transposição fonografológica (relação fonema/grafema);
  • Utilizar sistema gráfico da língua de forma adequada, reconhecendo sua organização alfabética-silábica e as possíveis relações fonema/grafema.
  • Considerar o interlocutor e a situação em suas produções, respeitando as várias possibilidades estruturais dos gêneros trabalhados;
  • Produzir textos (palavras, frases) coesos e coerentes, a partir dos conhecimentos de organização sintático- morfológica da linguagem;
  • Reconhecer a necessidade de acentuar e pontuar suas produções, percebendo a necessidade destes recursos e sua relação direta entre os recursos de acentuação e pontuação e a oralidade;
  • Perceber a necessidade de melhorar seus textos por meio do aprimoramento da linguagem e do uso de elementos lingüísticos apropriados;
  • Reconhecer que há diferentes formas de falar de acordo com a situação.
  • Reconhecer a leitura fruição (prazer) do texto literário.

 

 

Área de Língua Portuguesa – 3ª e 4ª séries (4.º e 5.º anos do Ensino Fundamental de nove anos)

 

OBJETIVOS

 

  • Utilizar a linguagem oral, começando a adequá-la às diferentes situações sócio-comunicativas;
  • Preocupar-se com a postura e o vocabulário, evitando a utilização de vícios de linguagem tanto na escrita quanto na oralidade;
  • Recontar fatos e histórias do cotidiano, seguindo a seqüência lógica das idéias e dos fatos, procurando adequar a linguagem ao interlocutor.
  • Defender seu ponto de vista com argumentos consistentes de acordo com as situações apresentadas;
  • Ler textos (verbais e não verbais) de diversos gêneros textuais, atribuindo-lhes significação, reconhecendo a intencionalidade e o processo de interlocução;
  • Estabelecer relações do texto lido/ouvido com experiências vividas e/ou com outros textos;
  • Ler com autonomia diferentes gêneros textuais, identificando a idéia central  neles contida;
  • Utilizar o sistema gráfico da língua segundo a convenção, reconhecendo sua organização alfabético-silábica e as possíveis relações fonema/grafema;
  • Considerar o interlocutor e a situação como elementos determinantes de atribuição de significado em suas produções, respeitando as várias possibilidades estruturais dos gêneros trabalhados;
  • Produzir textos coesos e coerentes a partir de reconhecimentos da organização sintático-morfológica da linguagem;
  • Acentuar e pontuar suas produções textuais, reconhecendo a necessidade desses recursos e sua relação direta com a oralidade.
  • Perceber a necessidade de melhorar seus textos por meio do aprimoramento da linguagem e do uso de elementos lingüísticos apropriados;
  • Reconhecer que existem diferentes modos de falar de acordo com a região  o contexto social dos interlocutores;
  • Reconhecer a leitura fruição (prazer) do texto literário.

 

 

Área de Língua Portuguesa - 5ª e 6ª séries (6.º e 7.º anos do Ensino Fundamental de nove anos)

 

OBJETIVOS

 

  • Recontar fatos e histórias com seqüência lógica, adequando a linguagem ao interlocutor;
  • Utilizar a linguagem oral procurando adequá-la às situações de comunicação e ao interlocutor;
  • Planejar o discurso para defender seu ponto de vista com argumentos coerentes;
  • Ler com entonação, ritmo e fluência textos dos diversos gêneros discursivos, compreendendo sua idéia global;
  • Identificar, nos textos lidos e ouvidos, as idéias do autor e sua intenção ao produzi-los;
  • Produzir textos escritos com clareza, coesão e objetividade, utilizando estrutura adequada aos gêneros textuais;
  • Considerar o interlocutor em suas produções escritas, utilizando a linguagem e o gênero textual adequados;
  • Reconhecer e utilizar-se das variantes da língua, de acordo com as situações apresentadas;
  • Reconhecer a leitura fruição (prazer) do texto literário, realizando inferências.

 

 

 Área de Língua Portuguesa – 7ª e 8ª séries (8.º e 9.º anos do Ensino Fundamental de nove anos)

 

OBJETIVOS

 

  • Recortar fatos e histórias com seqüência lógica, adequando a linguagem ao interlocutor;
  • Utilizar adequadamente a linguagem persuasiva nas diferentes situações de comunicação, considerando o interlocutor;
  • Planejar o discurso para defender seu ponto de vista, apresentando argumentos consistentes e coerentes em situações diversas;
  • Ler textos de diferentes gêneros discursivos com entonação, ritmo e fluência, compreendendo sua idéia global;
  • Identificar a opinião e a idéia principal nas produções orais e escritas de seu (s) interlocutor (es) colegas e professores;
  • Produzir textos de vários gêneros discursivos com clareza, coerência e objetividade, adequando a linguagem ao interlocutor;
  • Reconhecer e utilizar-se das variantes da língua, de acordo com as situações apresentadas;
  • Reconhecer a leitura fruição (prazer) do texto literário, realizando inferências a partir de leituras prévias e experiências vividas.

 

 

ENCAMINHAMENTOS  METODOLÓGICOS

 

Apresentamos alguns princípios e orientações para o trabalho didático com conteúdos, visando ao alcance dos objetivos para a área.

Determinados objetivos só podem ser conquistados se os conteúdos tiverem um tratamento didático específico, ou seja, se houver estreita relação entre o o que e o como ensinar. Mais ainda, que a própria definição dos conteúdos é uma questão didática que tem relação direta com os objetivos colocados.

Assim, o critério de organização dos conteúdos de Língua Portuguesa em termos de uso → reflexão → uso, de certa forma, define também o eixo didático, a linha geral de tratamento dos conteúdos, ao caracterizar um movimento metodológico de ação → reflexão → ação, em que se pretende progressivamente, a reflexão se incorpore às atividades lingüísticas do aluno de tal forma que ele tenha capacidade de monitorá-las com eficácia, tornando-se um leitor crítico, que escreva com criatividade e autonomia.

Quando se pretende que o aluno construa conhecimento, a questão não é apenas qual informação deve ser oferecida, mas principalmente que tipo de tratamento deve ser dado à informação que se oferece. A questão é então de natureza didática. Nesse sentido, a intervenção pedagógica do professor tem valor decisivo no processo de aprendizagem e, por isso, é preciso avaliar sistematicamente se ela está adequada e está contribuindo para as aprendizagens que se espera alcançar e que valores estão sendo repassados aos alunos no sentido de torná-los cidadãos plenos e éticos.

Em se tratando da área de Língua Portuguesa, o professor tem outro papel fundamental: o de modelo. Além de ser aquele demonstrado o valor que esta tem para si. Se é um usuário da escrita de fato, se tem boa relação com a leitura, se gosta verdadeiramente de escrever, funcionará como excelente modelo para seus alunos.

Isso é especialmente importante quando eles provêm de comunidades pouco letradas onde não participam de atos de leitura e escrita junto com adultos experientes. Nesse caso, muito provavelmente a escola será a única referência. Reside nisto a importância que a escola adquire no desenvolvimento de habilidades de pensamento para o aluno.

Para propiciar o domínio da linguagem numa dimensão tão ampla, a condução do processo ensino-aprendizagem toma o TEXTO – oral e escrito – como ponto de partida e de chegada de todo o processo a ser desenvolvido na escola. É no texto que a língua se revela em sua totalidade, quer enquanto conjunto de formas quer enquanto discurso. Ou seja, é por meio dele que dizemos algo a alguém de determinada forma num determinado contexto histórico.

Sendo assim, o trabalho com o texto acontecerá de modo a favorecer as condições para o uso e reflexão sobre a língua através das práticas de leitura, de produção oral e escrita e de análise lingüística. Essas três práticas são recursivas, isto é, interpenetram-se nos momentos em que se vivencia o ato de ler e escrever.

O trabalho efetivado com a análise lingüística permitirá aos alunos perceberem a flexibilidade da língua e operarem sobre ela reconstruindo-a.

 

 

 

 

LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA: INGLÊS

 

FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS

 

No mundo atual a Língua Estrangeira Moderna assume a função de instrumento de informação e meio de acesso ao conhecimento, às diferentes formas de pensar, de criar, de sentir, de agir e de conhecer a realidade, fornecendo suporte formativo ao aluno, para que possa participar e compreender as relações comunicativas estabelecidas entre a sociedade e as culturas do mundo moderno. O domínio básico de pelo menos uma língua estrangeira moderna é hoje, um requisito essencial para inserção e manutenção do jovem no mercado de trabalho, garantia de acesso a informação e meio de comunicação.

Assim, o ensino da língua deve considerar o interesse e necessidades de quem está aprendendo uma língua estrangeira, vinculando o conteúdo à realidade do aluno. Ou seja, deve-se partir do universo real do aluno, levando em consideração a sua experiência, a vida pessoal e atividades cotidianas contextualizadas.

Torna-se, pois, fundamental, conferir ao ensino de Língua Inglesa um caráter que, além de capacitar o aluno a compreender e a produzir enunciados corretos no novo idioma, propicie ao aprendiz a possibilidade de atingir um nível de lingüística capaz de permitir-lhe ter acesso a vários tipos de informação ao mesmo tempo em que contribua para a sua formação integral enquanto cidadão.

 

 

Área de Língua Estrangeira 1.ª e 2.ª séries (1.º, 2.º e 3.º anos do Ensino Fundamental de nove anos).

 

OBJETIVOS

 

  • Utilizar linguagem oral em situações comunicativas sobre temas do cotidiano, percebendo diferenças existentes na pronúncia e na entonação de palavras e expressões do idioma em estudo;
  • Compreender o que ouve, sendo capaz de interagir no processo de interlocução;
  • Identificar diferenças na relação fonema/grafema de palavras da língua em estudo na comparação com a língua materna;
  • Perceber a existência de outros idiomas e culturas, respeitando as diferenças, identificando e valorizando as peculiaridades da sua própria cultura;
  • Identificar palavras originárias de outros idiomas presentes no seu cotidiano.

 

 

 

 

 Área de Língua Estrangeira 3ª e 4.ª série (4.º  e  5.º anos do Ensino Fundamental de nove anos)

 

OBJETIVOS

 

  • Utilizar linguagem oral em situações comunicativas sobre temas do cotidiano, percebendo diferenças existentes na pronúncia e na entonação de palavras e expressões de idioma em estudo;
  • Compreender a idéia global de frases, comandos ou diálogos que ouve, sendo capaz de executar atividades específicas relacionadas a eles;
  • Ler textos variados, pequenas histórias em quadrinhos, instruções de jogos, anúncios, pequenos diálogos, cartas, bilhetes, postais, cartões – de aniversário, Natal —, etc., convites, textos impressos em rótulos e embalagens, canções, textos publicitários, poemas, como fonte de informação e prazer, compreendendo a idéia global neles contida;
  • Produzir pequenos textos escritos (histórias, histórias em quadrinhos, cartas, bilhetes, postais, cartões – de Natal, etc. —, convites, textos publicitários e poemas), individual e coletivamente, na tentativa de ser compreendido na idéia que pretende veicular, considerando o processo de interlocução;
  • Identificar a existência de outros idiomas e culturas, reconhecendo a sua influência no mundo atual, bem como a importância de se conhecer uma língua estrangeira, respeitando as diferenças, identificando e valorizando as peculiaridades da sua própria cultura;
  • Identificar palavras originárias de outros idiomas presentes no seu cotidiano.

 

Área de Língua Estrangeira – 5ª, 6ª, 7ª e 8ª séries (6.º, 7.º , 8.º e  9. º anos do Ensino Fundamental de nove anos).

 

  • Expressar-se oralmente sobre temas relacionados ao seu cotidiano, com o objetivo de ser compreendido na idéia que pretende veicular;
  • Utilizar procedimentos para iniciar, manter e finalizar uma fala, atendo-se a aspectos relacionados com a pronúncia e a entonação, visando comunicar-se com clareza;
  • Compreender a idéia global de frases, comandos, textos e diálogos que ouve, sendo capaz de executar atividades específicas relacionadas a eles;
  • Ler textos variados histórias, instruções, anedotas, anúncios, diálogos, textos impressos em rótulos e embalagens, canções, noticias, entrevistas, textos publicitários, cartas, bilhetes, postais, cartões – de aniversário, Natal, etc. -, reportagens, editoriais de jornal e receitas) como fonte de informação e prazer, compreendendo a idéia global neles contida;
  • Comparar características e os elementos de apresentação de cada texto (título, vocativo ou manchete, data e autor). Reconhecer o objetivo e a intencionalidade do autor no texto escrito;
  • Compreender que a leitura não é um processo linear e não exige o entendimento de cada palavra. Perceber que aspectos como entonação, ritmo e pronúncia influenciam na compreensão do texto;
  • Produzir textos escritos, individual e coletivamente, fazendo tentativas para s bem compreendido na idéia que pretende veicular. Reestruturar o próprio texto, considerando o processo de interlocução, visando veicular sua idéia com mais clareza, coerência e coesão;
  • Identificar palavras, frases e expressões da língua estrangeira presentes no seu cotidiano, percebendo a relação com o que nomeiam. Perceber que as palavras não tem somente o significado fornecido pelo dicionário mas também um valor específico que é determinado pelo contexto;
  • Perceber diferenças e semelhanças entre aspectos culturais relacionados a grupos sociais usuários do idioma em estudo e aspectos da sua própria cultura, respeitando as diferenças culturais, etárias, étnicas e lingüísticas.

 

 

 

HISTÓRIA

 

FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS

 

O estudo da História é o estudo das sociedades em seu permanente fazer-se, caracterizando as relações dos seres humanos entre si e com a natureza na dimensão coletiva e individual, numa perspectiva de interdependência e inter-relação entre os segmentos sociais, ambientais, culturais, econômicos e políticos, voltando-se o olhar para os sujeitos sociais tais como homens e mulheres; idosos, jovens e crianças.

Para compreensão de como os seres humanos historicamente vêm se organizando far-se-á uso dos eixos de análise: cultura, identidade e cidadania destacando o caráter dinâmico nas mudanças e permanências, em diferentes tempos e espaços e em diferentes sociedades.

O conceito de cultura é aqui definido como um modo determinado de vida, um modo de pensar, de viver das pessoas. Mas cultura não é só isso, é também compartilhamento de significados, de sentidos, de valores, de comportamento de determinado grupo social. A cultura é uma produção social e deve ser analisada em seu contexto histórico. Nos diferentes grupos sociais ocorre um processo de seleção: determinados elementos da cultura são selecionados, e outros não. Ao longo desse processo de “tradição seletiva”, vai se constituindo a memória cultural de um grupo, de um país, da humanidade. Uma parte passa a compor a cultura universal, a cultura da humanidade, outra parte é conservada em arquivos, como fonte documental, mas uma boa parte é rejeitada e/ou esquecida, como afirma WILLIAMS (apud FORQUIN, 1993).

A cultura apresenta especificidades diversas em cada época, em cada geração. Assim a cultura como eixo articulador dos conteúdos propõe-se as reflexões sobre a cultura popular, erudita, hegemônica, política, cultura dos negros, indígenas, imigrantes, minorias, industrial, bem como as diversidades culturais, nos diferentes tempos e espaços.

A identidade é relacionada à diversidade cultural ampliando os estudos sobre negros, índios, populações migrantes passando a ser relevante nas reflexões históricas do ensino.

Deve-se perceber o conceito de identidade como “sentimento de identidade” como forma de nos sentirmos plenamente indivíduos e para os outros.

Esse eixo passa a ser articulador dos conteúdos pois privilegia as questões da: identidade individual, coletiva e étnica, identidade de classe e de gênero, identidade nacional assegurando “o sentimento de continuidade no tempo e na memória e na memória do tempo” (PAIS, 1999, p. 1)

No processo de escolarização, o professor deve adotar alguns procedimentos específicos, como investigar as idéias que os estudantes já possuem, possibilitando que reflitam sobre diferentes hipóteses em História; exercitar a seleção das diferentes respostas historiográficas para aquele contexto histórico; estimular os estudantes a construírem novas hipóteses investigativas, bem como promover a interpretação do passado, a partir de um trabalho com documentos históricos. Assim, o conhecimento histórico deve ser ensinado para que o estudante participe de processo do fazer, do construir a História. Com isso, não se pretende transformar os estudantes em pequenos historiadores, mas sim auxiliá-los a compreender que a história está em constante transformação e que existem diferentes interpretações e explicações históricas.

A cidadania é definida a partir do conceito de que as pessoas não são só cidadãs por nascimento, mas tornam-se cidadãs pelo processo de construção social.

Além disso, o conceito deve ser entendido em sua historicidade como construção histórica apresentando mudanças e permanências em diferentes contextos: passado, presente, preparando também o cidadão do futuro.  Para ser reconhecido como cidadão deverá estar devidamente documentado (certidão de nascimento, etc.).

Apesar dos direitos constitucionais há uma distância entre direitos e realidades sociais presentes nas relações étnicas, religiosas e de gênero.

A metodologia do ensino de História parte da realidade social, privilegiando a pesquisa, o diálogo e o resgate de memórias esquecidas/silenciadas, passando de uma história-narração (descrição dos fatos de forma linear e harmoniosa se considerar as contradições os conflitos e as descontinuidades próprias do processo histórico) para uma história-problema (em que os sujeitos se reconhecem como agentes do processo histórico, percebendo relações entre acontecimentos da realidade e a História, considerando simultaneidades, continuidades, descontinuidades, rupturas, permanências, mudanças e transformações), propiciando o reconhecimento da ligação indissolúvel e necessária entre o presente e o passado no conhecimento histórico. A História possibilita ao aluno comparar o seu cotidiano com outros cotidianos vividos em diferentes tempo e espaços, proporcionando a construção gradativa do conceito de tempo e do espaço.

O ensino de História deve oportunizar ao aluno a compreensão de que as sociedades não são naturais, mas construídas pelos seres humanos, estando sempre em transformação, pois decorrem da forma como as pessoas se organizam para produzirem sua existência, relacionando-se com a natureza de diferentes maneiras.

 

Área de História - pré-escolar, 1ª e 2ª séries (1.º, 2.º e 3.º anos do Ensino Fundamental de nove anos).

 

OBJETIVOS

 

  • Reconhecer a si e ao outro nas relações que se estabelecem nos diferentes grupos sociais com os quais convive, percebendo as diferenças individuais;
  • Identificar as diferentes estruturas familiares existentes na sociedade hoje, percebendo a participação dos integrantes da família nos vários grupos sociais dos quais faz parte;
  • Reconhecer seus direitos e deveres, percebendo que estão presentes nas convenções sociais – familiares, escolares e comunitárias – e em documentos oficiais;
  • Reconhecer o ser humano como parte integrante da natureza, numa relação de interdependência, compreendendo a importância das questões socioambientais para a sociedade atual;
  • Reconhecer as diferentes manifestações culturais como produção da humanidade nos diferentes tempos e nos diferentes espaços, relacionando-se com o contexto local;
  • Reconhecer, nas vivências cotidianas familiares, escolares e comunitárias, a influência da mídia no modo de viver das pessoas;
  • Identificar os meios de transporte e de comunicação, os instrumentos cotidianos, bem como as suas transformações e permanências em diferentes tempos e espaços.

 

Área de História – 3ª e 4ª séries (4.º e 5.º anos do Ensino Fundamental de nove anos)

 

OBJETIVOS

 

  • Reconhecer como ocorreu a construção e ocupação do espaço paranaense no contexto brasileiro;
  • Compreender a construção da identidade cultural paranaense no contexto brasileiro, percebendo as diversidades culturais, e étnicas e religiosas resultantes desse processo;
  • Compreender que o conceito de cidadania se constrói historicamente, percebendo as mudanças e permanências que ocorrem em diferentes contextos históricos nacionais;
  • Reconhecer a organização econômica, social e cultural do Paraná, estabelecendo relações com o contexto brasileiro, nos diferentes tempos e espaços;
  • Compreender como se constitui a organização política do Paraná e de Curitiba no contexto brasileiro, percebendo as mudanças e permanências que ocorrem nos diferentes momentos históricos;
  • Reconhecer movimentos políticos, sociais e culturais que ocorrem em diferentes momentos históricos nacionais, estabelecendo relações com Curitiba e Paraná nesse contexto;
  • Reconhecer o processo das transformações tecnológicas que ocorrem nos meio de transporte e de comunicação e nos instrumentos cotidianos, identificando os impactos por elas produzidos na sociedade brasileira, em diferentes tempos e espaços;
  • Refletir sobre o papel da mídia como um dos agentes modificadores dos padrões de conduta e do modo de viver das pessoas na sociedade.

 

Área de História – 5ª e 6ª séries (6.º e 7.º anos do Ensino Fundamental de noves anos).

 

OBJETIVOS

 

  • Compreender como ocorre a produção do conhecimento histórico e a sua relação com outros conhecimentos;
  • Compreender como ocorreu a constituição das primeiras organizações sociais percebendo as mudanças, as continuidades e as rupturas nesses diferentes tempos e espaços;
  • Compreender como se constituíam as formações sociais africanas e orientais, percebendo semelhanças e diferenças entre essas coletividades, em diferentes contextos históricos;
  • Compreender como ocorreu a constituição do mundo greco-romano, percebendo as mudanças, as continuidades e as rupturas decorrentes desse processo;
  • Compreender como ocorreu a constituição do mundo medieval, percebendo as mudanças, continuidades e descontinuidades nesse contexto histórico;
  • Reconhecer as mudanças que ocorrem no processo da crise do feudalismo e da formação das monarquias centralizadas;
  • Compreender como ocorreu a construção e ocupação do espaço americano, especialmente o brasileiro, estabelecendo relações de anterioridade, posteridade e simultaneidade;
  • Compreender como foi se constituindo a construção da identidade cultural no contexto brasileiro, estabelecendo relações com o espaço paranaense, bem como evidenciando as diversidades resultantes desse processo.

 

Área de História – 7ª e 8ª séries (8.º e 9.º anos do Ensino Fundamental de nove anos).

OBJETIVOS

 

  • Reconhecer como foi se constituindo o processo econômico no espaço brasileiro, percebendo as mudanças, permanências e simultaneidades nos diferentes contextos históricos, bem como estabelecendo relações com a Europa, América, América Hispânica, Ásia e África.
  • Compreender como foi se constituindo a organização política do Brasil, evidenciando as mudanças, continuidades e rupturas que ocorrem em diferentes momentos históricos.
  • Compreender o conceito de cidadania em diferentes contextos histórico, percebendo as semelhanças, diferenças, mudanças permanências evidenciadas nos documentos oficiais.
  • Reconhecer os movimentos revolucionários e guerras que ocorrem em diferentes contextos históricos nacionais, percebendo as implicações políticas, econômicas e sociais, bem como as mudanças, as continuidades as rupturas decorrentes desses processos.
  • Reconhecer as transformações tecnológicas que ocorrem no mundo, no decorrer do século XX, identificando os impactos por elas produzidos na sociedade brasileira, em diferentes contextos.
  • Compreender como foi ocorrendo a constituição do mundo contemporâneo, percebendo as mudanças e rupturas em diferentes contextos, estabelecendo relações com o Brasil.
  • Analisar as mudanças e rupturas que ocorrem nos aspectos econômicos, políticos, sociais e culturais, no contexto da primeira metade do século XX.
  • Compreender as transformações mundiais que ocorrem nos aspectos políticos, econômicos, sociais e culturais do período do pós-guerra da segunda metade do século XX.
  • Reconhecer a configuração política, social, econômica e cultural do final do século XX e inicio do século XXI.
  • Refletir sobre os problemas, conflitos e dificuldades enfrentadas pelas pessoas no mundo, hoje, nas dimensões culturais, étnicas, religiosas, de gênero; estabelecendo relações com o Brasil.

 

ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO

 

Entendendo a história como produto da ação de todos os homens, num processo dinâmico e contraditório, vemos a necessidade de uma crítica em relação à disciplina de História como ela vem sendo trabalhada.

Um postura crítica significa, em princípio, um reconhecimento de que fatos, “heróis” e datas são erigidos de acordo com diferentes visões.

O que é considerado, nesta abordagem crítica, é o processo histórico. Dessa compreensão, surgirão, alguns fatos e personagens representativos e outros anônimos que participaram ou silenciaram nesse devir. As datas, por sua vez, serão utilizadas para situar no tempo o desenrolar do processo.

As sociedades estudadas são abordadas nas suas múltiplas relações:

ECONÔMICAS – como os homens produzem sua vida material através das relações de trabalho

CULTURAIS – como os homens expressam sua cultura através de símbolos.

POLÍTICAS – as relações de poder que se estabelecem na vida pública e privada.

O trabalho com conteúdos de História deve levar à compreensão de que as sociedades não são naturais, mas construídas pelos homens, estão sempre em movimento e em transformação no tempo.

O trabalho com o tempo ocorrerá de Pré a 8ª, dada sua importância para a compreensão do processo histórico.

Através dos conteúdos, o aluno deve ser capaz de compreender o tempo histórico, o movimento que está presente na formação das sociedades e se situará no seu tempo. Situar-se no seu tempo e compreender a sociedade em que vive é pressuposto fundamental para o exercício consciente da cidadania.

As noções temporais devem ser trabalhadas através da construção da linha do tempo, que é uma representação gráfica da vida de uma pessoa ou de uma sociedade, pontuado por acontecimentos significativos. Nela são trabalhadas as noções de sucessão e transformação.

Para o desenvolvimento do raciocínio histórico, os conteúdos serão problematizados. Diante de situações concretas serão colocadas como questões: o que mudou? O que permaneceu? Que necessidades fizeram surgir? Para que e a quem serve? Como? Onde? Quando?

Ao se utilizar situações problema, estarão sendo desenvolvidas as noções de tempo, espaço, transformação semelhanças e diferenças, permanências e mudanças, e produção das necessidades, em entrelaçar constante de tempos e espaços.

Metodologicamente, o ensino de História fará uso da recorrência histórica, que é entendida como diálogo estabelecido com o passado, a partir da inserção crítica no presente. É um ir e vir do presente ao passado e do passado ao presente, estabelecendo relações dinâmicas e multilineares.

É tarefa do professor criar situações de ensino para os alunos estabelecerem relações entre o presente e o passado, o particular e o geral, as ações individuais e coletivas, os interesses específicos de grupos e as articulações sociais.

Podem ser privilegiadas as seguintes situações didáticas:

       · questionar os alunos sobre o que sabem, quais suas idéias, opiniões, dúvidas e/ou hipóteses sobre o tema em debate e valorizar seus conhecimentos;

       · propor novos questionamentos, fornecer novas informações, estimular a troca de informações, promover trabalhos interdisciplinares;

       ·  desenvolver atividades com diferentes fontes de informação (livros, jornais, revistas, filmes, fotografias, objetos etc.) e confrontar dados e abordagens;

       · trabalhar com documentos variados como sítios arqueológicos, edificações, plantas urbanas, mapas, instrumentos de trabalho, objetos cerimoniais e rituais, adornos, meios de comunicação, vestimentas, textos, imagens e filmes;

       · ensinar procedimentos de pesquisa, consulta em fontes bibliográficas, organização das informações coletadas, como obter informações de documentos, como proceder em visitas e estudos do meio e como organizar resumos;

       · promover estudos e reflexões sobre a diversidade de modos de vida e de costumes que convivem na mesma localidade;

       · promover estudos e reflexões sobre a presença na atualidade de elementos    materiais e mentais de outros tempos e incentivar reflexões sobre as relações entre presente e passado, entre espaços locais, regionais, nacionais e mundiais;

       · debater questões do cotidiano e suas relações com contextos mais amplos;

       · propor estudos das relações e reflexões  que destaquem diferenças, semelhanças, transformações, permanências, continuidades e descontinuidades históricas;

       · identificar diferentes propostas e posições defendidas por grupos e instituições para solução de problemas sociais e econômicos;

       · solicitar resumos orais ou em forma de textos, imagens, gráficos, linhas do tempo, propor a criação de brochuras, murais, exposição e estimular a criatividade expressiva;

       · sistematizar, em todas as séries, as observações, as discussões e as reflexões através da produção de textos individuais e coletivos, desenhos, poesia, jornais, painéis e outros.

É importante que o professor sempre explicite sua proposta de trabalho para os estudantes e retome, algumas vezes, a proposta inicial a fim de que eles possam decidir sobre novos procedimentos no decorrer das atividades.

Deve haver uma escolha cuidadosa e crítica de textos de apoio, a utilização de uma bibliografia atualizada e um esquema de reuniões sistemáticas de professores da área.

 

 

GEOGRAFIA

 

FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS

 

A concepção da Geografia como estudo da organização dos espaços pela sociedade significa compreender a dinâmica da natureza, as relações estabelecidas entre os elementos naturais: água, ar, solo, vegetação e relevo, a análise das relações dos seres humanos entre si e com a natureza, o modo como se constrói o espaço geográfico.

O ensino da Geografia que aqui se propõe visa a compreensão do espaço geográfico sob os eixos -  Sociedade, Espaço e  Natureza .

A observação, representação, descrição e análise da ação humana na natureza são procedimentos utilizados pela Geografia para possibilitar ao aluno a leitura e a compreensão do espaço.

O processo de transformação da natureza ocasionado pela dinâmica dos fenômenos naturais e pela atuação dos seres humanos vem, ao longo do tempo, alterando todo o ecossistema terrestre, causando, por práticas devastadoras, enormes impactos ambientais.

O trabalho pedagógico busca, fundamentalmente, desenvolver a consciência voltada para a preservação dos recursos naturais e a sustentabilidade, bem como reconhecer as relações econômicas, políticas e culturais estabelecidas pelos seres humanos no espaço geográfico.

As profundas transformações por que tem passado a Geografia nos últimos anos apontam diferentes formas de abordagem do conteúdo geográfico, o que conduz a uma nova leitura e à análise das relações dos seres humanos entre si e com a natureza.

 A Geografia como parte integrante do conhecimento acadêmico, tem por papel possibilitar a leitura e a compreensão do espaço – seu objeto de estudo – por meio de procedimentos como a observação, representação, descrição e análise da ação antrópica na natureza.

Seu estudo se baseia na paisagem construída e organizada pelos diferentes grupos sociais, por meio do trabalho e das modificações feitas pela natureza e na natureza para satisfazer as necessidades das pessoas. Essas necessidades se modificam, de acordo com a época e as diferenças culturais de cada um dos grupos sociais, e causam impactos no ambiente em escalas variáveis.

O estudo do espaço geográfico trata da dinâmica da realidade sócio-ambiental nas suas relações dialéticas, sendo ele, portanto reconstruído a cada momento. Caracteriza-se ainda pelas formas de ocupação que as pessoas desenvolvem, assumindo as formas de espaço rural ou urbano, de acordo com as atividades produtivas que neles são realizadas, pela infra-estrutura que possuem.

O processo de transformação da natureza ocasionado pela dinâmica dos fenômenos naturais e pela atuação dos seres humanos vem, ao longo do tempo, alterando todo o ecossistema terrestre. Os impactos ambientais causados por práticas devastadoras, como a poluição dos rios, o desmatamento das florestas, a emissão de gases poluentes na atmosfera, são fortes indícios de que os ambientes naturais correm perigo, o que nos faz refletir sobre a manutenção da vida e o futuro do Planeta, pois todos nós, em diferentes escalas, causamos algum tipo de impacto sobre o ambiente.

Nessa perspectiva, é fundamental contemplar a questão ecológica no trabalho pedagógico, sobretudo relacionada aos conteúdos atitudinais, objetivando desenvolver no aluno uma consciência voltada para a preservação dos recursos naturais e a sustentabilidade, num processo responsável de desenvolvimento.

 

 

Área de Geografia – Pré-escolar, 1ª e 2ª séries (1.º, 2.º e 3.º anos do Ensino Fundamental de nove anos)

 

OBJETIVOS

 

  • Sistematizar a noção espacial, percebendo a proporção, distância e direção dos objetos, por meio da observação, representação e localização destes em diferentes espaços;
  • Utilizar as categorias espaciais (topológicas, projetivas e euclidianas) para construir representações (tridimensionais e bidimensionais) legendadas dos diferentes espaços conhecidos;
  • Reconhecer e utilizar os referenciais de localização e orientação espacial para se deslocar nos diferentes espaços;
  • Perceber que o espaço geográfico é ocupado por várias sociedades, que se organizam de formas diferenciadas e compõem o espaço global.

                              

Área de Geografia – 3ª e 4ª séries (4.º e 5.º anos do Ensino Fundamental de nove anos).

 

OBJETIVOS

 

  • Ler, interpretar e construir representações como mapas (tanto os confeccionados pelo estudante como os oficiais), gráficos e plantas simples, utilizando elementos da linguagem cartográfica;
  • Perceber que as referências universais de localização – N, S, E, O, NE, SE, NO, SO – são imprescindíveis para a circulação e o conhecimento do espaço geográfico, situando os elementos formadores das paisagens – humanos e físicos – nos espaços vivido, percebido e concebido;
  • Compreender que as sociedades são multiculturais, formadas por grupos de diferentes etnias, identificando as diversas construções dos espaços que materializam a cultura dos povos que os constróem, num processo contínuo;
  • Construir os conceitos de urbano e rural, identificando as atividades desenvolvidas em cada espaço e suas características;
  • Identificar, localizar e conceituar os fenômenos naturais, compreendendo a dinâmica da natureza e a interdependência entre relevo, clima, vegetação e hidrografia.

 

Área de Geografia – 5ª e 6ª séries (6.º e 7.º anos do Ensino Fundamental de nove anos).

 

OBJETIVOS

 

  • Reconhecer a importância da cartografia para ler, interpretar e construir representações em diferentes escalas;
  • Reconhecer as diferenças técnicas, modos de vida e produção que caracterizam a paisagem urbana e rural, identificando semelhanças e diferenças para compreender o espaço;
  • Compreende a relação do ser humano com a natureza para a produção do espaço e manutenção da vida;
  • Compreender a organização do espaço resulta das relações políticas/ econômicas/culturais entre os seres humanos.

 

Área de Geografia – 7ª e 8ª séries (8.º e 9.º anos de Ensino Fundamental de nove anos).

 

OBJETIVOS

 

  • Reconhecer a importância da cartografia para ler, interpretar e construir representações em diferentes escalas;
  • Reconhecer a importância das diferentes formas de representação (mapas, gráficos, fotos aéreas, maquetes, imagens de satélites, entre outros) para o estudo e compreensão dos fenômenos espaciais;
  • Reconhecer conceitos básicos da geografia estabelecendo a relação entre conceitos de diferentes territorialidades e temporalidade, entendo que estes definem os ritmos e processos socionaturais na  construção das paisagens;
  • Identificar e analisar o processo de desenvolvimento tecnológico e suas conseqüências socioambientais, compreendendo o conceito de globalização;
  • Compreender a interdependência entre os elementos formadores da paisagem, nos diferentes continentes.

 

                              

ENCAMINHAMENTOS METODOLÓGICOS

 

A área de Geografia, desde a sua consolidação no final do século XIX até os dias de hoje, veio apresentando significativas mudanças e posicionar-se em relação a elas torna-se importante para que o professor possa estruturas suas estratégias no processo das interações educativas em salas de aula.

Uma observação atenta em relação às propostas teóricas e metodológicas de Geografia Tradicional, de fundamentação positivistas, dificilmente poderá garantir a participação ativa por parte do aluno no processo de construção do saber geográfico. Para essa, o conteúdo a ser ensinado pode ser apresentado com toda sua objetividade, cabendo ao professor dirigir de forma rigorosa o discurso compromisso com suas verdades absolutas. Toda e qualquer dúvida deve ser abolida, cabendo ao aluno ouvir e registrar essas verdades, negando ao aluno a possibilidade de qualquer posicionamento crítico em relação a elas. Nesse sentido, a prática em sala de aula dessa visão de ensino da Geografia desconsiderava a diversidade cognitiva entre os alunos. Em vez de sugerir, pontificavam. A relação sujeito/objeto na abordagem dos conteúdos se colocava delimitada por fronteiras rígidas. O professor se colocava como o único depositário do saber e o aluno um receptáculo passivo a assimilar suas verdades prontas.

Os avanços obtidos com as propostas teóricas e metodológicas da Geografia Crítica e da nova Geografia Humanista, colocando o saber geográfico como algo construído, guardando em si uma intencionalidade que deve ser desvendada, passou a permitir ao professor a possibilidade de um ensino de Geografia em que o aluno pudesse interagir com sua individualidade e criatividade não somente para compreender o mundo, mas também para construir o seu saber sobre esse mundo, fortalecendo sua auto-estima.

O ensino de Geografia, de forma geral, é realizado mediante aulas expositivas ou leitura dos textos do livro didático. Entretanto, é possível trabalhar com esse campo do conhecimento de forma mais dinâmica e instigante para os alunos, por meio de situações que problematizem os diferentes espaços geográficos materializados em paisagens, lugares, regiões e territórios; que disparem relações entre o presente e o passado, o específico e o geral, as ações individuais e as coletivas; e que promovam o domínio de procedimentos que permitam aos alunos “ler” e explicar as paisagens e os lugares.

Na sala de aula, o professor pode planejar essas situações considerando a própria leitura da paisagem, a observação e a descrição,m a explicação e a interação, a territorialidade e a extensão, a análise e o trabalho com a pesquisa e a representação cartográfica.

A finalidade do ensino de Geografia de pré a 8ª série é a aquisição do conhecimento o espaço geográfico quanto à sua origem /ocupação / organização / construção / transformação.

Para garantir essa aprendizagem, considere-se o nível de compreensão e interação do aluno com a realidade. O professor deve organizar diferentes formas de interação do aluno com o conhecimento, considerando as estratégias de que o mesmo se utiliza para aprender.

 

 

MATEMÁTICA

 

FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS

 

A Matemática é parte constituinte do patrimônio cultural da humanidade. Ela é uma ciência, e como toda ciência é dinâmica e está em processo de desenvolvimento.

A Matemática faz parte da vida das pessoas que a utilizam cotidianamente; que têm suas vidas afetadas por decisões apoiadas em modelos matemáticos, explícitos ou não; que vivem num mundo cada vez mais tecnologizado e cientificado. A realidade social, cada vez mais dinâmica e complexa, exige o desenvolvimento da autonomia intelectual de todos os cidadãos, o que implica a necessidade da escola preparar os alunos para aprendizagem permanente e voluntária.

A aprendizagem matemática é uma atividade individual e social que pode auxiliar nesse processo de formação, pois depende e pressupõe um conjunto de interações (aluno-aluno, aluno-professor, aluno-conhecimento, aluno-meio social), no qual se apresentam os problemas relacionados ao mundo do trabalho, da ciência, da vida cotidiana e escolar.

Tal aprendizagem está relacionada à compreensão, ao estabelecimento de relações, ao aprender e produzir significados. Em termos pedagógicos, ela será tão mais eficaz quanto mais autênticas forem as situações problemas propostas aos alunos. Entendendo-se aqui como problema uma situação para a qual os alunos:

       · Desejam ou precisam encontrar solução;

       · Não encontram somente um procedimento para solucioná-lo;

       · Devem se envolver coma finalidade de buscar a solução, isto é, devem participar ativamente desse processo, pois os alunos aprendem mais e melhor quando são protagonistas das situações em que estão inseridos.

No ensino da matemática, há que se considerar:

       · a relação entre a observação da realidade e suas representações;

       · a relação das representações com os princípios e conceitos matemáticos; números e operações, espaço e forma, grandezas, medidas e tratamento da informação, que surgiram com a própria ciência;

       · a inter-relação entre os conceitos de números, medidas e a geometria.

O conceito de número é uma abstração quantitativa de determinadas propriedades, existindo apenas nas suas relações com outros conceitos, como por exemplo entre as medidas que servem de padrão para a avaliação de outras grandezas e a geometria que estuda as propriedades das formas (no bidimensional e tridimensional).

 

 

 

Área de Matemática – Pré-escolar, 1ª e 2ª séries – (1.º, 2.º e 3.º anos do Ensino Fundamental de nove anos)

 

OBJETIVOS

 

  • Construir o significado dos números naturais (classe das unidades simples: unidade, dezena e centena) em situações de contagem, medidas e códigos numéricos, em diferentes contextos, compreendendo os princípios de organização do Sistema de Numeração Decimal;
  • Utilizar-se da linguagem oral e da linguagem escrita para comunicar-se e produzir escritas matemáticas, na resolução de situações-problema de diferentes contextos;
  • Ler, construir e interpretar tabelas e gráficos como forma de comunicar e representar informações quantitativas e qualitativas;
  • Construir o significado dos sistemas de medidas e representar grandezas, utilizando medidas arbitrárias e convencionais, estimando e probalizando resultados;
  • Orientar-se e deslocar-se no espaço, interpretando, comunicando e representando a localização e a movimentação de pessoas e objetos, a partir de pontos de referência;
  • Identificar formas trimendicionais em diferentes contextos, percebendo semelhanças e diferenças entre os objetos do espaço e do plano fazendo descrições orais, construções e representações.

 

 

Área de Matemática – 3.ª e 4.ª séries – (4.º e 5.º anos do Ensino Fundamental de nove anos)

 

   OBJETIVOS

 

  • Compreender os princípios de organização do Sistema de Numeração Decimal (classe dos milhões) e valer-se deste para registrar, elaborar e resolver situações-problema em diferentes contextos;
  • Utilizar-se da linguagem oral e da linguagem escrita para comunicar-se e produzir escritas matemáticas, na resolução de situações-problema de diferentes contextos;
  • Analisar, coletar e representar informações que são representadas em linguagem gráfica, percebendo a intencionalidade com que elas foram representadas e a freqüência de acontecimentos previsíveis ou aleatórios, por meio de recursos estatísticos e probabilísticos;
  • Fazer uso dos sistemas de medidas, comparando e estabelecendo relações entre grandezas, assim como fazendo estimativas e probalizando resultados;
  • Ampliar o Sistema de Numeração Decimal dos números naturais para os racionais, reconhecendo as relações entre as operações e suas diferentes representações;
  • Orientar-se no espaço, interpretando e representando a localização e a movimentação de pessoas e objetos, a partir de pontos de referência, utilizando corretamente a linguagem matemática;
  • Identificar características das figuras geométricas por meio de descrições orais, construções e representações, percebendo semelhanças e diferenças entre os objetos do espaço e do plano.

 

Área de Matemática – 5ª e 6ª séries (6.ª e 7.ª anos do Ensino Fundamental de nove anos)

 

OBJETIVOS

 

  • Construir e ampliar conceitos envolvendo números naturais, inteiros e racionais, na solução-problema envolvidas em diversos contextos;
  • Reconhecer regularidades presentes nas linguagens matemáticas, estabelecendo relações e as representando algebricamente;
  • Analisar qualitativa e quantitativamente dados relativos a uma determinada situação utilizando linguagens matemáticas para coletar, operar e representar informações;
  • Compreender, utilizar e operar nos sistemas de medidas, estabelecendo relações entre as diferentes grandezas presentes em diversos contextos.

 

Área de Matemática – 7ª e 8ª séries (8.º e 9.º anos do Ensino Fundamental de nove anos)

 

OBJETIVOS

 

  • Construir e ampliar conceitos envolvendo números naturais, inteiros, racionais, irracionais e reais, na resolução de situações-problema, em diversos contextos;
  • Reconhecer e utilizar a linguagem algébrica como a forma de generalização e estruturação das demais linguagens matemáticas, percebendo regularidades e estabelecendo relações;
  • Analisar qualitativa e quantitativamente dados relativos a uma determinada situação utilizando linguagens matemáticas para coletar, operar e representar informações;
  • Reconhecer e utilizar as propriedades geométricas de figuras planas na resolução de situações-problema que estimulem o desenvolvimento do pensamento geométrico;
  • Compreender, utilizar e operar nos sistemas de medidas, estabelecendo relações entre as diferentes grandezas, presentes em diferentes contextos;
  • Reconhecer e utilizar as relações métricas e trigonométricas nos triângulos, compreendendo a dedução dos teoremas que os envolvem, aplicadas em situações que estimulem o desenvolvimento do pensamento trigonométrico.

 

 

CIÊNCIAS

 

FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS

 

         O ensino de Ciências se apresenta com a finalidade de colaborar para a compreensão da natureza e das transformações ocasionadas pelo ser humano no ambiente. Ao mesmo tempo, deve desenvolver no aluno as habilidades de observar, interpretar e analisar os fatos do ambiente em que vive e do qual faz parte. A apropriação do conhecimento científico desenvolve autonomia no pensar e no agir, possibilitando ao aluno condições de interagir no mundo como cidadão consciente e atuante.

         No ensino de Ciências Naturais é preciso superar modelos que tratam o conhecimento científico como neutro, que lhes confere uma imagem positivista e a crítica da ciência, tendo o ser humano como centro do universo e a crença de que a natureza está a seu dispor. Para tal superação, é necessário compreender a relação dialética entre ação humana e natureza, que se dá numa teia de inter-relações biofísicas e sociais, em que o conhecimento científico está em constante desenvolvimento e construção, sendo influenciado diretamente por questões sociais, ambientais, econômicas e culturais.

         Levando-se em consideração esses aspectos e para garantir a continuidade da aquisição do conhecimento, busca-se construir alguns conceitos básicos como: Transformação, Energia, Equilíbrio, entre outros, que são fundamentais para o ensino de Ciências e importantes no processo de formação do aluno. Esses conceitos, que são referenciais para o desenvolvimento do trabalho do professor, deverão ser constantemente retomados. Nessa perspectiva, o trabalho de sala de aula deve partir da realidade do aluno em seu contexto sócio-cultural. Para tanto, são procedimentos fundamentais para o ensino de Ciências:

  • Explicar as representações por meio de pesquisa, observações, comparações, debates e situações experimentais, na tentativa de justificar suas idéias;
  • Organizar, relatar e registrar informações por meio de desenhos, murais, textos e outros, sob a orientação do professor;
  • Estabelecer relações entre fenômenos da natureza, os conhecimentos relacionados à alimentação, a saúde, à sexualidade e à preservação de doenças com os fatos do seu cotidiano, compreendendo a importância do pensar global e do agir local;
  • Desenvolver uma visão crítica sobre o conhecimento científico;
  • Promover o contato com a ciência e seu papel na sociedade contemporânea para que possam realizar escolhas e utilizá-las como ferramenta para melhoria da qualidade de vida.

Área de Ciências Naturais – Pré, 1ª e 2ª séries (1.º, 2.º e 3.º anos do Ensino  Fundamental de nove anos)

 

OBJETIVOS

 

  • Identificar a presença de seres vivos e de elementos não vivos em diferentes ambientes terrestres, as relações de interdependência que existem entre eles, bem como a forma como o ser humano utiliza esses elementos e transforma os ambientes;
  • Investigar o corpo humano, estabelecendo diferenças e semelhanças entre os seres humanos e os outros seres vivos e utilizando as informações para elaborar classificações e para valorizar a diversidade de vida dos diferentes ambientes terrestres e o respeito às diferenças individuais entre os seres humanos;
  • Observar a regularidade da ocorrência de alguns fenômenos celestes, sua influência no ambiente e nas atividades humanas, permitindo que o ser humano se organize no espaço e no tempo.

 

Área de Ciências Naturais - 3ª e 4ª séries (4.º e 5.º anos do Ensino Fundamental de nove anos)

 

OBJETIVOS

 

  • Identificar as características e propriedades do ar, da água e do solo, bem como a utilização e a transformação desses elementos pelo ser humano, em diferentes tempos e espaços, considerando as causas e as conseqüências dos impactos ambientais causados por essas transformações;
  • Reconhecer o corpo humano como um todo integrado, estabelecendo relações entre os processos da digestão, respiração, circulação e excreção, compreendendo a saúde como bem-estar físico, social e psíquico do indivíduo;
  • Caracterizar os sistemas genitais masculino e feminino e as mudanças no corpo humano durante a puberdade, respeitando as diferenças individuais do corpo e do comportamento nas diferenças fases da vida;
  • Compreender que o ser humano é parte integrante da natureza, interage com o meio através dos órgãos dos sentidos e reage aos estímulos do ambiente por intermédio dos sistemas muscular e esquelético, identificando o papel do sistema nervoso e hormonal na coordenação dessas funções.

 

 

Área de Ciências Naturais – 5ª e 6ª séries (6.º e 7.º ano do Ensino Fundamental de nove anos)

 

OBJETIVOS

 

  • Identificar diferenças astros do Universo e em especial os do Sistemas Solar, reconhecendo a regularidade dos fenômenos celestes, sua influência no ambiente e nas  atividades humanas, permitindo que o se humano se organize no espaço e no tempo;
  • Valorizar a vida em sua diversidade compreendendo a adaptação dos seres vivos aos diferentes ambientes, e a interferência da ação humana, adotando posturas que venham assegurar a conservação da vida;
  • Compreender a existência dos diferentes elementos da natureza (água, ar, solo e seres vivos) e a relação de interdependência existente entre eles, interpretando situações de equilíbrio e desequilíbrio ambiental e as  conseqüências da interferência humana na geração de agentes poluidores e na dinâmica das cadeias alimentares, adotando posturas responsáveis e conscientes em relação ao ambiente.

 

 

Área de Ciências Naturais – 7ª e 8ª séries (8.º e 9.º ano do Ensino Fundamental de nove anos)

 

OBJETIVOS

 

  • Compreender o organismo humano como um todo, interpretando diferentes relações entre sistemas, órgãos, tecidos em geral, reconhecendo fatores internos e externos ao corpo humano que concorrem na manutenção do equilíbrio, as manifestações e os modos de prevenção de doenças e o papel da sociedade na preservação da saúde coletiva e individual;
  • Compreender e discutir a relação entre os fenômenos físicos e químicos que ocorrem na biosfera, na atmosfera, na litosfera e hidrosfera, por meio de estudos sobre a formação dos ciclos de matéria e da vida, explicitando diferentes relações tanto no nível local quanto no planetário;
  • Compreender os sistemas nervoso e hormonal como sistemas de relação entre os elementos internos do corpo com o ambiente, em situações do cotidiano ou de risco à integridade pessoal e social, valorizando condições saudáveis de vida;
  • Compreender os processos de reprodução humana-fecundação, gestação e parto, conhecendo vários métodos anticoncepcionais e estabelecendo relações entre o uso de preservativos, a contracepção e a prevenção das doenças sexualmente transmissíveis, valorizando o sexo seguro e a gravidez planejada.

 

ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO

 

         Tendo em vista o desenvolvimento do trabalho em sala de aula, deve ser considerado como ponto de partida algum aspecto do ambiente do aluno e o correspondente conhecimento resultante da própria prática social. O aluno independentemente de sua escolaridade, já possui uma determinada vivência em relação aos conteúdos, embora de forma geralmente fragmentária ou sincrética. Entende-se como prática social experiência de vida que o aluno carrega consigo e que deve ser levada em consideração no momento da aprendizagem escolar.

         O professor, ao oportunizar situações de problematização dessa prática social, evidenciará as limitações e/ou equívocos de entendimento desse conhecimento. Assim permitirá, por um lado, que venha à tona os conceitos prévios sobre o assunto, e por outro, que o aluno sinta necessidade de adquirir novos conhecimentos ou de reelaborar os preexistentes.

         A mediação do professor é fundamental no processo ensino-aprendizagem, possibilitando ao aluno o acesso ao conhecimento sistematizado que, uma vez integrado ao seu conhecimento anterior, é um instrumento cultural indispensável ao melhor entendimento da realidade.

         Esse entendimento se dará de forma diferenciada e gradativa, representada por sínteses cada vez mais complexas que possibilitarão a ele atuar criticamente na perspectiva prática social. Á medida que a experiência de vida do aluno é trabalhada no processo pedagógico, os conteúdos de ensino vão-se incorporando naturalmente ao seu cotidiano, tornando-lhe possível uma melhor compreensão da realidade.

         Levando-se em conta esses aspectos e respeitando-se os limites da escolaridade do aluno, é necessário que, nas séries iniciais, ele seja colocado em contato direto com os objetos, seres e fenômenos a serem estudados, considerando seu nível de compreensão para trabalhar os conhecimentos abstratos. Assim, o procedimento mais adequado deve ser a exploração direta do meio(na própria escola, nas suas imediações, em locais mais distantes), proporcionando o desenvolvimento da observação, da manipulação de materiais, da problematização, do reconhecimento das causas de alguns fenômenos simples e suas interações. Os resultados desse trabalho deverão ser registrados através de relatos, dramatizações, desenhos, textos escritos.

Nas séries intermediárias, à medida que o aluno amplia seus potenciais de conhecimentos, torna-se imprescindível criar condições que favoreçam o entendimento das interações menos imediatas entre os fenômenos e das relações entre Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente. Assim, deve-se adotar procedimentos que explorem o trabalho com experimentos, jogos, filmes, textos, fotografias permitindo a apreensão do mio não vivido pelo aluno, mas  percebido através de documentos representativos dessa nova realidade.

Nas séries finais do Ensino Fundamental será ampliado significativamente o universo de abstrações do aluno. Nele garante-se o entendimento das interações não visíveis ou imperceptíveis no funcionamento do Ecossistema, atingindo-se escalas espaço-temporais planetárias. Ampliam-se, também, o significado e o papel do homem como ser biossocial, bem como a compreensão das relações mais complexas entre Ciência, tecnologia, Sociedade e Ambiente.

No processo ensino-aprendizagem de Ciências, os experimentos propiciam uma situação de investigação que deve ser garantida especialmente a partir das séries intermediárias. Entretanto não é suficiente fazer experiências ou usar o laboratório apenas para provar leis ou teorias, pois essa prática reforça o caráter dogmático da Ciência, falseando seu real significado. Os experimentos devem ser utilizados quando da exploração do ambiente em condições espontâneas se esgotarem, necessitando-se de condições controladas para o aprofundamento do assunto. Além disso, deve-se incentivar a autonomia do aluno no processo de investigação, tanto na elaboração dos problemas, na escolha dos procedimentos, como no estabelecimento das conclusões. As coletivas dos experimentos, a discussão aberta de seus resultados e as conclusões favorecem o desenvolvimento do pensamento crítico e divergente.

Entretanto, no encaminhamento metodológico geral, pode-se recorrer a variadas técnicas, desde que não se esqueça de que cada uma é mais apropriada para se atingir determinados objetivos. Porém o seu papel definitivo em cada situação de aprendizagem será definido pela postura do professor a utilizá-la, assim como ao seqüenciá-la e hierarquizá-la no contexto das demais.

 

EDUCAÇÃO FÍSICA

 

FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS

 

Diante de uma sociedade de profundas contradições, marcadas por uma acentuada desigualdade social, em que de um lado temos um vertiginoso desenvolvimento técnico-científico, de outro um grande contingente de pessoas em situação de miséria, qual o papel da Educação Física no contexto escolar.

Os educadores inseridos na totalidade do trabalho escolar têm um grande desafio: efetivar a Educação Física como prática pedagógica capaz de promover o desenvolvimento da consciência corporal e de competências para a realização voluntária e consciente de suas práticas, propiciando a compreensão e explicitação da realidade bem como a atuação e transformação dessa realidade social.

Nessa perspectiva, a Educação Física abordará elementos da Cultura Corporal, entendendo-os como acervo de conhecimentos, construídos nas relações sociais, dos quais o ser humano se apropria de acordo com as intencionalidades lúdicas, estéticas, artística, formativa e outras.

No contexto escolar, a Educação Física trabalhará elementos da Cultura Corporal, dentre eles: Ginástica, Jogo, Dança, Esportes, Luta, considerando a sua significação social, a dinâmica histórica da sua produção e a complexidade dessas práticas, determinadas pelas contradições sociais.

A Educação Física, articulada às demais áreas do conhecimento oportunizará a análise crítica da relação entre a sua prática e as questões sociais relevantes como a violência, o consumismo, o sexismo, a corpolatria, a competitividade, o conformismo, tendo por intenção promover a formação de conceitos mais amplos, tais como corporalidade*, cultura corporal, sociedade, trabalho, poder, lazer, transformação, abordados nas dimensões cultural, ética, biológica, social, filosófica, política e econômica.

Dessa forma, os conteúdos, considerados em seus aspectos conceitual, procedimental e atitudinal, serão metodologicamente organizados pela escola, possibilitando a vivenciação, a reflexão e a reelaboração, de modo a se constituírem em conhecimento multidimensional.

* corporalidade: conjunto de práticas corporais do homem, sua expressão criativa, seu reconhecimento consciente e sua possibilidade de comunicação e interação na busca da humanização das relações dos homens entre si e com a natureza. A corporalidade se consubstancia na prática social a partir das relações de linguagem, poder e trabalho, estruturantes da sociedade. No caso específico deste trabalho, a sociedade capitalista contemporânea (OLIVEIRA, 1999). “Existe espaço para o ensino de Educação Física na escola básica?)

 

Área de Educação Física - Pré, 1ª e 2ª séries (1.º e 2.º e 3.º anos do Ensino Fundamental de nove anos)

 

OBJETIVOS

 

  • Vivenciar elementos da cultura corporal ginástica (dança, jogo e luta), orientando se em espaços e tempos necessários a essas práticas;
  • Construir outras possibilidades de movimentar-se corporalmente, reelaborando as práticas vivenciadas, com apoio dos professores e dos colegas;
  • Reconhecer suas possibilidades de movimentação corporal, percebendo-se como único, diferente de seus colegas, compreendendo e respeitando as diferenças individuais;
  • Interagir, dentro do ambiente escolar, adotando atitudes de respeito, na tentativa de superar inibições e/ou atitudes de preconceito/discriminação;
  • Resolver as situações de conflito surgidas com os colegas na realização das práticas corporais, por meio do diálogo;
  • Aplicar os conhecimentos adquiridos na resolução de desafios corporais, com apoio dos professores e dos colegas;
  • Respeitar a diversidade cultural, participando de atividades trazidas pelos colegas;
  • Reconhecer algumas das alterações fisiológicas que ocorrem em seu corpo durante e após a realização das práticas corporais (cansaço, elevação dos batimentos cardíacos, sudorese, aumento da freqüência respiratória.

 

Área de Educação Física – 3ª e 4ª séries (4.º e 5.º anos do Ensino Fundamental de nove anos)

 

OBJETIVOS

 

  • Vivenciar os elementos da cultura corporal (ginástica, dança, jogo e luta), utilizando as habilidades básicas de movimento necessárias a essas práticas.
  • Construir outras possibilidades de movimentar-se corporalmente, reelaborando as práticas vivenciadas, com autonomia;
  • Reconhecer as possibilidades e limites do próprio corpo, percebendo a importância de construir um estilo pessoal de movimentar-se, compreendendo e respeitando as diferenças individuais;
  • Interagir, dentro do ambiente escolar, adotando uma postura de respeito e solidariedade, com vistas à superação de preconceitos e/ou discriminações.
  • Resolver, com autonomia, situações de conflito surgidas com os colegas no desenvolvimento das práticas corporais;
  • Aplicar os conhecimentos adquiridos na resolução de desafios corporais, com autonomia;
  • Identificar algumas das alterações fisiológicas desencadeadas em seu corpo durante e após a realização das práticas corporais (nos sistemas respiratório e cardiovascular, na temperatura do corpo, nas sensações de cansaço/excitação e de bem – estar);
  • Identificar-se com elementos da cultura corporal como uma opção de prática corporal de lazer, utilizando-os nos tempos disponíveis;
  • Reconhecer a relação existente entre o seu corpo como meio de comunicação e as questões sociais relevantes;
  • Perceber a importância da avaliação em grupo nas diferentes práticas corporais realizadas no contexto escolar, como condição de melhoria para a sua atuação.

 

 

Área de Educação Física – 5ª a 8ª séries (6.º, 7.º, 8.º e 9.º anos do Ensino Fundamental de nove anos)

 

OBJETIVOS

 

  • Vivenciar os elementos da cultura corporal (ginástica, dança, jogo, luta e esporte), utilizando habilidades técnico-táticas solicitadas por essas práticas.
  • Reelaborar. Individual e/ou coletivamente, as práticas vivenciadas, construindo outras formas de execução;
  • Conscientizar-se das possibilidades e limites corporais, utilizando um estilo pessoal durante a realização das práticas corporais, respeitando as diferentes capacidades de movimentação;
  • Interagir, no ambiente escolar, de forma cooperativa, adotando atitudes de respeito;
  • Resolver as situações de conflito surgidas durante a realização das práticas corporais, com autonomia responsável;
  • Aplicar conhecimentos adquiridos, solucionando os desafios corporais, com discernimento e autonomia;
  • Perceber o seu corpo como meio de comunicação, de expressão e de atuação nas relações sociais, por meio da realização consciente das práticas corporais;
  • Perceber o funcionamento do seu corpo, bem como as alterações fisiológicas acorridas nas  diferentes práticas corporais, relacionando-se com o esforço e com a intensidade empregados, reconhecendo e respeitando seus limites e suas possibilidades corporais;
  • Organizar e utilizar os elementos da cultura corporal, como uma opção de prática para o preenchimento sadio das horas livres, reconhecendo-os como necessidade e direito do cidadão e fator de saúde e qualidade de vida;
  • Compreender a cultura corporal como um acervo construído historicamente, reconhecendo a possibilidade de vir a ser sujeito na construção de suas práticas;
  • Realizar leitura crítica dos fenômenos esportivos, estéticos, lúdicos e de suas relações com questões sociais relevantes necessárias ao desenvolvimento da consciência corporal e à atuação como sujeito ativo da história;
  • Reconhecer a importância da auto-avaliação e da avaliação em grupo nas diferentes práticas corporais realizadas no contexto escolar e fora da escola como condição de melhoria para a sua atuação.

 

 

ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO

 

Entendendo a ação, ou seja, o movimento corporal como condição indispensável para o desenvolvimento do homem, a Educação Física inserida no processo educacional busca trabalhar esse movimento numa dimensão de totalidade, visualizando o aluno como ser concreto, único em sua individualidade, porém determinado e determinante no processo histórico das relações sociais.

O professor, compreendendo a evolução do indivíduo, suas características e necessidades numa dialética de desenvolvimento, entendendo as diferenças individuais, poderá articular sua prática pedagógica à realidade contextual que irá trabalhar, garantindo, assim, a todos os alunos a apropriação do conhecimento.

O processo de aprendizagem será desenvolvido considerando-se o saber trazido pelos alunos – antecedentes culturais, articulados com o saber escolar sistematizado, no desenrolar de toda a prática pedagógica.

Há necessidade de professor e aluno serem elementos ativos, atuando numa relação de reciprocidade. O professor, competente tecnicamente e compromissado politicamente, converterá o saber objetivo em saber escolar, com significado para o aluno, levando-o à apropriação do conhecimento técnico-científico, numa ótica crítica.

Tendo o corpo como referencial da nossa prática pedagógica, faz-se necessário compreendê-lo fazendo a leitura de como está  “forjado” hoje, articulado às concepções de corpo passado, pelas necessidades e/ou imposições sociais, com suas marcas socioculturais (discriminações, tabus, preconceitos, valores). Assim, o professor poderá fazer um trabalho pedagógico calcado no discernimento crítico, onde identificando ö velho no novo”, desmascarando mecanismos reprodutores, identificará qual corpo precisamos ter ou pretendemos ser.

Toda ação pedagógica deverá, além da apropriação, oportunizar a produção de novos conhecimentos, pois entendemos que o saber não é estático, dogmático, mas está num constante vir a ser, num “devir”.

 O professor, considerando o aluno a partir de suas experiências, apresentará o conteúdo, desafiando, provocando, a fim de despertar o interesse dando a esse conteúdo um primeiro significado.

Daí a importância de o professor interagir nesse processo, instrumentalizando o aluno com seus conhecimentos técnico-científicos: ajudando-o na construção de seu conhecimento.

A partir do confronto das experiências dos alunos com um novo conhecimento, ocorrerá a ruptura, ou seja a superação pela incorporação, onde o nível de compreensão do aluno será elevado a um patamar superior, pois detém agora novos conceitos – um conhecimento mais elaborado.

O conhecimento pessoal de cada aluno mais evidenciado pelos colegas, em confronto com o oferecido pelo professor, resultará numa síntese final, produto da compreensão de cada um nas relações sociais.

Nessa perspectiva entendemos a necessidade da teoria e prática, onde não podemos negar uma nem exaltar outra, pois não existem isoladamente e quando incorporamos esse processo conscientemente, somos capazes de realizar atividades transformadoras significativas no contexto social de nossas expressões.

 

 

ENSINO RELIGIOSO

 

FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS

 

Em nosso país, o Ensino Religioso, teve inicialmente um caráter catequético por influência do trabalho dos jesuítas, perdurando a concepção evangelizadora, cuja finalidade era a de fazer seguidores, até por volta da década de 70.

A partir da Lei nº 5.692/71, o enfoque do Ensino Religioso passou a centrar-se no desenvolvimento da religiosidade do aluno. Nesse âmbito, a Educação Religiosa teve como conteúdo os valores humanos voltados para uma vivência ética, sem se ater a qualquer forma de doutrinação. A metodologia aplicada nessa concepção objetivava um questionamento sobre a realidade do aluno, e as possíveis mudanças de atitudes, o ver, o julgar, o agir e o celebrar, constituíam então, os passos metodológicos.

A lei nº 9.475/97, a qual apresenta uma nova redação para o artigo 33 da LDBEN/96, aponta novos avanços e perspectivas para o Ensino Religioso, ao ressalvar a importância de se assegurar o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil e ao vedar quaisquer formas de proselitismo. Essa intenção dá à  Educação Religiosa uma nova característica, centrada na antropologia religiosa, passando a constituir-se em área de conhecimento, cujo objeto de estudo é o fenômeno religioso. Entende-se por fenômeno religioso o conjunto de expressões, tanto de caráter pessoal como comunitário, relacionado à busca do transcendente. O fenômeno religioso acontece no universo de uma cultura, é influenciado por ela e, consequentemente, também a influencia.

Em toda cultura produzida com a tentativa de superação de limites humanos, está presente o substrato religioso. O Ensino Religioso, numa dimensão antropológica e como uma das áreas do conhecimento, favorece a compreensão das diferentes expressões religiosas, possibilitando uma visão global de mundo e de pessoa.

Refletir e analisar a diversidade religiosa existente possibilita ao aluno a compreensão do papel das tradições religiosas na estruturação e manutenção das diferentes culturas e manifestações sócioculturais, portanto:

Aprender a conviver com diferentes tradições religiosas, vivenciando a própria cultura e respeitando as diversas formas de expressão cultural, o educando está também se abrindo para o conhecimento. Não se pode entender o que não se conhece. Assim, o conceito de conhecimento do Ensino Religioso, de acordo com as teorias contemporâneas, aproxima-se cada vez mais a idéia de que conhecer é constituir significados (PCNs, Ensino Religioso, p. 39)

O Ensino Religioso tem o compromisso com a transformação social e histórica diante da vida e do transcendente. Pretende a humanização por meio da socialização do conhecimento religioso, promovendo o estabelecimento de novas relações do aluno consigo mesmo, com os outros, com a natureza e com o transcendente.

O conhecimento religioso compreende o ser humano numa perspectiva própria, entrando em discussão um elemento perene: a questão do sentido da existência, visto que nele o Transcendente se manifesta (PCNs – Ensino Religioso, p. 40).

O Ensino Religioso deve promover uma abertura ao diálogo inter-religioso, na perspectiva dos valores universais comuns a todas as tradições religiosas, tendo por base a alteridade e o direito à liberdade de consciência e opção religiosa. Deve ser entendida como um processo interativo entre educador e aluno, na busca da realização destes como seres humanos, inseridos numa sociedade em que devem ser reconhecidos e respeitados como cidadãos.

Não basta que o aluno conheça a sua realidade religiosa apenas, pois ele vive a realidade plural, onde a diferença e a variedade configuram a realidade maior.

Compreender que os mitos pessoais ou coletivos se traduzem em ações e na construção da própria história e que a linguagem religiosa é essencialmente simbólica proporciona ao indivíduo uma maior abrangência de consciência, de saber e, portanto, oportuniza o manejo desse conteúdo nas relações.

O tratamento didático dos conteúdos do Ensino Religioso propõe o respeito à pluralidade, o enfoque dado ao sagrado como meio de proteção e estabelecimento de um ethos.

Nas relações do humano para com o humano, do humano com outras formas de vida, ou seja, abrangendo a relação inter-espécies.

       Assim o Ensino Religioso propõe:

· compreender as relações do homem com o transcendente;

· abordar o conhecimento religioso com a fundamentação na experiência, na pesquisa e na vivência coletiva, unindo, dessa forma, a experiência pessoal à experiência social;

· buscar o saber (informação sobre o fenômeno religioso), o viver (prática de valores humanizadores), integrando a pessoa em suas duas dimensões: a ter e conhecer (horizontal) com a do ser (vertical);

· integrar as dimensões do ser humano: racional, intuitivo, poético, ético, estético, místico, espiritual, transcendente e outras;

· integrar ciência e consciência, ciência e ética, ciência e arte, ciência e tradição de sabedoria;

· proporcionar espaço para a interiorização, sensibilização e reflexão crítica da realidade social, política, econômica e religiosa;

· desenvolver a consciência crítica e também a criatividade e a religiosidade;

· utilizar a linguagem formal e científica para aprofundar conhecimentos e a linguagem simbólica para compreender categorias intuitivas, como os mitos, os símbolos, os ritos e os arquétipos expressos pelos povos;

·  dar ciência e à tecnologia uma dimensão ética;

· educar para a paz, com base no respeito e reverência ao transcendente presente em si e no outro.

A escola é um espaço privilegiado para a construção de conhecimentos, expansão da criatividade, vivência de valores éticos e educação para a paz. A Educação Religiosa no currículo escolar possibilita a promoção do respeito mútuo, a partir da valorização da singularidade e de cada pessoa e do diálogo inter-religioso, estabelecendo, assim, novas relações de convivência com as diferenças.

 

Área de Ensino Religioso – Pré, 1ª e 2ª séries (1.º, 2.º e 3.º anos do Ensino Fundamental de nove anos)

 

OBJETIVOS

 

  • Reconhecer o outro, refletindo e vivenciando o diálogo e o respeito às diferenças religiosas;
  • Reconhecer a diversidade religiosa presente na realidade próxima, construindo o seu referencial de entendimento das diferenças;
  • Identificar os símbolos religiosos, estabelecendo a relação de seus significados;
  • Conhecer alguns espaços sagrados existentes na comunidade, identificando a função desses espaços.

 

Área de Ensino Religioso - 3ª e 4ª séries (4.º e 5.º anos do Ensino Fundamental de nove anos )

 

OBJETIVOS

 

  • Refletir sobre a alteridade e o respeito às diferenças, reconhecendo o direito à liberdade de expressão religiosa do outro;
  • Identificar as diferentes tradições religiosas, reconhecendo a importância da religião na vida das pessoas;
  • Conhecer os textos sagrados, percebendo-os como referenciais de ensinamentos sobre a fé e a prática das tradições religiosas;
  • Conhecer as principais espiritualidades de algumas tradições religiosas, identificando-as como métodos e práticas de relação com o sagrado;
  • Identificar ritos e rituais, reconhecendo a importância do seu significado cultural;
  • Identificar espaços sagrados, analisando a sua função.

 

 

[Área de Ensino Religioso – 5ª e 6ª séries (6º e º anos do Ensino Fundamental de nove anos)

 

OBJETIVOS

 

  • Conhecer aspectos do ethos de algumas religiões e filosofias de vida, reconhecendo o outro em suas diferenças;
  • Identificar as diferentes tradições, analisando-as como fato social e cultural.
  • Conhecer os textos sagrados, compreendendo a sua linguagem mítico-simbólica;
  • Identificar símbolos religiosos, ritos, rituais e espiritualidades, reconhecendo sua importância na expressão do sagrado;
  • Identificar espaços sagrados, analisando a sua função e simbologia;
  • Conhecer as crenças sobre a vida além – morte, refletindo sobre as questões fundamentais da vida;
  • Identificar símbolos religiosos, ritos, rituais e espiritualidades, reconhecendo sua importância na expressão do sagrado;
  • Identificar espaços sagrados, analisando a sua função e simbologia;
  • Conhecer as crenças sobre a vida além-morte, refletindo sobre as questões fundamentais da vida.

 

 

ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO:

 

 A metodologia do Ensino Religioso deve ser dinâmica, flexível e adequada a cada conteúdo ou tema a ser desenvolvido, de modo a favorecer o diálogo entre diferentes crenças e o compromisso com a vida cidadã. O encaminhamento metodológico deve contemplar:

A harmonização – sugere-se iniciar a aula realizando uma breve atividade de sensibilização para criar um clima favorável ao diálogo, possibilitando a vivência da afetividade e da humanização. Por exemplo: propor um momento de cumprimentos, troca de abraço, formação do abraço grupal, movimentação numa roda em ritmo de música clássica ou étnica, exercícios corporais de alongamento e respiração, entre outros.

A observação – orientar um momento de observação, visando à sensibilização para o mistério e a leitura da linguagem mítico-simbólica. Sugere-se como exemplo: organizar uma exposição de símbolos, livros sagrados, ilustrações e fotos para serem analisados pelos alunos.

A reflexão – propiciar espaço para o diálogo e a manifestação do pensamento a partir da problematização sobre temas estudados, respeitando a liberdade de opinião e promovendo a articulação ética do diálogo de modo a evitar juízos e atitudes preconceituosas.

A informação – buscar informações, visando subsidiar o processo de produção do conhecimento, por meio de troca de experiências entre alunos, pesquisa de dados na comunidade e consulta a fontes variadas de informações como: leitura de textos, filmes e Internet.

O compromisso de vida – estimular a participação coletiva nas atividades desenvolvidas e propor a vivência de valores e atitudes que favoreçam o convívio social e o exercício da cidadania.

       O tratamento didático realiza-se em nível de análise e conhecimento, considerando a pluralidade cultural e religiosa dos alunos bem como o direito de sua expressão religiosa.

       A abordagem didática deve se dar em função do desenvolvimento cognitivo dos alunos e em função da continuidade da aprendizagem. Portanto deve ter como pressupostos:

       · “A bagagem cultural religiosa dos educandos seus conhecimentos anteriores;

       · A complexidade dos assuntos religiosos, principalmente devido à pluralidade;

       · A possibilidade de aprofundamento dos conteúdos “. (PCNs – Ensino Religioso, p. 39.)

       O tratamento didático prevê ainda organização social das atividades, organização do espaço e do tempo, seleção e critérios de uso de materiais e recursos.

 

ARTES

 

FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS

 

Realizar o ensino das artes requer a compreensão e a ressignificação destas, por meio de disciplinas componentes dos currículos escolares. A arte apresenta-se como uma área específica do conhecimento que, para tal, necessita ser estudada e aprofundada conforme a LDBEN nº 9394/96.

Visando à realização de um trabalho que propicie o desenvolvimento do pensamento artístico e da percepção estética, o ensino da Arte possibilita a compreensão do registro da interferência humana no espaço e no tempo por meio da ação criadora, representada pelas estruturas artísticas, e pelo modo de ver, ouvir, encenar ou movimentar-se. Proporciona também, a ação/reflexão sobre os valores culturais e ambientais estabelecidos pelo ser humano, prevendo o trabalho cooperativo e solidário e o desenvolvimento da autonomia para a pesquisa, organização e ressignificação de informações.

A função da arte na escola não prevê a formação profissional de artistas, e sim o desenvolvimento de um trabalho em que o objeto de estudo é a própria arte representada pó meio das convenções socioculturais, a partir das diferentes linguagens artísticas; Artes Visuais, Música, Teatro e Dança.

Os princípios que norteiam o ensino da Arte compreendem a paisagem artística pelo ser humano, a partir de diferentes formas de organização do pensamento e a relação que se estabelece entre o objeto artístico e aquele que o aprecia e a partir do jogo oriundo da inter-relação entre razão, emoção e intuição.

Entende-se por paisagem artística a representação de um espaço real ou imaginário que revela o pensamento do ser humano em diferentes épocas, a partir da inter-relação e interdependência dos fenômenos físicos, biológicos, psicológicos, sóciopolíticos, valores ideológicos e culturais, possibilitando ao indivíduo a compreensão e a reelaboração de padrões estéticos.

A arte potencializa formas representativas e interventivas da realidade espaço-temporal que, pela ação pedagógica criadora, possibilitará, ao aprendiz, a reorganização do pensamento estético para a construção de novos significados das estruturas artísticas.

A arte, entendida como trabalho criador na prática pedagógica, considera o objeto artístico a partir do movimento das relações sociais, considerando aspectos tais como; a possibilidade de fruição, o momento da sua produção, distribuição e consumo, visando à construção e à reformulação de novos conceitos.

 

Áreas de Ensino da Arte Pré, 1ª a 8ª séries (1.º, 2.º, 3.º, 4.º, 5.º, 6.º, 7.º, 8.º e 9.º anos do Ensino Fundamental de nove anos).

 

OBJETIVOS - ARTES VISUAIS

  • Perceber a função social das artes visuais;
  • Relacionar a produção artística visual com o contexto social em diferentes tempos e espaços;
  • Identificar a utilização da linguagem visual no cotidiano;
  • Reconhecer a produção visual como patrimônio cultural e sua importância na sociedade;
  • Reconhecer e identificar a interferência cultural nas estruturas artísticas visuais;
  • Analisar a produção artística da humanidade, na busca da compreensão dos seus modos de produção, em diferentes perspectivas culturais;
  • Reconhecer a importância da conservação e preservação do patrimônio cultural;
  • Reconhecer e analisar a variedade de significados expressivos e de valor simbólico nas formas visuais e suas conexões temporais, geográficas e culturais;
  • Perceber as concepções estéticas presentes nas diversas produções visuais (regionais, nacionais e internacionais);
  • Perceber a si próprio como produtor, inserido em determinado tempo e espaço;
  • Reconhecer e analisar as concepções estéticas presentes nas diversas produções visuais (regional, nacional e internacional);
  • Reconhecer a si próprio como produtor inserido em determinado tempo e espaço;
  • Analisar suas produções e as dos colegas, considerando seu tempo e espaço;
  • Elaborar crítica pessoal sobre diferentes manifestações artísticas.

 

OBJETIVOS MÚSICA

  • Perceber a função social da música;
  • Relacionar a produção musical com o contexto social, em diferentes tempos e espaços;
  • Identificar a utilização da linguagem musical no cotidiano;
  • Reconhecer a produção musical como patrimônio cultural e a sua importância na sociedade;
  • Reconhecer e identificar a interferência cultural na organização da obra musical, em diferentes tempos e contextos;
  • Analisar a produção musical da humanidade, na busca da compreensão dos seus modos de produção, em diferentes perspectivas históricas e culturais;
  • Reconhecer a si próprio como produtor, inserido em determinado tempo e espaço;
  • Analisar suas produções e as dos colegas, considerando seu tempo e espaço;
  • Elaborar crítica pessoal sobre os diferentes modos de produção musical, em diferentes contextos socioculturais.
  • Elaborar crítica pessoal sobre aspectos estéticos das diferentes manifestações musicais;
  • Comparar as produções musicais da humanidade, na busca da compreensão das interpenetrações que se dão entre elas.

 

OBJETIVOS - TEATRO

  • Perceber a função social das artes cênicas;
  • Relacionar a produção cênica com o contexto social, em diferentes tempos e espaços;
  • Identificar a utilização da linguagem cênica nas produções teatrais, cinematográficas e em meios televisivos;
  • Reconhecer e identificar a interferência cultural nas produções teatrais.
  • Reconhecer a produção teatral da humanidade como patrimônio cultural e sua importância na sociedade;
  • Analisar a produção em artes cênicas da humanidade na busca da compreensão dos seus modos de produção em diferentes perspectivas culturais;
  • Compreender e identificar as diferentes formas de construção das narrativas e estilos (tragédia, comédia, drama, mitos, fábulas, entre outras);
  • Reconhecer a si próprio como produtor, inserido em determinado tempo e espaço;
  • Analisar as suas produções e as dos colegas, considerando seu tempo e espaço;
  • Elaborar crítica pessoal sobre diferentes manifestações artísticas: aspectos estéticos e modos de produção;
  • Comparar as produções do homem nas artes cênicas, na busca da compreensão das interpenetrações que acontecem entre elas.

 

OBJETIVOS DANÇA

  • Perceber a função social da dança;
  • Relacionar a produção artística de dança com o contexto social, em diferentes tempos e espaços;
  • Identificar a utilização da dança no cotidiano (festas populares, ritos e mídia);
  • Reconhecer e identificar a interferência cultural na dança;
  • Analisar a produção artística da humanidade, na busca da compreensão dos seus modos de produção, em diferentes perspectivas culturais;
  • Perceber o papel do corpo na dança;
  • Reconhecer a si próprio como produtor, inserido em determinado tempo e espaço;
  • Analisar suas produções e as dos colegas, considerando seu tempo e espaço;
  • Elaborar crítica pessoal sobre diferentes manifestações artísticas, na perspectiva dos seus modos de produção;
  • Refletir sobre o papel do corpo na dança.

 

ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO

 

         Os parâmetros curriculares nacionais enfatizam o ensino e aprendizagem de conteúdos que colaboram para a formação do cidadão, buscando que o aluno adquira um conhecimento com o qual saiba situar a produção de arte.

         Os conteúdos serão selecionados através de critérios dentro das linguagens artísticas (música, artes visuais, teatro e dança) promovendo a formação artística e estética do aluno e a sua participação na sociedade. Esses conteúdos deverão contemplar também, a diversidade de repertório cultural que o aluno traz para a escola, como também os produtos da comunidade em que a escola está inserida e conteúdos das diversas culturas e épocas a partir de critérios de seleção adequados à participação do estudante na sociedade como cidadão informado.

         O conjunto de conteúdos está articulado dentro do processo de ensino e aprendizagem e explicitado por intermédio de ações em três eixos norteadores; produzir; apreciar e contextualizar.

         Os três estão articulados na prática, ao mesmo tempo que mantém seus espaços próprios, onde os conteúdos poderão   ser trabalhados em qualquer ordem, conforme decisão dos professores, em conformidade com o desenho curricular de sua equipe e segundo critérios e ordenação adequados a cada ciclo.

         Cabe ressaltar que as relações de ensino e aprendizagem de Arte não acontecem no vazio, mas sempre se ligam a determinado espaço cultural, tempo histórico e a condições particulares que envolvem aspectos sociais, ambientais, econômicos, culturais.

PRODUZIR: refere-se ao fazer artístico (como expressão, construção, representação) e ao conjunto de informações a ele relacionadas no âmbito do fazer do aluno e do desenvolvimento de seu precursor de criação. O ato de produzir realizar-se-á por meio da experimentação e uso das linguagens artísticas.

APRECIAR: refere-se ao âmbito da recepção, incluindo percepção, decodificação, interpretação, fruição de arte e do universo a ela relacionado. A ação de apreciar abrange a produção artística do aluno e a de seus colegas, a produção histórico- social em sua diversidade, a identificação de qualidades estéticas e significados artísticos no cotidiano, nas mídias, na indústria cultural, nas práticas populares, no meio ambiente.

CONTEXTUALIZAR: é situar o reconhecimento do próprio trabalho artístico, dos colegas e da arte como produto social e histórico, o que desvela a existência de múltiplas culturas e subjetividades. Os eixos produzir e apreciar já fazem parte da vida do aluno, sendo assim, o desafio para os professores consiste em contextualizar para que atinjam a qualidade necessária para um entendimento dos reais propósitos artísticos articulados na aprendizagem dos alunos.

         A reflexão compartilhada gera um contexto de ensino e aprendizagem cooperativo, que expressa a natureza social do saber. Essa experiência coletiva, por sua vez, realimenta a reflexão de cada aluno, pois envolve níveis distintos de elaboração de saberes, o que provoca, desequilíbrio e promove transformações nas aprendizagens individuais. Nesse ambiente, deve-se educar para o exercício de respeito mútuo, crítica (fazer e receber), solidariedade, diálogo, recepção à diversidade de intuições, idéias, expressões, sentimentos, construções e outras manifestações que emergem nas situações de aprendizagem e estética.

 

 

ESCOLHA E TIPO DE USO DO LIVRO DIDÁTICO:

 

A educação escolar: caracteriza-se pela mediação didático-pedagógica que se estabelece entre conhecimentos práticos e teóricos. Por isso mesmo, seus procedimentos e conteúdos devem adequar-se tanto à situação específica da instituição escolar e do desenvolvimento do educando quanto aos diferentes saberes a que se recorre.

Como instrumento de reflexo dessa situação particular, o livro didático precisa atender a essa dupla exigência: de um lado, os procedimentos, as informações e os conceitos propostos nos manuais escolares devem ser corretos do ponto de vista das áreas do conhecimento a que se vinculam, de outro lado, além de corretos, tais procedimentos, informações e conceitos devem ser apropriados à situação didático-pedagógica a que servem. Em decorrência disso, necessitam atender ao consenso dos diferentes especialistas e agentes educacionais quanto aos conteúdos mínimos a serem contemplados e às estratégias legítimas para a apropriação desses conteúdos. Na medida em os currículos são a expressão mais acabada desse consenso, é imprescindível que os livros didáticos considerem as recomendações comuns às diferentes propostas curriculares estaduais e municipais em vigor.

Por fim, como o objetivo último da educação escolar é "preparar  o educando para o exercício da cidadania" e "qualificá-lo para o trabalho" (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB, Título II, art.3º), o processo formativo precisa realizar uma nova mediação, agora entre a esfera privada das experiências familiares ou pessoais e a vida pública. Portanto, seja qual for a disciplina a que sirva, o livro didático deve contribuir para a construção da ética necessária ao convívio social e democrático, o que o obriga ao "respeito à liberdade" e ao "apego à tolerância" (LDB, Título II, art. 3º, IV).

É preciso ainda lembrar que o livro didático não constitui um instrumento neutro. Cada publicação é produto de uma dada visão de mundo, de homem, de educação e de escola. Fazer desse tipo de livro realmente um instrumento de aprendizagem exigirá que o educador conheça, compare e avalie as concepções, os pressupostos teóricos, tanto em relação à área do conhecimento, como à educação e aprendizagem expressas no Manual do Professor e/ ou implícitas nos textos e atividades propostos. Além disso, será preciso verificar que conteúdos são priorizados, que abordagens e metodologias são utilizadas.

A escolha do livro didático deve ser, um exercício tanto da autonomia pedagógica do professor que, de acordo com seus próprios princípios e propósitos, tendo como referência os elementos da realidade em que atua, inclusive o projeto pedagógico da escola, opta pelos meios e decide os fins. Se for assim, o livro será um valioso apoio para a prática pedagógica. Caso contrário, corre-se o risco de fazer uso de um instrumento dissociado do modo de pensar e do fazer do próprio professor. Por estas razões, é preciso saber escolher com cuidado os livros didáticos que serão utilizados durante meses e anos seguidos.

O MEC distribui os livros didáticos para os alunos matriculados nas escolas públicas e esta distribuição é baseada na escolha dos professores.

Os professores escolhem os livros, consultando o guia de livros que traz as resenhas que passaram pelo processo de análise e foram recomendados, analisando e discutindo.

Depois de feita a escolha, é preenchido o formulário e enviado ao MEC.

Os livros escolhidos vão ser trabalhados por outros professores e alunos nos ensino regular nos próximos 3 anos de 1ª à 8ª série do ensino regular, sendo  os de 1ª série consumíveis.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

V - ATIVIDADES ESCOLARES : AS AÇÕES

 

Durante o tempo escolar são desenvolvidas diversas atividades escolares, algumas com projetos específicos ou planos de ação. Algumas atividades visam o envolvimento da comunidade, outras a ampliação e o enriquecimento da visão de mundo do aluno.

A escola também oferta atividades culturais em que o aluno possa se expressar, atividades cívicas, competitivas e de expressão de solidariedade e atividades que complementem o processo ensino-aprendizagem.

Quanto às atividades que ampliam e enriquecem a visão de mundo do aluno, a escola oferece palestras, filmes, visitas, projetos específicos: Digitando o Futuro, Fazendo Escola, Projeto Ler e Pensar, Atividades Artísticas, Culturais, Cívicas e outros, tais como:

 

  FESTAS E COMEMORAÇÕES

Fevereiro a julho:

-  Comemoração do Carnaval envolvendo os alunos de Pré à 4ª série;

- Confraternização Cristã, lembrando os educandos sobre o sentido da Páscoa;

- Dia das Mães;

- Festa Junina Interna (retomada das origens do povo brasileiro), apontada em Calendário escolar desde 1.997.

 

 Agosto a dezembro:

- Dia dos Pais e/ou da Família;

- Apresentação de talentos: resgatando e enfatizando a pluralidade cultural de nossa comunidade, valorizando suas vivências nas diversas áreas do conhecimento (música, teatro, esportes, etc) e proporcionando um entrosamento entre escola e comunidade;

 - Aniversário da escola, ocasião em que fazemos exposição de trabalhos das diversas áreas do conhecimento, tendo como culminância a escolha da Garota Papa e do aluno Destaque do Ano, valorizando o desempenho acadêmico, cultural e emocional de nosso aluno, com participação ativa da Comunidade Escolar, com apresentações envolvendo atividades da Educação Permanente;

 - Dia da Criança, comemorado com brincadeiras, oficinas (de maquiagem, confecção de bijuterias, dobradura, confecção de pipas) videokê;

- Dia do Professor e do Funcionário Público: jantar comunitário.

- Datas cívicas;

- Confraternização dos professores e funcionários com "Coffee Break";

- Festa de Natal em parceria com empresários da comunidade para alunos carentes de diferentes bairros.

 

UNIVERSIDADE ESCOLA

No ano de 2.006 foram desenvolvidos, a exemplo de outros anos, projetos em parceria com Instituições de Ensino Superior da capital que mantém convênio com a SME.

O s projetos no corrente ano são:

  • Mundo Mágico da Literatura - UNICEMP
  • Inglês na Educação Infantil
  • Papa Ecologia - UNIBRASIL
  • Jornal na Educação de Jovens e Adultos
  • Resgate da Consciência dos Afrodescendentes
  • Papa Informa - FACEL
  • A Importância de Trabalhar a Paz

 

PARCERIAS

SESC: os alunos se beneficiam de atividades propostas por esse serviço, tais como exposições, oficina e palestras.

Desenvolvemos, desde 2.000, uma parceria com o Instituto RPC (jornal Gazeta do Povo), através do “Projeto Ler e Pensar” o qual doa jornais à escola para trabalho com os alunos sobre conteúdos pertinentes à área do conhecimento, fazendo do Jornal um recurso didático a mais.

ONG Junior Achievement através do Programa Introdução ao Mundo dos Negócios.

SESI /SENAI

PROERD – Polícia Militar do Paraná

 

 

DIGITANDO O FUTURO

A escola possui dois laboratórios, com dezoito micros em cada um, tendo como objetivo trabalho a Informática Educativa, onde o computador é um instrumento a mais no processo ensino - aprendizagem.

 

 

REDE DE PROTEÇÃO

 

 

Estima-se que dez por cento das crianças e adolescentes que chegam a um serviço de emergência em saúde sofrem maus-tratos, a grande maioria intradomiciliares, ocultos e repetitivos. Levando-se em conta ainda os “acidentes” devido à negligência ou à falta de cuidados mínimos, essa porcentagem seria muitas vezes maior.

Sabe-se que apenas uma pequena minoria de crianças, adolescentes e idosos agredidos é levada à assistência médica, impossibilitando o diagnóstico, a denúncia e o desencadeamento dos meios de proteção ao menor.

A violência ou abuso na infância, adolescência e no idoso, são sempre fatos que chocam, deprimem e trazem a evidência de falta de proteção a que estão submetidos as crianças, os adolescentes, os portadores de necessidades especiais e os idosos, dependentes de um adulto chamado de “responsável”, mas que nem sempre o é.

Ao contrário, na maioria dos casos de violência nesta faixa etária, ele ou ela “responsável” é o próprio agressor que humilha, bate, deixa de dar assistência mínima para a sobrevivência, viola sexualmente e chegando a levar à morte àqueles que dele dependem, seus próprios filhos, enteados ou familiares.

Sabe-se também que os casos graves de violência, que chegam a deixar seqüelas ou levar à morte, são, em sua maioria, de agressões rotineiras, com várias ocorrências anteriores, com relatos de atendimentos em clínicas ou pronto-socorros.

Nos Estados Unidos, mais de 1,5 milhões são atendidos anualmente por maus-tratos, com mil óbitos em 300 mil casos registrados de abuso sexual, por ano.

No Brasil, os números são poucos. Apenas alguns casos, nem sempre os mais graves, são levados ao conhecimento das autoridades competentes e, mesmo assim, os números assustam.

A denúncia ou notificação da suspeita ou violência confirmada contra criança, adolescente, idoso ou o portador de necessidades especiais é obrigatória por lei, pelo Estatuto da Criança e Adolescente, o Estatuto do Idoso e pelo Código Penal Brasileiro que deveria desencadear uma série de medidas de proteção, desde a orientação e o acompanhamento familiar até a intervenção judicial, com afastamento do agressor ou da família quando necessário.

Proteger à população em questão é tarefa que requer sensibilidade, habilidade e alguns conhecimentos específicos. É preciso, portanto, estar atento a toda e qualquer suspeita de violência contra esses indivíduos, para que se possa intervir de maneira direta e eficiente. No entanto, identificar maus-tratos e notificá-los às autoridades não é suficiente. É necessário atuar previamente, antes que ocorra a primeira violência contra a criança, o adolescente ou o idoso, além de impedir a continuação da agressão e suas conseqüências desastrosas, físicas e /ou emocionais, seja por aconselhamento, orientação e acompanhamento (sempre necessário), seja utilizando os meios legais.

 

Objetivos da Rede de Proteção

Objetivo Geral:

  • Contribuir para a redução da violência contra a criança, adolescente, idoso e portador de necessidade especial na Escola Papa João XXIII e comunidade, especialmente no que se refere à violência doméstica.

 

Objetivos Específicos:

  • Sensibilizar entidades, profissionais e a comunidade para a importância da denúncia, assistência e prevenção da violência contra criança, adolescente, idoso e portador de necessidades especiais;
  • Capacitar os profissionais diretamente envolvidos no atendimento a criança, adolescente, idoso e portador de necessidade especial para o desenvolvimento do trabalho integrado e intersetorial;
  • Tornar visível a violência que se pratica contra esses indivíduos, estimulando a notificação para que se possa produzir informações e construir indicadores que permitam conhecer o problema e buscar soluções;
  • Diminuir a reincidências da violência, a partir do acompanhamento dos casos.
  • Oferecer às vitimas, aos agressores e às famílias o atendimento necessário para ajudar a superar as condições geradoras de violência e as seqüelas resultantes dos maus-tratos;
  • Desenvolver propostas e projetos voltados para a prevenção da violência especialmente envolvendo a comunidade.

 

 

ESPORTES

 1ª A 4ª SÉRIE:

- Encontro Esportivo do Núcleo Regional do Portão – Jogos Cooperativos

- Festival de Danças da Rede Municipal de Ensino

- Projeto de Xadrez

 

5ª A 8ª SÉRIE:

- Jogos Internos da Escola Papa

- Encontro Esportivo das Escolas Municipais de 5ª a 8ª séries

 

EJA

- Jogos Cooperativos Internos

 

PASSEIOS EDUCATIVOS

- visitas a museus (Expedicionário, Botânico, Paranaense, RosaCruz, Copel, História Natural);

- Parques (do Alemão, Zoológico, etc.);

- Fundação Cultural (Solar do Barão, Casa Vermelha, Memorial de Curitiba);

- Cinema – Shopping Total.

 

 

 

FAROL DO SABER ROCHA POMBO

Atuam no Farol 6 professores, distribuídos em 3 turnos. A demanda de leitores é bastante grande. Contamos com o auxílio de 2 estagiários do ICI para pesquisa na Internet. O Farol desenvolveu, neste ano, um projeto de Aniversário contando com Concurso de Poesias e Cartazes envolvendo a Escola e a Comunidade em geral.

Trouxe, no ano de 2003, o escritor Pedro Bandeira para uma conversa com seus leitores, por ser ele o escritor mais procurado pelo público infanto-juvenil.

Entrevistou a poetisa Helena Kolody, que autografou alguns de seus livros a serem entregues, como premiação.

Em comemoração ao seu 6º aniversário criou-se um "site" para o Farol: www.farol.rochapombo.hpg.com.br.

 

 

CAPACITAÇÃO PARA LIDERANÇA

Visando desenvolver as lideranças, a Escola oferece um curso semestral para os representantes de 5ª a 8ª séries, por um período de 4 meses, que é o tempo de mandato dos representantes de turma (de 11 a 15 anos). Os representantes se reúnem para desenvolver a responsabilidade através de atividades como teatro, literatura, músicas, filmes que desencadearam esse processo.

A idéia é sempre fazer uma coisa pública como forma de envolver a comunidade.

O curso visa desenvolver a capacidade de argumentação das crianças, discutindo temas atuais.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VI – MATRIZ CURRICULAR.

 

Matriz curricular / 2006

NRE: 09 - CURITIBA

 

MUNICÍPIO: 0690 - CURITIBA

ESTABELECIMENTO DE ENSINO: 02641 - JOÃO XXIII, E M PAPA - ENS. INF. FUND                 ENT. MANTENEDORA: PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA

CURSO: 400 - ENS. 1 GR. 5/8 SER                                              TURNO: MANHà                            ANO DE IMPLANTAÇÃO: 2006 - SIMULTÂNEA                              MÓDULO: 40 SEMANAS

 

DISCIPLINAS                                / SÉRIE

BASE NACIONAL COMUM

LINGUAGENS

LÍNGUA PORTUGUESA

5

5

5

5

CÓDIGOS

EDUCAÇÃO ARTÍSTICA

1

1

1

1

E SUAS

ED. FÍSICA

3

3

3

3

TECNOLOGIAS

 

 

 

 

 

CIENCIAS DA

MATEMÁTICA

4

5

5

5

NATUREZA

 

 

 

 

 

MATEMÁTICA E

 

 

 

 

 

SUAS TECNOLOGIAS

CIÊNCIAS

3

3

3

3

CIENCIAS

HISTÓRIA

3

3

3

3

HUMANAS

GEOGRAFIA

3

3

3

3

E SUAS

ENSINO RELIGIOSO             *

1

 

 

 

TECNOLOGIAS

 

 

 

 

 

SUB-TOTAL

22

23

23

23

PD

 

L.E.M. - INGLÊS

2

2

2

2

SUB-TOTAL

2

2

2

2

 

TOTAL GERAL

24

25

25

25

 

 

 

VI- PROCESSOS AVALIAÇÃO/ CLASSIFICAÇÃO/PROGRESSÃO E  ADAPTAÇÃO

 

A avaliação é hoje compreendida pelos educadores de nossa escola como elemento integrador entre a aprendizagem e o ensino, que envolve múltiplos aspectos:

- o ajuste e a orientação da intervenção pedagógica para que o aluno aprenda da melhor forma;

- obtenção de informação sobre o que foi  aprendido e como:

- reflexão contínua para o professor  sobre sua prática educativa;

- tomada de consciência dos avanços, dificuldades e possibilidades.

É uma ação que ocorre durante todo o processo de ensino - aprendizagem e não apenas em momentos específicos caracterizados como fechamento de grandes etapas de trabalho.

A avaliação subsidia o professor com elementos para uma reflexão contínua sobre a sua prática, sobre a criação de novos instrumentos de trabalho e a retomada de aspectos que devem ser revistos, ajustados ou reconhecidos como adequados para o processo de aprendizagem individual ou de todo grupo.

A avaliação, apesar da responsabilidade do professor, não deve ser considerada função exclusiva dele. Delegá-la aos alunos, em determinados momentos, é uma condição didática necessária para que construam instrumentos de auto-regulação para as diferentes aprendizagens. A auto-avaliação é uma situação de aprendizagem de análise que o aluno desenvolve estratégias de análise e interpretação de suas produções e dos diferentes procedimentos para se avaliar.

É importante ressaltar que a não realização das aprendizagens esperadas, muitas vezes não é problema do aluno, mas tem suas origens em problemas do próprio sistema educacional, que precisam ser identificados e solucionados.

A avaliação é um aspecto do ensino pela qual os professores estudam e interpretam os dados da aprendizagem e de seu próprio trabalho, com as finalidades de acompanhar e aperfeiçoar o processo de aprendizagem dos alunos, bem como diagnosticar seus resultados e emitir parecer.

A avaliação deve proporcionar dados que permitam à escola promover a reestruturação e a relevância do currículo.

A avaliação do aproveitamento escolar será contínua, permanente e cumulativa, tomada na sua melhor forma, preponderando os aspectos qualitativos da aprendizagem, por meio de técnicas e instrumentos diversificados, sendo vedada uma única oportunidade de aferição.

O grau 0 (zero) só será atribuído em caso de freqüência nula no período.

O rendimento mínimo exigido pela escola, para progressão é nota 60 (sessenta) por componente curricular.

Os critérios de avaliação do aproveitamento escolar serão embasados nos objetivos propostos no projeto pedagógico da escola, obedecendo à ordenação e à seqüência do ensino e da aprendizagem, conforme a orientação do currículo.

A avaliação do aproveitamento escolar terá seus resultados expressos:

- Na Educação Infantil, e Classe Especial, através de fichas de avaliação específicas com registro descritivo trimestral;

 -Na 1ª série, através de fichas de avaliação especificas com registros descritivos trimestrais no decorrer do período letivo e ao final deste, parecer de aprovação ou retenção do aluno;

 - De 2ª à 4ª série através, de notas trimestrais, numa escala de 0 (zero) a 100 (cem);

- De 5ª à 8ª série através, de notas trimestrais, numa escala de 0 (zero) a 100 (cem);

- Na Educação de Jovens e Adultos e Adultos Fase I, o registro de notas seguirá as normas contidas no Programa de Jovens e Adultos da Secretaria Municipal da Educação de Curitiba;

- Na Educação de Jovens e Adultos Fase II, através de duas etapas com notas de 0 (zero) a 100 (cem).

Ao final do período letivo será calculada média anual tomando-se por base a média aritmética:

De 2ª à 4ª série M. ª = 1º trimestre + 2 trimestre+3 trimestre = 60

                                                                       3

 

de 5ª à 8ª série M.ª  = 1º T X2+ 2 T X3 + 3º T X5  = 60

                                                                                10

 

                        EJA Fase II     M.A = 1ª Etapa + 2ª Etapa   =50

                                                                               2

No Ensino Fundamental de 1ª a 4ª série, os componentes curriculares Educação Física e Educação Artística serão avaliados em termos de desempenho por nota do aluno no decorrer do processo, através de registro cumulativo que demonstre o nível de aprendizagem do aluno e não serão objetos de reprovação.

No Ensino Fundamental de 5ª à 8ª série e EJA Fase II, os componentes curriculares Educação Física, Educação Artística e Língua Estrangeira Moderna terão registro de nota, porém não serão objetos de reprovação exclusivamente.

O componente Curricular Ensino Religioso é de oferta obrigatória pelo Estabelecimento e de freqüência opcional para o aluno, tendo registro de nota e freqüência , porém não será objeto de reprovação.

O registro do rendimento escolar será feito na documentação escolar oficial que compreende o histórico escolar, ficha individual do aluno com parecer parcial ou conclusivo e guia de transferência.

Caberá ao Conselho de Classe acompanhar o processo de avaliação do aproveitamento escolar, devendo debater e analisar todos os dados intervenientes na aprendizagem, propondo encaminhamentos necessários.

Os critérios de avaliação do aproveitamento escolar e os resultados parciais e finais dos processos de avaliação serão disponibilizados aos pais ou responsáveis em datas definidas no início do ano letivo através de boletins escolares e/ou fichas descritivas.

Os pais e/ou responsáveis poderão requerer a revisão dos resultados no prazo de 48 (quarenta e oito) horas de dias úteis a partir da comunicação dos mesmos.

 

DA RECUPERAÇÃO

 

A recuperação de estudos é parte integrante do processo de aprendizagem no seu desenvolvimento contínuo, acontecendo concomitante e/ou paralelamente ao período letivo, proporcionando ao aluno condições que lhe possibilitem a melhoria do aproveitamento escolar e avanços no processo de aprendizagem, através do trabalho da co-regente.

O processo de recuperação acontecerá concomitantemente ao processo de aprendizagem e ou paralelamente, com extensão de carga horária, sempre que se fizer necessário, de acordo com as diretrizes da Secretaria Municipal de Educação.

Os alunos envolvidos neste processo deverão ser alvo de reavaliação para o registro dos progressos alcançados. 

 

DA PROMOÇÃO

 

Entende-se por promoção, a passagem do aluno de uma série a outra, após conclusão de ano letivo, atendendo ao que dispõe o Sistema de Avaliação da Escola.

As formas de promoção do aluno são expressas da seguinte forma:

- Aprovado (AP): para aluno que atingir 180 pontos no ano;

- Reprovado (REP): para os alunos que ao final do ano apresentarem dificuldades pedagógicas acentuadas, mesmo após passar por avaliação pedagógica individualizada dos professores e equipe pedagógica, recuperação de estudos e parecer do Conselho de classe e não atingir 180 pontos no ano.

 

É exigida ainda, para a promoção do aluno de um ano para outro a freqüência mínima de 75% do total de carga horária letiva no ano determinada legalmente e regulamentada pela escola em seu  Regimento Escolar. Atendendo Decreto – Lei Nº 1.044, de 21 de outubro de 1968 e Parecer nº 06/98 – CEB/CNE, as faltas justificadas por atestados médicos, não serão consideradas neste cálculo e para tal, serão anotadas no “Registro de Freqüência e Avaliação _ RFA” , com FJ para serem cadastradas e computadas corretamente no Sistema de Gestão Escolar ­ SGED.

Para a promoção é exigida a freqüência mínima de 75% (setenta e cinco) do total da carga horária letiva anual, determinada pela escola, com ciência do pai ou responsável, exceto para a Educação de Jovens e Adultos Fase I, que é definida de acordo com a Legislação específica.

Para a progressão do aluno matriculado após o início do ano letivo, a freqüência mínima será computada a partir da data efetiva da matrícula.

 

 

DA CLASSIFICAÇÃO

 

Classificação é procedimento pelo qual a escola posiciona o aluno em série compatível com a idade, experiência e desempenho adquiridos por meios formais ou informais.

A classificação pode ser realizada:

- por promoção, para alunos que cursaram com aproveitamento a série anterior na própria escola;

- por transferência, para alunos procedentes de outras escolas do país ou do exterior, considerando a classificação na escola de origem;

- independentemente de escolarização anterior, mediante avaliação feita pela escola, que defina o grau de desenvolvimento e experiência do aluno e permita sua inscrição na série.

Fica vetada a classificação para o ingresso no primeiro ano do ensino fundamental.

A classificação tem caráter pedagógico, centrado na aprendizagem e exige as seguintes medidas administrativas para resguardar os direitos do aluno, da escola e dos profissionais:

- proceder à avaliação diagnóstica documentada pelo professor ou equipe pedagógico- administrativa;

- comunicar ao aluno ou responsável o processo a ser iniciado para obter deste o respectivo consentimento;

- organizar comissão formada por docentes e equipe pedagógico-administrativa para efetivar o processo;

- arquivar atas, trabalhos ou outros instrumentos de avaliação utilizados, na pasta individual do aluno;

- registrar os resultados no histórico escolar do aluno.

A escola dará ciência à Secretaria Municipal da Educação do processo de classificação efetivado, encaminhando ofício e fotocópia da Certidão de nascimento do aluno classificado.

 

 

 

                                          RECLASSIFICAÇÃO

 

Reclassificação é o processo pelo qual a escola avalia o grau de desenvolvimento e experiência do aluno matriculado, levando em conta as normas curriculares gerais, a fim de encaminhá-lo ao período de estudos compatível com sua experiência e desempenho, independentemente do que registre o seu Histórico escolar.

Fica vetada a reclassificação para a série inferior à anteriormente cursada.

A reclassificação tem caráter pedagógico centrado na aprendizagem  e exige medidas administrativas para resguardar os direitos  dos alunos, da escola e dos profissionais.

As medidas administrativas são as mesmas elencadas para o processo de classificação.

A escola dará ciência à Secretaria Municipal da Educação, do processo de reclassificação efetivado, encaminhando ofício e fotocópia da Certidão de Nascimento do aluno reclassificado.

                                

 

DAS ADAPTAÇÕES

 

Adaptações de estudos é o conjunto de atividades didático-pedagógicas desenvolvidas, sem prejuízo das atividades normais da série em que o aluno se matricular, para que possa seguir, com proveito, o novo currículo.

A adaptação far-se-á pela base nacional comum e será realizada durante o período letivo.

Para efetivação do processo de adaptação, a equipe pedagógico-administrativa e os docentes da série envolvidos deverão:

- especificar as adaptações a que o aluno estará sujeito;

- elaborar um plano próprio, flexível e adequado a cada caso;

- ao final do processo, elaborar a ata de resultados;

- registrar os resultados no Histórico Escolar do aluno e no Relatório Final.

 

PROCEDIMENTOS DE REGISTRO DE AVALIAÇÃO E FREQÜÊNCIA

 

Ficha de registro de notas do Ensino Fundamental

 

 

 
  Caixa de texto: PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA
SECRETARIA MUNICIPAL DA EDUCAÇÃO
BOLETIM DO ALUNO

UE: 2 - EM PAPA JOAO XXIII ? EIEF

Série: 	 Turma:  	Turno: 	Sala:
DISCIPLINAS	1º Lanç.	2º Lanç.	3º Lanç.	4º Lanç.	Total Faltas	Média Anual
	Nota	F	Nota	F	Nota	F	Nota	F		
CIÊNCIAS										
ENSINO DA ARTE										
EDUCAÇÃO FÍSICA										
GEOGRAFIA										
HISTÓRIA										
LÍNGUA PORTUGUESA										
MATEMÁTICA										
L.E.M. - INGLÊS										

Obs:
Síntese do sistema de avaliação do estabelecimento
0 a  49 = Reprovado
50 a 100 = Aprovado
Freqüência  mínima 75%   
Data

Diretor (a)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ficha  acompanhamento da Educação Infantil

 

Caixa de texto: ESCOLA MUNICIPAL PAPA JOÃO XXIII
PRÉ ESCOLAR 2006
Aluno (a):
Professora: ...............................................Turma: ........

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO	1ºs	1ºs	2ºs	2ºs
Expõe suas idéias oralmente com clareza				
Utiliza entonação adequada ao relatar fatos e idéias				
Ouve com atenção seus colegas e professores				
É participativo (a)				
Trabalha em grupo respeitando seus colegas				
Demonstra interesse nos seus estudos				
É cuidadoso (a) com seus materiais				
Faz as lições de casa				
É assíduo				
Tem bons hábitos de higiene				
Resolve adequadamente seus problemas				
Relacionamento com os colegas				
Representa idéias por meio de diferentes linguagens: gestos, fala, desenhos, expressões, modelagem, dobraduras , etc				
Reconhece símbolos que auxiliam na organização de sua vida escolar (crachá, calendário, etc)				
Identifica seu nome, reconhecendo as letras que o compõem em outros nomes e palavras				


Observações:
Assinatura dos pais e/ou responsáveis:
Legenda:

 

 
  Caixa de texto: Atingido ? cor azul
Não atingido ? cor vermelho

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VII- CALENDÁRIO ESCOLAR

 

O Calendário Escolar é elaborado anualmente pelo estabelecimento de ensino, atendendo ao disposto na legislação vigente, bem como às diretrizes da Secretaria Municipal da Educação.

Na elaboração do calendário participam todos os segmentos da comunidade escolar, devendo ter aprovação do Conselho de Escola.

Depois de aprovado pelo Conselho de Escola, o mesmo é encaminhado à Secretaria Municipal da educação, que tomará as medidas cabíveis.

As alterações no Calendário Escolar, aprovadas pelo Conselho de Escola por motivos relevantes, deverão ser comunicadas em tempo hábil à Secretaria Municipal da Educação para as providências cabíveis.

Nos ANEXOS encontram-se cópias dos Calendários do Ensino Regular e Educação de Jovens e Adultos para 2006.

 

VIII - REGIMENTO ESCOLAR

 

O Regimento Escolar foi aprovado conforme o Parecer nº 021/ 2000, da Secretaria Municipal de Educação – Serviço de Legislação e Documentação Escolar e encontra-se à disposição dos interessados na Direção da Escola.

 

IX – CONDIÇÕES FÍSICAS E MATERIAIS

 

As condições físicas de nossa escola são regulares, pois a construção é antiga (43 anos) necessitando de manutenção constante. A escola dispõe de uma cancha coberta para eventos e práticas esportivas.

Existe a preocupação constante pela aquisição de materiais com as verbas recebidas.

Atualmente, a tecnologia coloca à disposição da escola uma série de recursos como o computador, a televisão, o videocassete, DVD, dos quais os professores fazem o melhor uso possível. No entanto, é igualmente importante fazer um bom uso de recursos didáticos como quadro de giz (ainda necessitamos de mais alguns), mapas, software e globo terrestre (necessitamos de alguns), calculadora, CDs, cd-rom, discos, fitas VHS, livros, dicionários, revistas, jornais, folhetos, cartazes, jogos, brinquedos, materiais esportivos, além de outros que se fizerem disponíveis.

Dentre os diferentes recursos, o livro didático é um dos materiais de mais forte influência na prática de ensino.

Os professores estão sempre atentos à qualidade, à coerência e a eventuais restrições que apresentem em relação aos objetivos propostos, para tanto é realizada a escolha do livro didático através da análise dos mesmos. Além disso, consideramos que o livro didático não deve ser o único material a ser utilizado, pois a variedade de fontes de informação, incluindo a Internet e o uso do jornal, é que contribuirá para o aluno ter uma visão ampla do conhecimento.

Em nossa escola, é indiscutível a necessidade crescente do uso de computadores pelos alunos como instrumento a mais de aprendizagem escolar, para que possam estar atualizados em relação às novas tecnologias da informação e se instrumentalizarem para as demandas sociais presentes e futuras, Porém, ainda necessitamos de recursos humanos para viabilizar o uso dos mesmos e da modernização do parque de informática.

É importante haver diversidade de materiais para que os conteúdos possam ser tratados da maneira mais ampla possível.

Para uma melhor qualidade das condições físicas e materiais não depende somente da atuação da escola e da vontade de alguns é preciso a participação conjunta dos vários segmentos escolares para a tomada de decisões, o que é feito através do Conselho de Escola.

As metas propostas não se efetivarão em curto prazo, é necessário que tenhamos recursos. Mesmo em condições ótimas de recursos dificuldades e limitações estarão presentes, pois na escola se manifestam os conflitos existentes na sociedade.

 

 

 

 

 

 

X -FORMAÇÃO CONTINUADA PARA PROFESSORES, FUNCIONÁRIOS, E PEDAGOGOS

 

O homem, por sua própria natureza, é um ser incompleto, em constante processo de crescimento, por isso tem condições de educar-se. Dentre as possibilidades que o distinguem, está a sua capacidade de antever as ações a serem realizadas que, de certa forma, lhe são facultadas pela capacidade de imaginação e reflexão o que, se devidamente explorado, pode levá-lo a muitas realizações.

O processo, entretanto, não pode ser visto de maneira tão simplificada. Temos que considerar que não é qualquer imaginação ou reflexão que desencadeia realizações, é necessário uma imaginação criadora e reflexiva, conquistada através de hábitos, atitudes e valores.

O homem educado é um ser capaz de adquirir, construir / reconstruir os próprios conhecimentos e de ter acesso à herança cultural da humanidade; adquirindo "a capacidade de manejar e produzir conhecimento; torna-se componente estratégico da escola e de todas as instâncias educativas, em particular dos seus profissionais". (Demo 1995).

Existem professores com um melhor entendimento da realidade e que, por serem mais sensíveis, compreendem mais fácil o imperativo de renovação, de mudanças da forma de tratar os alunos e da forma de trabalho dentro da sala de aula. Estes são os que, ao fazer uma reflexão sobre a sua prática, estão buscando alternativas. Outros, assustados com a situação que estão vivendo, com o que pode acontecer, temerosos em perder o controle dos alunos, ainda não inovaram e ainda não tiveram a coragem de ousar.

A formação do professor é efetivada, ainda hoje, com base em estudos, em modelos do passado, formação para uma realidade ideal que nunca se caracterizou.

Eis que produz uma defasagem entre o pensamento e o construído. Se considerando todo o avanço científico e tecnológico, com todas as transformações sociais e comportamentais daí decorrentes, não se pode esperar que, mantida a mesma formação, os resultados, em termos de ação docente, sejam as mais adequadas e desejáveis para formar as gerações atuais.

Pautadas nas principais problemáticas apontadas pelos docentes:

-  a dicotomia teoria - prática;

- a dificuldade de exercer influência, na transformação pedagógica das práticas escolares.

Poderemos compreender a necessidade de uma outra mentalidade, outro modo de agir. Temos que admitir que apenas a transmissão do conhecimento não pode e não deve marcar e/ou justificar o trabalho do professor.

Um trabalho de construção/ reconstrução / socialização do conhecimento requer uma definição clara dos marcos conceituais da matéria a ensinar e uma compreensão de problemáticas e de postulados teóricos.

Consciente de que a ciência não se desenvolve de maneira neutral, terá o professor, melhores condições para fazer opções epistemológicas sintonizadas com os fins educativos que lhe movem a atuação pedagógica.

A prática de estudos já faz parte das atividades pedagógicas desenvolvidas no decorrer do ano, momentos preciosos de reflexão crítica e trocas de experiências, que muito auxiliam na prática da sala de aula. São reuniões pedagógicas realizadas em alguns sábados (conforme calendário) sendo selecionados variados conteúdos para serem trabalhados, segundo as especificações dos professores e em caso de necessidade recorremos à ajuda de especialistas para que sejam supridas as expectativas do grupo.

Além da prática de estudos, são ofertados durante o ano:

- encontro nas permanências;

- 5 dias de estudos pedagógicos (Semana Pedagógica);

- assessoria com agendamento na Secretaria Municipal da Educação;

- cursos à distância ofertados pela Secretaria Municipal da Educação;

- palestras;

- reuniões, onde o corpo docente se reúne conforme a necessidade para o estudo de novos projetos e aperfeiçoamento dos que apresentam resultados positivos.

É preciso desenvolver políticas de valorização das condições de trabalho e de salário, assim como é igualmente importante investir na sua qualificação, capacitando-os para que possam oferecer um ensino de qualidade, por isso a escola sempre apóia os professores, para que participem de cursos ofertados pela Secretaria Municipal da Educação ou outros segmentos da sociedade. São estimulados também a se aperfeiçoarem através de cursos em nível pós-graduação e mestrado, pois "como princípio científico e educativo, habilidade primordial, o professor deve se dedicar a pesquisar, para que consiga uma atitude crítica e criativa no trabalho, atitude que faça convergir os verbos saber e mudar". (Demo, 1992)

A formação continuada em serviço é uma necessidade e para tanto é preciso que se garantam jornadas com tempo para estudo, leitura e discussão entre os profissionais capazes de conhecer os alunos, adequar o ensino à aprendizagem, elaborando atividades que possibilitem a ação reflexiva do aluno.

A escola irá contemplar no seu Plano de Ação, ações específicas atendendo as necessidades e interesses para a FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES, FUNCIONÁRIOS E PEDAGOGOS, pois considera que a capacitação continuada dos profissionais da educação gera a melhoria da ação pedagógica.

           

CRITÉRIOS PARA PARTICIPAÇÃO

 

       Quando existe oferta de uma vaga ou poucas vagas para participação em cursos, congressos e palestras e similares para capacitação dos profissionais da educação e muitos têm interesse em participar, a escola, faz o sorteio entre os interessados e os que já participaram de um no ano letivo cedem a vez para outros profissionais.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

XI- PLANO DE AVALIAÇÃO INTERNA

 

A avaliação será abrangente porque contemplará tanto questões ligadas estritamente ao processo ensino/ aprendizagem, como às que se referem à organização do trabalho escolar, à função socializadora e cultural, à formação das identidades, dos valores, etc., enfim, ao Projeto Pedagógico da escola.

Pretende-se disponibilizar mecanismos que permitam a avaliação da instituição escolar em todos os seus aspectos, gestão: participativa, pedagógica, de pessoas, de serviços de apoio, de recursos físicos e financeiros.

Para que seja possível, será realizada com mecanismos criados pelo próprio estabelecimento  de ensino para avaliação interna.

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